27 de novembro de 2018

10 coisas estranhas que poderiam existir no espaço


É improvável que algum dia iremos explorar completamente o espaço . Na maior parte do tempo, apenas temos que adivinhar o que está por aí. Em outras ocasiões, poderíamos apenas verificar nossas leis da física e pensar em possíveis corpos espaciais, eventos cósmicos e cenários que poderiam acontecer.Falando de corpos espaciais que poderiam existir, os cientistas acreditam que existem alguns incríveis por aí, incluindo um enorme em nosso próprio sistema solar. Abaixo, detalharemos alguns dos objetos mais estranhos e interessantes que podem estar no espaço.

10. Planetas em forma de rosquinha


Os cientistas acreditam que existem planetas em forma de anel, embora nunca tenham encontrado um. Tais objetos são chamados de planetas toroidais – toro ou toróide é o nome matemático da forma de uma rosca. Os planetas são geralmente esféricos por causa da gravidade, mas poderiam se tornar toróides se uma quantidade igual de força proveniente de seus centros se equivalesse a essa força gravitacional.

Se existirem, os planetas toróides teriam condições peculiares. Primeiro, um planeta toroidal giraria tão rápido que um dia duraria apenas algumas horas. A gravidade também seria notoriamente fraca no equador e extremamente forte nos pólos, de modo que seria possível perder muito peso apenas tirando férias no equador. O clima também seria terrível: fortes ventos, tempestades desastrosas e uma temperatura bastante variada em diferentes áreas do planeta.

9. Luas com suas próprias luas


Os cientistas acreditam que algumas luas têm suas próprias luas. As luas menores girariam em torno das maiores, que girariam, por sua vez, em torno dos planetas. Os cientistas acreditam que é mais provável encontrarmos uma lua assim fora do nosso sistema solar, porque tal objeto parece ser muito complicado do ponto de vista da física para existir aqui. Se esperamos encontrar um aqui, precisaremos olhar além de Netuno. Esses objetos teriam uma complexidade grande. Primeiro, um corpo espacial maior, talvez outro planeta, precisaria impulsionar a lua lunar em direção à sua lua., e essa lua lunar teria que ser pequena o suficiente para ser capturada pela lua. Ela também precisa estar perto da lua, mas não perto o suficiente a ponto de colidir. Para o resto de sua vida, a sub-lua ficaria presa entre as forças gravitacionais de sua lua, do planeta de sua lua e da estrela do sistema.

Isso provavelmente teria resultados desastrosos – é por causa dessa junção de forças gravitacionais que todos os satélites que enviamos para orbitar a Lua acabam caindo no nosso satélite depois de alguns anos. No entanto, uma lua lunar poderia existir muito além de Netuno, por exemplo, onde a força gravitacional do Sol é consideravelmente mais fraca.

8. Um Cometa Sem Cauda


Quando imaginamos um cometa, a cauda é a primeira coisa que vêm à mente. Uma longa cauda é a característica definidora de um cometa. E se encontrássemos um cometa sem cauda? Os cientistas já encontraram um, mas não têm certeza se é de fato um cometa, um asteroide ou um híbrido de ambos. O corpo espacial, encontrado em 2016 e chamado de cometa Manx, é único. Os asteroides são feitos de rocha, enquanto os cometas são feitos de gelo. Tecnicamente, o cometa Manx não é considerado um cometa porque contém rocha, mas também não é considerado um asteroide, pois é coberto de gelo – ele não tem rabo porque o gelo não é suficiente para fazer um. Isso é super emocionante, porque pode ser um pedaço do que formou a Terra”, disse na época da descoberta ao portal Gizmodo Olivier Hainaut, astrônomo do European Southern Observatory e co-autor estudo que descreve o achado.

Os cientistas acreditam que o cometa Manx veio da nuvem de Oort, que é conhecida por conter os cometas mais distantes do nosso sistema solar. No entanto, alguns cientistas acreditam que o cometa Manx é na verdade um asteroide que de alguma forma acabou nas franjas frias do sistema solar. Se isso for verdade, isso tornaria o cometa Manx o primeiro asteroide gelado. Se não for verdade, então este objeto seria o primeiro cometa rochoso.

