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Mostrando postagens com o rótulo Planetas extra-solares

Fluxo de dados da missão Tess leva à descoberta de um planeta do tamanho de Saturno

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Nesta ilustração, um Saturno quente passa em frente da sua estrela hospedeira. Os astrónomos que estudam as estrelas usaram sismos estelares para caracterizar a estrela, que forneceu informações críticas sobre o planeta. Veja aqui uma simulação do planeta a orbitar a estrela. Crédito: Gabriel Perez Diaz, Instituto de Astrofísica das Canárias
Os astrónomos que estudam as estrelas estão a fornecer uma ajuda valiosa aos astrónomos que caçam planetas e que perseguem o objetivo principal da nova missão TESS da NASA.  De facto, os asterossismolólogos - astrónomos estelares que estudam ondas sísmicas (ou sismos estelares) em estrelas que aparecem como mudanças no brilho - muitas vezes fornecem informações críticas para encontrar as propriedades de planetas recém-descobertos.
Este trabalho em equipa possibilitou a descoberta e caracterização do primeiro planeta identificado pelo TESS, para o qual as oscilações da sua estrela hospedeira podem ser medidas.
O planeta - TOI 197.01 (TOI é abreviação …

Novo método pode ajudar astrônomos a encontrar exoplanetas que suportam vida

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Pela primeira vez, os astrônomos usaram uma técnica conhecida comointerferometria óptica para estudar um exoplaneta.  Aquele planeta, HR 8799e, é um "super-Júpiter" com uma temperatura de superfície infernal de 880 graus Celsius (1.616 graus Fahrenheit), o que significa que é altamente improvável que suporte a vida - mas a qualidade sem precedentes das observações dos astrônomos sugere que interferometria óptica poderia provar inestimável na busca por alienígenas em outros lugares.
Esforço De Equipe
A interferometria óptica envolve o uso simultâneo de vários telescópios para estudar um objeto, em vez de depender de um único.Por seu estudo da HR 8799e, publicado na revistaAstronomy and Astrophysics na quarta-feira, uma equipe internacional de astrônomos usou o GRAVITY , um instrumento interferométrico que explora os quatro telescópios de 8 metros do Observatório Europeu do Sul (ESO)Very Large. Telescópio (VLT) , para estudar o exoplaneta em detalhes sem precedentes.
Através dess…

Instrumento GRAVITY abre novos caminhos na obtenção de imagens de exoplanetas

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Instrumento de vanguarda do VLTI revela detalhes de um exoplaneta devastado por tempestades com o auxílio de interferometria óptica O instrumento GRAVITY montado no Interferômetro do Very Large Telescope (VLTI) do ESO obteve a sua primeira observação direta de um exoplaneta utilizando interferometria óptica. Este método revelou uma atmosfera exoplanetária complexa com nuvens de ferro e silicatos no seio de uma tempestade que engloba todo o planeta. Esta técnica apresenta possibilidades únicas para caracterizar muitos dos exoplanetas que se conhecem atualmente. Este resultado foi anunciado hoje numa carta à revista Astronomy & Astrophysics pela Colaboração GRAVITY, na qual foram apresentadas observações do exoplaneta HR8799e usando interferometria óptica. Este exoplaneta foi descoberto em 2010 em órbita de uma estrela jovem de sequência principal, HR8799, situada a cerca de 129 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Pégaso. Os resultados de hoje, que revelam novas…

Astrônomos encontram sinais de planeta 13 vezes maior que Júpiter

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Astrônomos brasileiros identificaram sinais robustos da existência de um objeto gigante na constelação do Cisne, orbitando um sistema binário formado por uma estrela viva e outra morta.[Imagem: Leandro Almeida]
Binário evoluído
Nas últimas três décadas, foram descobertos quase 4 mil objetos semelhantes a um planeta situados fora do Sistema Solar - e por isso chamados de exoplanetas - orbitando estrelas isoladas. Já a partir de 2011, por meio do satélite Kepler, da agência espacial norte-americana (Nasa), foi possível observar os primeiros exoplanetas girando em torno de sistemas binários jovens, compostos por duas estrelas vivas, em cujos núcleos ainda há queima de hidrogênio.
Agora, um grupo de astrônomos brasileiros encontrou as primeiras evidências da existência de um exoplaneta ao redor de um sistema binário mais velho ou evoluído, em que uma das duas estrelas está morta.
"Conseguimos obter indicações bastante sólidas da existência de um exoplaneta gigante, com massa quase 13 vez…

