5 de agosto de 2019

Por que o espaço é tão frio se o sol está tão quente?


Não importa o calor emitido pelo Sol: o espaço no nosso Sistema Solar será sempre basatnte frio. Mas por quê? Da mesma forma que acontece como o cheiro do espaço e de outros planetas, a temperatura também depende muito da presença de matéria. Por exemplo, nas regiões do espaço sideral onde há maior concentração de gases em formas de nuvens perto de estrelas, a temperatura pode ser elevada. Mas em nosso Sistema Solar, onde o espaço é quase que inteiramente vácuo, com pouca presença gases e moléculas, o frio pode chegar a -270 Cº — próximo ao zero absoluto.

Tomemos como exemplo nosso lar. Para que o Sol aqueça o planeta Terra com um clima moderado, ideal para a existência das formas de vida que aqui se desenvolveram, o calor viaja pelo espaço na forma de radiação. Este é o processo de transferência de calor mais importante, e ocorre através de ondas eletromagnéticas. Mais especificamente, a onda infravermelha migra dos objetos mais quentes para os mais frios, agita as moléculas dos lugares onde chega, e os aquece.

Ou seja, quando a radiação infravermelha atinge nossa atmosfera — camada de gases que envolve nosso planeta — ela aquece o ar. Quando atinge os objetos e a superfície, as coisas começam a esquentar, literalmente. Mas quanto maior a altitude dentro da nossa atmosfera, menor a temperatura, porque é onde o ar está mais rarefeito.

A mesma lógica pode ser aplicada para entender o frio do espaço. Logo acima da nossa atmosfera, o ar é ainda mais rarefeito, sem a quantidade nececessária de gases e moléculas próximas entre si para transferir o calor por condução. Nem mesmo os ventos solares são capazes de aquecer essa região, pois possuem uma taxa de colisão muito abaixo do necessário para essa tarefa. Também é impossível que no espaço aconteça a transferência de calor por convecção — que ocorre quando os objetos estão sob alguma gravidade.

Tudo isso significa ainda que os planetas mais próximos do Sol — como Mercúrio, que tem temperatura média de 169,35 °C — recebem bastante radiação e o resultado é um calor impraticável para sustentar a Vida. Da mesma forma, as sondas espaciais que viajam na direção do Sol precisam de revestimento especial para resistir às ondas projetadas.
Fonte: Popsci.com

Asteroide com mais de 500 metros de diâmetro passará perto da Terra no dia 10


Órbita do 2006 QQ23/ Imagem: NASA

Depois de ter um asteroide chamado 2019 OK, com 100 metros de diâmetro, ter passado por aqui quase que inesperadamente há algumas semanas, seremos agraciados com outro corpo celeste nos "visitando", só que bem maior do que o anterior. Segundo a NASA, um objeto que tem tamanho equivalente ao icônico prédio Empire Stade Building (381 metros), localizado em Nova Iorque, passará a aproximadamente 7,48 milhões de quilômetros da Terra no dia 10 de agosto. Especialistas, no entanto, garantem que não há perigo algum.

O NEO (near-Earth object, ou objeto próximo à Terra, em tradução livre) chamado 2006 QQ23 está em órbita no Sistema Solar desde pelo menos 1901 e a NASA mapeou sua movimentação até fevereiro de 2200, então não há motivo para alarde (por enquanto). Ele "esteve" por aqui em janeiro de 2017 e, depois, rumou em direção a Vênus, passando pelo nosso inóspito irmão em novembro do mesmo ano.

Com pouco mais de 560 metros de diâmetro, o 2006 QQ23 vai passar pela Terra a uma velocidade de 16.737 km/h. E, caso ele atingisse o planeta, poderia causar sérios danos. Para efeito de comparação, o 2019 OK tinha velocidade de 70 mil km/h e, mesmo substancialmente menor, poderia devastar uma cidade grande se houvesse impacto. “Esta é uma das aproximações mais próximas da Terra por um asteróide que conhecemos. E é muito grande”, disse Michael Brown, professor associado da escola de física e astronomia da Universidade Monash, em entrevista ao The New York Post.

Embora uma pesquisa recente tenha mostrado que os americanos preferem um programa espacial que se concentre em potenciais impactos de asteroides em relação ao envio de humanos de volta à Lua ou a Marte, a NASA tem se preparado para a defesa planetária de ataques destes corpos há anos.

