29 de novembro de 2017

Novo método para medir o tamanho das estrelas de neutrões


As estrelas de neutrões são feitas de matéria ultradensa. O modo como esta matéria se comporta é um dos maiores mistérios da física nuclear moderna. Investigadores desenvolveram um novo método para medir o raio das estrelas de neutrões, o que os ajuda a entender o que acontece com a matéria dentro da estrela sob pressão extrema. Foi desenvolvido um novo método para medir o tamanho das estrelas de neutrões num estudo liderado por um grupo de investigação de astrofísica de alta-energia na Universidade de Turku, Finlândia.

O método baseia-se na modelagem de como as explosões termonucleares que ocorrem nas camadas mais altas da estrela emitem raios-X. Ao comparar os raios-X emitidos pelas estrelas de neutrões com os modelos teóricos topo-de-gama de radiação, os cientistas foram capazes de colocar restrições no tamanho da fonte emissora. Esta nova análise sugere que o raio da estrela de neutrões deve ser cerca de 12,4 km.

"As medições anteriores mostraram que o raio de uma estrela de neutrões estava situado entre os 10 e os 16 km. Nós reduzimos este intervalo até cerca de 12 km com cerca de 400 metros de precisão, talvez 1000 metros se quisermos ter a certeza. Portanto, a nova medição é uma melhoria clara em relação à anterior," comenta Joonas Nättilä, candidato a doutoramento que desenvolveu o método.

As novas medições ajudam os investigadores a estudar o tipo de condições núcleo-físicas presentes no interior de estrelas de neutrões extremamente densas. Estão particularmente interessados em determinar a equação do estado de matéria de neutrões, que mostra quão comprimível é a matéria a densidades extremamente elevadas.

"A densidade da matéria nas estrelas de neutrões ronda os cerca de 100 milhões de toneladas por centímetro cúbico. De momento, as estrelas de neutrões são os únicos objetos naturais com os quais podemos estudar estes tipos extremos de matéria," acrescenta Juri Poutanen, líder do grupo de pesquisa.

Os novos resultados também ajudam a compreender as recém-descobertas ondas gravitacionais que tiveram origem na colisão de duas estrelas de neutrões. É por isso que o consórcio LIGO/Virgo, que descobriu estas ondas, foi rápido em comparar as suas observações recentes com as novas restrições obtidas pelos cientistas finlandeses.

"A forma específica do sinal de onda gravitacional é altamente dependente dos raios e da equação de estado das estrelas de neutrões. É muito emocionante como estas duas medições completamente diferentes contam a mesma história acerca da composição das estrelas de neutrões. O próximo passo lógico é combinar estes dois resultados. Já tivemos conversas com os nossos colegas sobre como proceder," conclui Nättilä.  
Fonte: Astronomia OnLine

Vida na Terra teria sido originada por um cometa?

Cientistas da NASA fizeram uma descoberta impressionante que poderá ajudar a provar que a vida na Terra poderia ter sido "semeada" a partir do espaço.

O cometa 45P/ Honda-Mrkos-Pajdusakova, batizado em homenagem a três astrônomos do Japão, da República Tcheca e da Eslováquia que o descobriram separadamente, é um velho amigo dos pesquisadores. Descoberto em 1948, o cometa tem sido observado cada vez que regressa à órbita da Terra, aproximadamente a cada cinco anos. Mas tudo mudou no fim de 2016 e início de 2017, quando os cientistas decidiram estudar a composição da atmosfera do cometa, analisando as impressões químicas na parte infravermelha do espectro, segundo o portal Phys.org. As observações, recolhidas com ajuda do ISHELL, espectrógrafo de elevada resolução, instalado recentemente no telescópio de infravermelhos da NASA (Infrared Telescope Facility, IRTF, em inglês) no Havaí, mostraram o que ninguém tinha esperado ver.

O cometa contém tão pouco monóxido de carbono que os cientistas o consideraram esgotado. O monóxido de carbono se evapora e é expelido do núcleo para a fina atmosfera do cometa, sendo posteriormente perdido no espaço quando o corpo celeste é aquecido pelo Sol. Para um cometa que passou muitas vezes por estrelas, perder monóxido de carbono é uma coisa comum.

No entanto, além do monóxido de carbono, um cometa médio também perde metano, que se encontra no seu núcleo gelado. Isto é, um cometa com baixo nível de monóxido de carbono deve também ter um baixo nível de metano. Mas não é o caso do 45P. Pelo contrário, os cientistas descobriram que este é muito rico em metano, algo sem precedentes.

Qual é a razão deste fenômeno e o que pode significar? Uma das hipóteses dos pesquisadores afirma que o monóxido de carbono reagiu com o hidrogênio no núcleo gelado do cometa, levando à formação de todo o metano encontrado em grande quantidade na atmosfera. O metano, uma das substâncias orgânicas mais potentes, é fundamental na formação de moléculas orgânicas simples como o açúcar ou os aminoácidos. Alguns investigadores acreditam que foram os cometas que "fizeram chegar a faísca bioquímica que iniciou a vida na Terra", segundo a Newsline.