Geologia de exoplanetas sugere vida espalhada pela galáxia

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Pesquisadores encontraram indícios da existência de exoplanetas rochosos com alta probabilidade de apresentarem tectonismo, o que aumenta a chance de também serem habitáveis.[Imagem: R. Hurt / NASA]
Geologia da vida Uma das condições que permitiram o surgimento e a manutenção da vida na Terra é o fato de o planeta ser geologicamente ativo, com terremotos e vulcões. A atividade vulcânica, gerada pela movimentação das placas tectônicas sobre o manto terrestre possibilita reciclar gases, como o dióxido de carbono, através do manto, da crosta, da atmosfera e dos oceanos. Dessa forma, esse tectonismo contribui para tornar a Terra habitável ao manter a temperatura do planeta em condições ideais para a sobrevivência dos seres vivos. Com base nesse entendimento, pesquisadores do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) saíram em busca de exoplanetas rochosos na nossa galáxia com altas probabilidades de apresentarem tectonismo, o que aumentaria a chance de também serem habitáveis. Eles enc…

Probabilidade de vida aumenta quando estrelas passageiras espremem binários

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Impressão de artista de vida num planeta em órbita de um sistema binário, visível como dois sóis no céu.Crédito: Mark Garlick
Os sistemas planetários podem, ao início, ser ambientes hostis. Os mundos jovens orbitam sóis em berçários estelares, aglomerados de estrelas onde os encontros violentos são comuns. Nada disto facilita a vida, mas agora astrónomos da Universidade de Sheffield encontraram um resultado positivo deste período tumultuoso. Um modelo desenvolvido pela estudante Bethany Wootton e por Richard Parker, da Sociedade Astronómica Real, examina como a zona habitável - a região em torno de uma estrela onde a temperatura permite a existência de água líquida - muda em torno de pares de estrelas, os chamados sistemas binários.
Os dois cientistas descobriram que um encontro com uma terceira estrela passageira pode "apertar" o binário, expandindo a zona habitável no processo. Os seus resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. …

Estrelas K podem ser as ideias para encontrar mundos habitáveis

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Os cientistas que procuram sinais de vida para além do nosso Sistema Solar enfrentam grandes desafios, um dos quais é o de que existem centenas de milhares de milhões de estrelas, só na nossa Galáxia, a serem consideradas. Para restringir a busca, precisam de descobrir: que tipos de estrelas têm maior probabilidade de hospedar planetas habitáveis?
Um novo estudo descobriu que uma classe particular de estrelas chamadas estrelas K, que são mais fracas que o Sol, mas mais brilhantes que as estrelas mais ténues, podem ser um alvo particularmente promissor na busca por sinais de vida.
Porquê? Em primeiro lugar, as estrelas K vivem muito tempo - 17 a 70 mil milhões de anos, em comparação com os 10 mil milhões de anos do Sol - dando bastante tempo para a vida evoluir. Além disso, as estrelas K têm menos atividade extrema na sua juventude do que as estrelas mais ténues do Universo, chamadas estrelas M ou "anãs vermelhas".
As estrelas M oferecem algumas vantagens na busca por planetas h…

Confirmado o primeiro candidato a exoplaneta do telescópio KEPLER

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Impressão de artista do sistema Kepler-1658. As ondas sonoras que se propagam pelo interior estelar foram usadas para caracterizar a estrela e o planeta. Kepler-1658b, que completa uma órbita em apenas 3,8 dias, foi o primeiro candidato a exoplaneta descoberto pelo Kepler há quase 10 anos.Crédito: Gabriel Perez Diaz/Instituto de Astrofísica das Canárias
Uma equipe internacional de astrónomos liderada pela estudante Ashley Chontos da Universidade do Hawaii, anunciou a confirmação do primeiro candidato a exoplaneta identificado pela missão Kepler da NASA. O resultado foi apresentado na quinta Conferência Científica Kepler/K2 em Glendale, no estado norte-americano da Califórnia.
Lançado há quase exatamente 10 anos atrás, o Telescópio Espacial Kepler descobriu milhares de exoplanetas usando o método de trânsito - pequenas diminuições no brilho estelar quando um ou mais planetas passam em frente da estrela, da perspetiva do Sistema Solar. Dado que outros fenómenos podem imitar os trânsitos, …

