1 de agosto de 2019

Satélite TESS descobre "primeira super-Terra próxima"

A apenas 31 anos-luz da Terra, o exoplaneta GJ 357 d capta a luz de sua estrela hospedeira GJ 357, nesta representação artística. Crédito: Jack Madden / Cornell University

Uma equipe internacional de astrônomos liderado por Lisa Kaltenegger, da Universidade Cornell (EUA), encontrou o primeiro planeta potencialmente habitável fora de nosso sistema solar. A informação foi publicada na revista científica Astrophysical Journal Letters.  Ele está a 31 anos-luz de nós, e foi chamado de GJ 357 d. O Transiting Exoplanet Survey Satellite(TESS) da NASA o localizou no começo de 2019 em uma missão que procurava por exoplanetas.

O exoplaneta é muito maior que o nosso, e se tiver uma atmosfera grossa, ele poderia manter água líquida em sua superfície como a Terra.  Isso é empolgante, já que esta é primeira Superterra próxima da humanidade que pode abrigar vida – descoberta por TESS, nossa pequena e poderosa missão que tem um alcance enorme”, diz Kaltenegger, que além de professora de astronomia e diretora do Instituto Carl Sagan da universidade, ainda é parte da equipe científica do TESS.  Nós poderemos receber sinais de vida com telescópios que logo vão estar online”, diz ela.

O sistema solar distante onde o GJ 357 d fica tem um sol anão chamado GJ 357, de cerca de um terço do tamanho no nosso sol. Ele também tem outros dois planetas, o GJ 357 b e DJ 357 c. Enquanto os planetas b e c estão muito perto do sol e têm temperaturas muito altas, o d está em uma zona habitável.

Em fevereiro de 2019, o satélite TESS observou que o sol GJ 357 parecia levemente mais escuro a cada 3,9 dias, evidência de que havia um planeta passando na frente dele. Este planeta era o GJ 357 b, também chamado de “Terra Quente”, com temperatura de 254°C. Ele é cerca de 22% maior que a Terra, e conforme orbitava ao redor da estrela, sua força da gravidade fazia com que o sol se movesse levemente.

Já o planeta GJ 357 c tosta a 126°C e tem pelo menos 3,4 vezes a massa da Terra. O GJ 257 d, por sua vez, orbita o sol a cada 55,7 dias terráqueos a uma distância de um quinto da distância entre a Terra e o nosso sol. Como este sol é muito mais fraco que o nosso, este planeta recebe menos energia que a Terra. Ainda não se sabe a composição do GJ 257 d, mas seu tamanho pode ser entre uma a duas vezes o da Terra.

Kaltenegger e o candidato a doutorado Jack Madden e o aluno de graduação Zifan Lin simularam modelos de como esse mundo seria. “Só de saber que a água líquida pode existir na superfície deste planeta motiva cientistas a encontrar formas de detectar sinais de vida”, diz Madden.

Já Lin conta como é trabalhar em uma pesquisa tão importante mesmo sendo tão jovem e iniciante na carreira científica: “trabalhar com um planeta recentemente descoberto é como um sonho que se realiza. Eu estava entre o primeiro grupo de pessoas a modelar este espectro, e pensar nisso me emociona. Este trabalho também contou com a participação de pesquisadores da Universidade de Oxford, Universidade do México, Universidade de La Laguna e do Instituto de Astronomia Max Planck da Alemanha.

Os planetas desse tipo são definidos como aqueles que têm até 10 vezes a massa da nossa Terra, mas são menores que gigantes de gelo como Urano e Netuno. Eles são os candidatos perfeitos para a vida extraterrestre. A Superterra mais próxima de nós orbita a estrela Barnard, a apenas seis anos-luz de nós. Mas este planeta não recebe energia de sua estrela apagada, e é gelado e sem potencial de ser habitável.  

