6 de dezembro de 2017

NASA encontra planeta que 'desafia todas as expectativas'

O misterioso mundo celestial nunca deixa de surpreender os cientistas. Um novo planeta chamado WASP-18b deixou cientistas da NASA encucados.
Os cientistas descobriram um planeta de desafia os conceitos dos cientistas, pois sua estratosfera está cheia de monóxido de carbono e não tem água. Esta descoberta sugere que o planeta poderia ter se formado de maneira totalmente nova, diferente de qualquer outro planeta conhecido pelo homem. A composição do WASP-18b desafia todas as expectativas", disse Kyle Sheppard, do Goddard Space Flight Center da NASA. 
"Nós não conhecemos nenhum outro planeta extrasolar, onde o monóxido de carbono domina completamente a atmosfera superior". 
Com a ajuda do telescópio espacial Hubble, os cientistas observaram as "impressões digitais" provenientes do planeta distante e perceberam que os materiais não combinavam com o que eles esperavam ver. A única explicação consistente para os dados é uma superabundância de monóxido de carbono e muito pouco vapor de água na atmosfera de WASP-18b, além da presença de uma estratosfera", disse Nikku Madhusudhan, co-autor do estudo do Universidade de Cambridge. 
Ele acrescentou que esta rara combinação de fatores "abre uma nova janela para a nossa compreensão dos processos fisicoquímicos em atmosferas exoplanetárias. Os cientistas esperam que, com o esperado lançamento do poderoso telescópio espacial James Webb, será possível descobrir mais sobre WASP-18b e outros planetas como ele.
Fonte: https://br.sputniknews.com

Photobomb astronômico: dois colossais buracos negros inesperados em foto de Andrômeda

Aparentemente, não são apenas humanos que não conseguem resistir à tentação de entrar de penetra na foto dos outros. Um grupo de cientistas foi surpreendido por um photobomb cósmico ao analisar imagens da galáxia Andrômeda: o que acreditavam previamente ser um tipo especial de estrela parece ser, na verdade, uma dupla de buracos negros orbitando muito perto um do outro – tão perto que algo parecido nunca tinha sido observado antes.

Inicialmente, acreditava-se que o objeto, batizado de J0045+41, estava dentro de Andrômeda, também conhecida como M31. Porém, usando dados do Observatório de raios-X Chandra, da Nasa, e dos telescópios Gemini-North, no Havaí, e Palomar Transient Factory, na Califórnia, os pesquisadores perceberam que ele está mil vezes mais longe.

“Estávamos procurando um tipo especial de estrela na M31 e achávamos ter encontrado uma”, disse o pesquisador responsável, Trevor Dorn-Wallenstein, que faz sua pós-graduação na Universidade de Washington, em um comunicado à imprensa . “Ficamos surpresos e entusiasmados por encontrar algo muito estranho!”.

Muito mais longe do que se pensava

Quando, a partir dos fortes sinais de raio-x detectados pelo Chandra, os astrônomos perceberam que o objeto não era um par de estrelas que orbitam a si mesmas a cada 76 dias, mudaram sua hipótese para um binário de buracos negros e uma estrela de nêutrons. Mas, em seguida, os dados espectrais do Gemini-North provaram que ali teriam que haver ao menos um buraco negro supermassivo. Isso permitiu aos pesquisadores calcular a distância do J0045+41, que está a 2,6 bilhões de anos-luz de distância de nós. Andrômeda, a nossa galáxia vizinha mais próxima, fica a 2,5 milhões de anos-luz – e espera-se que ela colida com a Via Láctea em cerca de 4 bilhões de anos.

O espectro também demonstrou que um segundo buraco negro estava presente em J0045+41, movendo-se a uma velocidade diferente do primeiro, o que é esperado se os dois buracos negros estiverem orbitando um ao outro. Já as variações periódicas medidas pelo Palomar Transient Factory são coincidentes com o esperado quando dois buracos negros supermassivos se orbitarem. Essa é a primeira vez em que foram encontradas evidências tão fortes de um par de buracos negros gigantes se orbitando”, declarou a co-autora Emily Levesque, também da Universidade de Washington.

Extremamente próximos

Segundo os cálculos dos cientistas, nunca foi descoberta uma dupla de buracos negros supermassivos tão próximos entre si. A estimativa é de que suas órbitas estejam separadas por apenas algumas centenas de vezes a distância entre a Terra e o Sol, o que corresponde a menos de um centésimo de um ano-luz. Em comparação, a estrela mais próxima do nosso Sol está a cerca de quatro anos-luz de distância.

