20 de fevereiro de 2018

Nova foto da Terra nos lembra que somos apenas poeira

As nossas incríveis sondas espaciais estão sempre nos presenteando com imagens de nosso planeta, lembretes constantes de nosso verdadeiro lugar no universo. A nova perspectiva acima foi feita pela nave OSIRIS-REx, da NASA, e mostra a Terra e a lua como meros pontos brilhantes flutuando em um imenso vazio negro – mais uma evidência do quanto somos pequenos. A fotografia foi capturada em 17 de janeiro, a partir de uma distância de 63,6 milhões de quilômetros do nosso planeta.

Além do que podemos enxergar

A OSIRIS-REx estava se afastando da Terra a uma velocidade de cerca de 30.600 km/h quando fez a foto com sua câmera de navegação, como parte de um teste de engenharia. À primeira vista, o olho destreinado só consegue ver dois pontos em um grande preto, mas a imagem na verdade mostra mais coisas do que imaginamos.

“Várias constelações também são visíveis no espaço circundante. O brilhante conjunto de estrelas no canto superior esquerdo são as Plêiades da constelação de Touro. Hamal, a estrela mais brilhante da constelação de Áries, está localizada no canto superior direito da imagem. O sistema Terra-lua está centrado no meio de cinco estrelas que compõem o topo da constelação Cetus, a Baleia”, escreveu a NASA em um comunicado de divulgação da imagem.

Missão OSIRIS-REx

A missão OSIRIS-REx, lançada em setembro de 2016, tem como objetivo principal capturar amostras do asteroide Bennu, potencialmente perigoso para nós. A sonda está programada para se encontrar com a rocha espacial no meio deste ano. Ela estudará Bennu em órbita por um tempo, depois deve alcançá-lo para arrancar uma amostra em julho de 2020. Se tudo correr conforme o planejado, esta amostra retornará à Terra em setembro de 2023, em um pouso auxiliado por paraquedas no deserto americano de Utah.

Além da amostra, no entanto, a missão tem uma vasta gama de metas científicas, o que é evidenciado pelo seu nome completo: “Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security, Regolith Explorer”, que, em tradução livre, significa “Origens, Interpretação Espectral, Identificação de Recursos, Segurança, Explorador de Regolito”.

Os cientistas esperam que a sonda lhes ensine mais sobre o papel que os asteroides primitivos e ricos em carbono, como Bennu, podem ter desempenhado nas origens dos blocos de construção da vida na Terra há muito tempo. A missão também deve coletar informações valiosas para futuras minerações de asteroides, bem como para desenvolvermos maneiras de desviar rochas espaciais potencialmente perigosas para longe de nosso planeta. 
Fonte: https://hypescience.com

Os maiores buracos negros crescem mais rápido que suas galáxias, diz novo estudo

Buracos negros supermassivos são enormes poços de gravidade encontrados no centro de grandes galáxias. Um buraco negro supermassivo é mil vezes maior do que o buraco negro no centro da Via Láctea. Dois novos estudos de pesquisadores diferentes trouxeram novas informações sobre eles. 

Um dos estudos, publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, diz que os grandes buracos negros crescem mais rapidamente que suas galáxias. Mas não há motivo para preocupação: os buracos negros não conseguem engolir suas galáxias.

“O buraco negro é pequeno comparado com a galáxia toda, então estamos seguros”, diz Guang Yang, aluno da pós-graduação da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA), autor de um dos estudos. 

Yang descobriu que quanto maior a galáxia, mais rapidamente o buraco negro cresce em comparação com a velocidade de criação das estrelas da galáxia. “Nosso artigo sugere que grandes galáxias conseguem alimentar seus buracos negros com mais eficiência do que galáxias pequenas. Então essas galáxias grandes acabam com buracos negros maiores. Mesmo assim, ainda é um mistério se buracos negros conseguem afetar a formação de galáxias também”, afirma Yan ao Live Science. 

Yang e seus colegas usaram informações de mais de 30 mil galáxias do Great Observatories Origins Deep Survey (GOODS), que usa observações dos telescópios Hubble, Chandra e Spitzer. As galáxias estão a 4.3 bilhões e 12,2 bilhões de anos-luz da Terra. 

Outro estudo que deve ser publicado em abril de 2018 na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society concluiu que as massas de buracos negros supermassivos são 10 vezes maiores do que o esperado se esses buracos crescessem na mesma velocidade que as galáxias em que eles estão. 

O autor principal deste artigo é Mar Mezcua, do instituto de Ciências Espaciais de Barcelona (Espanha). Ele focou em 72 galáxias a menos de 3.5 bilhões de anos-luz da Terra. Usando dados do observatório Chandra, do telescópio Austrália Compact Array, do Very Large Array e do Very Long Baseline Array, os pesquisadores compararam as massas de buracos negros supermassivos a estimativas feitas por métodos tradicionais que levavam em consideração que buracos negros e suas galáxias crescem na mesma proporção. 

Ao invés de observar um crescimento proporcional, a equipe de pesquisadores descobriu que os buracos negros neste estudo são 10 vezes maiores que a previsão por métodos tradicionais. Na realidade, alguns são até maiores que supermassivos; eles são ultramassivos, com 40 milhões de vezes a massa do Sol. Até então, ninguém sabia que esses aglomerados de galáxias poderiam ter buracos negros tão massivos. 

Esses buracos negros podem ter se formado de duas maneiras: ou o buraco surgiu antes e a galáxia depois, ou eles são descendentes de “sementes” de buracos negros que se formaram quando as galáxias eram muito mais jovens e produziam mais estrelas. 

Astrônomos estão interessados na relação entre buracos negros e suas galáxias por dois motivos. O primeiro é para calcular o tamanho de um baseado no outro. Assim eles conseguiriam determinar, digamos, a massa de um buraco negro supermassivo sem medi-lo diretamente. Em segundo lugar, qualquer relação constante entre os dois pode ajudar a explicar leis que governam a formação de galáxias. 
Fonte: hypescience.com 
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