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Mostrando postagens com o rótulo Planeta Terra

A Terra é um Sol com menos gases, dizem astrofísicos

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Comparação da abundância dos elementos químicos na Terra e no Sol.[Imagem: Haiyang S. Wang et al (2019)]
Terra versão solar Talvez não seja preciso gastar tantos neurônios tentando encontrar a fronteira entre estrelas e planetas - quando parece ser uma estrela muito friaou um planeta muito quente.  Três astrofísicos australianos estão propondo que a Terra é meramente um Sol com um pouco menos de hidrogênio, hélio, oxigênio e nitrogênio. Eles elaboraram a melhor estimativa já feita até hoje da composição da Terra e do Sol, com o objetivo de criar uma ferramenta para medir a composição elementar de outras estrelas e planetas rochosos que as orbitam. "A composição de um planeta rochoso é uma das peças mais importantes que faltam em nossos esforços para descobrir se um planeta é habitável ou não," disse Haiyang Wang. Semelhanças entre a Terra e o Sol O trio comparou a composição das rochas da Terra com a composição de meteoritos e com a camada exterior do Sol. E o resultado deu muito …

Cientistas alertam para (pequena) probabilidade de colisão de um asteroide com a Terra

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O asteroideApophis poderá colidir com a Terra em 2068, de acordo com um artigo científico da Universidade Estatal de São Petersburgo, na Rússia. Os especialistas advertem que, antes da provável colisão, a rocha espacial passará várias vezes perto de nosso planeta, a uma distância muito curta, menor inclusive que a que nos separa da Lua. Mas não há motivo para desespero: a possibilidade é de uma em 2,3 milhões.
A princípio, os especialistas russos calcularam que o impacto poderia acontecer em  2029 ou 2036. Mais tarde, no entanto, pesquisadores da NASA estabeleceram que essas probabilidades são ainda mais escassas. "As técnicas computadorizadas mais modernas e os novos dados disponíveis indicam que a probabilidade de um choque do Apophis contra a Terra em 2036 caiu de uma para 45.000 para cerca de quatro em um milhão", disse Steve Chesley, da NASA. Caso um asteroide das mesmas dimensões do Apophis atingisse nosso planeta, o impacto seria equivalente ao da bomba russa Tsar, o ar…

O que aconteceria se um planeta colidisse com a Terra?

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É fato que corpos celestes de diferentes tamanhos estão se chocando no sistema solar. Desde o início do nosso sistema solar (cerca de 4,5 bilhões de anos ou mais) até hoje, não houve uma grande quantidade de colisões planetárias, mas ainda existem muitas colisões “menores”, como o asteróide de Chicxulub, há 65 milhões de anos atrás, que extinguiu os dinossauros e quase toda a vida na Terra (65 milhões de anos é praticamente alguns poucos segundos em comparação com a idade do sistema solar), ou o cometa Shoemaker Levy 9, que colidiu com Júpiter em 1994 e foi a primeira grande colisão observável.
Assim, enquanto planetas colidem ou quase colidem uns com os outros, essa não é mais uma preocupação séria atualmente, como era antigamente. O fato da preocupação ser mínima se deve ao tamanho dos sistemas solares e da falta de vida que há nele. Por conta deste artigo, vamos supor que há um outro planeta chamado “Htrae”, que é do mesmo tamanho e composição aproximada da terra (e vamos aida imagin…

A atmosfera da Terra se estende até a Lua - E além

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A parte mais externa da atmosfera do nosso planeta se estende além da órbita lunar - quase o dobro da distância da Lua. Colocar limites e fronteiras nas coisas nos ajuda a entender como elas funcionam. Mas nem sempre nós acertamos ao tentar definir estes limites. Definir o fim da atmosfera da Terra, por exemplo, é um desafio para os cientistas. Agora, uma equipe de astrônomos descobriu que ela é muito maior do que pensávamos. Essa região é chamada de Geocorona, parte de uma camada atmosférica externa chamada exosfera. É uma nuvem tênue de hidrogênio neutro que brilha na luz ultravioleta. Ela é tão fina que tem sido difícil de medir: anteriormente, seu limite superior era de aproximadamente 200.000 quilômetros da Terra, porque esse é o ponto em que a pressão da radiação solar seria maior do que a gravidade da Terra.
Porém, observações feitas com o Observatório Solar e Heliosférico da Agência Espacial Europeia (ESA) e da NASA, o SOHO, há mais de duas décadas, mostram que a camada gasosa q…

