14 de junho de 2018

7 mitos sobre o planeta anão Plutão


Nos confins do Sistema Solar encontramos Plutão, o planeta anão que outrora era conhecido como o nono e mais distante planeta do Sistema Solar. Agora ele é classificado como planeta anão, porém, sua grande distância continua sendo a principal responsável pelos mistérios e dúvidas que o cercam. Desde sua descoberta, em 1930, a humanidade nunca esteve tão próxima de Plutão. Em julho de 2015, a sonda New Horizons fez sua primeira aproximação com o planeta anão, quando chegou a 12.500 km de sua superfície, capturando imagens incríveis e resolvendo mistérios de longa data. Mas claro: Plutão ainda é um dos maiores mistérios do Sistema Solar, e apesar de não compreendê-lo por completo, algumas verdades científicas devem ser repassadas, e alguns mitos, desmistificados...

1 - Plutão é muito pequeno

Algumas pessoas pensam que Plutão é pequeno, assim como um asteroide qualquer do Cinturão Principal. Na verdade, Plutão é bem robusto, com cerca de 2.360 km de diâmetro (cerca de dois terços a largura da nossa Lua). A maior lua de Plutão, Caronte, tem 1.207 km por si só. Já seus outros quatro satélites conhecidos são realmente muito pequenos...
Além disso, Plutão é consideravelmente maior do que praticamente todos os outros objetos no Cinturão de Kuiper, o anel de corpos gelados além da órbita de Netuno. A grande maioria dos objetos do Cinturão de Kuiper são do tamanho de cometas, com poucos quilômetros de diâmetro. Várias dezenas têm pelo menos algumas centenas de quilômetros, mas apenas 2 objetos (até onde se sabe) têm mais de 2.000 km de diâmetro: Plutão e Eris, ambos planetas anões, e com o mesmo tamanho aproximado.

2 - Plutão é muito escuro com pouca luz do Sol

Plutão orbita o Sol a uma distância de mais de 4,8 bilhões quilômetros em média, por isso muitas pessoas imaginam que sua superfície deve ser escura como o breu o tempo todo. Mas de acordo com Alan Stern, principal investigador da New Horizons, a iluminação em Plutão ao meio-dia não é tão baixa quanto se pensava. Seria como um dia nublado e cinza aqui na Terra, com os mesmos níveis de radiação do crepúsculo. Ou seja, pode não ser como no Ceará, "a Terra do Sol", mas também não é tão escuro quanto se pensava...

3 - Plutão era uma lua de Netuno

Esta é uma velha teoria de que se tornou popular logo após a descoberta de Plutão. Ela foi refutada em 1965, quando pesquisadores descobriram uma ressonância orbital entre Plutão e Netuno, que simplesmente impedia a possibilidade dos dois estarem relacionados, mesmo no passado.

4 - Plutão é um mundo de gelo

A superfície de Plutão é coberta por muito gelo, incluindo nitrogênio congelado e metano congelado, mas a densidade de Plutão como um todo, é duas vezes a densidade do gelo de água, o que mostra que a massa do planeta é constituída apenas por um terço de gelo, e dois terços de rocha.

5 - Plutão não tem ar em sua atmosfera

Os investigadores descobriram, na década de 1980, que Plutão tem uma atmosfera composta principalmente de nitrogênio, assim como a atmosfera da Terra. Mas o ar de Plutão, que também contém monóxido de carbono e metano, é muito mais fino do que o da Terra, e estende-se significativamente mais longe no espaço.  Por exemplo, a atmosfera da Terra chega a 600 km acima da superfície do planeta (cerca de 10% o raio da Terra). Em contrapartida, o limite exterior da atmosfera de Plutão encontra-se a a cerca de 7 raios de Plutão acima de sua superfície. O volume da atmosfera de Plutão, portanto, é de mais de 350 vezes maior do que o próprio planeta anão, de acordo com o co-investigador da New Horizons, Michael Summers. Levando isso em consideração, poderíamos até chamar Plutão de "Planeta Ar"... mas claro, os cientistas não iam gostar nem um pouco disso...

