23 de nov de 2016

Hubble observa a galáxia anã Irregular NGC 4789A

Essa imagem do Hubble mostra a NGC 4789A, uma galáxia anã irregular, localizado na constelação da Coma Berenices. Ela certamente faz jus ao nome da constelação onde se localiza, as estrelas que abrigam essa galáxia estão espalhadas pelo céu numa aparente desordem e irregularidade, dando para a NGC 4789A uma aparência muito mais sútil é abstrata do que as galáxias espirais e elípticas. Essas estrelas parecem ter sido jogadas de forma aleatória no céu, mas por incrível que possa parecer todas estão unidas pela gravidade. As cores nessa imagem foram exageradas de propósito para enfatizar a mistura de estrelas azuis e vermelhas. As estrelas azuis são brilhantes, quentes e massivas que se formaram relativamente recentemente, enquanto que as estrelas vermelhas são muito mais velhas. A presença de ambas as estrelas nos diz que o processo de formação de estrelas nessa galáxia aconteceu durante o tempo. Localizado a 14 milhões de anos-luz de distância da Terra, a NGC 4789A é considerada uma galáxia relativamente próxima, permitindo que se possa ver estrelas individuais dentro de seus limites. Essa imagem também revela numerosas outras galáxias muito mais distantes, que aparecem como formas difusas na imagem.
Fonte: https://www.nasa.gov

Missão de desvio de asteroides envolverá cinco naves

Além da nave-mãe e do módulo de pouso, a missão contará com uma sonda de impacto e dois nanossatélites, que tentarão filmar tudo de perto.[Imagem: ESA - ScienceOffice]


Cinco naves contra dois asteroides
A ESA (Agência Espacial Europeia) anunciou estar entrando na etapa final de avaliação da sua Missão Impacto a um Asteroide, ou AIM (Asteroid Impact Mission).  A missão AIM voará junto com a missão DART (sigla em inglês para Teste de Redirecionamento de Duplo Asteroide), da NASA. O alvo de ambas é o sistema duplo Dídimo, um binário, com dois asteroides girando um em torno do outro - o asteroide primário tem cerca de 800 metros de diâmetro, enquanto o satélite tem cerca de 150 metros. Enquanto a DART atinge o menor dos dois asteroides, a sonda AIM será responsável por coletar todos os dados técnicos necessários para validar os modelos de um impacto para desviar um asteroide de sua rota.

Além disso, dois nanossatélites (cubesats) serão enviados para observações complementares e mais arriscadas, bem mais próximas do asteroide, e um módulo de pouso, a microssonda Mascot-2, descerá na pequena lua Dídimo para examinar a sua estrutura interior. Não há muito tempo disponível para a preparação da missão porque os asteroides continuam vindo em direção à Terra, para uma passagem sem risco de choque em 2022. Só na Europa, mais de 40 empresas de 15 países estão envolvidas na fabricação dos diversos sistemas da missão. Nos EUA, a construção do módulo de impacto está sendo coordenado pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.

Pouso e observação
Para observar os asteroides, a missão usará a mesma câmera que a sonda Dawn, da NASA, está usando para observar o planeta anão Ceres. Mas o sistema está sendo testado com os dados da sonda Rosetta, que orbitou um cometa durante mais de um ano.  Não há dois asteroides exatamente iguais, e na verdade os asteroides Dídimos estão realmente muito distantes para que os astrônomos saibam suas características superficiais precisas. Mas essas imagens da Rosetta oferecem um análogo útil para testar a precisão de navegação que precisaremos para manobrar rumo ao nosso alvo, a 'lua Dídimo', e, finalmente, liberar a Mascot-2 na sua superfície, com alguns centímetros por segundo de precisão," explicou Michael Kueppers, chefe do projeto AIM. A ESA também está trabalhando com as empresas que apresentaram os melhores projetos de nanossatélites para voar a bordo da AIM.