7. Um planeta enorme e oculto em nosso Sistema Solar


Os cientistas preveem a existência de um nono planeta em nosso sistema solar – Plutão perdeu essa condição desde 2006. Este hipotético nono planeta pode ter 10 vezes a massa da Terra e ter uma órbita aproximadamente vinte vezes mais distante do Sol do que Netuno. Os pesquisadores deduziram a existência, tamanho e distância do planeta depois de observar que um corpo massivo em algum lugar estava puxando e rompendo a órbita de pequenos corpos do sistema solar e planetas anões no Cinturão de Kuiper, que fica logo além de Netuno. No entanto, se o nono planeta não existir, os cientistas suspeitam que as rupturas poderiam ter sido causadas por vários corpos não descobertos no cinturão.

“Só foram descobertos dois planetas verdadeiros (no Sistema Solar) desde os tempos antigos, e este seria um terceiro. É um pedaço considerável do nosso sistema solar que ainda está por ser encontrado, o que é muito excitante”, disseram os astrônomos que encontraram evidências da existência do nono planeta em um comunicado.


6. Buracos brancos


Estamos todos familiarizados com os buracos negros, pontos no espaço de onde nem a luz pode escapar. Mas e quanto aos buracos brancos, que são o oposto dos buracos negros?

Um buraco negro é uma região massiva do espaço que atrai objetos próximos. Qualquer coisa sugada para um buraco negro não pode sair. O buraco branco faz, teoricamente, o oposto: libera os objetos, mas nunca deixa nada entrar.

Como os buracos negros, os buracos brancos podem atrair objetos ao redor deles, embora eles não permitam que esses objetos entrem. Qualquer coisa que chegue perto demais será destruída pela energia massiva ao redor do buraco branco. Assumindo que o objeto sobreviva de alguma forma, ele se aproximará até que o tempo comece a diminuir. À medida que o objeto se aproxima, o tempo continuará diminuindo – por toda a eternidade.

Embora ainda não tenhamos encontrado buracos brancos, os cientistas têm certeza de que eles existem. A teoria da relatividade geral também afirma que, se existem buracos negros, buracos brancos também devem existir.

Alguns cientistas acreditam que os buracos brancos são as extremidades opostas dos buracos negros. O buraco negro suga alguma coisa e o buraco branco a empurra para fora, enquanto outros defendem a hipótese de que buracos brancos são formados quando buracos negros morrem.

Os cientistas que estão estudando estes buracos acreditam inclusive que alguns deles podem ser anteriores ao Big Bang. Pesquisas futuras irão explorar como esses buracos brancos de um universo anterior ao Big Bang podem ajudar a explicar por que o tempo flui apenas para frente no nosso universo atual e não também no sentido inverso.

5. Vulcanoides


Os vulcanoides são pequenos asteroides hipotéticos e quentes que existiriam entre Mercúrio e o Sol. Os cientistas acreditam que os vulcanoides existem porque o espaço entre Mercúrio e o Sol é estável. Regiões estáveis ​​geralmente contêm muitos asteroides, assim como o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e o Cinturão de Kuiper, pouco além de Netuno. Pesquisadores acreditam que esses asteroides costumam colidir com Mercúrio, causando muitas das crateras que vemos hoje no planeta. 

É difícil encontrar os vulcanoides porque a luz do Sol atrapalha a ótica dos telescópios. Os pesquisadores tentam encontrar vulcanoides durante eclipses, no início da manhã e no final da tarde. Eles também passaram a usar telescópios montados em jatos de alta altitude para esta tarefa, mas ainda não obtiveram sucesso.

4. Uma massa giratória feita de pedra quente e poeira


Alguns cientistas acreditam que os planetas e suas luas foram formados por massas de rocha quente e pó chamadas de sinestias. Pesquisadores dizem que nossa Terra e Lua foram formadas depois que uma versão anterior da Terra atingiu um corpo espacial do tamanho de Marte chamado Theia. Após o resfriamento, a massa quente da rocha se dividiu entre a Terra e a Lua.  Toda sinestia é formada quando dois planetas ou enormes corpos espaciais se chocam. Se as sinestias realmente existirem, a busca por elas deve ser bastante precisa, uma vez que estes objetos geralmente esfriam e se tornam planetas e luas dentro de 100 anos, um espaço curtíssimo de tempo em valores universais.

3. Gigantes gasosos que se tornam planetas terrestres


Os planetas terrestres, como o nosso, consistem são feitos de rochas duras ou metais. Eles têm uma superfície sólida e é possível pousar neles no caso de uma viagem espacial. Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são planetas terrestres. Em contraste, os gigantes gasosos são feitos, bem, de gás. Eles não têm uma superfície sólida, e é muito improvável que possamos pousar neles. Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são gigantes gasosos.

