8 de março de 2018

Os Mistérios da Matéria Escura


A matéria escura é um dos principais componentes do Universo. Calcula-se que 26% de tudo que existe no Universo seja matéria escura, mas a humanidade jamais conseguiu detectar sua presença diretamente. Nós só sabemos que ela existe, devido à influência dela nas coisas a sua volta. Um bom paralelo mais mundano é comparar a matéria escura com o vento, pois mesmo não enxergando o vento balançar os galhos de uma árvore, nós sabemos que ela está lá. Por isso é que a humanidade sabe que a matéria escura existe, pois sua gravidade é vista em todos os lugares, mas ela nunca foi vista diretamente.

EXTINÇÕES EM MASSA E A MATÉRIA ESCURA
Da mesma maneira que a Terra gira em torno do Sol, nossa estrela gira em torno do centro da Via Láctea. Esse movimento do Sistema Solar leva 250 milhões de anos para completar uma volta. Mas toda essa movimentação não é perfeitamente plana, por isso, a cada trinta milhões de anos, o Sistema Solar passa por um lugar chamado disco galático, onde existe uma grande concentração de estrelas, poeira e também meteoros soltos no espaço.

Colocando esses dados em comparação com dados de meteoros grandes batendo na Terra existe uma relação clara. De tempos em tempos, algo em torno de 30 milhões de anos, a Terra sofre com o impacto vindos do céu de maneira mais frequente que o normal e talvez isso seja um fruto da matéria escura.

A matéria escura praticamente não interage com a matéria normal, ou seja, não podemos vê-la, nem medi-la de alguma maneira. Porém existe um único ponto pelo qual somos capazes de saber que ela existe e onde está. A matéria escura possui uma capacidade gravitacional enorme, dessa maneira, mesmo que não sejamos capazes de detectá-la diretamente sabemos quando ela influência algo a sua volta. Por isso, quado o Sistema Solar passa pelo disco galático, a matéria escura que vai com ele, cria um distúrbio na gravidade dentro do disco, fazendo com que objetos de lá se movam em direções inesperadas. Por sua vez, algum desses meteoros por vir de encontro a Terra e causar uma extinção em massa.

ENERGIA E MATÉRIA ESCURA

O Universo, até onde se sabe, é composto em sua maior parte de energia e de matéria escura, sobrando apenas pouco mais de 4% para o resto. Ou seja, de tudo que existe a nossa volta, nós só conseguimos ver e interagir com 4% das coisas. Mesmo assim, nós temos como descobrir o comportamento dessas “coisas” apenas pela sua influência nessa pequena parte do Universo onde estamos contido. 

E o cenário não é nada bonito. Segundo obervações nas variações da gravidade no universo afora, a energia escura está vencendo a matéria escura. A briga entre ela é mais ou menos assim: a energia escura afasta as coisas, como se tivesse uma propriedade antigravidade, já a matéria escura mantém as coisas unidas, usando sua força gravitacional. 

Só que, aparentemente, a energia escura está destruindo a matéria escura de alguma maneira e o equilíbrio do Universo está acabando. Cada vez mais, pendendo para o lado de energia escura, ou seja, se tudo continuar assim, chegará um momento que o Universo não terá gravidade o bastante para manter as coisas juntas e todas as galáxias se separarão, depois os sistemas, até que cada corpo celeste vague sozinho por uma imensidão de nada.
Fonte: https://minilua.com

O que se passa com o universo?


No dia 22 de janeiro, a NASA anunciou o resultado de uma pesquisa que vai mexer com a ideia que temos do nosso universo. É que uma equipe de astrônomos, usando o telescópio espacial Hubble, apresentou a melhor medida da taxa de expansão do universo jamais obtida. Essa taxa, chamada de constante de Hubble, começou a ser medida pelo próprio Edwin Hubble há uns cem anos e ela expressa a velocidade em que as galáxias se afastam umas das outras. Do jeito que ela é calculada a partir de medidas precisas da velocidade de galáxias, é possível obter a idade do universo.

Desde que foi proposta nesses moldes, cosmólogos observacionais procuram obter o valor da constante de Hubble justamente para saber como o universo se expande e qual sua idade. O grande problema é com a precisão das medidas das distâncias até as galáxias. Durante muito tempo, o erro nessas medidas era muito alto, levando a dois valores possíveis: e um era o dobro do outro! Alguns astrônomos acharam 50 km/s por megaparsec (uma unidade de distância equivalente a 3,2 milhões de anos luz), enquanto outros afirmavam que era 100 km/s por megaparsec. Isso dava ao universo uma idade que poderia ser de 10 bilhões de anos, mas como também poderia ser de 20 bilhões de anos.

Um dos principais objetivos do Hubble (o telescópio) era melhorar a precisão das medidas da taxa de expansão para resolver essa questão de uma vez por todas. Mas como ele demorou demais para ser lançado, por vários motivos, essa questão acabou fechada por telescópios em terra mesmo e o valor ficou mais ou menos na metade da distância entre um valor e outro, tipo uns 75 km/s por megaparsec. Hoje em dia, com o uso de diferentes técnicas e diferentes marcadores de distâncias, os valores estão próximos de 70 km/s e todos concordam entre si dentro das margens de erro, que não são mais de 100%! Isso dá uma idade de 13,8 bilhões de anos para o universo.

