12 de dez de 2011

Galeria de Imagens - As 10 coisas mais estranhas do espaço


O universo é cheio de mistérios que nem as melhores mentes da Terra conseguem decifrar. Confira alguns deles, com os buracos negros, a antimatéria e a matéria escura:

1 – Antimatéria
As partículas que compõem a matéria normal têm versões opostas de si mesmas. Um elétron tem uma carga negativa, por exemplo, mas o seu equivalente de antimatéria, o pósitron, é positivo. Matéria e antimatéria aniquilam-se quando colidem e sua massa é convertida em energia pura pela equação de Einstein E = mc2. Alguns projetos de nave espacial futuristas incorporam motores de antimatéria.

2 – Mini buracos negros
Se uma nova e radical teoria da gravidade estiver correta, então existem espalhados por todo nosso sistema solar milhares de pequenos buracos negros, cada um do tamanho de um núcleo atômico. Ao contrário de seus irmãos maiores, esses buracos negros são mini sobras primordiais do Big Bang e afetam o espaço-tempo de maneira diferente por causa de sua estreita associação com uma quinta dimensão.

3 – Radiação cósmica de fundo
Também conhecida como RCF, esta radiação é uma sobra primordial do Big Bang que deu origem ao universo. Foi detectada pela primeira vez durante os anos 1960, como um ruído de rádio que parecia emanar de todos os lugares no espaço. A RCF é considerada uma das melhores evidências para o Big Bang. Recentes medições precisas colocam a temperatura da RCF em menos 270 graus Celsius.

4 – Matéria escura
Os cientistas pensam que ela compõe a maior parte da matéria no universo, mas não pode ser vista nem detectada diretamente com as tecnologias atuais. Alguns cientistas questionam se a matéria escura é mesmo real, e sugerem que os mistérios que ela resolve poderiam ser explicados por um melhor entendimento da gravidade.

5 – Exoplanetas
Até aproximadamente o início dos anos 1990, os únicos planetas conhecidos no universo eram os do nosso sistema solar. Porém, até hoje, os astrônomos já identificaram mais de 500 planetas extrassolares. Eles variam de mundos gigantescos de gás cujas massas são de estrelas pequenas até planetas rochosos orbitando anãs vermelhas. A procura por uma segunda Terra, no entanto, ainda está em curso. Os astrônomos acreditam que melhores tecnologias devem, eventualmente, revelar mundos semelhantes ao nosso.

6 – Ondas de gravidade
Ondas de gravidade são distorções no tecido do espaço-tempo, previstas pela teoria de Albert Einstein da relatividade geral. As ondas gravitacionais viajam na velocidade da luz, mas são tão fracas que os cientistas só podem detectar as criadas durante eventos cósmicos colossais, como fusões de buracos negros como a mostrada acima. LIGO e LISA são dois detectores projetados para encontrar essas ondas.

7 – Canibalismo galáctico
As galáxias podem “comer” umas as outras e evoluir ao longo do tempo. A vizinha da Via Láctea, Andrômeda, está atualmente “jantando” um dos seus satélites. Mais de uma dúzia de aglomerados de estrelas estão espalhadas por toda Andrômeda, os restos cósmicos de refeições passadas. A imagem acima é de uma simulação de Andrômeda e a nossa galáxia colidindo, um evento que acontecerá daqui cerca de 3 bilhões de anos.

8 – Neutrinos
Neutrinos são partículas elementares eletricamente neutras e praticamente sem massa que “atravessam” as coisas. Alguns estão passando por seu corpo agora mesmo, enquanto você lê este artigo. Essas partículas “fantasmas” são produzidas no interior de estrelas saudáveis queimando, bem como nas explosões de supernova de estrelas moribundas. Cientistas estão criando vários detectores para estudar os neutrinos.

9 – Quasares
Esses faróis brilhantes emitem luz a partir das bordas do universo visível, e são lembretes da infância caótica do nosso universo. Quasares liberam mais energia do que centenas de galáxias juntas. O consenso geral é de que eles são monstruosos buracos negros no coração de galáxias distantes. Esta imagem é do quasar 3C 273, fotografado em 1979.

10 – Vácuo
A física quântica nos diz que ao contrário das aparências, o espaço vazio é uma bebida borbulhante de partículas subatômicas “virtuais” que estão constantemente sendo criadas e destruídas. As partículas fugazes dotam cada centímetro cúbico de espaço com uma certa energia que, segundo a relatividade geral, produz uma força antigravitacional que empurra para além do espaço. Ninguém sabe o que está realmente causando a expansão acelerada do universo, no entanto.
Fonte: http://hypescience.com
[Space]

Bóson de Higgs: LHC anunciará seu resultado mais esperado


Boatos científicos
Nesta terça-feira, o CERN, instituição responsável pelo LHC, vai anunciar os tão esperados resultados sobre a busca do bóson de Higgs. Com centenas de cientistas em cada um dos experimentos, é virtualmente impossível manter segredo dos resultados. Nos últimos três dias, boatos inundaram os blogs de física, incluindo aqueles mantidos por cientistas. E, a medir por esses boatos, parece que o anúncio do CERN pouco fará além de adiar a questão.