A questão é que os cientistas acreditam que alguns gigantes gasosos podem se transformar em planetas terrestres. Embora não tenham confirmado a existência de tais corpos celestes, eles já têm um nome: planetas Chtônicos. Um planeta Chthônico seria criado quando um gigante gasoso se aproximasse demais do Sol. A atmosfera do planeta se evaporaria e deixaria apenas o núcleo rochoso.

Os cientistas já encontraram um planeta, chamado Corot 7b, que eles suspeitam ser um planeta Chtônico. Corot 7b é coberto de lava derretida. Não é exatamente um paraíso: suas temperaturas chegam a 2.500 graus Celsius.

2. Chuva de vidro



Os cientistas descobriram o planeta HD 189733b, a 63 anos-luz de distância de nós e azul como a Terra. Mas ao invés de ter seu azul originado na água, como o nosso planeta, o HD 189733b tem seu azul causado por nuvens de silicato. Embora os pesquisadores não tenham confirmação real, eles supõem que chove vidro quente em HD 189733b, já que o vidro é feito de sílica ou dióxido de silício. As terríveis chuvas de vidro seriam agravadas pelos fortes ventos que sopram a 8.700 quilômetros por hora, sete vezes a velocidade do som.  Uma visita a este planeta renderia um belo passeio na chuva – só que em uma chuva mortal de vidro fundido que cairia lateralmente, já que seria levada por ventos supersônicos. Que tal?

1. Planetas sem núcleo


Uma coisa em comum entre a maioria dos planetas é um núcleo de ferro sólido ou fundido. No entanto, parece que alguns planetas são estranhas exceções a essa regra. Os cientistas acreditam que esses planetas são formados em áreas geladas e desoladas do universo, onde a luz do sol é muito fraca para evaporar o líquido e o gelo na superfície de um novo planeta. Quando isso acontece, o ferro que se moveria para o centro do planeta para formar o núcleo reagiria com o excesso de água para formar óxido de ferro. Os cientistas não podem detectar se um planeta fora do nosso sistema solar tem um núcleo. Mas eles podem adivinhar analisando a relação ferro-silicato do planeta e a estrela em torno da qual o planeta gira. Um planeta sem um núcleo não teria campos magnéticos e seria vulnerável aos raios cósmicos.
Fonte: hypescience.com

Sonda InSight pousa em Marte

A Instrument Deployment Camera (IDC), localizada no braço robótico do módulo InSight da NASA, tirou esta foto da superfície marciana em 26 de novembro de 2018, no mesmo dia em que a espaçonave aterrissou no Planeta Vermelho. A capa de poeira transparente da câmera ainda está acesa nessa imagem, para evitar que as partículas expostas durante o pouso se fixem na lente da câmera. Esta imagem foi transmitida da InSight para a Terra através da sonda Odyssey da NASA, atualmente em órbita de Marte. Crédito de imagem: NASA / JPL-Caltech.

O InSight da NASA enviou sinais para a Terra, indicando que seus painéis solares estão abertos e coletando luz solar na superfície marciana. A sonda Mars Odyssey da NASA retransmitiu os sinais, que foram recebidos na Terra por volta das 17h30 (horário de Brasília). A implantação de painéis solares garante que a espaçonave possa recarregar suas baterias todos os dias. A Odyssey também transmitiu um par de imagens mostrando o local de pouso da InSight.

"A equipe da InSight pode ficar um pouco mais tranquila hoje, sabendo que as matrizes solares estão sendo implantadas e recarregando as baterias", disse Tom Hoffman, gerente de projeto da InSight no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, que lidera a missão. "Tem sido um longo dia para a equipe. Mas amanhã começa um excitante novo capítulo para o InSight: operações de superfície e o início da fase de implantação do instrumento."

As matrizes solares gêmeas da InSight têm 2,2 metros de largura cada; quando estão abertos, o lander inteiro é do tamanho de um grande conversível da década de 1960. Marte tem luz solar mais fraca do que a Terra porque está muito mais distante do Sol. Mas a sonda não precisa de muito para operar: os painéis fornecem 600 a 700 watts em um dia claro, o suficiente para alimentar um liquidificador doméstico e muito para manter seus instrumentos conduzindo ciência no Planeta Vermelho. Mesmo quando a poeira cobre os painéis - o que provavelmente é uma ocorrência comum em Marte - eles devem ser capazes de fornecer pelo menos 200 a 300 watts.