Um metal radioativo pode sufocar a formação de mundos aquáticos

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Como ele pode secar os blocos de construção dos planetas antes que eles se fundam, o alumínio radioativo pode desempenhar um papel importante na determinação de se um mundo acaba molhado ou não. Planetas que se formam em regiões com altos níveis de alumínio podem ser deixados com materiais secos que levam a planetas semelhantes à Terra, enquanto aqueles em ambientes com luz de alumínio podem ficar molhados e formar mundos oceânicos.
Enquanto tendemos a pensar que os oceanos da Terra o tornam um planeta aquático, na verdade é apenas uma pequena fração de um por cento da água em massa. Olhando para o universo, é claro que a água é mais comum do que o nosso próprio planeta implica. Alguns exoplanetas podem ter metade de sua massa como água. Então, o que faz com que alguns sistemas planetários permaneçam úmidos, enquanto outros secam? A resposta pode ser de alumínio. Tim Lichtenberg é o autor principal de um novo estudo publicado em 11 de fevereiro na Nature Astronomy . Ele diz que grandes q…

Pedra da Terra foi encontrada na Lua

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Quem levou esta pedra da Terra para a Lua? [Imagem: NASA]
Meteoritos interplanetários
Quando os astronautas da Apolo 14 trouxeram pedras da Lua para estudos, eles podem ter trazido de volta também um pequeno pedaço de casa. Um pedaço de granito encontrado na Lua pode ser a primeira evidência de que rochas podem ser lascadas da Terra e aterrissarem em outros lugares. Se assim for, esta é também uma das mais antigas rochas da Terra já encontradas, aqui ou em qualquer outro lugar.
Rochas são atiradas para o espaço a partir da Lua e de outros planetas e acabam na Terra como meteoritos o tempo todo, então o mesmo deve ser verdade no sentido oposto. Afinal, já encontramos diversos meteoritos de Marte, pelo menos um com suspeita de sinais de vida, e até um meteorito com diamantes de um "planeta perdido".
Pedra da Terra encontrada na Lua
Jeremy Bellucci e colegas do Museu Sueco de História Natural estavam analisando um minúsculo pedaço de granito em uma rocha lunar trazida pelos astronau…

Terra é cercada por nuvens de poeira espaciais

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Esse satélite natural de poeira apareceria assim no céu se seu brilho fosse equivalente ao da Lua. [Imagem: G. Horváth]

Satélites de poeira
Uma equipe de astrônomos e físicos húngaros confirmou a existência de nuvens de poeira orbitando a Terra como se fossem "luas" extremamente tênues, em pontos gravitacionais semi-estáveis situados a apenas 400 mil quilômetros da Terra.
As nuvens, relatadas originalmente pelo astrônomo polonês Kazimierz Kordylewski em 1961, refletem pouquíssima luz, de forma que sua existência tem sido objeto de controvérsia entre os astrônomos.
O sistema Terra-Lua tem cinco pontos de estabilidade onde as forças gravitacionais da Terra e da Lua se equilibram, mantendo a posição relativa dos objetos ali localizados - são os pontos de Lagrange. Dois desses pontos, L4 e L5, formam um triângulo de lados iguais com a Terra e a Lua e se movem ao redor da Terra à medida que a Lua se move ao longo de sua órbita.
L4 e L5 não são completamente estáveis, sofrendo perturba…

Quão rápido está se movendo a terra?

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Como um terráqueo, é fácil acreditar que estamos parados. Afinal, não sentimos nenhum movimento em nosso entorno. Mas quando você olha para o céu, você pode ver evidências de que estamos nos movendo. Alguns dos primeiros astrônomos propuseram que vivemos em um universo geocêntrico, o que significa que a Terra está no centro de tudo. Eles disseram que o sol girou em torno de nós, o que causou amanheceres e entardeceres - o mesmo para os movimentos da lua e dos planetas. Mas havia certas coisas que não funcionavam com essa visão. Às vezes, um planeta voltava para o céu antes de retomar seu movimento para a frente.
Sabemos agora que esse movimento - que é chamado de movimento retrógrado - acontece quando a Terra está "alcançando" outro planeta em sua órbita. Por exemplo, Marte orbita mais longe do sol do que a Terra. Em um ponto nas respectivas órbitas da Terra e de Marte, alcançamos o Planeta Vermelho e passamos por ele. Quando passamos por ele, o planeta se move para trás no c…

