7 de março de 2018

Desequilíbrio atmosférico pode indicar vida em outros planetas


A Terra (superior esquerda) tem vários gases em sua atmosfera que revelam a presença da vida, principalmente oxigênio e ozônio. Mas a Terra antiga (inferior esquerda) tinha um sinal diferente para a vida que já emergia há bilhões de anos. [Imagem: NASA/Wikimedia Commons/Joshua Krissansen-Totton]
Sinais de vida em outros planetas
Parece haver estratégias para procurar evidências de vida em outros planetas que são tão ou mais promissoras do que procurar apenas por oxigênio. Essa ideia de procurar oxigênio atmosférico como uma bioassinatura existe há muito tempo. E é uma boa estratégia - é muito difícil produzir muito oxigênio sem vida," detalha Joshua Totton, da Universidade de Washington, nos EUA. "Mas nós não queremos colocar todos os nossos ovos em uma única cesta. 
Mesmo que a vida seja comum no cosmos, não temos ideia se será vida que produz oxigênio. A bioquímica da produção de oxigênio é muito complexa e pode ser bastante rara."
Ocorre que a Terra com a vida como a conhecemos não foi sempre como é hoje. Na verdade, a capacidade da vida de produzir grandes quantidades de oxigênio só ocorreu no passado um oitavo do tempo da história da Terra.
Por isso, Tonton e seus colegas começaram analisando essa história da vida na Terra para identificar momentos em que a atmosfera do nosso planeta continha uma mistura de gases que estivessem fora de equilíbrio, ou seja, uma mistura que só poderia existir na presença de organismos vivos - qualquer coisa, de uma massa de algas em uma lagoa até árvores gigantes ou dinossauros.
Com essa visão de longo prazo, a equipe identificou uma combinação de gases que fornece evidência de vida: metano mais dióxido de carbono, menos monóxido de carbono.
"Nosso estudo mostra que essa combinação seria um sinal de vida convincente. O que é excitante é que nossa sugestão é realizável e pode levar à descoberta histórica de uma biosfera extraterrestre em um futuro não muito distante," disse David Catling, coautor do trabalho.
Uma das tarefas mais ansiosamente esperadas do telescópio espacial James Webb, atualmente em construção, é a observação das atmosferas de exoplanetas em busca de indícios de vida, e ele poderá detectar as bioassinaturas propostas pela equipe.
Atmosfera indicadora de vida
A equipe analisou todas as formas em que um planeta poderia produzir metano - a partir de impactos de asteroides, destruição do interior do planeta, reações de rochas e água - e constatou que seria difícil produzir muito metano em um planeta rochoso como a Terra que fosse totalmente destituído de organismos vivos. 

Enquanto encontrar vida em Marte ficou mais improvável, vários especialistas apostam em rastrear exoplanetas em busca de ETs que sejam muito diferentes de nós. [Imagem: NASA]
Se o metano e o dióxido de carbono forem detectados juntos, especialmente sem monóxido de carbono, esse é um desequilíbrio químico que sinaliza a vida. Os átomos de carbono nas duas moléculas representam níveis opostos de oxidação. O dióxido de carbono segura tantas moléculas de oxigênio quanto consegue, enquanto o carbono no metano carece de oxigênio e, em vez disso, contém o "adversário químico" do oxigênio, o hidrogênio.
"Então você tem esses níveis extremos de oxidação. E é difícil fazer isso através de processos não-biológicos sem produzir também monóxido de carbono, que é um intermediário," disse Totton. "Por exemplo, planetas com vulcões que expelem dióxido de carbono e o metano também tendem a expelir monóxido de carbono".
Além disso, o monóxido de carbono tende a não se acumular na atmosfera de um planeta que abriga vida.
"O monóxido de carbono é um gás que seria facilmente consumido por micróbios," disse Totton. "Então, se o monóxido de carbono for abundante, isso seria uma pista de que talvez você esteja olhando para um planeta que não possui biologia"
Fonte:Inovação Tecnológica

Aqui estão cinco maneiras em que o mundo poderia terminar esta semana

Se você é daqueles que teme o fim do mundo constantemente, que está só sentado esperando este dia chegar, saiba que não está tão errado assim. Existem tragédias que não podemos controlar e que poderiam acabar com o planeta de repente. Por exemplo:

Morte por asteroide/cometa/supernova

Uma colisão com um cometa ou um asteroide poderia ter consequências devastadoras, não só para a raça humana, mas para o planeta como um todo. Como sabemos disso? A principal causa da extinção do Cretáceo-Terciário foi o asteroide de Chicxulub, com um diâmetro estimado de 10 quilômetros, que liberou energia equivalente a 2 milhões de bombas Tsar (a mais potente bomba atômica já criada) na Terra. A extinção afetou não só os dinossauros, mas 75% dos organismos presentes no planeta no momento.

