17 de abril de 2018

Céu de arco-íris

Esta imagem do Observatório do Paranal do ESO mostra o céu noturno por cima de parte do Very Large Telescope do ESO (VLT), o mais famoso residente deste observatório. O telescópio central é um dos quatro Telescópios Principais do VLT, que além destes 4 telescópios, é ainda composto por 4 telescópios adicionais móveis, os Telescópios Auxiliares.

No entanto, por mais impressionante que seja o VLT, o céu por cima do telescópio fechado ainda é mais extraordinário — especialmente devido ao plano colorido da nossa galáxia, a Via Láctea, que arqueia ao longo da imagem, dando origem a um arco-íris celeste.

Parte do céu parece verde devido a um fenômeno chamado luminescência atmosférica. As duas manchas correspondentes às Nuvens de Magalhães podem ser vistas à esquerda do telescópio central. A famosa constelação de Orion é visível à direita do centro e as suas estrelas brilhantes podem ser usadas para encontrar outras estrelas que compõem outras constelações e asterismos

Traçando uma linha imaginária pelo cinturão de Orion, encontramos a estrela vermelha Aldebaran, parte da constelação do Touro. Descendo por esta linha imaginária em direção ao horizonte temos o aglomerado estelar das Plêiades — importante em muitas culturas e civilizações. Por cima de Orion vemos as três estrelas brilhantes que formam o asterismo do Triângulo de Inverno: Sirius, Betelgeuse e Procyon.

Crédito: P. Horálek/ESO

Aproximando-se das origens do Universo

Essa intrigante imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA/ESA mostra um aglomerado de galáxias massivo, chamado de PSZ2 G138.61-10.84, localizado a aproximadamente 6 bilhões de anos-luz de distância da Terra. As galáxias não estão aleatoriamente distribuídas no espaço, mas elas estão arranjadas em grupos, aglomerados e super aglomerados. Os super aglomerados se espalham por centenas de milhões de anos-luz e podem conter bilhões de galáxias.

A própria Via Láctea, por exemplo, é parte do chamado Grupo Local, que por sua vez, faz parte do gigantesco Superaglomerado de Laniakea. E foi graças ao Hubble que nós tivemos a capacidade de estudarmos superaglomerados galácticos massivos como a Grande Parede Hercules-Corona Borealis, um gigantesco aglomerado de galáxias contendo bilhões de galáxias e se espalhando por 10 bilhões de anos-luz de diâmetro no espaço, isso faz dele a maior estrutura conhecida no universo.

Essa imagem foi feita pela Advanced Camera for Survey e pela Wide-field Camera 3 do Hubble, como parte do programa de observação chamado de RELICS (Reionization Lensing Cluster Survey). O RELICS imageou 41 aglomerados de galáxias massivo com o objetivo de encontrar as galáxias mais distantes mais brilhantes, que posteriormente serão estudadas pelo Telescópio Espacial James Webb.
Crédito: ESA/Hubble & NASA, RELICS
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Artigos Mais Lidos