4 de junho de 2018

O que é uma tempestade solar e como ela afeta a Terra


A NASA já registrou rajadas de radiação do Sol que poderiam matar um ser humano, mas isso foi em 1972 e só atingiria astronautas em órbita
Ao contrário do que diz uma falsa corrrente de WhatsApp, nenhuma tempestade solar vai passar perto da Terra de madrugada. Você pode deixar o telefone ligado sem correr o risco de ser atingido por raios cósmicos. Entenda como funciona o fenômeno:  

O Sol não é só uma estrela que influencia os planetas ao seu redor, ele também é um corpo em constante variação, com explosões violentas de radiação, e um exímio formador de energia em quantidades absurdas para os padrões terrestres.  Sua massa — de cerca de 330 mil vezes a da Terra — corresponde a 99,86% da massa do Sistema Solar. O apelido de Astro Rei não é mera força de expressão. Essa esfera gigante é composta, basicamente por Hidrogênio e Hélio, sendo que 3/4 de seu total é reservado ao primeiro elemento. Menos de 2% de sua composição consiste em elementos pesados, como oxigênio e carbono.  Diferente dos planetas que são considerados rochosos, como a Terra e Marte, ou gasosos, como Saturno e Júpiter, nossa fonte de calor é formada por plasma, gasoso na superfície e mais denso conforme se proxima do núcleo.

É exatamente ali, em seu coração, sob uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados, que as reações químicas nucleares mais selvagens acontecem. São até 600 milhões de toneladas de hidrogênio convertidos em hélio por segundo. A diferença da massa dos dois elementos é expelida em forma de energia. Para sair do núcleo e chegar até a superfície da estrela, essa energia leva até um milhão de anos — um constraste bem grande com o tempo que as partículas do Sol levam para chegar até a Terra: 8 minutos. Por isso, a camada mais externa do Sol, a Coroa, está sempre se expandindo, criando os ventos solares, por isso o nome "ejeções de massa coronal". Quando explosões de grandes proporções acontecem nessa área, partículas solares são liberadas.

Os astrônomos estimam que o nosso Sol tenha 4,5 bilhões de anos.Considerando que uma estrela desta grandeza mantém seu brilho por até 10 bilhões de anos, ainda teremos muito com o que nos preocupar.

Os efeitos na Terra

Os aparelhos tecnológicos que usamos na Terra sofrem grande influência do clima espacial. Aparelhos como GPS e comunicadores que dependem de frequência de rádio, como aviões, podem ser impactados por estes presentes do Sol.

Em 1859, uma das maiores ejeções já lançadas pelo Sol atingiu o campo magnético da Terra, causando o colapso dos serviços telegráficos. Como dependemos muito mais da energia elétrica agora, se isso tivesse acontecido hoje os estragos poderiam ter sido maiores. Na história, nenhuma tempestade solar jamais afetou uma missão espacial tripulada. Mas, em 1972, a NASA registrou rajadas solares que poderiam matar um ser humano desprotegido do campo magnético da Terra durante as missões Apollo 16 e 17.

Mas, calma, a NASA está sempre atenta às atividades solares. A agência espacial garante que mantém uma frota de naves heliofísicas que monitoram o ambiente espacial entre o Sol e a Terra. Além disso, existem eventos naturais impressionantes e maravilhosos só acontecem graças à influência do Sol, como a aurora boreal e a austral, que são o efeito mais visível do Astro Rei em nosso mundo.
Fonte: GALILEU

Asteroide Caju reforça tese da existência do Planeta Nove


Representação da órbita do Caju (2015 BP519), juntamente com a órbita de outros objetos transnetunianos para comparação. Ele tem a maior inclinação já vista em relação ao plano dos planetas conhecidos.[Imagem: Juliette C. Becker et al.]

Mais um planeta no Sistema Solar

Astrônomos brasileiros fazem parte de uma grande equipe internacional que descobriu o que eles estão descrevendo como mais uma evidência da existência do Planeta Nove. O grupo descreve o comportamento anômalo de um corpo celeste recém-descoberto como resultado da influência de um grande planeta desconhecido.

