22 de junho de 2018

O Misterioso Asteroide 1950 DA

O asteroide 1950 DA foi descoberto em 23 de fevereiro de 1950. Foi observado durante 17 dias e depois desapareceu de vista durante meio século. Em seguida, um objeto descoberto em 31 de dezembro de 2000 foi reconhecido como sendo a década de asteroide 1950 perdido há muito tempo. As observações de radar foram feitas em Goldstone e Arecibo em 3 a 7 de março de 2001, durante a aproximação de 7,8 milhões de km do asteroide à Terra (uma distância 21 vezes maior que a que separa a Terra e a Lua).
Os pesquisadores estudam ainda uma forma de impedir que o asteroide 1950 DA chegue a colidir com a Terra no ano de 2880. Segundo estudos, o asteroide 1950 DA, que tem mais de 1 km de diâmetro e um alto potencial destrutivo, pode atingir a Terra exatamente no dia 16 de março de 2880. Contudo, o risco do asteroide pode afetar de forma definitiva todas as formas de vida no planeta, inclusive a existência das próximas gerações da sua família.
De acordo com estudos da Universidade de Tennessee, nos Estados Unidos, existe uma esperança para que o asteroide possa ser desviado da rota da Terra. O asteroide 1950 DA pode causar estragos e tem 1 chance em 300 de colidir com a Terra a um velocidade média de 60 mil km/h. A possível colisão com o planeta seria equivalente a 45 mil megatoneladas de dinamite, uma força 2 milhões de vezes superior à potência da bomba atômica – o impacto provocaria tsunamis em todo o planeta.
Para os astrônomos norte-americanos, a única chance de evitar a colisão é desviar a rota do corpo celeste, mas eles ainda não têm uma resposta sobre como realizar esta missão. Os pesquisadores já sabem que o asteroide 1950 DA é formado por pedaços de rocha que se mantém juntos graças à força de Van der Waals, que apresenta gravidade negativa.
Fonte: https://www.listadecuriosidades.com.br

14 Curiosidades Sobre O Sol Que Você Não Sabia

Sol é a estrela mais próxima de nós, habitantes do Planeta Terra. A estrela é basicamente uma grande esfera de gás incandescente e praticamente todos os seres vivos que habitam a Terra dependem da luz liberada por ela. É a fonte de energia que mantém os ecossistemas aqui neste planeta. Confira abaixo 14 curiosidades sobre o Sol que você não sabia:

1 – O Sol, por mais que possa parecer gigante e incrivelmente quente para os seres humanos, é considerado como umaestrela anã. Devido ao seu tamanho, composição química e calor, a estrela é classificada como G2.
2 – Ele parece sempre em chamas, mas não existe qualquer sinal de fogo no Sol. O que acontece é que a atmosfera solar é formada por gases que causam explosões e geram calor e luz.
3 – Estudos feitos em estrelas G2, estimam que a idade média do Sol é de 4,6 bilhões de anos – está no meio de sua vida útil.
4 – A cada segundo que passa, o Sol consome em média, quatro milhões de toneladas de hidrogênio. O que ajuda na composição da estrela, que é de 75% hidrogênio, 23% de gás hélio e os outros 2% são elementos mais pesados.
5 – O Sol representa 99,85% de toda a massa do nosso Sistema Solar.
6 – Aproximadamente 109 planetas Terra caberiam na superfície do Sol, e mais de um milhão de planetas Terra caberiam dentro dele.
7 – A estrela mais próxima da Terra é o Sol, que está a aproximadamente 149,60 milhões de quilômetros.
8 – A temperatura do Sol em seu núcleo é de, aproximadamente, 15 milhões de graus Celsius.
9 – O Sol gira em torno do seu próprio eixo uma vez a cada 25,38 dias terrestres, ou 609,12 horas.
10 – Para tentar representar a quantidade de energia gerada pelo Sol, deveriam ser explodidas cerca de 100.000.000.000 (100 bilhões) de toneladas de dinamite a cada segundo. É um valor extremamente alto a ser gasto com dinamites.
11 – Uma pessoa que pesa 150 quilos na Terra, pesaria no Sol, cerca de 4.200 quilos. Isso porque a gravidade do Sol é 28 vezes a gravidade da Terra.
12 – Algumas religiões de culturas Egípcias, Indo-Europeias e Meso-Americanas, tinham em sua cultura religiosa a adoração ao Sol.
13 – As tempestades solares liberam grande quantidade de partículas que se espalham pelo Sistema Solar, atingindo até planetas mais distantes, como Plutão.
14 – O efeito mais poderoso de uma tempestade solar, aconteceu há mais de 150 anos, em setembro de 1859, e foi batizado de Carrington Event, em homenagem ao astrônomo Richard Carrington. Na época, estações telegráficas pegaram fogo e as redes sofreram grandes interrupções.
Fonte: Lista de Curiosidade.com.br

5 elementos que vão te ajudar a entender a Teoria das Cordas

Albert Einstein sonhava com uma única teoria que fosse capaz de explicar todos os enigmas do universo, uma Teoria de Tudo! O físico morreu sem conseguir finalizar esse trabalho, mas os físicos John Schwarz, Michael Green e Yoichiro Nambu o levaram adiante, e desenvolveram o conceito da Teoria das Cordas.
Para entender o que diz essa teoria, listamos cinco elementos que estão no coração da teoria das cordas.

