7 de novembro de 2017

Nuvem Molecular Escura Barnard 68

Para onde foram todas as estrelas? O que já foi considerado um buraco no céu é agora conhecido pelos astrónomos como uma nuvem molecular escura. Aqui, uma alta concentração de poeira e gás molecularabsorve praticamente toda a luz visível emitida pelas estrelas de fundo. Os arredores escuros ajudam a fazer do interior das nuvens moleculares um dos locais mais frios e isolados do Universo. Uma destas mais notáveis nebulosas escuras de absorção é uma nuvem na direção da constelação de Ofiúcoconhecida como Barnard 68, na imagem acima. Não há estrelas visíveis no centro, o que indica que a relativamente próxima Barnard 68 poderá estar a cerca de 500 anos-luz e medir meio ano-luz. Não se sabe com exatidão como é que as nuvens moleculares do tipo de Barnard 68 se formam, mas sabe-se que estas nuvens são provavelmente locais de formação estelar. De facto, descobriu-se recentemente que Barnard 68 irá provavelmente colapsar e formar um novo sistema estelar. É possível atravessar e observar o que está por trás da nuvem graças à radiação infravermelha.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

Estrela vizinha possui sistema planetário complexo

Esta concepção artística mostra como podem ser os recentemente descobertos cinturões de poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Próxima Centauro.[Imagem: ESO/M. Kornmesser]

Cinturões de poeira

O radiotelescópio ALMA, no Chile, detectou um disco de poeira em torno da estrela mais próxima do Sistema Solar, Próxima Centauro. As observações revelam o brilho emitido por poeira fria em uma região situada a uma distância de Próxima Centauro equivalente a uma a quatro vezes a distância entre a Terra e o Sol. Os dados indicam também a presença de um cinturão de poeira mais exterior e ainda mais frio, o que é consistente com a presença de um sistema planetário complexo. 

Os cinturões de poeira são restos de material que não formou corpos maiores, tais como planetas. As partículas de rocha e gelo nessas formações variam em tamanho, desde os mais minúsculos grãos de poeira, menores que um milímetro, até a corpos do tipo de asteroides, com muitos km de diâmetro. Os dois cinturões estão muito mais longe da Próxima Centauro do que o planeta Próxima b, o qual orbita a apenas 4 milhões de km de distância da estrela.

Sistema planetário complexo

Próxima Centauro é a estrela mais próxima do Sol. Trata-se de uma anã vermelha situada a apenas 4 anos-luz de distância, na constelação austral do Centauro. Em sua órbita encontra-se um planeta temperado do tipo terrestre, Próxima b, o exoplaneta mais próximo do Sistema Solar, descoberto em 2016. Os novos dados revelam que este sistema é muito mais complexo do que se acreditava mesmo após a descoberta do exoplaneta.

"A poeira que rodeia a Próxima Centauro é importante porque, no seguimento da descoberta do planeta terrestre Próxima b, se trata da primeira indicação da presença de um sistema planetário elaborado, e não apenas de um único planeta, em torno da estrela mais próxima do nosso Sol," detalhou Guillem Anglada, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia (CSIC), na Espanha.

A poeira parece estender-se ao longo de algumas centenas de quilômetros além de Próxima Centauro e tem uma massa total de cerca de uma centésima da massa da Terra. Estima-se que esse cinturão tenha uma temperatura de cerca de -230 graus Celsius, ou seja, tão fria quanto o Cinturão de Kuiper, no Sistema Solar exterior.

"Este resultado sugere que a Próxima Centauro possa ter um sistema planetário múltiplo com uma história rica de interações que terão resultado na formação de um cinturão de poeira. Estudos adicionais poderão dar-nos informação sobre as localizações destes planetas adicionais ainda não identificados," disse Anglada.  O sistema planetário de Próxima Centauro é o alvo do projeto Starshot - para a futura exploração direta do sistema por meio de micronaves impulsionadas por velas a laser.
Fonte: Inovação Tecnológica

Exoplaneta gigante desafia teorias de formação planetária


Teoria versus realidade

Uma colaboração internacional de astrônomos descobriu um planeta gigante que, segundo as teorias atuais, não deveria existir.  O incomum NGTS-1b é o maior planeta em comparação com o tamanho da sua estrela já descoberto no universo.
"A descoberta do NGTS-1b foi uma completa surpresa para nós - não se acreditava que tais planetas maciços existissem em torno de estrelas tão pequenas. Este é o primeiro exoplaneta que encontramos e já estamos desafiando [as teorias] de como os planetas se formam. Nosso desafio agora é descobrir o quão comum esse tipo de planeta é na galáxia," disse o professor Daniel Bayliss, da Universidade de Warwick, no Reino Unido.
O pesquisador cita o "primeiro exoplaneta que encontramos" referindo-se ao uso de um observatório de rastreio recém-inaugurado, o NGTS (Next-Generation Transit Survey), que faz rastreios automáticos do céu procurando exoplanetas pela técnica do trânsito planetário.