6: A órbita de Plutão é estranha e diferente de tudo

A órbita de Plutão é muito elíptica (alongada), trazendo o planeta anão tão próximo quanto 4.430 milhões quilômetros do Sol, e tão distante quando 7,31 bilhões de quilômetros da nossa estrela. Além disso, a órbita de Plutão é inclinada em cerca de 17° em relação ao plano da eclíptica, o plano da órbita entre a Terra e o Sol.  Os parâmetros orbitais de Plutão são muito diferentes dos oito planetas oficiais, que tendem a mover mais ou menos no mesmo plano ao redor do Sol, praticamente com órbitas bem circulares... mas não isso não faz de Plutão o detentor da órbita mais estranha do Sistema Solar. Outros habitantes do Cinturão de Kuiper, como os planetas anões Eris e Haumea, têm órbitas ainda mais elípticas e inclinadas, isso sem contar com a órbita de cometas que são altamente alongadas, ou a trajetória de alguns planetas extrassolares...

7 - Plutão é o planeta anão mais distante do Sol

A localização de Plutão realmente é muito, muito distante. Enquanto a luz do Sol leva cerca de 8 minutos para chegar na Terra, ela viaja por mais de 5 horas para chegar em Plutão. Mesmo assim, Plutão não é o planeta anão mais distante do Sistema Solar. O planeta anão Eris é o mais distante de sua categoria, e se compararmos com outros Objetos Trans-Netunianos, como Sedna, Plutão nem parece estar tão longe assim... Para se ter uma ideai da distância, nessa imagem não podemos ver a órbita do Objeto Trans-Netuniano Sedna, justamente por estar longe o suficiente para não ser enquadrada...
Ou seja, Plutão está muito, muito longe do Sol, mas como tudo no Universo consegue nos surpreender, outros planetas e objetos encontram-se ainda mais distantes, e portanto, mais difíceis de serem estudados.
Fonte: https://www.space.com/

Marte mais brilhante em 2018 - o Planeta Vermelho está ficando maior e já começa a chamar atenção nos céus


Sim, é verdade que Marte ficará maior e mais brilhante em 2018! Saiba como isso é possível, e o que esperar do Planeta Vermelho no mês de julho. Alguém aí se lembra do planeta Marte em 2003? Naquele ano, o Planeta Vermelho ficou muito próximo da Terra e ficou mais brilhante do que os últimos 60 anos. Ele se tornou tão brilhante que até ofuscava as estrelas e outros planetas, exceto Vênus. Agora em 2018, Marte ficará quase tão brilhante quanto em 2003! A partir de agora, ele começa a ficar cada vez mais aparente, até atingir seu auge em julho de 2018, quando especialistas afirmam que ele brilhará como uma faísca de fogo nos céus de todo o globo.  Marte é um planeta que varia muito em seu brilho aparente. Em 2017, ele estava opaco, e seu brilho não chamava atenção. Agora ele começa a ficar mais brilhante, e já podemos vê-lo na direção leste junto com Júpiter e Saturno, como já publicamos aqui anteriormente.  Pode até parecer difícil de acreditar, mas Marte se tornará mais brilhante do que Júpiter dentro de alguns meses.

Marte mais brilhante em 2018 - Marte e Saturno nos céus em abril

Quando observamos Júpiter, por exemplo, não vemos uma alteração de brilho extrema, como é comum em Marte. Isso acontece porque o brilho de Júpiter no céu se deve principalmente ao seu tamanho, já que sua distância com relação ao nosso planeta varia apenas uma pequena porcentagem.  Já o planeta Marte não brilha tanto por conta de seu tamanho, já que ele é ainda menor do que a Terra. O principal fator que contribui para o brilho de Marte que vemos no céu é sua proximidade com a Terra. E essa proximidade varia muito - às vezes, Terra e Marte estão do mesmo lado com relação ao Sol, bem pertinho um do outro, sendo que outras vezes, os dois planetas se distanciam drasticamente.  A Terra leva um ano para dar uma volta ao redor do Sol, enquanto Marte leva cerca de dois anos. Com isso, a Terra está sempre ultrapassando Marte nessa corrida orbital, o que faz com que a cada 2 anos e 50 dias a Terra passe entre o Planeta Vermelho e o Sol - quando temos a famosa oposição de Marte, o que o torna maior e mais brilhante no céu noturno.