Planeta exilado ligado a " Flyby" Estelar há 3 mil milhões de anos

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Simulação do "flyby" de uma estrela binária por um sistema planetário jovem. Astrónomos da UC Berkeley e de Stanford suspeitam que um "flyby" deste género alterou a órbita de um planeta (em azul) em redor da estrela HD 106906 para permanecer ligado ao sistema num órbita oblíqua parecida à do proposto Planeta Nove no nosso próprio Sistema Solar.Crédito: Paul Kalas
Alguns dos aspetos peculiares do nosso Sistema Solar - uma nuvem envolvente de cometas, planetas anões em órbitas estranhas e, caso realmente exista, um possível Planeta Nove longe do Sol - foram ligados à aproximação de outra estrela na infância do nosso sistema que "desarrumou" as coisas.
Mas será que os "flybys" estelares são realmente capazes de expelir planetas, cometas e asteroides, remodelando sistemas planetários inteiros?
Astrónomos da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Universidade de Stanford pensam que encontraram agora uma arma fumegante.
Um planeta em órbita de um jov…

Astrônomos encontram novo exoplaneta em constelação vizinha

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Uma equipe de astrônomos encontrou um novo exoplaneta, o terceiro mais próximo do Sistema Solar, que é três vezes maior que a Terra.  Segundo a Universidade de Genebra (UNIGE), um dos principais objetivos da Astronomia é estudar as atmosferas dos exoplanetas, principalmente daqueles que são semelhantes à Terra. Mas isso é especialmente difícil se o planeta for pequeno.
"Nos próximos anos, as observações que permitam a análise das atmosferas de exoplanetas semelhantes à Terra só serão possíveis se o exoplaneta estiver perto de nós", explicou Nathan Hara, pesquisador do departamento de astronomia da UNIGE.

O novo exoplaneta, GI411b, orbita em torno da estrela GI411, localizada a oito anos-luz do nosso Sistema Solar, na constelação Ursa Maior, conforme o portalSWIDurante a pesquisa que resultou na descoberta do GI411b, os astrônomos utilizaram o espectrógrafo SOPHIE, desenvolvido parcialmente pela UNIGE.
Ao medir com precisão a velocidade da estrela GI411 em 155 ocasiões ao long…

Um exoplaneta com uma órbita de 11 horas

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Uma concepção de artista do TESS, o Transiting Exoplanet Survey Satellite, lançado no ano passado para procurar planetas além do sistema solar. Astrônomos anunciaram que a TESS havia encontrado um exoplaneta de "Terra quente" ultra-curto em torno de uma estrela próxima. Crédito: MIT

A missão Transiting Exoplanet Survey Satellite, TESS da NASA, que foi lançada em 18 de Abril de 2018, com o objetivo primário de descobrir através da técnica do trânsito, exoplanetas menores que Netuno ao redor de estrelas brilhantes o suficiente para que se possa fazer investigações espectroscópicas de suas massas e atmosferas. Antes da TESS nós conhecíamos aproximadamente 385 exoplanetas conhecidos com massa menor que a massa de Netuno, com períodos orbitais que variam de menos de meio dia até cerca de 2 anos terrestres.
Um grupo de astrônomos do CfA e da equipe de colaboradores da TESS reportou  que a missão descobriu um exoplanetas do tipo Terra quente, rochoso em composição, e localizado a apr…

Um metal radioativo pode sufocar a formação de mundos aquáticos

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Como ele pode secar os blocos de construção dos planetas antes que eles se fundam, o alumínio radioativo pode desempenhar um papel importante na determinação de se um mundo acaba molhado ou não. Planetas que se formam em regiões com altos níveis de alumínio podem ser deixados com materiais secos que levam a planetas semelhantes à Terra, enquanto aqueles em ambientes com luz de alumínio podem ficar molhados e formar mundos oceânicos.
Enquanto tendemos a pensar que os oceanos da Terra o tornam um planeta aquático, na verdade é apenas uma pequena fração de um por cento da água em massa. Olhando para o universo, é claro que a água é mais comum do que o nosso próprio planeta implica. Alguns exoplanetas podem ter metade de sua massa como água. Então, o que faz com que alguns sistemas planetários permaneçam úmidos, enquanto outros secam? A resposta pode ser de alumínio. Tim Lichtenberg é o autor principal de um novo estudo publicado em 11 de fevereiro na Nature Astronomy . Ele diz que grandes q…