Planeta gigante

O exoplaneta NGTS-1b é um gigante gasoso - também conhecido como júpiter quente - localizado a 600 anos-luz de distância. Ele tem o tamanho de Júpiter e orbita uma pequena estrela com metade do diâmetro e da massa do nosso Sol.
Sua existência desafia as teorias da formação dos planetas, que afirmam que um planeta deste tamanho não poderia ser formado por uma estrela tão pequena. De acordo com essas teorias, estrelas pequenas podem formar planetas rochosos facilmente, mas não juntariam material suficiente em seu disco primordial - posteriormente em seu disco protoplanetário - para formar planetas do tamanho de Júpiter.
O exoplaneta está muito perto da sua estrela - apenas 3% da distância entre a Terra e o Sol. Ele completa uma órbita a cada 2,6 dias, o que significa que um ano em NGTS-1b dura dois dias e meio.  A temperatura no planeta gasoso é de aproximadamente 530° C, o que parece quente, mas é uma das menores nessa classe dos júpiteres quentes, o que se deve às pequenas dimensões da sua estrela.
Fonte: Inovação Tecnológica

Vida alienígena poderia existir em oceanos enterrados em toda a galáxia

A busca por uma vida inteligente em planetas, além da nossa, tem sido longa. Nas décadas desde que a pesquisa começou, várias proposições foram propostas para explicar nossa falta de respostas, sendo um dos mais conhecidos o Paradox de Fermi. Nomeado pelo físico italiano Enrico Fermi, questiona por que a humanidade ainda não encontrou ou encontrou vida alienígena quando as chances sugerem que nosso universo deve conter outras espécies capazes de viajar interestelar.

Muitos apresentaram respostas para esta questão, com alguns sugerindo que estamos olhando nos lugares errados. Outros acreditam que os estrangeiros estão simplesmente hibernando; A ideia mais existencialmente perturbadora é que somos a única civilização tecnicamente avançada que resta. Alan Stern, cientista planetário e pesquisador principal da missão New Horizons da NASA, tem outra teoria a acrescentar a tudo isso, que ele compartilhou na recente 49ª reunião anual da Divisão de Ciências Planetárias da American Astronomical Society.

Stern flutuou a ideia de que talvez a vida inteligente exista em outras partes da galáxia, mas eles vivem em oceanos escuros encontrados profundamente sob as superfícies de qualquer planeta em que vivem. Tais oceanos devem existir em nossa galáxia, como fazem em nosso próprio sistema solar – não procurem mais além dos oceanos em Plutão, as luas de Júpiter ou a lua Titã de Saturno por evidência disso. 

Os oceanos enterrados também dariam à vida mais tempo para evoluir, pois os protegeria de coisas que tipicamente apenas afetam a superfície. Impactos e explosões solares e supernovas próximas, e em que orelha você está, e se você tem uma magnetosfera, e se há uma atmosfera venenosa – nenhuma dessas coisas importa”, explicou Stern ao Space.com.

Conhecimento do mundo exterior

Continuando a construir a sua teoria, Stern propôs que a vida alienígena que vivia em oceanos enterrados também desconhece a existência de um mundo superficial. Se eles não soubessem disso, então eles certamente saberiam muito menos sobre a galáxia maior. Infelizmente, mesmo que eles estivessem tentando se comunicar, seria improvável que possamos vê-lo em qualquer espectro. O rádio de baixa freqüência pode funcionar, mas mesmo assim as chances seriam incrivelmente escassas.

Há também a questão de viver em um ambiente oceânico. Para viajar pelas estrelas, seus sistemas de suporte vital exigiriam uma quantidade significativa de água. Grandes quantidades de água podem se tornar incrivelmente pesadas; seria necessário mais combustível para fornecer o impulso necessário para sair da órbita de sua casa. Dito isto, a teoria de Stern é apenas isso: uma teoria. Ele também nunca quis que fosse visto como uma resposta definitiva. “Provavelmente não há uma resposta”, disse ele.

“O que isso faz é que ele adiciona outro elemento à conversa”.  A humanidade continuará a procurar uma vida alienígena inteligente, pois facilmente se tornará a maior descoberta da nossa história. Não podemos prever quando entraremos em contato, mas temos planos no momento em que chegar a hora.
Fonte: https://www.tecstudio.com.br/

Planetas anões: que astros são esses?

Na antiguidade a humanidade nomeava três astros no céu: o Sol; a Lua e as estrelas. Elas podiam ser de diversos tipos: as estrelas fixas, que eram o que entendemos por estrelas hoje; as estrelas cadentes, que são os meteoros; estrelas com caudas, cometas, e por último as estrelas errantes, hoje chamados de planetas.