"Este estudo é revolucionário", disse Faith Vilas, diretora do programa de pesquisas solares e planetárias da Fundação Nacional da Ciência. "Isso amplia nosso conhecimento sobre a mistura de espécies moleculares coexistindo nos núcleos da família de cometas Júpiter e a diferença que existe após muitas viagens ao redor do Sol.  A equipe de cientistas pretende agora determinar o quão comuns são tais cometas. Ajudará este estudo a provar a antiga teoria de que a vida na Terra teria sido iniciada após o impacto de um cometa?

Nasa confirma visita de asteroide interestelar ao Sistema Solar

Acontecimento, sem precedentes na história de observação da agência, levanta a hipótese sobre a intercomunicação entre mundos estelares diferentes
A Nasa confirmou a presença do primeiro asteroide interstelar, vindo de outra galáxia, em nosso sistema solar. O asteroide de formato alongado e composição rochosa começou a ser observado na Via Láctea desde outubro pela agencia espacial. Os cientistas da Nasa afirmam que este é caso sem precedentes na história de observação da agência. A presença dele levanta a hipótese sobre a intercomunicação entre mundos estelares diferentes.

As informações sobre o asteroide visitante foram publicadas na revista científica Nature e no site da agência. O objeto ganhou o nome de Oumuamua, que quer dizer mensageiro em havaiano. O asteroide tem 400 metros de comprimento. A forma do Oumuamua também chama atenção. Segundo a Nasa, é um formato incomum também não encontrado anteriormente em cerca de 750 mil asteroides e cometas observados agora no sistema solar que abriga a Terra.

Ele é maior que qualquer asteróide ou cometa observado na Via Lactea até agora segundo os astronomos que trabalham na observação do Oumuamua.

A Nasa já confirmou que a órbita do asteroide não foi originada dentro do nosso sistema solar e agora os cientistas acreditam que um asteroide interestelar similar a este passe anualmente dentro da Via Lactea. Mas outros como este ainda não haviam sido detectados, porque só recentemente os chamados telescópios de rastreio, como a Pan-STARRS, têm a potência e precisão necessárias para descobri-los.

“Durante décadas nós temos a teoria de que tais objetos interestelares estão lá fora, e agora – pela primeira vez – temos evidência direta de que eles existem”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missões Científicas da Nasa em Washington, em um artigo publicado no site da Agência.

Segundo ele, a descoberta está abrindo uma nova janela para estudar a formação de sistemas solares além do nosso próprio. Telescópios de vários lugares do mundo detectaram o asteroide, entre eles o Very Large Telescope do Chile, mas o Instituto de Astronomia no Havai fez as maiores descobertas sobre ele, cruzando dados recebidos de satélites e telescópios terrestres.

A equipe do Havai, liderada por Karen Meech, foi a primeira a visualizar o asteroide e descobriu que o Oumuamua gira sobre seu eixo a cada 7,3 horas. Além disso ele tem intensidade de luz (brilho) variante. Segundo a Nasa, nenhum asteroide conhecido ou cometa do nosso sistema solar varia muito em brilho, com uma grande relação entre tal comprimento e largura.

Tais características sugerem que ele seja denso e composto por metais de rocha e, possivelmente, não tem água ou gelo. Sua superfície foi avermelhada devido aos efeitos da irradiação de raios cósmicos de mais de centenas de milhões de anos.

Oumuamua já está se afastando da Terra. Ele viaja a cerca de 85.700 milhas por hora (38,3 quilômetros por segundo). Ele vai viajar para além da órbita de Saturno em janeiro 2019 e depois deixará a Via Lactea. Segundo a Nasa, Oumuamua irá em direção a constelação de Pegasus.
Fonte: https://exame.abril.com.br

O que acontecerá daqui 100 quintilhões de anos?

Um vídeo criado pelo canal do YouTube Riddle explorou algumas possibilidades intrigantes do futuro da raça humana e do planeta Terra. O que acontecerá daqui, digamos, dez quintilhões de anos? Bastante coisa.

Mas vamos por partes.

Daqui 1.000 anos
Daqui mil anos, devido a rápida evolução das línguas, nenhuma palavra que utilizamos atualmente existirá. As estrelas também terão se movido, então haverá uma visão diferente no céu (Gamma Cephei substituirá Polaris, por exemplo).

Daqui 2.000 anos
Em dois mil anos, as plataformas de gelo terão derretido completamente por conta do extremo aquecimento global de 8 graus Celsius. Os níveis do mar aumentarão em seis metros.

Daqui 20.000 anos
Se nós sobrevivermos a essa mudança climática, daqui vinte mil anos, a região de Chernobyl finalmente será segura de novo.