Em 2016, a agência formalizou um programa para detectar e rastrear NEOs e colocá-los dentro de sua Diretoria de Missão Científica. Em junho passado, a NASA também divulgou um plano de 20 páginas que detalhava as etapas que os EUA deveriam seguir para se preparar melhor para os NEOs, como asteroides e cometas.

De acordo com Lindley Johnson, oficial de defesa planetária da agência espacial, os Estados Unidos "já possuem capacidades científicas, técnicas e operacionais significativas" para detectar os NEOs, mas implementar o novo plano "aumentaria muito a prontidão do país e trabalhar com parceiros internacionais seria mais eficaz para evitar que algum asteroide nos atingisse".

Além de melhorar a detecção, rastreamento, caracterizarização de capacidades e previsão de modelagem de NEOs, o plano visa também desenvolver tecnologias para desviar estes corpos, aumentar a cooperação internacional e estabelecer novos procedimentos de emergência e protocolos para ação anti-impacto.

SpaceX na jogada

A NASA concedeu fechou, em abril, um contrato de US$ 69 milhões (R$ 271,17 milhões) com a SpaceX, empresa de exploração espacial liderada por Elon Musk, para ajudá-la com o repelimento de asteroides por meio da missão Double Asteroid Redirection Test (DART).

Separadamente, também em abril, o administrador da NASA, Jim Bridenstine, disse que um ataque de asteroide não é algo devamos ver com tanta calma e que, talvez, seja a maior ameaça ao planeta Terra. "Temos que ter certeza de que as pessoas entendam que isso não é sobre Hollywood, não é sobre filmes", disse Bridenstine na Conferência de Defesa Planetária de 2019 da Academia Internacional de Astronáutica em College Park, em Maryland, de acordo com a Space.com. 
Fonte: Canaltech

Novo exoplaneta é o mais pequeno a ser medido com precisão


Impressão de artista do telescópio espacial Kepler da NASA, que obteve dados que os cientistas usaram para descobrir um novo pequeno exoplaneta numa estranha configuração. Crédito: NASA

Os terráqueos há muito que sonham com planetas distantes, mas só recentemente os cientistas conseguiram identificar milhares de novos exoplanetas - e aprender cada vez mais sobre o seu aspeto. 

O mais recente: um novo exoplaneta descoberto pelo telescópio espacial Kepler da NASA na direção da constelação de Caranguejo. Graças a um momento oportuno e ao estranho padrão orbital do planeta, os cientistas da Universidade de Chicago conseguiram calcular a sua massa com mais precisão do que qualquer outro planeta tão pequeno até hoje.

"Foi totalmente inesperado - a princípio pensámos que havia algo errado com os dados, mas quando olhámos com cuidado, ficou superclaro," disse o estudante Aaron Hamann, primeiro autor do artigo. "Existem dois planetas a orbitar esta estrela, e estão a agir fortemente um sob o outro, o que nos permite calcular as suas massas com uma precisão recorde."

Lançada em março de 2009, a missão Kepler foi construída especificamente para procurar exoplanetas - planetas que orbitam estrelas em sistemas distantes, alguns dos quais podem abrigar vida. Os cientistas vasculham os seus dados, procurando anomalias em torno de estrelas distantes que possam indicar planetas. 

Esta foi a missão de um grupo de cientistas da Universidade de Chicago que trabalha o professor Daniel Fabrycky, um caçador de exoplanetas estranhos - entre outros, ele pesou planetas em sistemas complexos contendo cinco a sete planetas e determinou as interações gravitacionais de quatro planetas trancados numa órbita mais íntima do que em qualquer outro sistema.

Os planetas distantes são demasiado pequenos para serem vistos com telescópios, de modo que o método principal que os caçadores de exoplanetas usam para os encontrar é notando uma pequena diminuição na luz de uma estrela à medida que um planeta passa à sua frente. 

Quando o Kepler olhou pela primeira vez para a estrela fria de nome K2-146, localizada a cerca de 258 anos-luz de distância, os cientistas viram um planeta que fazia um padrão de escurecimento irregular. Mas, analisando os dados da segunda e terceira passagens do Kepler, anos depois, a equipa confirmou que a irregularidade era provocada por um segundo planeta.