Animação mostra a diferença de uma oposição "próxima" e uma oposição "distante" de Marte. Créditos: divulgação

Mas nem todas as oposições de Marte são iguais. Essa que teremos agora em 2018, por exemplo, trará o Planeta Vermelho ainda mais próximo de nós, deixando-o mais brilhante do que em qualquer outro ano desde 2003. Isso só acontecerá porque além de Marte estar em oposição, ele está chegando no periélio (ponto mais próximo do Sol de sua órbita). Por dois meses, entre os dias 7 de julho e 7 de setembro de 2018, Marte tomará o lugar de Júpiter como o quarto objeto mais brilhante do céu, atrás apenas do Sol, Lua e Vênus.  Se não considerarmos o céu diurno, mas apenas o céu noturno, Marte será o terceiro objeto mais brilhante do céu, perdendo apenas para a Lua e o planeta Vênus.  Então fiquem ligados, pois Marte estará tão brilhante como não esteve nos últimos 15 anos! Uma chance única e imperdível para observar o Planeta Vermelho, seja através de binóculos, telescópios, ou até mesmo a olho nu. Ele estará brilhante, vermelho e chamará a atenção de toda e qualquer pessoa que olhar para o céu noturno.
Fonte: https://www.galeriadometeorito.com

Pontos brilhantes podem ser o primeiro vislumbre de outro universo

Uma pequena amostra de um universo paralelo colidindo contra o nosso foi descoberto por astrônomos. Cientistas alegam ter identificado sugestivos sinais dos confins do espaço que indicariam que o tecido do nosso universo está sendo rasgado por um outro muito diferente. A análise pode fornecer uma das primeiras provas da teoria multiverso, que defende a existência de universos paralelos.

Ranga-Ram Chary, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena (EUA), analisou dados de radiação cósmica de fundo captadas pelo telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia. Dentro desse brilho que sobrou dos momentos após o Big Bang, ele descobriu pontos onde a luz de microondas é muitos mais brilhante do que deveria ser. Segundo ele, isso poderia ser um sinal provocado pela interação entre o nosso universo e outro há centenas de milhares de anos depois do Big Bang, há 13,8 bilhões de anos atrás.

Chary afirma que os sinais avistados podem sugerir um universo alternativo muito diferente do nosso. Ali poderiam existir partículas subatômicas chamadas bárions e fótons cerca de dez vezes maior do que o que vemos no nosso próprio universo.

Para chegar a essas conclusões, o Chary usou modelos de radiação cósmica de fundo, retirados de imagens de todo o céu, captados pelo telescópio Planck. Após isso, ele removeu os sinais de estrelas, gás e poeira. Tudo o que deveria restar seriam as imagens do barulho. No entanto, o Dr. Chary relata que, em vez disso, ele encontrou manchas dispersas que se parecem 4.500 vezes mais brilhante do que deveriam.

Fontes: New Scientist 

Veja a tempestade que desligou robô em Marte


As últimas fotos do Opportunity mostram como o céu marciano vai-se escurecendo conforme a tempestade crescia.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/TAMU]

Oportunidade final

O robô Opportunity foi pego por uma tempestade gigantesca em Marte, o que fez com que ele perdesse comunicação com a Terra. Esta imagem mostra as últimas fotos do céu marciano conforme a tempestade se adensava, revelando como a poeira ia rapidamente escondendo o Sol. Sem energia dos seus painéis solares, o robô entrou em modo de segurança. Logo em seguida, porém, conforme a tensão em suas baterias caiu abaixo dos 24 volts, ele entrou em modo de falha. Agora, apenas seu relógio interno está funcionando. 

Esse relógio aciona um circuito que verifica se o nível da bateria subiu, fazendo então o robô acordar. A tempestade, que foi detectada pela primeira vez em 30 de maio, agora cobre 35 milhões de quilômetros quadrados da superfície marciana - um quarto do planeta.  A NASA anunciou que tentará fazer contato com o robô diariamente, mas uma resposta só deverá vir depois que a tempestade amainar - isto se a poeira acumulada sobre os painéis solares do Opportunity não tiver sido excessiva, o que poderá impedi-lo definitivamente de funcionar outra vez.

O robô Opportunity e seu irmão gêmeo Spirit chegaram a Marte em janeiro de 2004.
Fonte: Inovação Tecnológica
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Artigos Mais Lidos