16 de outubro de 2018

4 Formas como os terráqueos poderiam encontrar seres alienígenas


1 – Por meio de lasers

Segundo os cientistas, os feixes de laser podem alcançar distâncias extraordinárias, portanto é possível que civilizações alienígenas façam uso da emissão de pulsos para se comunicar. O pessoal do SETI — organização focada na busca de formas de vida extraterrestre inteligente —já faz uso de equipamentos capazes de detectar um único fóton emitido com intervalos de frações de segundos e está conduzindo varreduras em regiões próximas ao Sistema Solar em busca de sinais.

Além do SETI, pesquisadores das Universidades de Princeton e Harvard também se uniram aos esforços — e, ao longo de vários anos, realizaram o monitoramento de mais de 10 mil estrelas semelhantes ao nosso Sol em busca de emissões de luz que apresentem padrões e indiquem a existência de seres alienígenas tentando se comunicar com a Terra. Infelizmente (ou não), nenhuma atividade extraterrestre foi identificada até o momento.

2 – Por meio de sondas espaciais

Assim como nós, terráqueos, já enviamos sondas espaciais para explorar o Sistema Solar e o cosmos, existem pesquisadores que acreditam que civilizações extraterrestres podem muito bem ter feito a mesma coisa. Inclusive há quem defenda que os equipamentos alienígenas continuam vagando aqui pela Via Láctea, mas não foram detectados ainda porque a nossa tecnologia é muito primitiva.

Nesse sentido, uma dupla de matemáticos da Universidade de Edimburgo, na Escócia, propôs que sondas extraterrestres capazes de se autorreplicar podem ter explorado a nossa vizinhança — e podem ainda estar xeretando por aqui — sem o nosso conhecimento. Segundo os cientistas, os dispositivos robóticos poderiam se reproduzir a partir de gases ou de poeira interestelar e se distribuir para vasculhar diferentes estrelas e planetas.

Conforme estimaram, se esses robozinhos pudessem viajar com aproximadamente 10% da velocidade da luz, uma frota deles poderia explorar a nossa galáxia inteira em cerca de 10 milhões de anos — o que, em escala astronômica, é considerando um tempo relativamente curto.

3 – Por meio da radiação

Não é porque nós, terráqueos, estamos em busca de alienígenas que eles vão estar interessados em contatar outras civilizações. Quem garante que eles não querem ficar quietinhos nos seus cantos? Nesse caso, uma boa maneira de encontrá-los seria procurar por grandes quantidades de radiação infravermelha — liberada como subproduto de estruturas hipotéticas que os cientistas chamam de “Esferas de Dyson”.  Propostas pelo físico teórico — e escritor de ficção científica — Freeman Dyson na década de 60, as esferas seriam megaestruturas construídas por civilizações tecnologicamente superavançadas e colocadas em órbita ao redor de estrelas para a obtenção de energia ilimitada de forma direta.

Acontece que, segundo Dyson, as esferas acabariam perdendo parte da energia coletada para o espaço na forma de radiação infravermelha. Sendo assim, vasculhar os confins da nossa galáxia em busca desse tipo de radiação poderia — hipoteticamente — levar à descoberta de formas de vida inteligente.

4 – Por meio da descoberta de um apocalipse

Em se tratando de encontrar criaturas em outros planetas, o mais lógico seria buscar sinais de vida, certo? No entanto, alguns cientistas propõem que, se a intenção é confirmar que não somos únicos no Universo, talvez possamos procurar por vestígios que indiquem a extinção de uma civilização.  Isso porque, segundo os pesquisadores, assim como a atividade produzida pela vida poderia ser detectada, os gases da decomposição de organismos, a existência de radiação liberada por guerras nucleares, a presença de fragmentos provenientes de um ataque bélico — ao melhor estilo “Estrela da Morte” de Star Wars — também poderiam ser identificados.
Fonte: Mega Curioso

Estrela moribunda "SUSSURRA"


Os três painéis representam momentos antes, durante e depois da ténue supernova iPTF 14gqr, visível no painel do meio, ter aparecido nas orlas de uma galáxia espiral situada a 920 milhões de anos-luz. A estrela massiva que morreu na supernova deixou para trás uma estrela de neutrões num sistema binário muito íntimo. Estes densos remanescentes estelares vão, em última análise, espiralar um para o outro e fundir-se numa espetacular explosão, libertando ondas gravitacionais e eletromagnéticas.Crédito: SDSS/Caltech/Keck

Uma equipe de investigadores do Caltech observou a morte peculiar de uma estrela massiva que explodiu como uma supernova surpreendentemente fraca e que rapidamente desvaneceu. Estas observações sugerem que a estrela tem uma companheira invisível, desvinculando gravitacionalmente a massa da estrela para deixar para trás uma estrela "despida" que explodiu como uma rápida supernova. Pensa-se que a explosão tenha resultado numa estrela de neutrões moribunda que orbita a sua companheira densa e compacta, sugerindo que, pela primeira vez, os cientistas testemunharam o nascimento de um sistema binário e compacto composto por estrelas de neutrões.