Um impacto como este solta uma grande quantidade de poeira e aerossóis para a atmosfera, reduzindo significativamente a luz solar disponível para a fotossíntese das plantas e baixando a temperatura ambiente. Com as plantas morrendo, as cadeias alimentares desmoronam, levando a uma luta mais desafiadora por recursos. Além disso, fragmentos do asteroide podem ser devolvidos para a atmosfera, espalhando tempestades de fogo por todo o globo na sua reentrada na Terra. E, dependendo do local do impacto, enormes tsunamis e terremotos podem aumentar a devastação por milhares de quilômetros.

Dito tudo isso, quais são as chances de uma tragédia dessa de fato acontecer conosco? As principais agências espaciais estão tentando descobrir. A fim de preparar o planeta para um potencial perigo, eles estão catalogando os “Objetos Próximos da Terra” (OPT) com mais de um quilômetro para monitorá-los. Objetos menores ainda podem iludir detecção, no entanto.

Já um evento de supernova, dependendo de sua proximidade com o sistema solar, poderia ser severamente mais prejudicial. Se o sol fosse ligeiramente mais massivo, se tornaria uma supernova, e a quantidade de luz que um observador terrestre veria nessa explosão é equivalente a ter um bilhão de bombas de hidrogênio detonando diretamente em seu globo ocular. Felizmente, este não é o nosso caso. Apesar de supernovas serem aterrorizantes, estamos bastante seguros desses fenômenos. A estrela mais próxima de nós que acreditamos que se tornará supernova em breve (no tempo cósmico) é Betelgeuse, que está a uma confortável distância.

Morte por supervulcão

Um supervulcão é qualquer vulcão capaz de ejetar mais de um trilhão de toneladas de material durante uma erupção. Essa massa é o equivalente a cerca de 100 Montes Everest. Uma explosão como essa é um formidável evento geológico, que ocorre quando o magma do manto da Terra não consegue encontrar uma maneira de escapar através das fissuras nSupervulcões são capazes de cobrir enormes áreas com cinzas e lava, afetando significativamente o clima mundial, gerando “mini” eras glaciais ou aquecimento global.

Invernos vulcânicos já aconteceram na Terra antes, sendo o mais recente em 1991, quando a erupção do Monte Pinatubo, nas Filipinas, conduziu a um esfriamento em todo o mundo. O supervulcão mais famoso é provavelmente o Yellowstone. Ele tem uma caldeira, ou depressão pós-erupção, que mede 55 por 72 quilômetros. Em sua última erupção, 640.000 anos atrás, suas cinzas se espalharam por vários estados americanos, de Dakota do Norte até Louisiana e Califórnia.

Supervulcões podem ter desempenhado um papel decisivo em vários eventos de extinção durante a história geológica da Terra, mas mesmo a mais poderosa erupção vulcânica conhecida (que formou a caldeira vulcânica de La Garita, na imagem acima, no estado americano do Colorado) gerou somente 0,24% da energia do impacto de Chicxulub.a crosta. A pressão resultante é tão grande que a erupção tem efeitos de longo alcance.

Morte por pandemia

Bactérias e vírus poderiam facilmente nos derrotar, se evoluírem versões mais mortais ou mais contagiosas de doenças contra as quais estamos atualmente lutando.  Historicamente, a pandemia mais devastadora foi a Peste Negra. Causada por uma bactéria e transmitida por pulgas, em apenas sete anos (1346-1353) se mudou da Ásia Central para a Europa do Norte, matando entre 75 a 200 milhões de pessoas. A praga continuou a massacrar indivíduos na Europa até o século 19. Outro exemplo notável foi a gripe espanhola que, em dois anos (1918 e 1919), conseguiu matar mais de 75 milhões de pessoas em todo o mundo.

Futuras pandemias são uma séria ameaça para a humanidade. Nós entendemos melhor a causa das doenças infecciosas e como elas se espalham hoje, mas problemas políticos, econômicos, sociais e médicos podem atrapalhar a prevenção de um surto grave.

Por exemplo, a capacidade dos seres humanos de viajar rapidamente por todo o planeta poderia acelerar a propagação de bactérias e vírus, bem como a nossa incapacidade de reconhecer doenças mais graves somente através de sintomas padrão. A adaptabilidade dos vírus que poderia levar a contágios acelerados e o aumento de bactérias resistentes aos antibióticos são outros obstáculos significativos que os pesquisadores ainda precisam ultrapassar.

Morte por autodestruição

Você conhece o ditado “Se quer algo bem feito, faça você mesmo”? Então. Por que esperar por asteroides, vulcões ou doenças altamente contagiosas quando podemos simplesmente acabar com a Terra nós mesmos? Já se passaram 26 anos após o final da Guerra Fria, mas um conflito nuclear ainda é a maneira mais eficiente de se livrar de toda a humanidade. Até onde sabemos, existem cerca de 16.000 armas nucleares no mundo todo.