Este segundo exoplaneta, mais pequeno, puxa a órbita do primeiro planeta. À medida que os dois exoplanetas passam um pelo outro, aceleram um pouco: "Um mini-efeito de fisga," salientou Hamann. (Há um paralelo no nosso próprio Sistema Solar. Neptuno foi descoberto da mesma maneira, disse Fabrycky: os cientistas notaram que Úrano orbitava de forma estranha e inferiram que um novo planeta era o responsável - levando à descoberta direta de Neptuno.)

Mas os planetas de K2-146 são extremos entre os exoplanetas conhecidos, disseram os cientistas. Ambos os planetas completam uma órbita em torno da estrela em questão de dias: 3,99 dias para o maior, 2,66 para o mais pequeno, em média. "Como têm períodos orbitais curtos e os efeitos gravitacionais são fortes, a órbita muda drasticamente à medida que a observamos," explicou Fabrycky.

"Para se ter uma ideia, o nosso ano tem sempre 365 dias, mas estes planetas terão anos significativamente mais curtos ou mais longos," explicou Hamann. "Seria como se o seu aniversário chegasse por vezes um mês antes ou depois da data correta."

Eles não tinham visto o segundo planeta claramente na primeira passagem, dado que não estava em frente da estrela no momento certo, mas na segunda e na terceira passagem, a dança dos dois planetas fê-los mudar de tal modo que ambos ficaram claramente visíveis.

A professora assistente Leslie Rogers, especialista em descodificar a composição dos exoplanetas, ajudou-os a supor que os planetas podem ter um núcleo rochoso com uma atmosfera substancial de gás, suficientemente espessa para bloquear a luz solar. Normalmente, planetas tão próximos das suas estrelas teriam a sua atmosfera removida por fotões. (Nenhum dos planetas é habitável, disseram os cientistas: as temperaturas provavelmente rondam os 300º C).

Ajudando ainda mais à boa sorte dos cientistas, o Kepler estava a olhar para o sistema em pontos-chave durante os trânsitos. "Nós apanhámo-lo no momento perfeito, para que pudéssemos medi-lo com uma precisão de 3%, mesmo tendo-o observado por um período relativamente curto de tempo," disse Hamann.

"Nós precisamos da massa de um planeta para compreender a sua gravidade, de modo que com um valor muito preciso da massa ajuda-nos a interpretar como deverá ser a atmosfera," disse o coautor Benjamin Montet, também da Universidade de Chicago.

Os cientistas disseram que a descoberta tem implicações sobre como direcionar buscas por futuros exoplanetas, como a missão TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, atualmente em órbita.

"Esta é uma boa lembrança de que, especialmente no decorrer da missão do TESS, voltarmos ao sistema dois anos depois, podemos aprender bastante," comentou Fabrycky. "Existem muitos outros planetas escondidos desta maneira."
Fonte: Ccvalg.pt

TESS da NASA marca "HAT TRICK" Com 3 novos mundos


Este gráfico ilustra as principais características do sistema TOI 270, localizado a cerca de 73 anos-luz de distância na direção da constelação do hemisfério sul de Pintor. Os três planetas conhecidos foram descobertos pelo TESS da NASA através das quedas periódicas na luz estelar provocadas por cada mundo em órbita. As inserções mostram informações sobre os planetas, incluindo os seus tamanhos relativos e como se comparam com a Terra. As temperaturas mostradas para os planetas do sistema TOI 270 são temperaturas de equilíbrio, calculadas sem os efeitos de aquecimento de quaisquer possíveis atmosferas.Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA/Scott Wiessinger

O mais recente caçador de planetas da NASA, TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite), descobriu três novos mundos - um ligeiramente maior que a Terra e dois de um tipo não encontrado no nosso Sistema Solar - em órbita de uma estrela próxima. Os planetas encaixam numa lacuna observada na classificação exoplanetária dos tamanhos conhecidos e prometem estar entre os alvos mais curiosos para estudos futuros. 

TOI (TESS Object of Interest) 270 é uma estrela fraca e fria, mais comummente identificada pelo seu nome de catálogo: UCAC4 191-004642. A anã do tipo M é aproximadamente 40% mais pequena do que o Sol em tamanho e massa e tem uma temperatura de superfície cerca de um-terço inferior à do Sol. O sistema planetário está a cerca de 73 anos-luz de distância na direção da constelação de Pintor.