Os primeiros seres humanos identificaram cinco planetas, justamente aqueles que são visíveis a olho nu: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturnos. Foi Nicolau Copérnico em 1543 quem primeiro propôs que os planetas fossem astros da mesma natureza que a Terra. Copérnico e outros, como Giordano Bruno, Tycho Brahe, Johannes Kepler e Galileu Galilei conseguiram comprovar que o Sol é uma estrela e que as cinco estrelas errantes, juntamente com a Terra, orbitavam o Sol e não tinham luz própria, sendo melhor designados de planetas.

Com a invenção do telescópio, em 1609, a nossa concepção do Universo mudou muito. Foi Friedrich Wilhelm Herschel, quem descobriu, em 1781, o planeta Urano. A partir de perturbações na órbita de Urano, Urbain Le Verrier e John Couch Adams descobriram Netuno em 1846.

Plutão só foi descoberto em 1930. Clyde Tombaugh, após quase um ano de observações e analisando centenas de fotografias do céu, conseguiu identificar o brilho do novo astro. No entanto, Plutão nunca foi bem aceito como planeta, uma vez que, além de ser muito pequeno (seu diâmetro é de cerca de 20% do diâmetro da Lua), sua órbita em torno do Sol era muito inclinada em relação ao plano da eclíptica (plano de órbita da Terra).

Depois de 1990, com avanço da tecnologia, os astrônomos descobriram a presença de diversos corpos pequenos na região que vai além da órbita de Netuno. Essa região passou a ser chamada de Cinturão de Kuiper. A partir de 2003 os astrônomos descobriram outros corpos com dimensões semelhantes às de Plutão. Essas descobertas fizeram com que a astronomia entrasse em crise, já que os objetos também deveriam ser considerados planetas ou então Plutão não poderia ser considerado como tal.

Em 2006 a União Astronômica Internacional (IAU) definiu o que é um planeta: um corpo esférico ou praticamente esférico, que orbita o Sol e que seja o corpo dominante de sua região. Como em torno de Plutão existem outros objetos, que fazem que ele orbite o centro de massa desse sistema, não podemos dizer que ele seja o corpo dominante de sua região, a ponto de sua massa não ser muito afetada pela massa dos outros corpos. Nessa mesma reunião a IAU também definiu a categoria de planeta anão como sendo um corpo celeste que órbita o sol, tem massa suficiente para ter uma forma arredondada, não é uma lua e, principalmente, é incapaz de limpar a vizinhança das suas órbitas.

Plutão, Éris (com dimensões praticamente igual a Plutão), Ceres (até então o maior asteroide entre Marte e Júpiter), Haumea (descoberto em 2003) e Make-Make (descoberto em 2005) são atualmente os cinco planetas anões do Sistema Solar.
CRÉDITOS: João Carlos de Oliveira
* João Carlos de Oliveira é físico do FTD Digital Arena.

Cientistas revelam novo problema que impede viagem a Marte

As missões espaciais de longa duração sob condições de imponderabilidade podem levar a danos cerebrais permanentes, por isso o voo a Marte exigirá a criação de sistemas de gravidade artificial, declararam os cientistas. Os astronautas que sofrem esse tipo perturbações cerebrais não poderão ver objetos de perto, ler manuais ou realizar pesquisas básicas. 
Também isso mudaria sua capacidade de percepção, o que pode ter graves consequências", disse Daniel Brown da Universidade Nottingham Trent, Reino Unido, citado pelo The Telegraph. Nos últimos anos, os cientistas têm estudado ativamente a influência das missões de longa duração sobre a saúde humana. A maioria desses estudos foi realizada a bordo dos ônibus espaciais norte-americanos, na Estação Espacial Internacional e em alguns biosatélites russos. Os cientistas descobriram uma série de ameaças para a saúde dos futuros colonizadores de Marte. 
Os experimentos com drosófilas (moscas-da-fruta) revelaram que os voos espaciais de longa duração sob condições de imponderabilidade prejudicam sua imunidade natural e as tornam mais vulneráveis a fungos. Outras pesquisas revelaram que a vida no espaço acelera o envelhecimento da medula óssea, enquanto o efeito da radiação cósmica sobre o cérebro reduz o QI. 
Em seu artigo publicado na revista NEJM, Donna Roberts da Universidade do Sul da Califórnia e seus colegas revelaram mais um impacto negativo dos voos espaciais de longa duração. Os cientistas verificaram os exames cerebrais de 18 astronautas que trabalharam na Estação Espacial Internacional durante longos períodos de tempo e examinaram as mudanças na saúde de voluntários que ficaram na cama durante 90 dias e que foram obrigados a manter suas cabeças continuamente inclinadas para baixo para simular os efeitos da microgravidade. 
Esses exames revelaram um fenômeno estranho: a localização das áreas do cérebro dos participantes do experimento mudou. Uma parte das áreas perto dos olhos ou que estão ligadas à percepção da informação ficaram deformadas.
Fonte: http://www.telegraph.co.uk
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