17 de setembro de 2018

HUBBLE e suas GALÁXIAS

Na constelação de Coma Berenices, localiza-se o impressionante aglomerado de Coma, uma estrutura com mais de mil galáxias unidas pela gravidade. Muitas dessas galáxias são to tipo elíptica, como é o caso da galáxia mais brilhante que domina essa imagem, conhecida como NGC 4860. Contudo, na periferia do aglomerado também é possível encontrar galáxias espirais mais jovens, que mostram seus belos braços espirais. Novamente, essa imagem mostra um belo exemplo desse tipo de galáxia, a NGC 4858, que também pode ser vista à esquerda de sua vizinha mais brilhante e que possui uma aparência interessante.

A NGC 4858 é especial. Além dela ser uma simples galáxia espiral ela é uma galáxia que é chamada de “galáxia agregadora”, que, como o nome sugere, apresenta a galáxia central cercada por um nós de material luminoso que parecem estar sendo ejetados por ela, estendendo para longe e complementando ou alterando a sua estrutura. Ela também está experimentando uma alta taxa de formação de estrelas, possivelmente disparada por uma interação anterior com outra galáxia.

Como nós vemos aqui, a NGC 4858 está formando estrelas freneticamente de modo que ela irá consumir todo o seu gás antes de chegar ao final de sua vida. A cor dos nós brilhantes indica que eles são formados de hidrogênio, que brilha em várias tonalidades de vermelho, à medida que ele energizado por muitas estrelas jovens e quentes. Essa cena foi registrada pela Wide Field Camera 3, a WFC3 do Telescópio Espacial Hubble, uma câmera poderosa desenhada para explorar a evolução das estrelas e das galáxias no universo primordial. 
Crédito: ESA/Hubble & NASA. 
Fonte: spacetelescope.org

Uma fênix explosiva


Esta imagem mostra uma galáxia anã situada na constelação austral da Fênix chamada, por razões óbvias, Anã da Fênix. A Anã da Fênix é um objeto único, uma vez que não a conseguimos classificar segundo o esquema usual das galáxias anãs. Segundo a sua forma esta galáxia deveria ser classificada como uma galáxia anã esferoidal — objetos que não contêm gás suficiente para formar novas estrelas — no entanto, vários estudos mostraram que esta galáxia possui uma nuvem de gás associada, o que aponta para formação estelar recente e consequentemente uma população de estrelas jovens.

A nuvem de gás não se situa no interior da galáxia, no entanto encontra-se gravitacionalmente ligada a ela — o que significa que com o tempo “cairá” de novo eventualmente na galáxia. Uma vez que a nuvem se encontra próximo, é provável que o processo que a lançou para o exterior ainda esteja a decorrer. Após o estudo da forma da nuvem de gás, os astrônomos pensam que a causa mais provável da ejeção sejam explosões de supernova na galáxia.

Os dados utilizados para criar esta imagem foram selecionados a partir do arquivo do ESO no âmbito do concurso Tesouros Escondidos.
Crédito: ESO

Sondas espaciais detectam transferência de energia via plasma


O voo em formação das quatro sondas iguais permite que os instrumentos captem fenômenos dinâmicos. [Imagem: Universidade de Tóquio]

Interação onda-partícula

Um conjunto de quatro sondas espaciais voando em formação em órbita da Terra obteve medições diretas da magnetosfera terrestre que documentam um fenômeno que há muito tempo se acreditava existir, mas que nunca havia sido detectado diretamente: a transferência de energia via plasma.

A energia é transferida de íons de hidrogênio para as ondas de plasma, e então das ondas de plasma para íons de hélio, acelerando-os até altas energias, numa espécie de acelerador natural de partículas.

Estes dados fornecem informações importantes sobre as interações onda-partícula.

Plasmas são gases ionizados contendo elétrons (negativos), íons (positivos) e campos eletromagnéticos. Esses campos podem oscilar com o tempo, carregando a energia na forma de ondas. Essas ondas podem atuar como intermediários que transferem energia entre dois tipos diferentes de íons - isso era só teoria até agora, quando esse processo foi observado diretamente.

E, como as interações via plasma são comuns em todo o Universo, essa transferência de energia pode explicar vários fenômenos do plasma espacial, tais como os envolvidos no cinturão de radiação da Terra, nas tempestades geomagnéticas, nas auroras, na perda atmosférica dos planetas e, de interesse mais prático, na forma como o Sol interfere nas telecomunicações.

Acelerador natural de partículas

Os dados foram coletados pela missão MMS (Magnetospheric MultiScale), um conjunto de quatro sondas espaciais que voam em formação através da magnetosfera da Terra, a região de plasma dominada pelo campo magnético do nosso planeta.

As sondas encontraram uma região da magnetosfera onde havia uma transferência de energia dos íons de hidrogênio para as ondas de plasma, como esperado. Naritoshi Kitamura e seus colegas descobriram então que havia uma transferência posterior de energia do plasma para os íons de hélio vizinhos, explicando como os íons de hélio são acelerados a altas energias.
Fonte: Inovação Tecnológica

O Monte Blanc, Via Láctea e um Meteoro


Crédito e direitos autorais : Adrien Mauduit

O nevado Mont Blanc fica perto do centro desta noite atmosférica. Mas nuvens altas e finas embaçavam os céus na localização do fotógrafo, olhando para o sul, na direção do pico mais alto da Europa, a partir dos Alpes suíços do sul. Ainda assim, a exposição de 13 segundos encontra os fracos campos de estrelas e as fendas escuras da Via Láctea acima da famosa montanha branca. Inchado pela neblina, o brilhante planeta Saturno e Antares (à direita), estrela alfa de Scorpius, brilham através das nuvens para flanquear a protuberância central da galáxia. A cena de alta altitude é da noite recompensadora de 12/13 de agosto, então também inclui a trilha verde de um meteoro Perseid ao longo do plano galáctico.
Fonte: https://apod.nasa.gov
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