13 de março de 2019

Probabilidade de vida aumenta quando estrelas passageiras espremem binários


Impressão de artista de vida num planeta em órbita de um sistema binário, visível como dois sóis no céu.Crédito: Mark Garlick

Os sistemas planetários podem, ao início, ser ambientes hostis. Os mundos jovens orbitam sóis em berçários estelares, aglomerados de estrelas onde os encontros violentos são comuns. Nada disto facilita a vida, mas agora astrónomos da Universidade de Sheffield encontraram um resultado positivo deste período tumultuoso. Um modelo desenvolvido pela estudante Bethany Wootton e por Richard Parker, da Sociedade Astronómica Real, examina como a zona habitável - a região em torno de uma estrela onde a temperatura permite a existência de água líquida - muda em torno de pares de estrelas, os chamados sistemas binários. 

Os dois cientistas descobriram que um encontro com uma terceira estrela passageira pode "apertar" o binário, expandindo a zona habitável no processo. Os seus resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.  A zona habitável é uma região do sistema onde a temperatura nem é demasiado quente nem demasiado fria, que se pensa ser essencial para o desenvolvimento da vida num planeta. Caso um planeta esteja fora desta zona, então a formação das moléculas complexas necessárias para a vida tem uma probabilidade mais baixa de ocorrer.

Pensa-se que cerca de um-terço dos sistemas estelares na nossa Galáxia sejam compostos por duas ou mais estrelas, e essa fração é muito mais alta para estrelas jovens. Se essas estrelas estiverem a uma distância relativamente grande, o tamanho da zona habitável em torno de cada estrela é liderado pela radiação da estrela individual. Se as duas estrelas estiverem mais perto uma da outra, o tamanho da zona habitável aumenta porque cada estrela sente o calor adicional da outra e isto melhora a probabilidade de um planeta estar localizado no lugar certo para o desenvolvimento da vida.

Wootton e Parker analisaram como isto muda nos berçários estelares. Usaram simulações de computador para modelar as interações entre estrelas jovens nestes enxames, calculando como estes encontros afetaram os pares binários. Num típico berçário estelar com 350 binários, os dois investigadores descobriram que 20 teriam as suas distâncias "espremidas", tornando a zona habitável maior. Em alguns casos, as zonas habitáveis de estrelas separadas por grandes distâncias até se sobrepunham, aumentando ainda mais a perspetiva de quaisquer planetas em órbita de uma ou ambas as estrelas estarem no lugar certo para o desenvolvimento da vida. 

Wootton comenta: "A busca por vida noutras partes do Universo é uma das questões mais fundamentais da ciência moderna, e precisamos de todas as evidências que pudermos encontrar para alcançar a resposta.  O nosso modelo sugere que existem mais sistemas binários nos quais os planetas se encontram nas zonas habitáveis do que pensávamos, melhorando as perspetivas de vida. De modo que aqueles mundos adorados por escritores de ficção científica - onde dois sóis brilham nos céus - parecem agora muito prováveis."

Os próximos passos desta investigação passam por usar mais modelos de computador a fim de entender se os processos negativos que uma estrela jovem sofre são superados pelos positivos. Parker e a sua equipa estão atualmente a explorar se o aquecimento interno dentro da Terra ocorre porque o nosso jovem Sol nasceu perto de uma explosão de supernova de uma estrela massiva; esta explosão seria catastrófica para a vida na Terra de hoje, mas pode ter fornecido as condições necessárias para que a vida se tenha desenvolvido no nosso planeta. 
Fonte: Astronomia OnLine

A esplêndida galáxia espiral de Andrômeda

Caracterizado acima é talvez a jóia da coroa do espaço extragaláctica , a esplêndida galáxia de Andrômeda ou M31 , a, grande mais próxima galáxia espiral a nossa própria Via Láctea . Apesar de sua grande distância ( 2,5 milhões de anos-luz de distância de nós), ela pode ser vista a olho nu por causa de seu brilho intenso e tamanho enorme. M31 tem uma magnitude de 3,4 e um diâmetro de aproximadamente 1,5 vezes o da Via Láctea. Procurá-lo longe das luzes da cidade em noites claras e sem lua usando a visão evitada . Note que a galáxia satélite M110está no centro inferior direito e M32 está no centro esquerdo, logo acima do núcleo do M31. Imagens adquiridas no New Forest Observatory, na Inglaterra, e processadas por Noel Carboni .
Fonte: Epod.usra.edu