"Este sistema é exatamente aquilo que o TESS pretende encontrar - planetas pequenos e temperados que passam ou transitam em frente a uma estrela hospedeira inativa, sem atividade estelar excessiva como proeminências," comenta o investigador Maximilian Günther do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Cambridge, EUA. "Esta estrela é calma e está muito perto de nós e é, portanto, muito mais brilhante do que as estrelas hospedeiras de sistemas comparáveis. Com observações de acompanhamento, em breve poderemos determinar a composição destes mundos, estabelecer a presença de atmosferas, que gases contêm e muito mais."

O artigo que descreve o sistema foi publicado na revista Nature Astronomy e está disponível online.

O planeta mais interior, TOI 270 b, é provavelmente um mundo rochoso aproximadamente 25% maior do que a Terra. Orbita a estrela a cada 3,4 dias a uma distância cerca de 13 vezes mais pequena que a distância que separa Mercúrio do Sol. Com base em estudos estatísticos de exoplanetas conhecidos de tamanho similar, a equipa científica estima que TOI 270 b tenha uma massa cerca de 1,9 vezes maior que a da Terra.

Compare e contraste os mundos do sistema de TOI 270 com estas ilustrações de cada planeta. As temperaturas mostradas para os planetas do sistema TOI 270 são temperaturas de equilíbrio, calculadas sem os efeitos de aquecimento de quaisquer possíveis atmosferas.Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA

Devido à sua proximidade com a estrela, o planeta b é um mundo escaldante. A sua temperatura de equilíbrio - isto é, a temperatura baseada apenas na energia que recebe da estrela, que ignora os efeitos adicionais de aquecimento de uma possível atmosfera - ronda os 254º C.

Os outros dois planetas, TOI 270 c e d têm, respetivamente, 2,4 e 2,1 vezes o tamanho da Terra e orbitam a estrela a cada 5,7 e 11,4 dias. Embora com apenas cerca de metade do seu tamanho, ambos podem ser semelhantes ao planeta Neptuno do nosso Sistema Solar, com composições dominadas por gases em vez de rocha, e provavelmente têm aproximadamente 5 e 7 vezes a massa da Terra, respetivamente.

É provável que todos os planetas tenham bloqueio de marés em relação à estrela, o que significa que giram uma vez no seu próprio eixo a cada órbita e mantêm o mesmo lado voltado para a estrela a todos os momentos, tal como a Lua o faz em órbita da Terra.

O sistema de TOI 270 é tão compacto que as órbitas de Júpiter e das suas luas, no nosso próprio Sistema Solar, fornecem a comparação mais razoável, como ilustrado na imagem. Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA

Os planetas c e d podem ser melhor descritos como mini-Neptunos, um tipo de planeta não existente no nosso próprio Sistema Solar. Os investigadores esperam que uma maior exploração de TOI 270 possa ajudar a explicar como dois destes dois mini-Neptunos se formaram ao lado de um mundo quase do tamanho da Terra.

"Um aspeto interessante deste sistema é que os seus planetas caem numa lacuna bem estabelecida na classificação planetária em termos de tamanho," diz o coautor Fran Pozuelos, investigador pós-doutorado da Universidade de Liège, Bélgica. "É invulgar que os planetas tenham tamanhos entre 1,5 e duas vezes o da Terra por razões provavelmente relacionadas com o modo como os planetas se formam, mas este ainda é um tópico altamente controverso. TOI 270 é um excelente laboratório para estudar as margens dessa lacuna e ajudar-nos-á a entender melhor como os sistemas planetários se formam e evoluem."

A equipa de Günther está particularmente interessada no planeta mais exterior, TOI 270 d. A equipa estima que a temperatura de equilíbrio do planeta ronde os 66º C. Isso torna-o o mundo mais temperado do sistema - e, como tal, uma raridade entre os planetas de trânsito conhecidos.

"TOI 270 está perfeitamente situada no céu para estudar as atmosferas dos seus planetas exteriores com o futuro Telescópio Espacial James Webb da NASA," disse Adina Feinstein, aluna de doutoramento da Universidade de Chicago. "Será observável pelo Webb durante mais de meio ano, o que poderá permitir estudos de comparação realmente interessantes entre as atmosferas de TOI 270 c e d."