Sinais insuficientes
Parece que os resultados dos detectores CMS e Atlas não são capazes nem de comprovar a existência do Bóson de Higgs e nem de descartá-la. Talvez seja por isso que as duas equipes farão anúncios separados de suas conclusões. Os rumores indicam que os cientistas encontraram indícios do bóson de Higgs em uma massa de 125 giga elétron-volts, cerca de 133 vezes a massa de um próton - bem no meio da estreita faixa que lhe restava: O problema é que, continuam os rumores, a certeza estatística desses indícios, encontrados pela equipe do detector CMS, alcançam apenas 3,5 sigmas, quando são necessários 5 sigmas para que os físicos aceitem o evento como uma descoberta. Por outro lado, parece que o detector Atlas não encontrou sinal nenhum.

Bóson de Higgs?
O bóson de Higgs é o último membro desconhecido do modelo padrão da física de partículas, a teoria que descreve como as partículas e as forças interagem. Acredita-se que seja essa partícula misteriosa que dê massa a todas as outras partículas, embora o modelo padrão não preveja o quanto o bóson de Higgs pesa. Ou seja, sem o bóson de Higgs não conseguimos explicar porque a matéria é matéria, já que as partículas identificadas não possuem massa suficiente - é por isso que ela é chamada de Partícula de Deus. E, como nada se materializa segundo o modelo padrão, o que resta é um desafiante caminho aberto, que os cientistas convencionaram chamar de "nova física" - se os modelos atuais não explicam a realidade como seria de se esperar, será necessário elaborar novas teorias. Mas, por enquanto, são apenas rumores. Talvez seja melhor esperar até amanhã para confirmamos se os físicos terão que realmente partir para uma viagem para onde nenhum físico jamais foi antes.
Fonte: Inovação Tecnológica

Maior telescópio do mundo tem orçamento aprovado

Quatro feixes de laser vão criar "estrelas artificiais" na atmosfera da Terra como parte de um sofisticado sistema de óptica adaptativa para corrigir a turbulência e produzir imagens mais claras.[Imagem: ESO/L. Calçada]

Caminhos para o maior telescópio do mundo

O conselho administrativo do Observatório Europeu do Sul (ESO) aprovou o orçamento da instituição para 2012, incluindo os trabalhos de preparação da estrada que leva ao local de instalação do E-ELT e o desenvolvimento de alguns componentes ópticos bastante complexos para o telescópio. O E-ELT (European Extremely Large Telescope) será o maior telescópio do mundo. Com alguns dos países membros do ESO já comprometidos em financiar parte dos custos adicionais relativos ao projeto, espera-se a aprovação final de todo o programa E-ELT para meados de 2012. O orçamento prevê recursos para o trabalho de preparação nas estradas de acesso ao local do telescópio no Cerro Armazones e trabalhos iniciais no espelho de óptica adaptativa (M4 - i.e. o quarto espelho de um conjunto de cinco).

€1 bilhão

Nos últimos meses houve grandes avanços no projeto E-ELT. O acordo assinado em Outubro passado entre o ESO e o governo do Chile incluiu a doação de terreno para o telescópio e apoio por parte do governo chileno no projeto E-ELT. Uma auditoria externa também confirmou que o E-ELT pode ser efetivamente construído com o orçamento proposto de 1 bilhão e 82 milhões de euros (em euros de 2012). Avaliações anteriores detalhadas tinham já confirmado que a concepção é tecnicamente sólida. A proposta de construção detalhada do E-ELT - um livro de 264 páginas - que detalha todos os aspetos do projeto, foi agora tornado público.

Brasil no meio

No seu encontro de Setembro passado, a Comissão Técnico-Científica (STC, sigla do inglês Scientific Technical Committee) do ESO aprovou o plano que descreve os primeiros instrumentos a serem instalados no E-ELT e o calendário de sua fabricação. Este calendário pressupõe que, nessa altura, o Brasil tenha já concluído o processo de ratificação de entrada no ESO. Todos os países membros do ESO estão empenhados em avançar com o E-ELT e concordaram por unanimidade como serão distribuídos os custos adicionais inerentes ao enorme projeto. Três países membros, a República Checa, a Suécia e a Finlândia, concederam já a verba adicional. Outros países membros, incluindo o maior membro do ESO, a Alemanha, declararam igualmente que estão agora em posição de apoiar o projeto financeiramente. O E-ELT é o maior projeto óptico/infravermelho instalado em solo na história da astronomia. Espera-se que o E-ELT comece as operações no princípio da próxima década.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