Só que parece que tem alguma coisa fora da ordem com o universo.

O satélite Planck, da agência espacial europeia ESA, mediu a constante de Hubble a partir da radiação de microondas que permeia o universo. Chamada de radiação cósmica de fundo, ela é um resquício do Big Bang e compõe um retrato de como era o universo quando a idade dele era de 380 mil anos apenas. Mais ou menos nessa idade a constante de Hubble era de 67, no máximo 69, km/s por megaparsec. Até aí, tudo certo, isso é compatível com as medidas obtidas até agora através da observação de estrelas e supernovas.

Mas aí vieram Adam Riess e sua equipe para melar tudo.

Riess é um dos descobridores da famigerada e misteriosa energia escura que compõe uns 72% do universo e o faz acelerar misteriosamente. Por esse feito, dividiu o Nobel de física em 2011. Ele e sua equipe desenvolveram uma técnica nova para medir a distância de estrelas usadas desde os tempos de Hubble (o astrônomo) para medir a distância até as galáxias, as variáveis Cefeidas. Calibrando as relações de brilho nas Cefeidas da nossa galáxia usando o Hubble (o telescópio) de uma maneira que ninguém nunca tinha pensado na época da sua construção, Riess e sua equipe obtiveram um método de medida de distâncias muito mais preciso para as galáxias distantes. Ao obterem novas medidas de distância e velocidade, chegaram a uma constante de Hubble de 73 km/s por megaparsec.

A diferença é pequena, mas seu efeito pode ser devastador.

A medida do Planck (67 km/s) foi obtida de um universo com menos de 380 mil de anos de idade e a medida de Riess (73 km/s) foi obtida de um universo já mais velho, mas os dois valores não deveriam ser assim tão diferentes. Isso indica que o universo se comportou de maneira bem diferente do previsto pelas teorias durante sua infância. Alguma coisa desconhecida teria agido no sentido de acelerar o universo, numa época que a energia escura ainda não era forte o suficiente para fazer isso.

E o que poderia ter feito isso?

Ninguém sabe. Riess propôs a introdução de uma radiação escura, desconhecida até o momento, que incluiria até uma nova classe de neutrinos. Aí nosso universo seria constituído de energia escura, matéria escura e radiação escura e tudo sem explicação, a gente só conhece seus efeitos. Mas seria muito mais plausível pensar que a própria energia escura esteja por trás disso. Ninguém conhece suas propriedades para afirmar que ela agiu da mesma maneira durante os quase 14 bilhões de anos do universo.

Pelo visto, Riess tem o dom de complicar as coisas para os resto dos astrônomos, mas por outro lado suas descobertas vão manter muita gente ocupada. Ele e sua equipe vão continuar com o projeto para ampliar o número de galáxias usadas para medir a constante de Hubble, mas eu queria mesmo é que os teóricos começassem a se mexer para explicar mais esse fato bizarro, de preferência sem enfiar mais nada escuro ou partículas exóticas e desconhecidas para costurar a teoria. Mas enfim, o universo não precisa fazer sentido para nós então é melhor se conformar que as coisas podem ser esquisitas mesmo...
Créditos : Cássio Barbosa - g1

A estação espacial da China vai cair na Terra – e ninguém sabe onde

Tiangong-1, que está em órbita desde 2010 e pesa 8,5 toneladas, deve atingir o solo entre o fim de março e o começo de abril. Pode cair nos EUA – ou na própria China

É um pássaro? É um avião? Não. É a estação espacial chinesa Tiangong-1, com 8,5 mil quilos de metal. Para infelicidade geral, ela não está voando: está caindo, e vai atingir um ponto aleatório da superfície da Terra em alguma data entre 24 de março e 19 de abril.
Tiangong-1 foi lançada em 2010, e em 2012 foi palco de um momento histórico: uma visita da astronauta Liu Yang, a primeira mulher chinesa a participar de uma missão na órbita da Terra. Ela não é uma estação espacial no sentido da ISS. Está mais para um ônibus escolar. Tem 10 metros de comprimento e 3 de largura, e serviu de protótipo para um projeto maior, ainda em desenvolvimento. Em 2016, alguns anos após a data de validade prevista originalmente, saiu de operação. Logo depois a agência espacial chinesa deu as más notícias: eles haviam perdido contato com o módulo.
Foi aí que começou uma longa queda. Em outubro do ano passado, Tiangong-1 perdia 1,5 km de altitude por semana. Agora são 6 km, e o número só tende a aumentar – quanto mais tempo passa, mas rápido ela cai. Apesar disso, você não precisa se preocupar nem comprar um capacete: boa parte do objeto vai se desfazer antes de tocar o chão, graças ao atrito com a atmosfera. Mesmo que um pedaço razoavelmente grande sobreviva à reentrada – é impossível prever –, as chances de que ele atinja uma região habitada são minúsculas. Afinal, 70% da superfície da Terra é água, mas só algo entre 1% e 3% é ocupada por cidades.
Fonte: https://super.abril.com.br
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...