 A equipe espera que mais pesquisas revelem planetas adicionais além dos três agora conhecidos. Se o planeta d tiver um núcleo rochoso coberto por uma atmosfera espessa, a sua superfície será demasiado quente para a presença de água líquida, considerada um requisito fundamental para um mundo potencialmente habitável. Mas os estudos posteriores poderão descobrir planetas rochosos adicionais a distâncias ligeiramente maiores da estrela, onde temperaturas mais baixas podem permitir que a água líquida se acumule nas suas superfícies.
Fonte: Astronomia OnLine

O que há de tão especial na nossa lua?


Existem muitas luas no sistema solar. E embora a Lua da Terra não seja a maior ou a mais ativa, ainda tem uma história interessante.
Este verão é realmente o verão da lua. Ao nos aproximarmos do 50º aniversário do desembarque da Apollo 11 , muitas pessoas estão pensando em nosso relacionamento passado e futuro com nosso parceiro celestial. É o único objeto no espaço cuja superfície pode ser vista a olho nu (sem ficar cego ... desculpe Sun), mas apenas duas dúzias de pessoas já estiveram lá. Quando olhamos para nossa primeira visita há cinco décadas, vale a pena pensar um pouco sobre como o vizinho mais próximo da Terra é único.

Existem muitas luas no sistema solar, portanto, nesse sentido, a Lua não é única. Alguns planetas, como Júpiter e Saturno , têm dúzias e dúzias de luas que aparecem em quase todas as formas e tamanhos. De fato, todo planeta que tem uma lua de algum tipo tem mais de um ... exceto a Terra!

A Lua da Terra não é a maior - nem de longe. O maior planeta também possui a maior lua , com Ganimedes de Júpiter chegando a mais de 5.200 quilômetros de diâmetro. Isso é um total ~ 67% maior do que Mercúrio , o menor planeta. A Lua está no número 5 da lista das maiores luas, entre Io e Europa (mais duas luas de Júpiter). Com 3.400 quilômetros de diâmetro, a Lua ainda é maior que Mercúrio.

Para os planetas terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), nossa Lua está sozinha. Claro, Marte tem duas luas, mas Fobos e Deimos são batatas espaciais glorificadas, asteróides capturados que voam pelo planeta. Nossa Lua é esférica e nos circula a relativamente 27 dias por órbita. É também o único objeto astronômico diferente do Sol que influencia processos na Terra (pense: marés … mas não terremotos ou erupções vulcânicas ).

Até o nascimento da nossa Lua o diferencia. A grande maioria dos pequenos pedaços de rocha e gelo que orbitam outros planetas provavelmente foram formados com o planeta ou capturados pelo poço gravitacional do planeta. Não é a nossa lua. Foi nascido de um cataclismo envolvendo a Terra primitiva. Uma colisão maciça com um objeto do tamanho de Marte descartou material que se aglutinou no atual sistema Terra-Lua.

Falando nisso, agora que Plutão é exilado para a terra dos planetas anões, o sistema Terra-Lua é o mais próximo que temos de um planeta gêmeo em nosso sistema solar. O diâmetro da Lua (~ 3.400 quilômetros) é ~ 25% do diâmetro da Terra (~ 12.700 quilômetros) - uma proporção notavelmente grande. Ganimedes tem apenas 6% do tamanho de Júpiter.

A história da formação da Lua também pode ser vista comparando as diferentes densidades da Terra e seu parceiro . Moer a Terra e medir a densidade do material e você recebe ~ 5,5 gramas por centímetro cúbico. Faça o mesmo com a Lua e é apenas ~ 3,3 gramas por centímetro cúbico ... o que é realmente muito próximo da densidade das camadas superiores da Terra. Isso provavelmente significa que a Lua era composta das partes externas da proto Terra (crosta e manto) após a colisão e não das entranhas metálicas pesadas.

Alguma desta história turbulenta é visível na superfície da Lua também. Ao contrário das outras grandes luas como Ganimedes, Titã, Europa, Calisto e Tritão, nossa Lua não tem nenhuma atmosfera real e não está coberta de gelo. Claro, é muito mais perto do Sol, então talvez tenha perdido muito do seu gelo ( há alguns ), mas é um local muito mais desolado comparado às luas geladas do sistema solar.

Dito isto, há algumas vantagens definitivas em retornar ao nosso companheiro planetário. A Lua fica a apenas 348.000 quilômetros da Terra (em média), mas só estivemos lá seis vezes. Se precisarmos de um trampolim para chegar ao resto do sistema solar, é provável que seja necessário voltar para a Lua e ficar confortável vivendo em nossa rua celestial, por assim dizer. Há muita coisa que não sabemos sobre a Lua e sua história, então vamos usar este aniversário para voltar à mentalidade de viagem e descoberta através do sistema solar.