Qual planeta do sistema solar é o mais inóspito e por quanto tempo sobreviveríamos em cada um deles


Explorar outros planetas e até viver em outro mundo são sonhos perseguidos pela humanidade, mas que, por enquanto, fazem parte apenas da ficção científica. Enquanto este desejo ainda está longe de ser realizado, astrofísico Neil deGrasse Tyson tratou de explicar porque a vida humana em outros planetas seria completamente impossível. Confira abaixo quando tempo sobreviveríamos em outros mundos, longe de nossa querida Terra:

Mercúrio
O planeta mais próximo do Sol é quente demais para nós em sua face voltada para o astro. O lado oposto, no entanto, não é tão ruim assim, porém, é impossível respirar no planeta. Desta maneira, o tempo de vida de um humano por ali seria de dois minutos.

Vênus
O planeta que recebeu o nome da deusa do amor e da beleza não oferece nenhum ambiente afável ou bonito para nós. Com temperatura aproximada de 500°C, é impossível pensar em vida como a nossa por ali.

Marte
Certamente é o primeiro planeta que vem à mente quando pensamos em uma “colonização” espacial. Apesar de frio, a temperatura não seria um problema tão grave já que sua atmosfera não é espessa como a da Terra. Contudo, ali é impossível respirar e, desta maneira, a sobrevida seria de, aproximadamente, 2 minutos.

Júpiter
A vida humana duraria menos de um segundo por conta da diferença de pressão. Este gigante gasoso é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro como em massa e é o quinto mais próximo do Sol. Caso alguém conseguisse descer por ali, ficaria preso em um tornado de gases e pedras.

Saturno
As condições extremamente hostis à vida humana que ocorrem em Júpiter podem ser aplicada a Saturno. O planeta gasoso possui uma grande diferença de pressão e nós duraríamos menos de 1 segundo.

Urano e Netuno
A vida humana seria impossível nestes dois planetas por conta das degradantes temperaturas. Urano possui a mais fria atmosfera planetária no Sistema Solar, com temperatura mínima–224 °C. Já Netuno, planeta mais afastado do Sol desde o “rebaixamento” de Plutão a planeta-anão, tem temperatura superficial média é de -218 °C.
Fonte: Business Insider

O que é uma lua de sangue?

O eclipse total da Lua de 15 de Abril de 2014, já acabou, mas o que não acaba é a polêmica. Muita gente ainda falando de Lua Sangrenta para todo lado. Vamos entender agora, de onde vem esse termo, descobrir que a sua origem é religiosa, e de uma vez por toda parar de chamar a Lua do eclipse de Lua Sangrenta. Para começarmos a nossa explicação, temos que entender um termo que faz parte desse eclipse. 

O que seria uma Tétrade Lunar? Tanto os astrônomos como os mais místicos estão falando sobre a famosa Tétrade Lunar de 2014-2015. A definição da Tétrade Lunar é a seguinte: a ocorrência de 4 eclipses totais da Lua de forma sucessiva, sem nenhum eclipse parcial entre eles e que todos eles sejam separados por seis meses lunares, ou seja, seis Luas Cheias.

Eu não sou especialista em profecias e muito menos em astronomia, sou um curioso e um estudioso da astronomia. Porém, para falar sobre a Lua Sangrenta teremos que entrar um pouco na área da profecia. Do que foi estudado, dois pastores cristãos, Mark Blitz e John Hagee, usaram o termo Blood Moons para aplicar às Luas Cheias da Tétrade Lunar de 2014-2015. John Hagee popularizou o termo, em seu livro de 2013, chamado: Four Blood Moons: Something is About to Change.

Mark Blitz e John Hagee falaram de uma Tétrade Lunar como sendo a representação de uma profecia bíblica. Depois de tudo, a Lua supostamente assumirá uma coloração vermelha sangue, antes do fim dos tempos. Como está descrito em Joel 2:31:
O Sol se tornará escuro, e a Lua sangrenta antes do grande e terrível dia que o Senhor virá.