Daqui 50.000 anos 
As Cataratas do Niágara irão desaparecer. A erosão do Lago Erie se completará, e as quedas deixarão de existir. A Groenlândia estará livre de gelo, com um aquecimento global moderado de 2 graus Celsius.

Daqui 100.000 anos
O titânio em seu Macbook começará a corroer. Um supervulcão ou um asteroide capaz de alterar o clima na Terra afetará o planeta. Todas as estrelas no céu serão completamente diferentes, devido ao movimento da galáxia.

Daqui 500.000 anos
O combustível remanescente nos reatores de hoje finalmente será seguro. E o mundo congelará novamente.

Daqui 1.000.000 anos
Em um milhão de anos, todos os vidros criados hoje finalmente terão se degradado. Estruturas massivas de rocha, como as pirâmides de Gizé ou as esculturas do Monte Rushmore, podem ainda existir. Todo o resto… Bem, já era.

Daqui 5.000.000 anos
Em cinco milhões de anos, as previsões são mais difíceis. Algumas teorias propõem que o cromossomo Y vai desaparecer, tornando o sexo masculino impossível.

Daqui 50.000.000 anos
Em cinquenta milhões de anos, a África vai colidir com a Eurásia, selando a bacia mediterrânea e criando uma cadeia de montanhas similar ao Himalaia. O gelo da Antártica vai migrar ao
norte e derreter, aumentando o nível do mar em 75 metros. Não se preocupe com isso; toda a nossa galáxia pode estar colonizada por uma espécie alienígena superior até lá.

Daqui 60.000.000 anos
Nessa época, a órbita da Terra se tornará imprevisível.

Daqui 250.000.000 anos
Os continentes começarão a se mover e formar um único supercontinente novamente.

Daqui 800.000.000 anos
A fotossíntese C4 será impossível, o que acarretará no fim de toda a vida multicelular.

Daqui 2.000.000.000 anos
Em dois bilhões de anos, o núcleo da Terra congelará, e o planeta vai parar de rotar. Sem rotação = sem campo magnético = sem proteção da radiação do sol = a temperatura de superfície será de 147 graus Celsius. Toda a vida se extinguirá.

Daqui 7.000.000.000 anos
Em sete bilhões de anos, o sol atingirá seu raio máximo, 256 vezes maior do que seu tamanho atual. Mercúrio, Vênus e talvez a Terra serão destruídos. Em seguida, nossa estrela se tornará uma anã branca com um total de 50% de sua massa atual.

Daqui 20.000.000.000 anos
Um fim potencial do universo pode ocorrer em 20 bilhões de anos: toda a matéria será destruída pela expansão do universo. Todas as distâncias se tornarão infinitas.

Daqui 100.000.000.000.000 anos
Em cem trilhões de anos, todas as estrelas terão morrido. Os únicos objetos presentes no universo serão remanescentes, anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros.
Finalmente, em cem quintilhões de anos…

Se a Terra já não tiver sido engolida pelo sol, sua órbita finalmente decairá e o planeta mergulhará em direção a sua antiga estrela para sua destruição.
Fonte: https://hypescience.com

Nasa divulga imagens do pôr do sol em Marte

Fotos foram feitas por sonda Curiosity e mostram diferenças do entardecer na Terra e no planeta vermelho.
Um pôr do sol costuma ser bonito em qualquer lugar do mundo. Mas esse registro feito pela Nasa é realmente difícil de bater. Com a sonda Curiosity, a agência espacial americana conseguiu fazer imagens impressionantes desse fenômeno em Marte.
A imagem mostra o sol se escondendo em uma área mais alta na superfície do planeta vermelho e foi descoberta pelo usuário da rede social Reddit, "Pluto_and_Charon".
Um porta-voz da Nasa explicou ao site IFLScience que ela foi tirada no entardecer de Marte na direção oeste-noroeste. A qualidade da imagem não foi por acaso – a agência espacial confirma que ela foi planejada em detalhes.
Algo interessante de notar na imagem é que o pôr do sol em Marte é o oposto ao da Terra. Por aqui, o céu durante o dia é azul e ao anoitecer fica vermelho, conforme a luz do sol vai passando pela atmosfera e reflete mais o final vermelho do espectro do astro.
Já em Marte, acontece o oposto. O céu durante o dia é vermelho e durante a noite é azul. Isso acontece porque a poeira é responsável por refletir a luz por lá, ao contrário do nosso planeta, onde a luz do sol é refletida nos gases da atmosfera.
A sonda Curiosity conseguiu tirar essa foto com um dispositivo Mastcam (instrumento de imagem estereoscópica multiespectral) que fica do lado esquerdo dela. Essa é uma das quatro câmeras na sonda, que costuma fazer imagens da superfície de Marte e de outros objetos espaciais de interesse científico.
Fonte: G1
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