Outra Superterra que pode ter condições para a vida é o LHS 1140 b, a 40 anos-luz de nós. Ela foi descoberta pelo instrumento HARPS do Observatório Europeu do Sul.
Fonte: Phys.org

O espaço entre as galáxias parece vazio, mas não está


As galáxias podem estar separadas pela distância de milhões de anos luz. Essa imensidão, talvez, pareça vazia, mas na realidade contém mais matéria do que as próprias galáxias.  Se você pegasse um metro cúbico, poderia ter menos do que um átomo,” falou o astrônomo da Universidade do Colorado Boulder, Michael Shull, à Live Science. “Mas quando você soma tudo, está entre 50 e 80% de toda a matéria comum lá fora”.

De onde veio a matéria entre as galáxias

Também chamada de meio intergaláctico, a matéria entre as galáxias é composta principalmente por hidrogênio quente e ionizado, com um pouco de elementos mais pesados como carbono, oxigênio e silício. Uma vez que esses elementos não são brilhantes o suficientes para serem vistos diretamente, os cientistas identificaram sua presença devido à assinatura que deixam na luz que passa por perto.

Nos anos 1960 os astrônomos descobriram objetos extragalácticos extremamente brilhantes, os quasares. Pouco tempo depois perceberam que faltava parte da luz proveniente deles, porque havia sido absorvida por algo entre o quasar e o telescópio. Nas décadas seguintes os astrônomos descobriram vastas teias e filamentos de gás e elementos pesados, que juntos contém mais matéria do que a soma de todas as galáxias. Um pouco desse gás, provavelmente, é resíduo do Big Bang, mas os elementos mais pesados indicam que parte dessa matéria é proveniente de poeira estelar antiga, expelida por galáxias.

I 
Interação da matéria com as galáxias

Se, por um lado, regiões do meio intergaláctico permanecem isoladas das galáxias mais próximas, há aquelas regiões que ficam sob a influência gravitacional de uma galáxia. Eles são puxados lentamente e se acumulam na galáxia a uma taxa de aproximadamente uma massa solar, igual à massa do Sol, por ano. O que representa a taxa aproximada da formação de estrelas no disco da Via Láctea.

Somado à análise da luz dos quasares, os astrônomos também observam rápidas explosões de rádio originárias de galáxias distantes. Com essa combinação de técnicas os cientistas continuam estudando as características do meio intergaláctico para determinar as variações de temperatura e densidade. “Ao medir a temperatura do gás, você pode ter uma pista sobre suas origens”, de acordo com Shull, “isso nos permite saber como foi aquecido e como chegou lá. Além do gás, entre as galáxias há também estrelas. Acredita-se que elas tenham sido lançadas de suas galáxias de origem por buracos negros ou colisões com outras galáxias. 
Fonte: Hypescience.com

Paisagem Estelar de Cisne

Em pinceladas de poeira interestelar e hidrogénio gasoso incandescente, esta bela paisagem estelar está pintada no plano da Via Láctea, perto do extremo norte do chamado "Great Rift" e da constelação de Cisne. Composta por três diferentes telescópios e com cerca de 90 horas de dados de imagem, o mosaico de campo amplo mede uns impressionantes 24 graus no céu. A estrela alfa de Cisne, a supergigante brilhante e quente Deneb, está perto do topo central. Repleto de estrelas e nuvens luminosas de gás, Cisne é também o lar da escura Nebulosa do Saco de Carvão do Norte, que se estende de Deneb até ao centro da imagem. 

O brilho avermelhado das regiões de formação estelar NGC 7000, da Nebulosa da América do Norte e de IC 5070, a Nebulosa do Pelicano, estão para a esquerda de Deneb. A Nebulosa do Véu destaca-se para baixo e para a esquerda do centro. Um remanescente de supernova, o Véu fica a cerca de 1400 anos-luz de distância, mas muitas outras nebulosas e aglomerados de estrelas são identificáveis por toda a cena cósmica. Claro, Deneb também é conhecida pelos observadores do hemisfério norte pelo seu lugar em dois asterismos - assinala o topo da Cruz do Norte e é um vértice do Triângulo de Verão.
Crédito: Alistair Symon

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Artigos Mais Lidos