Os painéis são modelados com aqueles usados ​​com o Phoenix Mars Lander da NASA , embora os InSight sejam um pouco maiores para fornecer mais potência e aumentar sua resistência estrutural. Essas mudanças foram necessárias para apoiar as operações de um ano completo de Marte (dois anos terrestres).

Nos próximos dias, a equipe da missão vai desengatar o braço robótico da InSight e usar a câmera acoplada para tirar fotos do solo, para que os engenheiros possam decidir onde colocar os instrumentos científicos da espaçonave. Levará de dois a três meses até que esses instrumentos sejam totalmente implantados e o envio de dados. Enquanto isso, a InSight usará seus sensores meteorológicos e magnetômetro para fazer leituras de seu local de pouso na Elysium Planitia - sua nova casa em Marte.
Fonte: NASA

Nosso Universo em Expansão: Idade, História e Outros Fatos


O universo nasceu com o Big Bang como um ponto densamente quente e inimaginavel. Quando o universo tinha apenas 10 -34 de um segundo ou mais de idade - isto é, um centésimo de bilionésimo de trilionésimo de um trilionésimo de segundo em idade - experimentou uma incrível explosão de expansão conhecida como inflação, na qual o próprio espaço expandiu-se mais rapidamente que a velocidade da luz. Durante esse período, o universo dobrou de tamanho pelo menos 90 vezes, passando de tamanho subatômico para tamanho de bola de golfe quase instantaneamente.

O trabalho que entra em entender o universo em expansão vem de uma combinação de física teórica e observações diretas de astrônomos. No entanto, em alguns casos, os astrônomos não foram capazes de ver evidências diretas - como o caso das ondas gravitacionais associadas ao fundo de microondas cósmico, a radiação remanescente do Big Bang. Um anúncio preliminar sobre a descoberta dessas ondas em 2014 foi rapidamente retirado, depois que os astrônomos descobriram que o sinal detectado poderia ser explicado pela poeira na Via Láctea.

Segundo a NASA, após a inflação, o crescimento do universo continuou, mas a um ritmo mais lento . Quando o espaço se expandiu, o universo se resfriou e a matéria se formou. Um segundo depois do Big Bang , o universo estava cheio de nêutrons, prótons, elétrons, anti-elétrons, fótons e neutrinos. 

Durante os primeiros três minutos do universo, os elementos leves nasceram durante um processo conhecido como nucleossíntese do Big Bang. As temperaturas subiram de 100 milhões (10 32 ) Kelvin para 1 bilhão (10 9 ) de Kelvin, e prótons e nêutrons colidiram para produzir deutério, um isótopo de hidrogênio . A maior parte do deutério combinada para produzir hélio e quantidades vestigiais de lítio também foram geradas.

Nos primeiros 380 mil anos, o universo estava essencialmente quente demais para a luz brilhar, de acordo com o Centro Nacional de Pesquisas Espaciais da França (Centre National d'Etudes Spatiales, ou CNES). O calor da criação esmagou átomos juntos com força suficiente para quebrá-los em um plasma denso, uma sopa opaca de prótons, nêutrons e elétrons que espalhavam a luz como neblina.

Cerca de 380 mil anos após o Big Bang, a matéria resfriou o suficiente para que os átomos se formassem durante a era da recombinação, resultando em um gás transparente e eletricamente neutro , segundo a NASA. Isso solta o flash inicial de luz criado durante o Big Bang, que é detectável hoje como radiação cósmica de fundo de microondas . No entanto, após esse ponto, o universo foi mergulhado na escuridão, já que nenhuma estrela ou qualquer outro objeto brilhante havia se formado ainda.

Cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang, o universo começou a emergir da idade das trevas cósmicas durante a época da reionização. Durante esse período, que durou mais de meio bilhão de anos, aglomerados de gás colapsaram o suficiente para formar as primeiras estrelas e galáxias, cuja luz ultravioleta energética ionizava e destruía a maior parte do hidrogênio neutro.

Embora a expansão do universo tenha desacelerado gradualmente à medida que a matéria no universo se sobrepunha à gravidade, cerca de 5 ou 6 bilhões de anos após o Big Bang , segundo a NASA, uma força misteriosa agora chamada de energia escura começou a acelerar a expansão do universo. universo novamente, um fenômeno que continua até hoje.

