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Mostrando postagens de Abril 12, 2018

A vida está difícil para os extraterrestres; falta um ingrediente para que possam existir

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Um dos ingredientes químicos essenciais à vida é o fósforo. Mas segundo um estudo recente, parece haver no Universo uma menor quantidade do precioso elemento do que anteriormente se pensava – e isso poderia por em causa a probabilidade de existência de vida inteligente extraterrestre. Os cientistas acreditam que o fósforo, elemento sem o qual a vida não poderia ter surgido, teria sido trazido para a Terra em meteoritos que colidiram com o nosso planeta. A hipótese induziu os cientistas a considerar que, então, deveria haver também vida em outros planetas. O fósforo é particularmente importante por ser um dos componentes da Adenosina Tri-Fosfato (ATP), a molécula que as células usam para armazenar e transportar energia. Mas num novo estudo, uma equipe de cientistas examinou dados do Telescópio William Herschel, nas Ilhas Canárias, que tinha medido a radiação infravermelha produzida pelo fósforo e ferro na Nebulosa do Caranguejo, o que resta atualmente da explosão de uma supernova a cerca…

EXOMARS pronto para missão CIENTÍFICA

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O orbitador ExoMars começará em breve a sua busca por gases que possam estar ligados a atividades geológicas ou biológicas ativas no Planeta Vermelho. O TGO (Trace Gas Orbiter) chegou à sua órbita final depois de um ano de "aerotravagem" que terminou em fevereiro. Esta operação emocionante levou a nave a "raspar" o topo da atmosfera superior, usando arrasto nas suas asas solares para transformar a sua órbita inicial altamente elíptica de quatro dias (mais ou menos 200 por 98.000 km) numa órbita final muito mais baixa e quase circular a cerca de 400 km.
Circula agora Marte a cada duas horas e, após a calibração e instalação de novo software, começará a realizar observações científicas de rotina.  Este é um marco importante para o nosso programa ExoMars e uma conquista fantástica para a Europa," comenta Pia Mitschdoerfer, gerente da missão TGO.  Chegámos a esta órbita pela primeira vez através de aerotravagem e com o orbitador mais pesado já enviado para o Planet…

Tudo sobre James Webb, o maior telescópio espacial já construído

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20 anos e 8,8 bilhões de dólares depois, o Telescópio Espacial James Webb da NASAestá pronto. O sucessor do Hubble, cujo preço aumentou um bocado desde o início de seu projeto em 1996, foi motivo de polêmica no orçamento público americano, e não é à toa. 100 vezes mais sensível que seu antecessor, ele é o projeto mais avançado, arriscado e complicado já desenvolvido pela agência especial americana. Após o lançamento, agendado para outubro de 2018, O “Webb” será capaz de observar a infância do universo, a formação de galáxias e a atmosfera de exoplanetas — seus dados representarão, sem dúvida, uma revolução na astronomia. 1. ELE PRECISA OPERAR A -233°C PARA NÃO INTERFERIR NAS PRÓPRIAS OBSERVAÇÕES -233ºC são apenas 50 graus na escala Kelvin, cujo zero corresponde ao conceito de “zero absoluto”. O zero absoluto, na física, é a temperatura em que um sistema atinge a menor quantidade possível de energia cinética e térmica. Em outras palavras, submeta um gás a essa temperatura e as próprias mo…

Terremotos em Marte podem revolucionar ciência planetária

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A partir do ano que vem, os cientistas terão o primeiro olhar das profundezas do interior de Marte.
É já este ano que a NASA planeja pousar o primeiro veículo de pouso robótico dedicado a explorar o subsolo do planeta. A missão InSight (Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport) vai estudar os terremotos marcianos para aprender mais sobre a crosta, manto e núcleo do Planeta Vermelho. E poderia ajudar a responder uma grande questão: como nascem os planetas? A sismologia, o estudo dos tremores, já revelou algumas das respostas aqui na Terra, afirma Bruce Banerdt, cientista principal da Insight no JPL da NASA, em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. Mas a Terra tem vindo a “misturar” seu registro geológico durante bilhões de anos, escondendo sua história mais antiga. Marte, com metade do tamanho da Terra, é muito menos ativo: é um planeta fóssil, que preserva a história do seu nascimento. “Durante a formação, essa bola de rocha sem característ…