A explicação para o surgimento desse sistema poderia ser uma fusão, bilhões de anos atrás, de duas galáxias, cada uma contendo um buraco negro supermassivo. À medida que emitem ondas gravitacionais, os dois buracos negros de J0045+41 estão inevitavelmente se aproximando cada vez mais um do outro. Como não puderam identificar a massa dos buracos negros, os cientistas não conseguiram prever quando a colisão acontecerá, podendo ser em 350 ou até 360 mil anos. Um artigo descrevendo a descoberta foi aceito para publicação na edição de novembro do periódico “The Astrophysical Journal” e está disponível on-line. 
[Nasa, Science Alert]

Primeira luz do ESPRESSO — o descobridor de planetas de próxima geração

O instrumento ESPRESSO (Echelle SPectrograph for Rocky Exoplanet and Stable Spectroscopic Observations) acaba de fazer as suas primeiras observações. Instalado no Very Large Telescope (VLT) do ESO no Chile, o ESPRESSO irá procurar exoplanetas com uma precisão sem precedentes, ao detectar variações minúsculas da luz das estrelas hospedeiras. Pela primeira vez, um descobridor de planetas poderá combinar a luz coletada pelos quatro telescópios do VLT.  O ESPRESSO, instalado no Very Large Telescope do ESO, viu a sua primeira luz no Observatório do Paranal no norte do Chile. Este novo espectrógrafo echelle de terceira geração é o sucessor do instrumento HARPS do ESO, instalado no Observatório de La Silla. O HARPS, um instrumento de grande sucesso, atinge uma precisão de cerca de um metro por segundo em medições de velocidade, enquanto que o ESPRESSO pretende atingir uma precisão de apenas alguns centímetros por segundo, usando os últimos avanços da tecnologia e aproveitando o fato de estar instalado num telescópio muito maior.

O cientista principal do ESPRESSO, Francesco Pepe da Universidade de Genebra, na Suíça, explica a importância do instrumento: “O sucesso agora conseguido é fruto do trabalho de muitas pessoas ao longo de 10 anos. O ESPRESSO não é apenas fruto da evolução de instrumentos anteriores, como o HARPS, mas será verdadeiramente transformador devido às suas resolução e precisão muito mais elevadas. E, contrariamente a instrumentos anteriores, poderá explorar o poder coletor total do VLT — uma vez que pode ser utilizado com o conjunto dos quatro Telescópios Principais do VLT, que simulam assim um telescópio de 16 metros de diâmetro. O ESPRESSO será um instrumento inigualável durante, pelo menos, uma década. Por tudo isto, guardo impacientemente a descoberta do nosso primeiro planeta rochoso!”

O ESPRESSO pode detectar variações minúsculas no espectro das estrelas à medida que seus planetas as orbitam. Este método das velocidades radiais funciona bem porque a atração gravitacional de um planeta influencia a sua estrela hospedeira, fazendo com que esta “oscile” ligeiramente. Quanto menos massivo for o planeta, menor será esta oscilação, por isso, para que possamos detectar exoplanetas rochosos capazes de suportar vida tal como a conhecemos, necessitamos de um instrumento de muito alta precisão. Com este método, o ESPRESSO será capaz de detectar alguns dos planetas mais leves já encontrados.

As observações de teste incluiram observações de estrelas e sistemas planetários conhecidos. Comparações feitas com dados HARPS existentes, mostraram que o ESPRESSO consegue obter dados de qualidade semelhante para tempos de exposição muito menores. O cientista do instrumento, Gaspare Lo Curto (ESO), está radiante: ”Trazer o ESPRESSO até aqui foi um feito extraordinário; tratou-se do trabalho conjunto de um consórcio internacional, além de muitos grupos diferentes do ESO: engenheiros, astrônomos e administração. Foi preciso não só instalar o espectrógrafo propriamente dito, mas também a sua óptica extremamente complexa, que combina a luz coletada pelos quatro Telescópios Principais do VLT.”

Apesar do objetivo principal do ESPRESSO ser levar a procura de planetas ao próximo nível, ao encontrar e caracterizar planetas menos massivos e as suas respectivas atmosferas, o instrumento terá também muitas outras aplicações. Será a ferramenta mais potente para testar se as constantes físicas da natureza variaram desde a época em que o Universo era jovem. Tais variações pequenas estão previstas em algumas teorias da física fundamental, mas nunca foram observadas de forma convincente. Quando o Extremely Large Telescope do ESO estiver operacional, o instrumento HIRES, que se encontra atualmente em estudo, poderá detectar exoplanetas ainda menores, de tamanho semelhante à Terra, usando o método das velocidades radiais.
Fonte: ESO
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Artigos Mais Lidos