NASA cataloga milhares de asteroides em rotas próximas a Terra

Segundo uma nova pesquisa, cerca de 1.000 asteroides grandes o suficiente para causar danos catastróficos caso atinjam a Terra estão orbitando relativamente próximos de nós. Esses números são resultado de um projeto da NASA, agência espacial dos EUA, ordenado pelo Congresso americano em 1998. A ideia era encontrar 90% dos objetos próximos da Terra que tem pelo menos 1 quilômetro de diâmetro ou mais. A pesquisa está agora completa, com 93% dos objetos contabilizados. Usando o recentemente aposentado telescópio explorador infravermelho da NASA (WISE), os cientistas também encontraram cerca de 20.500 pequenos asteroides perto da Terra. Estudos anteriores estimavam a existência de 36.000 a 100.000 desses objetos, que têm um diâmetro de cerca de 100 metros. Segundo os cientistas, um impacto não é um evento muito provável. Mas também, uma grande colisão com um asteroide não é impossível – coisa que pode e inclusive já aconteceu. Os pesquisadores acreditam que um asteroide ou cometa entre 5 e 10 quilômetros de diâmetro colidiu com a Terra 65 milhões de anos atrás, provocando mudanças climáticas globais que levaram à extinção dos dinossauros e outros animais. Agora, os cientistas estão usando observações arquivadas do WISE de objetos potencialmente perigosos cujas órbitas estão cerca de 7,4 milhões de quilômetros da Terra. Até o momento, não há nenhum plano sobre o que fazer se um asteroide for descoberto em rota de colisão com o planeta.
Fonte: http://hypescience.com
[Reuters]

Possível objeto não identificado é visto em Mercúrio

Em outubro de 2006, a NASA lançou ao espaço a sonda STEREO (sigla em inglês para “Observatório de relações solares e terrestres”), com a missão de monitorar o sol. Mas a câmera instalada no veículo espacial acabou captando algo inusitado: no último dia 1º, um objeto não identificado foi registrado passando sobre Mercúrio. No vídeo captado pelo equipamento da agência, o que se observa é uma onda luminosa, de material eletricamente carregado, explodindo e incidindo sobre o planeta mercúrio visto do espaço. O nome atribuído a visões de fenômenos como esse é “Ejeção de massa coronal” (CME, na sigla em inglês), e está relacionado a atividades na superfície do sol. Mas as CME, em geral, apenas incidem luminosidade sobre determinado ponto como um flash, único e sem interferências. Nesta filmagem, contudo, o espectador pode ver claramente que a tal emissão de energia parece explodir e pegar fogo, o que dá a ideia de que se choca com um corpo espacial aparentemente invisível. Não há nenhum indício firme de que houve realmente colisão entre uma onda energética e um pedaço de matéria. Mas as teorias de que poderia se tratar de uma nave espacial, por exemplo, já começaram a fervilhar. A explosão, que aparece em tamanho real no vídeo, praticamente se equipara ao tamanho de Mercúrio. Se houve realmente um objeto em questão, ele seria enorme, comparável a um planeta. Existem certos cálculos, baseados na intensidade da luz e outros indicadores visíveis no vídeo, que podem dar uma pista sobre o fenômeno, ainda que seja impossível chegar a uma resposta definitiva nesse momento. A própria análise minuciosa das imagens, com detalhes dos pixels, pode fornecer aos pesquisadores uma ideia mais aproximada. Ufologistas que analisaram a filmagem não descartam, logo de início, a teoria de que pode se tratar de algo “banal”, como a explosão de poeira espacial. O vídeo, no entanto, continua sendo assistido e debatido com intensidade.
Fonte: http://hypescience.com/
[Life'sLittleMysteries]

Subsolo de Marte é propicio à vida microbiana, afirmam cientistas

Depois de Titã, Marte foi o planeta que ficou mais perto da Terra no sentido de reunir as condições favoráveis à vida. Esta imagem foi capturada pela sonda Endeavour, que percorreu mais de 20 km entre as crateras Victoria e Endeavour, no Planeta Vermelho.Foto: Nasa/Divulgação
Vastas regiões nas profundidades do subsolo de Marte são suscetíveis para abrigar uma vida microbiana, anunciaram cientistas australianos que compararam as condições de vida no Planeta Vermelho com as da vida na Terra. Apesar de apenas 1% do volume total da Terra (do núcleo à alta atmosfera) abrigar alguma forma de organismo vivo, a proporção alcançaria em tese 3% do volume de Marte, em especial nas regiões subterrâneas, segundo Charley Lineweaver, da Universidade Nacional da Austrália.  "O que estamos tentando fazer é, simplesmente, pegar todas as informações de que dispomos, uni-las e perguntar: este conjunto é coerente com a vida em Marte?", destacou o astrobiólogo Lineweaver. "A resposta é sim. Vastas regiões de Marte são compatíveis com a vida terrestre na comparação das temperaturas e da pressão do planeta Marte", completou. A escassa pressão e as temperaturas de 60º C abaixo de zero não permitiriam, por exemplo, a formação de água líquida na superfície de Marte, mas nas profundidades do subsolo, porém, existem condições para a existência de vida microbiana. A presença de água em Marte, na forma de argila hidratada, foi constatada por sondas americanas lançadas desde a década de 1970, mas nenhum rastro de vida orgânica presente foi detectado até hoje. A Nasa lançou recentemente o robô explorador Curiosity, o mais sofisticado e mais pesado já enviado a outro planeta, para investigar precisamente se a vida já existiu em Marte. O robô deve pousar em Marte em meados de 2012 ao pé de uma montanha de 5 mil metros de altura na região marciana de Gale.
Fonte: TERRA
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