O que aconteceria se a Terra girasse duas vezes mais rápido

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Nosso planeta gira em torno do seu eixo e a uma velocidade constante de 1.670 km/h. Enquanto isso ocorre, a vida segue normalmente, pelo menos no que se refere aos efeitos das forças naturais que a regem. Mas o que aconteceria se, repentinamente, a velocidade de rotação da Terra duplicasse?
A pergunta é meramente hipotética. De fato, para que isso realmente aconteça, a Terra teria que sofrer um cataclismo tão grande que os efeitos da aceleração da sua rotação seriam o menor dos problemas para a sobrevivência da vida tal como a conhecemos.
A velocidade de rotação da Terra tem variado desde sua formação até os nossos dias. Inicialmente, isso acontecia tão rápido que o dia durava apenas 4 horas. Na era dos dinossauros, há milhões de anos, o dia tinha 22 horas. A velocidade de rotação terrestre diminui paulatinamente, dada a força gravitacional da Lua.
De qualquer modo, se a Terra efetivamente acelerasse sua velocidade de rotação, o dia passaria a ter 12 horas, afetando os ciclos vitais de t…

Os dias na Terra estão ficando mais longos – e a culpa é da Lua

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Cientistas americanos descobriram que quanto mais a Lua se distancia da Terra, mais tempo um dia dura. Sabe aqueles momentos atarefadíssimos que fazem você desejar que o dia tivesse mais horas? Seu desejo vai se realizar. Mas só daqui a alguns milhões de anos. E por culpa da Lua. Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison atestaram que os dias na Terra estão ficando mais longos. A cada ano, nossos dias ficam um centésimo de milésimo de segundo (1/75000) mais longos. Ok, os números podem não impressionar. É pouco para o tempo de vida do ser humano. Nem a geração dos seus tataranetos vai sentir a diferença. Mas daqui a muitos, muitos (e bote muitos nisso) anos, essa mudança será crucial. É só pensar ao contrário. Se os dias estão ficando mais longos, anos atrás eles eram mais curtos. Cientistas descobriram que numa época quatro vezes mais antiga que os dinossauros, quando não existia nenhum ser vivo com mais de uma célula no planeta (ou seja, há cerca de 1,4 bilhões de anos), um dia d…

Busca de vida em outros planetas não pode ser terra-cêntrica

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Seja algum tipo de vida orgânica em planetas extrassolares ou mesmo tipos exóticos de vida, muito além da vida que conhecemos, o fato é que a busca por vida espalhada pelo Universo agora é uma pesquisa levada a sério.[Imagem: ESO/M. Kornmesser]
Vidas passadas a limpo  Assim que a busca por sinais de vida em outros planetas se estabeleceu como uma disciplina científica de pleno direito, ficou claro que as coisas são bem mais complicadas do que simplesmente colocar um radar no espaço para encontrar discos voadores. Em vez disso, o caminho natural parece ser identificar bioassinaturas, sinais de processos biológicos nas atmosferas dos exoplanetas que possam ser detectados aqui da Terra.  O problema é que descobertas feitas aqui mesmo no Sistema Solar estão colocando em dúvida as primeiras hipóteses sobre a vida em outros planetas, que se baseiam na definição de zonas habitáveis ou na presença de placas tectônicas nos exoplanetas, por exemplo.  "Vinha sendo padrão pensar que a vida só po…

A órbita da Terra tem feito uma coisa estranha (há centenas de milhões de anos)

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Os cientistas têm suspeitado por muito tempo que as interações planetárias tendem a mudar vagarosamente a órbita do nosso planeta. Agora, os astrônomos descobriram provas irrefutáveis em rochas antigas, que mostram que o ciclo existe há centenas de milhões de anos. A órbita terrestre mudou de forma, de praticamente circular para uma forma 5% elíptica. Esse processo se deve à interação gravitacional entre o nosso planeta, Vênus e Júpiter. Agora, os astrônomos desenterraram pedras antigas que mostram a existência deste ciclo já no período tardio do Triássico, há 215 milhões de anos. As descobertas podem ter um grande impacto na forma como modelamos o clima passado da Terra, particularmente nas temperaturas globais, que não são fáceis de explicar. Até é possível que os efeitos deste ciclo tenham desempenhado algum papel na evolução dos primeiros dinossauros. “Há outro, mais curto, ciclo de órbita, mas quando olhamos para o passado, é muito difícil saber de qual estamos falando, isto porque …