6 de fevereiro de 2018

Encontrada segunda estrela mais antiga da Via Láctea

J0815+4729 teria surgido 300 milhões de anos depois do Big Bang

Se você acha que o Sol é uma estrela velha, com 4,6 bilhões de anos, saiba que ele é um jovem serelepe perto de Jo815+4729. A estrela, descoberta por cientistas espanhóis, nasceu 300 milhões de anos depois do Big Bang e ostenta 13,5 bilhões de anos. Se você está se perguntando como a descoberta foi feita (já que é falta de educação sair por aí perguntando a idade de pessoas e estrelas), os pesquisadores se basearam no tipo de elementos químicos que formam a estrela. 

“Identificar e caracterizar quimicamente estes tipos de estrelas irá iluminar o entendimento sobre a evolução de materiais químicos da galáxia e sobre a natureza das primeiras estrelas”, escreveram os autores no paper publicado no periódico Astrophysical Journal Letters.

O que determina a idade é a quantidade de elementos químicos pesados. Quanto mais o tempo passa, mais elementos leves e menos pesados. Jo815+4729 (ou ‘Jô’ para os íntimos), por exemplo, carrega pouquíssimos elementos mais pesados que hidrogênio e hélio, e uma quantidade tão pequena de ferro (muito comum em estrelas novas) que nem pode ser medida. O astro, porém, têm companheiros de geração até mais rodados: SMSS Jo313-6709 (ou ‘Jojô para os íntimos), descoberta por um time australiano em 2014, é ainda mais velha, com 13,6 bilhões de anos.

Cientistas detectam 2 mil planetas. Em outra galáxia.

Não temos como descobrir muito mais do que isso sobre eles. Mas é a primeira vez que astrônomos identificam planetas fora da Via Láctea.
Suas definições de zoom foram atualizadas: pesquisadores da Universidade de Oklahoma, nos EUA, conseguiram identificar um conjunto de 2 mil planetas em outra galáxia, a 3,8 bilhões de anos-luz da Terra. Eles tem tamanhos variados – qualquer coisa entre a Lua e Júpiter. Mas antes que você peça fotos, fica o aviso: não é possível observá-los diretamente.

Mesmo exoplanetas muito próximos de nós – como Proxima B, localizado a “apenas” 4,2 anos-luz da Terra – são invisíveis para um telescópio convencional. A maneira mais fácil de encontrá-los e estudá-los é medir a sombra que eles fazem quando passam na frente das estrelas que os hospedam. Esse é, diga-se de passagem, o truque favorito do telescópio espacial Kepler, da Nasa.

Quando os planetas que precisam ser identificados estão ainda mais longe – outra galáxia é longe o suficiente – aí nem sombra resolve o problema. É preciso usar outro truque: lentes gravitacionais.

Lentes gravitacionais são um dos muitos presentes de Einstein para a astronomia. Todo corpo curva o tecido do espaço-tempo ao seu redor. Quando um raio de luz emitido por uma fonte distante, a caminho de nossos olhos, passa perto de um corpo particularmente grande no caminho, esse corpo distorce o raio. Com base na distorção, é possível calcular com alguma precisão a massa do obstáculo – e prever algumas de suas características.

Os pesquisadores de Oklahoma usaram justamente esse truque: analisaram a forma como a galáxia que estavam estudando altera a luz emitida por três quasares, ainda mais distantes. Com base nessas alterações, calcularam que havia cerca 2 mil planetas por ali. A essa distância, sempre há algum grau de especulação envolvido. Mas ninguém na física teórica duvida da existência de planetas em outras galáxias, então a observação, apesar de marcante, só confirma um fato natural.

“Nós ficamos muito animados com esta descoberta. Essa é a primeira vez que são descobertos planetas de fora da nossa galáxia”, afirmou em comunicado o chinês Xinyu Dai, um dos autores do estudo. “Pequenos planetas são os melhores candidatos para as assinaturas que encontramos no estudo usando as lentes gravitacionais.”

Toda complexidade da galáxia elíptica NGC 474

O que está acontecendo com a galáxia NGC 474? As múltiplas camadas de emissão aparecem estranhamente complexas e inesperadas já que em imagens menos profundas essa galáxia elíptica quase não apresenta feição alguma visível. A causa das conchas não é conhecida, mas possivelmente caudas de maré relacionadas com detritos resultantes da absorção de numerosas galáxias pequenas nos últimos bilhões de anos. Outra hipótese é que as conchas podem ser como ondas num lago, onde a colisão que está acontecendo com a galáxia espiral vista logo acima está causando ondas de densidade que passam através da galáxia gigante. Independente de qual seja a causa das conchas, a imagem acima aumenta o consenso de que no mínimo algumas galáxias elípticas se formaram num passado recente, e que os halos externos da maior parte das grandes galáxias não são realmente suaves mas sim possuem complexidades induzidas por frequentes interações, e acreções com galáxias menores. O halo da nossa própria galáxia, a Via Láctea, é um exemplo de uma complexidade inesperada. A NGC 474 se espalha por cerca de 250 mil anos-luz e está localizada a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância da Terra, na constelação de Pisces.
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