1. Cordas, a menor parte da matéria

Cordas

No século XX, físicos descobriram que o átomo é divisível, pois é composto por partículas muito pequenas denominadas elétrons, prótons e nêutrons. Os prótons e nêutrons seriam formados por partículas ainda menores chamadas de quarks. Até esse ponto vai a Física convencional, porém a teoria das cordas vai mais além!
Segundo a teoria das cordas, os quarks seriam formados por pequenos filamentos de energia. Esses filamentos poderiam ser comparados a pequenas cordas vibrantes. O universo inteiro seria formado por essas pequenas cordas, que de acordo com seu comprimento e vibração, definem as características de cada partícula, explicando a grande diversidade do universo.
A teoria das cordas se originou como uma tentativa de descrever as interações das partículas. Desde então, desenvolveu-se em algo muito mais ambicioso: uma abordagem para a construção de uma teoria que unificasse as teorias da física e as forças fundamentais.

2. A teoria de tudo

Teoria de tudo
A física moderna tem duas leis científicas básicas: física quântica e relatividade geral. Essas duas leis científicas representam campos de estudo radicalmente diferentes. Enquanto a física quântica estuda os objetos pequenos da natureza, a relatividade estuda a natureza na escala dos planetas, das galáxias e do universo como um todo.
O problema surge quando é preciso combinar as duas teorias, como por exemplo, para explicar o comportamento dos buracos-negros ou o Big Bang, pois elas acabam divergindo. Einstein passou parte da vida desenvolvendo sua Teoria do Campo Unificado, um modelo capaz de explicar as 4 forças fundamentais. Agora, cientistas deram continuidade ao seu trabalho e o resultado foi a teoria das cordas.
A teoria das cordas é uma tentativa de unificar a teoria da relatividade, a mecânica quântica e as 4 forças fundamentais, por isso é conhecida como a Teoria de Tudo. Ela é vista pelos físicos como a principal teoria que possa explicar o universo inteiro, desde o surgimento do Big Bang até o possível fim do universo.

3. Dimensões extras

11 dimensões

Um dos resultados matemáticos da teoria das cordas é que a teoria só faz sentido num mundo com mais de três dimensões espaciais!
Conhecidamente, nosso universo tem três dimensões do espaço (altura, largura e profundidade) e uma de tempo, porém segundo a teoria das cordas, existiriam 11 dimensões.
Existem duas explicações possíveis para a localização das dimensões extras:
  • As dimensões do espaço extra são compactadas a tamanhos incrivelmente pequenos, então nunca as percebemos.
  • Estamos presos em um plano tridimensional, e as dimensões extras são inacessíveis para nós.

4. Multiverso

multiverso
Outra ideia presente nessa teoria é a Multiverso, que, na sua forma mais popular, afirma que mais de um universo distinto emergiu do Big Bang. Alguns cientistas afirmam que pode haver um quase infinito número de universos paralelos, cada um com suas próprias leis físicas.

5. Supersimetria

supersimetria
Todas as partículas no universo podem ser divididas em dois tipos: bósons e fermions. A teoria das cordas prediz que existe um tipo de conexão, denominada supersimetria, entre estes dois tipos de partículas. Nessa teoria, para cada fermion, deve existir um bóson e vice-versa. A supersimetria simplifica muito as equações da teoria de cordas ao permitir que certos termos se cancelem.

O futuro da Teoria

Esses são apenas alguns elementos básicos para entender a Teoria das Cordas, uma das teorias mais complexas já criadas e que está em constante evolução. A teoria das cordas já teve um grande impacto na matemática, no estudo do universo e na forma como os físicos interpretam experiências, sugerindo novas abordagens e possibilidades. Infelizmente, a teoria das cordas ainda não pode ser comprovada por falta de experimentos, mas espera-se que com o avanço das pesquisas em torno dos aceleradores de partículas, seja possível comprová-la nos próximos anos.
Infográfico - Teoria das Cordas
Infográfico sobre os elementos presentes na teoria das cordas
Fonte: HiperCultura

As forças do universo se fundem em uma?