Filmar o impacto
Uma missão multiveículos - nave-mãe, sonda de pouso, sonda de impacto e nanossatélites - no espaço profundo é algo pioneiro na exploração espacial. A AIM também demonstrará uma tecnologia inovadora que permitirá que a sonda navegue autonomamente em torno do asteroide, como uma nave espacial autodirigida, sem necessidade de receber comandos da Terra. O objetivo é que esse conceito de autonavegação possa ser aplicado em futuras naves espaciais destinadas a explorar corpos celestes mais distantes da Terra.
Fonte: Inovação Tecnológica

Planeta do tipo Superterra é encontrado perto do Sistema Solar

Um planeta tipo “Superterra”, chamado GJ 536 b, cuja massa é de cerca de 5,4 vezes a massa da Terra, foi encontrado em órbita em torno de uma estrela muito brilhante próxima de nós. A descoberta foi feita pelo estudante de doutorado Alejandro Suárez Mascareño, do Instituto de Astrofísica de Canárias (IAC) e da Universidade de La Laguna (ULL), na Espanha, e por seus orientadores de tese, Rafael Rebolo e Jonay Isaí González Hernández. O estudo foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics, e pesquisadores de vários países estão envolvidos. O exoplaneta, que orbita a estrela GJ 536, não está dentro da zona habitável do astro, mas seu curto período orbital de 8,7 dias e a luminosidade de sua estrela, uma anã vermelha que é bastante fria e perto de nosso sol, fez dele um candidato atraente para a pesquisa de sua composição atmosférica. Durante esta pesquisa, observou-se um ciclo de atividade magnética similar ao do sol, mas com um período mais curto, de três anos.

Possibilidades para o futuro
“Até agora, o único planeta que encontramos é o GJ 536 b, mas continuamos monitorando a estrela para ver se podemos encontrar outros companheiros”, diz Alejandro Suárez Mascareño, autor principal do artigo. “Normalmente, os planetas rochosos são encontrados em grupos”, explica ele, “especialmente em torno de estrelas deste tipo, e temos a certeza de que podemos encontrar outros planetas de baixa massa em órbitas mais distantes da estrela, com períodos de 100 dias até alguns anos.

Estamos preparando um programa de monitoramento para o trânsito deste novo exoplaneta, para determinar seu raio e densidade média”, completa Suárez.  Este exoplaneta rochoso está orbitando uma estrela muito menor e mais fria do que o sol”, diz Jonay Isaí González. “Mas é suficientemente próximo e brilhante, também observável nos hemisférios norte e sul, o que é muito interessante para os espectrógrafos futuros de alta estabilidade e, em particular, para a possível detecção de outro planeta rochoso na zona de habitabilidade da estrela”, aponta.

“Para detectar o planeta”, diz Rafael Rebolo, “tivemos de medir a velocidade da estrela com uma precisão da ordem de um metro por segundo. Com a construção do novo instrumento ESPRESSO, co-dirigido pelo IAC, iremos melhorar essa precisão por um fator de 10, e seremos capazes de estender nossa busca por planetas com condições muito semelhantes à Terra, em torno desta e de muitas outras estrelas próximas”, prevê.
Fonte: Hypescience.com
[Phys.org]



A nova Sagittarius 2016 é fotografada sobre a Tailândia

A nova em Sagittarius é brilhante o bastante para ser vista por binóculos. Detectada no mês de Outubro de 2016, a explosão estelar se aproximou do limite da visibilidade a olho nu na última semana. Uma nova clássica, resulta da explosão termonuclear na superfície de uma estrela do tipo anã branca, uma estrela densa que tem o tamanho da Terra, mas a massa do Sol. Na imagem acima, a nova foi registrada na última semana acima do antigo Wat Mahathat, em Sukhothai, na Tailândia. Para ver a Nova Sagittarius 2016, olhe para o céu logo depois do pôr-do-Sol e localize a constelação de Sagittarius, fácil de ser localizado, pois tem um asterismo famoso na forma de bule. Também visível perto da nova está o planeta Vênus. Não demore muito para tentar ver essa estrela, pois, as novas, costumam se apagar e sair do limite da visibilidade, de forma relativamente rápida.
FONTE: APOD
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