Um pouco depois de 9 bilhões de anos após o Big Bang, nosso sistema solar nasceu .

A grande explosão

O Big Bang não ocorreu como uma explosão da maneira usual como se pensa sobre essas coisas, apesar de se poder reunir a partir de seu nome. O universo não se expandiu para o espaço, como o espaço não existia antes do universo , segundo a NASA. Ao contrário, é melhor pensar no Big Bang como a aparência simultânea do espaço em todo o universo . O universo não se expandiu de nenhum ponto desde o Big Bang - ao contrário, o espaço em si tem se alongado e transportado matéria com ele.

Como o universo, por sua definição, abrange todo o espaço e o tempo que conhecemos, a NASA diz que está além do modelo do Big Bang dizer em que parte do universo está se expandindo ou o que deu origem ao Big Bang. Embora existam modelos que especulam sobre essas questões, nenhum deles fez previsões realisticamente testáveis ​​até o momento.

Em 2014, cientistas do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian anunciaram que haviam encontrado um sinal fraco no fundo cósmico de microondas que poderia ser a primeira evidência direta de ondas gravitacionais, elas mesmas consideradas uma " arma fumegante " para o Big Bang. As descobertas foram muito debatidas e os astrônomos logo retiraram seus resultados quando perceberam que a poeira na Via Láctea poderia explicar suas descobertas. ondulações misteriosas.

O aglomerado globular NGC 6397 contém cerca de 400.000 estrelas e está localizado a cerca de 7.200 anos-luz de distância, na constelação do sul de Ara. Com uma idade estimada de 13,5 bilhões de anos, é provável que entre os primeiros objetos da Galáxia se forme após o Big Bang.Crédito: European Southern Observatory

Era

O universo é atualmente estimado em cerca de 13,8 bilhões de anos , mais ou menos 130 milhões de anos. Em comparação, o sistema solar tem apenas cerca de 4,6 bilhões de anos.

Essa estimativa veio da medição da composição da matéria e da densidade de energia no universo. Isso permitiu que os pesquisadores computassem a rapidez com que o universo se expandiu no passado. Com esse conhecimento, eles poderiam reverter o relógio e extrapolar quando o Big Bang acontecesse . O tempo entre então e agora é a idade do universo.

Estrutura

Os cientistas pensam que, nos primeiros momentos do universo, não havia estrutura para falar, com matéria e energia distribuídas quase uniformemente por toda parte. De acordo com a NASA, a atração gravitacional de pequenas flutuações na densidade da matéria originou a vasta estrutura de estrelas e vacuidades vistas hoje. Regiões densas puxavam mais e mais matéria através da gravidade, e quanto mais massivas elas se tornavam, mais matéria elas poderiam puxar pela gravidade, formando estrelas , galáxias e estruturas maiores conhecidas como aglomerados, superaglomerados, filamentos e paredes , com "grandes paredes". de milhares de galáxias atingindo mais de um bilhão de anos-luzem comprimento. Regiões menos densas não cresceram, evoluindo para uma área aparentemente vazia, chamada vazios.

Conteúdo

Até cerca de 30 anos atrás, os astrônomos pensavam que o universo era composto quase inteiramente de átomos comuns , ou "matéria bariônica", segundo a NASA. No entanto, recentemente tem havido mais evidências que sugerem que a maioria dos ingredientes que compõem o universo vem em formas que não podemos ver.

Acontece que os átomos representam apenas 4,6% do universo. Do restante, 23% é composto de matéria escura , que provavelmente é composta de uma ou mais espécies de partículas subatômicas que interagem muito fracamente com a matéria comum, e 72% é feita de energia escura, que aparentemente está impulsionando a expansão acelerada da o universo.

Quando se trata dos átomos com os quais estamos familiarizados, o hidrogênio representa cerca de 75% , enquanto o hélio representa cerca de 25%, com elementos mais pesados ​​compondo apenas uma pequena fração dos átomos do universo, segundo a NASA.

Forma

A forma do universo e se é ou não finita ou infinita depende da luta entre a taxa de sua expansão e a força da gravidade. A força da atração em questão depende em parte da densidade da matéria no universo.