[Correção 18/06/19: Uma versão anterior deste artigo declarava incorretamente o diâmetro da Terra e a razão entre seu diâmetro e o da Lua. Nós lamentamos o erro. Aparentemente não me lembro de converter milhas em quilômetros antes de fazer minha matemática.
Fonte: .Astronomy.com

Um dos dois exoplanetas recém-descobertos mostra potencial como um mundo habitável


Ilustração que descreve uma interpretação do exoplaneta GJ 357d. Crédito da imagem: Chris Smith / Goddard Space Flight Center da NASA.

Um planeta super-devastado que orbita em torno de uma estrela sombria próxima ajudou a revelar a presença de dois planetas inéditos - um dos quais poderia hospedar água líquida e assim ser amigo da vida, dizem os astrônomos.

O devastador planeta GJ 357 b, escolhido pelo Transiting Exoplanet Survey Satellite da NASA, fica a cerca de 31 anos-luz de distância, na constelação de Hydra. É apenas 22% maior que a Terra e circunda sua estrela a cada 3,9 dias - traçando uma órbita que é 11 vezes mais próxima de sua estrela do que a de Mercúrio é para o nosso sol.

Isso significa que, apesar de sua estrela M-anã ser aproximadamente 40% mais fria do que o nosso sol, o planeta está provavelmente muito quente - provavelmente mais ou menos 490 graus Fahrenheit - mesmo sem os efeitos isolantes de uma atmosfera.

Esse mundo inabitável foi o único em torno desta estrela manchado por TESS, que escaneia os céus à procura de mergulhos na luz de uma estrela que pode indicar que um planeta está passando ou em trânsito, na frente dele.

Os astrônomos usaram informações dos telescópios terrestres para confirmar a existência do GJ 357 b. No processo, eles notaram que um par adicional de planetas também estava circulando a mesma estrela.

Estes dois planetas, GJ 357 c e d, foram encontrados usando o método da velocidade radial : observando a leve oscilação nos movimentos da estrela causada pelos pequenos rebocadores gravitacionais de seus planetas .

Este diagrama mostra o layout do sistema GJ 357. O planeta d orbita dentro da chamada zona habitável da estrela, a região orbital onde a água líquida pode existir na superfície de um planeta rochoso. Se tiver uma atmosfera densa, que tomará estudos futuros para determinar, o GJ 357 d poderia estar quente o suficiente para permitir a presença de água líquida. Créditos: Goddard Space Flight Center da NASA / Chris Smith

O GJ 357 c pesa cerca de 3,4 vezes a massa da Terra, se não mais, e orbita a estrela a cada 9,1 dias a uma distância mais do que o dobro da GJ 357 b. Essa proximidade mantém a temperatura em torno de 260 graus Fahrenheit - não tão queimada quanto o planeta b, mas ainda bastante tostada.

É o terceiro planeta, GJ 357 d, que na verdade tem algum potencial como um mundo habitável.

Ele pesa pelo menos 6,1 massas terrestres e circunda a estrela a uma distância muito maior, completando uma órbita em 55,7 dias. Mesmo que isso seja apenas um quinto da distância da Terra ao nosso sol, a estrela fraca de GJ 357 d deixa a superfície muito fria. Sem uma atmosfera, o termômetro na superfície pairaria em torno de 64 graus Fahrenheit abaixo de zero, ou seja, sem água líquida na superfície.

No entanto, se o GJ 357 d acaba por ter uma atmosfera, isso poderia ser um divisor de águas, de acordo com um relatório que será publicado na revista Astronomy & Astrophysics .

Uma atmosfera densa com a composição certa poderia reter algum calor e permitir que a água permaneça líquida na superfície do planeta. Isso é semelhante ao que os cientistas acham que aconteceu em Marte, que hoje é frio e seco, mas pode ter tido uma atmosfera espessa que permitiu que a água líquida deixasse marcas em toda a sua face avermelhada.

O truque, segundo os cientistas, seria tentar ter um vislumbre de GJ 357 d, se puder ser visto em trânsito em sua estrela do nosso ponto de vista.