Se elas forem usadas de uma só vez (assumindo um rendimento de 50 megatons por arma), gerariam uma quantidade de energia três vezes maior do que o supervulcão La Garita (mas ainda 125 vezes menos potente do que o asteroide que matou os dinossauros), o que é significativo. Não só aceleraríamos as mudanças climáticas que já estamos produzindo, como a radiação garantiria um evento de extinção generalizado.

Hoje, somos a espécie “dominante” da Terra, o topo da cadeia alimentar. Mas esse é um falso topo. Afinal, sem nossas extensões (as ferramentas e armas criadas por conta da nossa inteligência), não seríamos nada perto de espécies com organismos muito mais preparados para todo tipo de confronto e tragédia.

O mundo sem nós não seria uma terra desolada e escura. A vida é resistente. De fungos radiotróficos que sobreviveram dentro do reator nuclear de Chernobyl a bactérias extremófilas que vivem perto de respiradouros vulcânicos no fundo do oceano, o mundo está cheio de espécies teimosas. Águas-vivas, tubarões, sapos e crocodilos estavam aqui antes dos dinossauros. Se matarmos uns aos outros, nada impede que outros animais sobrevivam a nós.

Morte por revolução robótica

Um cenário que a maioria das pessoas acha que levará a nossa extinção é a insurreição dos robôs. Isso provavelmente se origina de sentimentos anti-tecnologia que remontam à Revolução Industrial, e deve seu sucesso a filmes como “O Exterminador do Futuro” e “Matrix”, que tem cimentado a ideia na nossa consciência.

Os avanços tecnológicos na produção de robôs e computadores mais rápidos e melhores são incríveis, mas há um longo caminho a percorrer antes de criarmos uma máquina realmente capaz de pensar. E, mesmo nesse ponto, os seres humanos não vão de repente se tornar obsoletos.

Computadores, como a maioria das máquinas, não foram criados para nos substituir, mas sim para preencher lacunas que nós não podemos preencher sozinhos. Motores a vapor eram necessários para mover muitas pessoas rapidamente, computadores para fazer cálculos complexos, e robôs para ajudar com tarefas que os humanos não podiam ou queriam fazer.

Provavelmente, o advento de máquinas pensantes não vai anunciar a destruição da humanidade, nem a sua salvação. Vai mudar o mundo, com certeza, mas de maneiras mais mundanas ao invés de cataclísmicas. Ou pelo menos é o que esperamos… 
Fonte: https://hypescience.com
 http://www.iflscience.com

ALMA revela teia interna em maternidade estelar

Novo dados obtidos com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e outros telescópios foram utilizados para criar esta imagem de uma teia de filamentos na Nebulosa de Orion. Vemos estas estruturas de cor vermelha forte, como se estivessem em chamas, mas na realidade são tão frias que os astrônomos têm que utilizar telescópios como o ALMA para as observar.
Esta imagem incomum mostra parte da famosa Nebulosa de Orion, uma região de formação estelar situada a cerca de 1350 anos-luz de distância da Terra. Este mosaico combina imagens obtidas na região do milímetro pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e pelo telescópio IRAM de 30 metros (em vermelho) com uma vista no infravermelho, mais familiar, obtida pelo instrumento HAWK-I montado no Very Large Telescope do ESO (em azul). O brilhante grupo de estrelas azuis-esbranquiçadas — à esquerda — é o Aglomerado do Trapézio, composto por estrelas quentes jovens com apenas alguns milhões de anos de idade.

As estruturas finas observadas nesta enorme imagem são longos filamentos de gás frio, visíveis apenas com telescópios que observem nos comprimentos de onda milimétricos. Estas estruturas são invisíveis tanto no óptico como no infravermelho, o que faz do ALMA um dos poucos instrumentos disponíveis para as estudar. Este gás dá origem a estrelas recém nascidas — colapsa gradualmente sob a força da sua própria gravidade até que se encontra suficientemente denso para formar uma protoestrela — a percursora de uma estrela.  Os cientistas que colectaram os dados a partir dos quais se criou esta imagem estavam estudando estes filamentos para aprender mais sobre a sua estrutura e formação. Os pesquisadores utilizaram o ALMA para procurar assinaturas de N2H+, um gás que faz parte destas estruturas. Através deste estudo, a equipe conseguiu identificar uma rede de 55 filamentos.

A Nebulosa de Orion é a região mais próxima da Terra que apresenta formação estelar massiva e é por isso estudada com grande detalhe pelos astrônomos que procuram compreender melhor como é que as estrelas se formam e evoluem nos seus primeiros milhões de anos. Os telescópios do ESO observaram já por diversas vezes esta interessante região.  A imagem combina um total de 296 conjuntos de dados individuais obtidos pelos telescópios ALMA e IRAM, sendo por isso uma das maiores imagens de alta resolução nos comprimentos de onda milimétricos obtida até agora para uma região de formação estelar.
Fonte: http://www.eso.org/public/brazil/news/
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