Essa descrição, apresenta algo inusitado, a ocorrência tanto de um eclipse total do Sol, com ele ficando escuro, ou seja, com a Lua passando diretamente em frente ao seu disco, e um eclipse da Lua com ela entrando totalmente na sombra do nosso planeta. Existe um total de 8 Tétrades Lunares no século 21 (2001 – 2100). Mas os defensores da profecia bíblica falam que essa tétrade é especial pois ela coincide com dois importantes feriados judaicos: a Páscoa e o Tabernáculo.

Os eclipses de Abril de 2014 e de Abril de 2015 se alinham com a Páscoa. Os eclipses de Outubro de 2014 e de Setembro de 2015 se alinham com o Tabernáculo. O calendário Judeu, é um calendário lunar. Em qualquer ano, é inevitável que uma Lua Cheia caia perto da Páscoa (15 Nissan), e do Tabernáculo (15 Tishri). Nissan e Tishri, são o primeiro e o sétimo meses do calendário Judeu.  O que é irônico na atual Tétrade é que três dos quatro eclipses não serão visíveis de Israel. O único eclipse que pode ser visto de Israel, é a parte final do eclipse de 28 de Setembro de 2015, que pode ser observado rapidamente antes do Sol nascer.

Mas uma pergunta pode estar batendo na porta, quão comuns são as Tétrades Lunares? Bem, isso vai depender de que século você vive, assim elas podem ser mais frequentes, ou não.  Por exemplo, no século 21 (2001 – 2100), existem um total de 8 Tétrades Lunares, mas nos séculos 17, 18 e 19, não tivemos nenhuma. Se nós incluirmos todos os séculos desde o século primeiro (1 – 100), até o século 21 (2001 – 2100), inclusive, temos um total de 62 Tétrades. A última aconteceu em 2003 – 2004 e a próxima, depois dessa que estamos passando acontecerá em 2032 – 2033.

Contudo, se você quer saber quais dessas tétrades caem especificamente perto da Páscoa e do Tabernáculo, esse número de 62 cai para apenas 8, em 21 séculos.  Apesar de toda essa explicação não se sabe ao certo o porque das pessoas, começarem a chamar essa Lua, de Lua Sangrenta, não existe uma explicação muito óbvia para relacionar a Lua das tétrades com a Lua Sangrenta.

O que podemos dizer é que o uso do termo Lua Sangrenta para descrever a Tétrade Lunar tem uma origem recente. Tudo pode ter começado com o livro de John Hagee de 2013. Ainda não sabemos se a Lua Sangrenta está relacionada com qualquer Lua Cheia, de qualquer Tétrade, ou se precisa que essa Tétrade esteja relacionada com a Páscoa e com o Tabernáculo.

Em outros momentos na astronomia os termos Lua e sangue aparecem juntos. A Lua Cheia, sempre aparece com uma cor de cobre durante um eclipse total. Isso acontece pois a luz dispersada pela atmosfera da Terra cai diretamente sobre a face da Lua no meio do eclipse. Assim, o termo Lua Sangrenta pode ser aplicado a qualquer eclipse total da Lua. Em anos em que temos uma erupção vulcânica próximo da época de um eclipse, a Lua pode parecer mais acinzentada e mais marrom, ou seja, a cor da Lua durante o eclipse depende das condições atmosféricas do planeta. 

Mas, como todo mundo gosta de algo dramático, podemos chamar a Lua avermelhada do eclipse de Lua Sangrenta.  No folclore, principalmente do hemisfério norte, todas as Luas Cheias possuem nomes específicos. Os nomes normalmente coincidem com meses do ano, ou com as estações. Uma das luas mais famosas é a Lua do Caçador. Essa é a Lua Cheia que acontece logo depois da Lua da Colheita, que é a Lua Cheia que acontece no ponto mais próximo do equinócio de outono.

A Lua do Caçador, também as vezes é chamada de Lua Sangrenta. Por que? Provavelmente pelo fato característico das luas cheias de outono aparecerem cheias por algumas noites em sequência perto do pôr-do-Sol. Assim, muitas pessoas as observam baixas no céu, logo depois delas nascerem, no momento em que existe uma camada mais espessa de atmosfera entre o observador e a Lua do que a camada existente quando a Lua está no zênite. Quando você observa a Lua baixa no céu, com essa camada extra de ar entre você e o nosso satélite, a Lua fica avermelhada. Voila. Lua Sangrenta.
Fonte: Earthsky.org
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