O universo experimenta quatro forças fundamentais: o eletromagnetismo, a força nuclear forte , a interação fraca (também conhecida como força nuclear fraca ) e a gravidade . Até hoje, os físicos sabem que se você aumentar bastante a energia - por exemplo, dentro de um acelerador de partículas -, três dessas forças se "unificam" e se tornarão uma única força. Físicos executaram aceleradores de partículas e unificaram a força eletromagnética e interações fracas, e em energias mais altas, a mesma coisa deveria acontecer com a força nuclear forte e, eventualmente, com a gravidade.
Mas, embora as teorias digam que isso deveria acontecer, a natureza nem sempre obriga. Até agora, nenhum acelerador de partículas atingiu energias suficientemente altas para unificar a força forte com o eletromagnetismo e a interação fraca. Incluindo a gravidade significaria ainda mais energia. 
Não está claro se os cientistas poderiam construir um que seja poderoso; o Grande Colisor de Hádrons (LHC), perto de Genebra, pode enviar partículas colidindo umas com as outras com energias nos trilhões de elétron-volts (cerca de 14 tera-elétron-volts, ou TeV). Para alcançar as energias da grande unificação, as partículas precisariam de pelo menos um trilhão de vezes mais, então os físicos são deixados em busca de evidências indiretas de tais teorias. 
Além da questão das energias, as Grandes Teorias Unificadas (GUTs) ainda apresentam alguns problemas, pois preveem outras observações que até agora não deram certo. Existem vários GUTs que dizem que os prótons, ao longo de imensos períodos de tempo (da ordem de 10 a 36 anos), devem se transformar em outras partículas. Isso nunca foi observado, então os prótons duram muito mais do que qualquer um pensava ou eles são realmente estáveis ​​para sempre. 
Outra previsão de alguns tipos de GUT é a existência de monopolos magnéticos - pólos "norte" e "sul" isolados de um ímã - e ninguém viu nenhum deles. É possível que simplesmente não tenhamos um acelerador de partículas poderoso o suficiente. Ou os físicos podem estar errados sobre como o universo funciona. 
Fonte: https://www.livescience.com

XXM - Neuton encontra matéria intergaláctica perdida


A localização de quase metade da matéria comum no Universo é desconhecida. Observações radiológicas sugerem que essa matéria “ bariônica ” esquiva está escondida na estrutura filamentar da teia cósmica. Depois de um jogo de quase vinte anos de esconde - esconde cósmica, astrônomos usando o observatório espacial XMM - Newton da ESA finalmente encontraram evidências de gás quente e difuso permeando o cosmos.

Observações de galáxias muito distantes permitem que os astrônomos acompanhem a evolução deste assunto ao longo dos primeiros bilhões de anos do Universo. “ Os bárions desaparecidos representam um dos maiores mistérios da astrofísica moderna ”, explica Fabrizio Nicastro, principal autor do artigo, apresentando uma solução para o mistério, publicada hoje na revista Nature.

Isso não é surpreendente : estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias se formam nos nós mais densos da teia cósmica, a distribuição filamentar da matéria escura e ordinária que se estende por todo o Universo. Os astrônomos suspeitavam que os bárions “ desaparecidos ” deviam estar à espreita nos omnipresentes filamentos desta teia cósmica, onde a matéria é, no entanto, menos densa e, portanto, mais difícil de observar. Fabrizio e muitos outros astrônomos ao redor do mundo estão nas trilhas dos bárions remanescentes há quase duas décadas, desde que os observatórios de raios X, como o XMM - Newton, da ESA, e o Chandra, da NASA, se tornaram disponíveis para a comunidade científica.

Observando nesta porção do espectro eletromagnético, eles podem detectar gás intergalático quente, com temperaturas em torno de um milhão de graus ou mais, que está bloqueando os raios X emitidos por fontes ainda mais distantes. Para este projeto, Fabrizio e seus colaboradores usaram XMM - Newton para olhar para um quasar, uma enorme galáxia com um buraco negro supermassivo em seu centro que está ativamente devorando matéria e brilhando intensamente de raios X a ondas de rádio.

“ Depois de vasculhar os dados, conseguimos encontrar a assinatura do oxigênio no gás intergalático quente entre nós e o quasar distante, em dois locais diferentes ao longo da linha de visão ”, diz Fabrizio. “ Isso está acontecendo porque há enormes reservatórios de material, incluindo oxigênio, lá e exatamente na quantidade que esperávamos, para que possamos finalmente preencher a lacuna no orçamento dos bárions do Universo.