Se a densidade do universo excede um valor crítico específico, então o universo é " fechado " e "curvado positivamente" como a superfície de uma esfera. Isso significa que feixes de luz inicialmente paralelos convergirão lentamente, eventualmente cruzarão e retornarão ao ponto inicial, se o universo durar o suficiente. Se assim for, de acordo com a NASA, o universo não é infinito, mas não tem fim , assim como a área na superfície de uma esfera não é infinita, mas não tem começo nem fim para falar. O universo acabará por se expandir e começar a entrar em colapso, o chamado "Big Crunch".

Se a densidade do universo é menor que essa densidade crítica, então a geometria do espaço é " aberta " e "curvada negativamente" como a superfície de uma sela. Se assim for, o universo não tem limites e se expandirá para sempre .

Se a densidade do universo é exatamente igual à densidade crítica, então a geometria do universo é " plana " com curvatura zero como uma folha de papel, de acordo com a NASA. Se assim for, o universo não tem limites e se expandirá para sempre, mas a taxa de expansão gradualmente se aproximará de zero após um período infinito de tempo . Medições recentes sugerem que o universo é plano, com apenas uma margem de erro de 2%.

É possível que o universo tenha uma forma mais complicada em geral, embora pareça possuir uma curvatura diferente. Por exemplo, o universo pode ter a forma de um toro ou donut .

Universo em expansão

Na década de 1920, o astrônomo Edwin Hubble descobriu que o universo não era estático . Pelo contrário, estava se expandindo; uma descoberta que revelou que o universo aparentemente nasceu em um Big Bang.

Depois disso, acreditava-se que a gravidade da matéria no universo certamente retardaria a expansão do universo . Então, em 1998, as observações do Telescópio Espacial Hubble de supernovas muito distantes revelaram que há muito tempo atrás, o universo estava se expandindo mais lentamente do que é hoje. Em outras palavras, a expansão do universo não estava diminuindo devido à gravidade, mas sim inexplicavelmente acelerando. O nome da força desconhecida que impulsiona essa expansão acelerada é energia escura e continua sendo um dos maiores mistérios da ciência.
Fonte: Space.Com

"LANDER" Insight aterra em Marte

O instrumento IDC (Instrumento Deployment Camera), localizado no braço robótico do "lander" InSight da NASA, obteve esta imagem da superfície marciana no dia 26 de novembro, o mesmo dia em que aterrou no Planeta Vermelho. A cobertura transparente da câmara ainda está presente, para impedir partículas levantadas durante a aterragem de assentarem na lente da câmara. Esta imagem foi transmitida para a Terra via Mars Odyssey, atualmente em órbita.Crédito: NASA/JPL-Caltech

Marte acaba de receber o seu mais novo residente robótico. O "lander" InSight (Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport) da NASA pousou com sucesso no Planeta Vermelho depois de uma viagem de quase sete meses e 458 milhões de quilómetros a partir da Terra.

A missão de dois anos do InSight será a de estudar o interior profundo de Marte para aprender como todos os corpos celestes com superfícies rochosas, incluindo a Terra e a Lua, se formaram.

O InSight foi lançado a partir da Base Aérea de Vandenberg, no estado norte-americano da Califórnia, no dia 5 de maio. O veículo aterrou ontem, dia 26 de novembro, perto do equador marciano no lado oeste de uma planície chamada Elysium Planitia, com um sinal afirmando uma sequência completa de pouso, aproximadamente às 20:00 (hora portuguesa).

Imagem obtida pelo CubeSat MarCO-B, a cerca de 6000 quilómetros de distância de Marte, durante a sua passagem pelo Planeta Vermelho no dia 26 de novembro de 2016. MarCO-B e o seu gémeo, MarCO-A, serviram como relé de comunicações para a nave InSight da NASA, enquanto aterrava em Marte. A imagem foi obtida às 20:10 (hora portuguesa), enquanto o MarCO-B já se afastava do planeta depois da aterragem do "lander".Crédito: NASA/JPL-Caltech

"Hoje, aterrámos com sucesso em Marte pela oitava vez na história humana," comenta Jim Bridenstine, administrador da NASA. "O InSight vai estudar o interior marciano e ensinar-nos ciência valiosa enquanto nos preparamos para enviar astronautas à Lua e depois até Marte. Esta conquista representa a engenhosidade dos EUA e dos nossos parceiros internacionais e serve como um testemunho da dedicação e perseverança da nossa equipa. O melhor da NASA ainda está por vir, e está chegando em breve."