"Se pudermos detectar um trânsito de GJ 357d, ele se tornará o planeta mais transitável e potencialmente habitável da vizinhança solar", escreveram os autores do estudo. "Mesmo que o GJ 357d não transite, o brilho de sua estrela torna este planeta na Zona Habitável de uma estrela próxima de M um alvo primordial para observações com telescópios extremamente grandes, bem como futuras missões espaciais."
Fonte: Phys.org

Cientistas descobrem um novo tipo de estrela pulsante

Os cientistas podem dizer muito sobre uma estrela, a partir da luz que elas emitem. A cor, por exemplo, revela a sua temperatura superficial e os elementos presentes na estrela. O brilho está correlacionado com a massa, e para muitas estrelas, o brilho varia. Uma equipe de pesquisadores liderada por Thomas Kupfer da UC Santa Barbara descobriu recentemente uma nova classe dessas estrelas pulsantes cujo brilho varia a cada cinco minutos.

“Muitas estrelas pulsam, até mesmo o nosso Sol, em uma escala bem menor”, disse Kupfer. Uma estrela que pulsa de verdade, pode ter uma variação no seu brilho de até 10% devido à mudanças periódicas na sua temperatura, no seu raio, ou em ambas as propriedades. “Aquelas com uma maior mudança no brilho são normalmente pulsantes radiais, estrelas que parecem respirar mudando totalmente o seu tamanho”, explicou ele. Estudando a pulsação das estrelas em detalhe, os cientistas podem aprender sobre as propriedades no interior das estrelas.

Inicialmente, Kupfer e seus colegas no Caltech estavam pesquisando por estrelas binárias com períodos menores que uma hora, usando para isso o Zwicky Transient Facility, um programa de pesquisa do céu do Observatório Palomar perto de San Diego. Quatro exemplares, chamaram a atenção pelo fato de terem uma grande variação no brilho em questão de poucos minutos. Dados seguintes, rapidamente confirmaram que essas estrelas eram estrelas pulsantes e não estrelas binárias.

Continuando o trabalho, Kupfer identificou as estrelas como sendo uma subanã quente pulsante. Uma sub-anã é uma estrela que tem cerca de 1 décimo do diâmetro do Sol e tem uma massa entre 20 e 50% a massa do Sol. Elas são incrivelmente quentes, 90000 F, em comparação com o Sol, 10000 F. Essas estrelas certamente completaram toda a fusão de hidrogênio em seu núcleo, transformando em hélio, explicando por que elas são tão pequenas e oscilam tão rapidamente.

A descoberta foi uma surpresa. Os cientistas não tinham previamente previsto a existência dessas estrelas, mas as observações se ajustaram muito bem com os modelos de evolução estelar.

Pelo fato das estrelas terem pouca massa, a equipe acredita que elas iniciaram a sua vida como uma estrela parecida com o Sol, fundindo hidrogênio em hélio no seu núcleo. Depois de exaurir o hidrogênio no seu núcleo, as estrelas se expandiram se transformaram em gigantes vermelhas. Normalmente, uma estrela irá atingir seu maior raio e começar a fundir hélio nas profundezas de seu núcleo. Contudo, os cientistas acreditam que essas estrelas recém-descobertas tiveram seu material externo roubado por uma estrela companheira antes do hélio se tornar quente e denso para se fundir.

No passado, as estrelas do tipo sub-anãs quentes eram quase sempre relacionadas com estrelas que se tornavam gigantes vermelhas, começavam a fundir hélio em seu núcleo, e então eram arrebentadas por uma companheira. A nova descoberta indica que esse grupo inclui diferentes tipos de estrelas. Algumas fundem hélio e outras não.

A pulsação das estrelas permite que os cientistas possam pesquisar sobre a sua massa e o raio e comparar essas medidas com modelos estelares, algo que antes não era possível de ser feito. É possível entender as rápidas pulsações ajustando essas observações aos modelos teóricos com núcleos de pouca massa feitos de hélio relativamente frio.

As pesquisas do céu como a Zwicky Transient Facility estão transformando a astronomia. Esse resultado é um exemplo perfeito disso. Ao observar estrelas distantes pulsando em poucos minutos, os astrônomos estão tendo ideias inesperadas sobre a evolução estelar.  Kupfer acredita que tem mais por vir. Ele espera que essa pesquisa do céu possa trazer muitas descobertas inesperadas no futuro.
Fonte: Phys.org
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