Fabrizio e seus colegas planejam estudar mais quasares com XMM - Newton e Chandra nos próximos anos. “ A descoberta dos bárions desaparecidos com o XMM - Newton é o primeiro passo emocionante para caracterizar completamente as circunstâncias e estruturas em que esses bárions são encontrados ”, diz o co - autor Jelle Kaastra do Instituto Holandês de Pesquisas Espaciais.
Fonte: ESA

Cientistas captam melhores evidências de um tipo de Buraco Negro Raro


Imagem da galáxia 6dFGS gJ215022.2-055059 pelo Hubble - a grande mancha amarelo-esbranquiçada no centro da imagem - e de várias galáxias vizinhas, combinada com observações de raios-X de um buraco negro nos arredores da galáxia - a pequena mancha roxa-esbranquiçada para baixo e para a esquerda - obtidas pelo Observatório de raios-X Chandra da NASA. Este é o melhor candidato, até à data, de um tipo muito raro e elusivo de fenómeno cósmico: o chamado buraco negro de massa intermédia no processo de destruição de uma estrela próxima e consequente alimentação. A descoberta baseou-se em dados do observatório espacial XMM-Newton da ESA, dos telescópios Chandra e Swift da NASA e de vários outros telescópios no solo e no espaço, incluindo o Hubble. Este tipo raro de buraco negro foi avistado quando perturbou e despedaçou uma estrela vizinha, devorando os detritos resultantes e lançando uma enorme quantidade de luz no processo. Tem uma massa equivalente a 50.000 sóis e está localizado dentro de um massivo enxame estelar nos arredores de uma galáxia a cerca de 740 milhões de anos-luz de distância. A imagem inclui dados do ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble. Crédito: ótico - NASA/ESA/Hubble/STScI; raios-X: NASA/CXC/UNH/D. Lin et al.

Os cientistas foram capazes de provar a existência de buracos negros pequenos e de buracos negros supermassivos, mas a existência de um tipo elusivo, conhecido como buraco negro de massa intermédia, é muito debatida. Uma nova investigação do Centro de Ciência Espacial da Universidade de New Hampshire mostra a evidência mais forte, até à data, de que este buraco negro intermédio existe, capturando um em ação por acaso, no ato de devorar uma estrela.

"Tivemos muita sorte em ter avistado este objeto com uma quantidade significativa de dados de alta qualidade, o que ajuda a identificar a massa do buraco negro e a compreender a natureza deste evento espetacular," afirma Dacheng Lin, professor assistente do Centro de Ciência Espacial da Universidade de New Hampshire e autor principal do estudo. "As pesquisas anteriores, incluindo o nosso próprio trabalho, viram eventos similares, mas ou eram vislumbrados demasiado tarde ou encontravam-se a distâncias excessivas."

No estudo, publicado na revista científica Nature Astronomy, investigadores usaram imagens de satélite para detetar pela primeira vez este sinal significativo de atividade. Encontraram uma enorme explosão de radiação, em vários comprimentos de onda, nos arredores de uma galáxia distante. O brilho do clarão diminuiu ao longo do tempo, exatamente como esperado para a perturbação/dilaceração de uma estrela por um buraco negro. Este dado fornece uma das poucas maneiras robustas de pesar ou determinar o tamanho do buraco negro.

Investigadores usaram dados de um trio de telescópios de raios-X em órbita, o Observatório de raios-X Chandra e o Satélite Swift, ambos da NASA, e o XMM-Newton da ESA, para encontrar as erupções de radiação em vários comprimentos de onda que ajudaram a identificar os de outra forma invulgares buracos negros de massa intermédia. A característica de uma erupção longa fornece evidências da destruição de uma estrela a que se dá o nome de evento de rutura de maré. 

As forças de maré, devido à intensa gravidade do buraco negro, podem destruir um objeto - como uma estrela - que passe demasiado perto. Durante um evento de rutura de maré, alguns dos detritos estelares são lançados para fora a altas velocidades, enquanto o restante cai em direção ao buraco negro. À medida que viaja para dentro, e é ingerido pelo buraco negro, o material aquece até milhões de graus e forma um distinto clarão em raios-X. Segundo os cientistas, esses tipos de erupções podem facilmente alcançar a luminosidade máxima e são uma das formas mais eficazes de detetar buracos negros de massa intermédia.

"Da teoria de formação galáctica, esperamos que existam muitos buracos negros de massa intermédia em aglomerados estelares," acrescenta Lin. "Mas conhecemos muito poucos, porque são normalmente muito silenciosos e muito difíceis de detetar e as explosões de energia dos encontros com estrelas acontecem raramente."

Devido à baixíssima taxa de ocorrência deste tipo de explosões estelares por um buraco negro de massa intermédia, os cientistas pensam que a sua descoberta significa que podem existir muitos buracos negros de massa intermédia num estado latente nas periferias das galáxias espalhadas pelo Universo local.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/
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