A investigação foi conduzida pelo estudante Kishalay De e está descrita num artigo publicado na edição de 12 de outubro da revista Science. O trabalho foi feito principalmente no laboratório de Mansi Kasliwal, professora assistente de astronomia. Kasliwal é a investigadora principal do projeto GROWTH (Global Relay of Observatories Watching Transients Happen), liderado pelo Caltech.

Quando uma estrela massiva - com pelo menos oito vezes a massa do Sol - fica sem combustível para queimar no seu núcleo, o núcleo colapsa sobre si próprio e depois rebate para fora numa poderosa explosão chamada supernova. Depois da explosão, todas as camadas exteriores da estrela foram destruídas, deixando para trás uma densa estrela de neutrões - mais ou menos do tamanho de uma cidade pequena, mas contendo mais massa do que o Sol. Uma colher de chá de uma estrela de neutrões pesaria tanto quanto uma montanha.

Durante uma supernova, a estrela moribunda repele todo o material nas suas camadas exteriores. Normalmente, corresponde a algumas vezes a massa do Sol. No entanto, o evento que Kasliwal e colegas observaram, denominado iPTF 14gqr, expeliu matéria com apenas um-quinto da massa do Sol.

"Nós observámos o colapso desta estrela massiva, mas vimos uma quantidade notavelmente pequena de massa ejetada," realça Kasliwal. "Chamamos a isto uma supernova de invólucro ultra-despojado e há muito que se previa a sua existência. Esta é a primeira vez que vimos, de forma convincente, o colapso do núcleo de uma estrela massiva que está tão desprovida de matéria."

O facto da estrela sequer ter conseguido explodir implica que devia estar previamente envolvida por uma grande quantidade de material, ou o seu núcleo nunca se teria tornado massivo o suficiente para colapsar. Mas onde estava então a massa perdida?

Os cientistas inferiram que a massa deve ter sido roubada - a estrela deve ter algum tipo de companheira densa e compacta, ou uma anã branca, uma estrela de neutrões ou um buraco negro - suficientemente perto para extrair gravitacionalmente a sua massa antes que explodisse. A estrela de neutrões que ficou para trás, aquando da supernova, deve então ter nascido em órbita daquela companheira densa. A observação de iPTF 14gqr foi na realidade a observação do nascimento de um sistema binário compacto composto por duas estrelas de neutrões. Dado que esta nova estrela de neutrões e a sua companheira estão tão perto uma da outra, eventualmente fundir-se-ão numa colisão semelhante ao evento de 2017 que produziu tanto ondas gravitacionais como ondas eletromagnéticas.

Não só iPTF 14gqr é um evento notável como o facto de sequer ter sido observado foi fortuito, uma vez que estes fenómenos são raros e de curta duração. De facto, foi somente através das observações das fases iniciais da supernova que os investigadores puderam deduzir as origens da explosão como uma estrela massiva.

"Precisamos de levantamentos de transientes rápidos e uma rede bem coordenada de astrónomos, espalhados pelo mundo, para realmente capturar a fase inicial de uma supernova," realça De. "Sem os dados na sua infância, não podíamos ter concluído que a explosão deve ter originado no núcleo em colapso de uma estrela massiva com um invólucro de aproximadamente 500 vezes o raio do Sol."

O evento foi visto pela primeira vez no Observatório de Palomar como parte do iPTF (intermediate Palomar Transient Factory), um levantamento noturno do céu que procura eventos cósmicos transitórios, ou de curta duração, como supernovas. Dado que o levantamento iPTF mantém um olhar tão atento no céu, iPTF 14gqr foi observado nas primeiras horas após a explosão. À medida que a Terra girava e o telescópio Palomar se movia para fora do campo de observação, os astrónomos de todo o mundo colaboraram para monitorizar iPTF 14gqr, observando continuamente a sua evolução com uma série de telescópios que hoje formam a rede GROWTH de observatórios.

O Complexo Transiente Zwicky, o sucessor do iPTF no Observatório Palomar, está a examinar o céu de forma ainda mais ampla e frequente na esperança de capturar mais destes eventos raros, que representam apenas 1% de todas as explosões observadas. Estes levantamentos, em parceria com redes de acompanhamento coordenado como o GROWTH, permitirá que os astrónomos entendam melhor como os sistemas binários evoluem a partir de estrelas binárias massivas.
Fonte: Astronomia OnLine
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