O sinal de aterragem foi transmitido para o JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, via um dos dois pequenos CubeSats experimentais MarCO (Mars Cube One), lançados no mesmo foguetão que o InSight e que seguiram a nave até Marte. São os primeiros CubeSats enviados para o espaço profundo. Depois de realizar com sucesso uma série de comunicações e experiências de navegação em voo, os gémeos MarCOs foram posicionados para receber transmissões durante a entrada, descida e aterragem do InSight.

De Rápido a Lento

"Nós atingimos a atmosfera marciana a 19.800 km/h, e toda a sequência de tocar na superfície levou apenas seis minutos e meio," comenta Tom Hoffman, gestor do projeto InSight no JPL. "Durante esse curto espaço de tempo, o InSight teve que executar autonomamente dúzias de operações e fazê-las sem falhas - e, por todas as indicações, é exatamente isso que a nossa nave fez."

A confirmação de um pouso bem-sucedido não é o fim dos desafios de aterrar no Planeta Vermelho. A fase de operações de superfície do InSight começou um minuto após a aterragem. Uma das suas primeiras tarefas foi abrir os seus dois painéis solares decagonais, que fornecerão energia. Esse processo começou 16 minutos depois da aterragem e demorou outros 16 minutos para ser concluído.

A equipa da missão InSight também já recebeu a confirmação de que os painéis solares do "lander" foram abertos com sucesso. A verificação veio através da sonda Mars Odyssey da NASA, atualmente em órbita do planeta. Esse sinal chegou cerca de cinco horas e meia depois da aterragem.

"O veículo é alimentado a energia solar, de modo que a abertura dos painéis e consequente operação é muito importante," comenta Hoffman. "Com os painéis a fornecerem a energia que precisamos para começar as operações científicas, estamos a caminho de investigar minuciosamente, e pela primeira vez, o interior de Marte."

O "lander" InSight da NASA obteve esta imagem de uma área em frente do veículo usando o seu instrumento ICC (Instrumento Context Camera). Esta imagem foi obtida no dia 26 de novembro de 2018, durante o Sol 0 da missão InSight, onde a hora local era 13:34:21. Cada imagem do ICC tem um campo de visão de 124x124 graus. Tem muitas partículas de poeira porque a cobertura transparente ainda não foi retirada, para evitar sujidade na lente da câmara.Crédito: NASA/JPL-Caltech

O InSight vai começar a recolher dados científicos na primeira semana após a aterragem, embora as equipas se concentrem principalmente em preparar os instrumentos do InSight no solo marciano. Pelo menos dois dias após o pouso, a equipa de engenharia começará a usar o braço robótico de 1,8 metros para tirar fotos da paisagem.

"A aterragem foi emocionante, mas estou ansioso pela perfuração," realça Bruce Banerdt, investigador principal do InSight no JPL. "Quando obtivermos as primeiras imagens, as nossas equipas de engenharia e ciência começarão a planear onde implantar os nossos instrumentos científicos. Dentro de dois ou três meses, o braço colocará os instrumentos científicos principais, o SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) e o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package)".

O InSight vai operar à superfície durante um ano marciano, mais 40 dias marcianos, ou sols, até 24 de novembro de 2020. Os objetivos da missão dos dois pequenos MarCOs, que transmitiram a telemetria do InSight, foram concluídos após o "flyby" por Marte.

"Este é um salto gigantesco para os nossos intrépidos exploradores robóticos do tamanho de uma mala," afirma Joel Krajewski, gestor do projeto MarCO no JPL. "Penso que os CubeSats têm um grande futuro além da órbita terrestre, e a equipa MarCO está feliz por pavimentar esse caminho."

Com a aterragem do InSight em Elysium Planitia, a NASA conseguiu aterrar com sucesso um veículo no Planeta Vermelho oito vezes.

"Cada aterragem marciana é intimadora, mas agora com o InSight em segurança à superfície, vamos poder fazer um tipo único de ciência em Marte," acrescenta Michael Watkins, diretor do JPL. "Os experimentais CubeSats MarCo também abriram uma nova porta para as espaçonaves planetárias mais pequenas. O sucesso destas duas missões únicas é um tributo às centenas de talentosos engenheiros e cientistas que depositaram o seu génio e trabalho em fazer deste um grande dia."
Fonte: Astronomia OnLine
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