11 de março de 2019

Quanto tempo levaria para atravessar a Via Láctea?

Expandiram-se os limites da nossa galáxia! Uma nova análise voltada aos pontos mais distantes da Via Láctea  e publicada no períodico científico "Astronomia e Astrofísica" mostrou que ela é ainda maior do que se acreditava. Ao estudarem os índices de metalicidade de estrelas além do que até então se considerava a fronteira da Via Láctea, cientistas do Instituto de Astrofísica de Canárias perceberam que mesmo fora desses limites há astros compostos por uma grande abundância de metais semelhantes aos encontrados nas estrelas mais próximas ao Sol.
Para chegar a novas conclusões a respeito das demais estrelas nas beiras da galáxia, os pesquisadores investigaram o espectro de luz delas, ou seja, sua quebra em diferentes cores, cujos padrões de tonalidades são capazes de sugerir elementos que as compõem. Essa análise que muda os padrões da galáxia foi feita a partir de dados coletados de duas formas: por meio do Experimento de Evolução Galáctica do Observatório Apache Point  (APOGEE) e do telescópio LAMOST, um projeto de observação espectroscópica voltado para multiobjetos que ocupam grandes áreas do céu.
Segundo um dos coautores do artigo que apresenta as recentes evidências, o astrofísico Carlos Allende, a nova percepção da Via Láctea aponta que ela tem 200 mil anos-luz, e não entre 100 mil e 160 mil como se supunha. Lembrando que 1 ano-luz, a distância que a luz consegue viajar em 1 ano, corresponde a cerca de 10 trilhões de quilômetros — são zeros demais até para imaginarmos!
A descoberta também não significa que esse novo limite seja definitivo, então outras estrelas com características similares poderiam existir ainda mais longe. Se as estrelas consideradas agora estão três vezes mais longe do centro da galáxia do que o Sol, os autores dizem que é possível que haja outra fileira quatro vezes mais distante. Isso mostra, ainda, que a Via Láctea tem o mesmo tamanho que a Andrômeda, ou até mesmo maior — embora se tenha acreditado por bastante tempo que Andrômeda fosse mais robusta.
Fonte: Megacurioso.com.br

O que aconteceria se um planeta colidisse com a Terra?

É fato que corpos celestes de diferentes tamanhos estão se chocando no sistema solar. Desde o início do nosso sistema solar (cerca de 4,5 bilhões de anos ou mais) até hoje, não houve uma grande quantidade de colisões planetárias, mas ainda existem muitas colisões “menores”, como o asteróide de Chicxulub, há 65 milhões de anos atrás, que extinguiu os dinossauros e quase toda a vida na Terra (65 milhões de anos é praticamente alguns poucos segundos em comparação com a idade do sistema solar), ou o cometa Shoemaker Levy 9, que colidiu com Júpiter em 1994 e foi a primeira grande colisão observável.

Assim, enquanto planetas colidem ou quase colidem uns com os outros, essa não é mais uma preocupação séria atualmente, como era antigamente. O fato da preocupação ser mínima se deve ao tamanho dos sistemas solares e da falta de vida que há nele.
Por conta deste artigo, vamos supor que há um outro planeta chamado “Htrae”, que é do mesmo tamanho e composição aproximada da terra (e vamos aida imaginar que ele tem os clones de todos os habitantes da terra, pra ficar mais legal).
Mas o que poderíamos esperar de um impacto direto, ou mesmo um impacto de raspão? Mais ou menos isso: você começa com dois planetas e termina com muita poeira quente. Estamos acostumados a impactos que somente danificam ou perfuram a crosta terrestre, mas grandes impactos são outra história. É como comparar planetas a gotas de água. Ao invés de se esmagarem como pedaços de argila, a Terra e Htrae iriam se desintegrar. O impacto direto de duas massas iguais e gigantescas tende a destruir as duas. A colisão não direta (de raspão), iria chacolhar os dois planetas, destruindo completamente toda a superfície dos dois. Um impacto de raspãp como esse é a teoria moderna mais aceita para a origem da lua.
Se Htrae caísse do céu, ele provavelmente iria atingir a Terra com uma velocidade que está na mesma escala que a velocidade da Terra no espaço: 11 km/s (provavelmente mais). O intervalo entre o momento que HTrae aparecesse no céu com o mesmo tamanho da lua, até a colisão seria de poucas semanas. Já o intervalo entre o momento em que HTrae encostasse na atmosfera e atingisse a superfície seria de poucos segundos. Se você estivesse próximo, veria Htrae preenchendo completamente o horizonte. Alguns momentos antes do impacto, a atmosfera de ambos os planetas brilharia com uma luz forte no nomento em que ambas são subitamente comprimidas. 
É mais provável que nesses segundos/momentos finais você fosse completamente vaporizado a distância pelo calor e luz liberado pelo impacto, e menos provável que você fosse esmagado. As pessoas do outro lado da Terra não estariam numa melhor, não! Eles seriam pegos de surpresa e teriam que lidar com o solo, e tudo sobre ele, de repente, como se estivessem levando um pontapé gigante o suficiente para jogar tudo e todos no espaço sideral. Imagine você dormindo com sua família numa noite tranquila e, de repente, um impacto te joga fora da órbita da Terra. Sim, você acordaria (ou não) no vácuo do espaço.
Não preciso citar que, de um modo geral, ser golpeado pelo chão com tanta força a ponto de te jogar no espaço profundo, poucos minutos depois do impacto, é morte certa, né?
O impacto de raspão é menos catastrófico, mas você também não vai querer estar ali. Quando você está entre duas massas iguais, você sofrerá a gravidade dos dois corpos, relativamente ao ponto em que você se encontra. Então se você tiver “sorte” o suficiente para estar de pé na superfície de Htrae quando ele passasse pela Terra, você iria estar em quase gravidade zero. De qualquer maneira, tudo ao redor estaria com a gravidade alterada e tudo e todos, iriam ser lançados para o céu.
Num impacto lateral de “raspão”, qual seria a gravidade entre os dois planetas?
Imagine casas, carros, prédios, rochas e você no meio do ar, caindo para cima. Sim! Para cima! Com a gravidade louca a superfcie seria devastada. Em grande escala isso desmoronaria ambos os planetas. Não seria apenas uma região do planeta que estaria em queda livre, e sim países e continenetes dos dois planetas. Então, do mesmo modo que você estivesse “caindo” para o alto, você iria de encontro com outros objetos que estariam caindo de HTrae. Pode parecer incrível, mas você iria querer uma distância bem grande.
Mesmo uma passagem próxima, com os planetas nunca entrando em contato, haverá uma quantidade colossal de danos. haveria uma nuvem de detritos entre os planetas e orbitando em torno deles, assim como longas labaredas de lava e fogo nos oceanos, crosta e manto, que agora se separam abrindo fendas gigantes. Isso nunca foi visto em escala planetária. Objetos que impactam mal possuem sua própria gravidade.
Mas as coisas só pioram. A menos que ambos os planetas tênham uma boa razão para se cruzarem distantes, este quase impacto só seria um preâmbulo para um impacto direto. Todos os danos que a Terra e Htrae causaram um ao outro ganhou energia. Essa energia, nada mais é do que a energia cinética, ou seja, depois de se cruzarem, ambos os planetas perderiam sua velocidade média. Isso significa que a velocidade de ambos os planetas seria reduzida enquanto eles se orbitasse e isso significa que os planetas não poderiam escapar um do outro (pelo menos não para sempre) e o impacto seria uma questão de “quando”.
Fonte: Acrediteounao.com
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