26 de fevereiro de 2018

O buraco negro da Via Láctea cospe projéteis do tamanho de planetas

A cada poucos milhares de anos, uma estrela azarada chega muito perto do buraco negro no centro da Via Láctea, e sua poderosa gravidade a destrói, liberando gás pelo universo. Antes, pensávamos que este era o fim da história. Mas não é. Uma nova pesquisa mostra que, não só o gás pode se reunir em objetos de tamanho planetário, como esses objetos então são lançados por toda a galáxia. Uma única estrela triturada pode formar centenas desses objetos de massa planetária e nos perguntamos: onde eles acabam? Quão perto chegam de nós?”, disse a principal autora do estudo, Eden Girma, da Universidade de Harvard, nos EUA.

Projéteis

Os pesquisadores desenvolveram um código de computador para responder a essas perguntas. Os cálculos indicam que o mais próximo desses objetos de massa planetária pode estar dentro de algumas centenas de anos-luz da Terra, e teria um peso em algum lugar entre Netuno e vários Júpiteres.

Eles não são brilhantes o suficiente para terem sido detectados por pesquisas anteriores, mas podem ser vistos por instrumentos futuros, como o Grande Telescópio de Pesquisa Sinóptica e o Telescópio Espacial James Webb.

Falsos planetas

A grande maioria dos objetos de massa planetária – 95% – sairá de nossa galáxia devido a suas grandes velocidades de cerca de 10.000 km/s. Como a maioria das outras galáxias também têm buracos negros gigantes em seus núcleos, é provável que o mesmo processo esteja em ação neles.

“Outras galáxias como Andrômeda estão atirando esses objetos em nós o tempo todo”, explica o coautor da pesquisa, James Guillochon, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, nos EUA.

Embora possam ser de tamanho planetário, esses objetos seriam muito diferentes de um planeta típico. Eles são literalmente feitos de estrelas e suas composições podem variar.
Eles também se formam muito mais rapidamente do que um planeta normal. Demora apenas um dia para o buraco negro destruir a estrela, e cerca de um ano para os fragmentos resultantes formarem esses objetos. Em contraste, são necessários milhões de anos para criar um planeta como Júpiter a partir do zero.

Detecção

Uma vez lançados, levaria cerca de um milhão de anos para um desses objetos alcançarem a vizinhança da Terra. O desafio será diferenciá-los dos planetas “errantes” criados durante o processo mais mundano de formação de estrelas e planetas. “Apenas um dos mil planetas errantes será um desses bichinhos de segunda geração”, afirma Girma. 
Fonte: https://hypescience.com
[Phys]

A Galáxia Irregular

Descoberta em 1900 pelo astrônomo DeLisle Stewart e aqui imageada pelo Telescópio Espacial Hubble, a IC 4710 é um objeto espetacular. A galáxia é na verdade uma nuvem repleta de estrelas brilhantes, com bolsões brilhantes, que marcam o nascimento de novas estrelas, espalhados ao redor de suas bordas.
A IC 4710 é classificada como uma galáxia irregular. Como o próprio nome já sugere, esse tipo de galáxia é irregular, e tem uma aparência caótica, com a ausência de um bulbo central e braços espirais, algo bem diferente em aparência das galáxias elípticas e espirais. Acredita-se que as galáxias irregulares em algum momento foram elípticas ou espirais, mas se tornaram distorcidas com o passar do tempo e com as forças gravitacionais externas que agiram sobre elas nos momentos de fusão e colisão com outras galáxias. As anãs irregulares, em particular são importantes para se entender a evolução das galáxias, já que elas são muito similares, àquilo que se acredita eram as primeiras galáxias formadas no universo.
A IC 4710, localiza-se a aproximadamente 25 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação do Pavo. Essa constelação está localizada nos céus do hemisfério sul da Terra e contém além dessa galáxia, o terceiro aglomerado globular de estrelas mais brilhante do céu, o NGC 6752, a galáxia espiral NGC 6744, e seis sistemas planetários conhecidos, incluindo o sistema da estrela HD 181433, que abriga uma super-Terra.
Os dados usados para criar essa imagem foram adquiridos pela Advanced Camera for Surveys do Hubble.

AE Aurigae e a nebulosa estrela flamejante

Por que a AE Aurigae é chamada de estrela flamejante? Por uma razão, a nebulosa ao seu redor, a IC 405, é chamada de a Nebulosa da Estrela Flamejante, pois a região parece abrigar uma fumaça, mesmo apesar de nada estar pegando fogo ali, nem mesmo o interior da estrela AE Aurigae. O fogo, tipicamente definido como a rápida aquisição molecular de oxigênio, acontece somente quando oxigênio suficiente está presente e não é importante nesses ambientes de alta energia e de pouco oxigênio. O material que parece como fumaça é na sua maior parte hidrogênio interestelar, mas contém filamentos escuros parecidos com fumaça com grãos de poeira ricos em carbono. A estrela brilhante AE Aurigae é vista perto do centro da nebulosa e é tão quente e azul, emitindo luz tão energética que ela arranca os elétrons dos átomos no gás ao redor. Quando um átomo recaptura um elétron, a luz é emitida criando a nebulosa de emissão ao redor. A Nebulosa da Estrela Flamejante localiza-se a cerca de 1500 anos-luz de distância e se espalha por cerca de 5 anos-luz, ela é visível com pequenos telescópios quando apontados na direção da constelação de Auriga.

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