Há cerca de dois anos, os astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia propuseram a possível existência de mais um grande planeta circulando o Sol - o que o tornaria o nono planeta conhecido em nosso sistema solar. Os astrônomos fizeram sua previsão com base em observações de pequenos corpos celestes que povoam a borda do sistema solar - suas órbitas estão claramente sendo distorcidas por uma massa gravitacional.

Asteroide Caju

Agora, Juliette Becker e seus colegas sugerem que a órbita não usual de um objeto transnetuniano pode ser explicada pela gravidade do ainda hipotético Planeta Nove. O objeto, chamado 2015 BP519, e apelidado de Caju, foi observado pela primeira vez há cerca de três anos, mas foram necessárias novas observações para mostrar que sua órbita é muito incomum - ele fica quase perpendicular ao plano dos planetas conhecidos.

O que torna a descoberta particularmente interessante é que a equipe que propôs a existência do Planeta Nove criou uma simulação no ano passado que previa exatamente o ângulo orbital do Caju. E agora ele foi encontrado.

Segundo a equipe, depois que o Caju foi descoberto, foram feitas várias tentativas para entender sua órbita, mas todas falharam. Então eles adicionaram um grande planeta às simulações e isso resolveu as discrepâncias.

Tudo o que é necessário agora, sugerem eles, é que alguém realmente encontre o Planeta Nove. A expectativa é que o Planeta Nove esteja muito distante de nós, tenha aproximadamente quatro vezes o tamanho da Terra, mas com 10 vezes a sua massa, e leve de 10.000 a 20.000 anos para completar uma órbita em torno do Sol.
Fonte: Inovação Tecnológica

ALMA e VLT descobrem excesso de estrelas massivas em galáxias com formação estelar explosiva próximas e distantes

Com o auxílio do ALMA e do VLT, astrônomos descobriram que, tanto galáxias com formação estelar explosiva do Universo primordial, como uma região de formação estelar situada numa galáxia próxima, contêm uma proporção de estrelas massivas muito maior do que a encontrada em galáxias mais calmas. Esta descoberta desafia as atuais teorias de evolução galática, alterando o nosso conhecimento da história da formação estelar cósmica e da formação contínua de elementos químicos.
No intuito de estudar o Universo longínquo, uma equipe de cientistas liderada pelo astrônomo Zhi-Yu Zhang, da Universidade de Edimburgo, utilizou o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) para investigar a proporção de estrelas massivas em quatro galáxias distantes ricas em gás com formação estelar explosiva. Observamos estas galáxias quando o Universo era muito mais jovem do que atualmente, o que significa que, muito provavelmente, estes objetos bebês ainda não sofreram muitos episódios de formação estelar anteriores. Se não fosse este o caso, os resultados poderiam estar comprometidos.

Zhang e a sua equipe desenvolveram uma nova técnica — semelhante à datação por carbono radioativo (também conhecida por datação por carbono-14) — para medir as abundâncias de diferentes tipos de monóxido de carbono em quatro galáxias muito distantes envoltas em poeira e com formação estelar explosiva.  A equipe observou a razão entre dois tipos de monóxido de carbono que contêm diferentes isótopos.

Os isótopos de carbono e de oxigênio têm origens diferentes”, explica Zhang. ”18O é produzido predominantemente em estrelas massivas, enquanto o 13C é mais produzido em estrelas de massa pequena ou intermediária.” Graças à nova técnica, a equipe foi capaz de observar por trás da poeira destas galáxias e determinar pela primeira vez a massa das suas estrelas.

A massa de uma estrela é o fator mais importante para determinar a sua evolução. As estrelas massivas brilham intensamente e têm vidas curtas, enquanto que as estrelas menos massivas, como o Sol, brilham de forma mais modesta durante bilhões de anos. Assim, ao sabermos as proporções de estrelas com massas diferentes que se formam nas galáxias, podemos compreender melhor a formação e evolução das galáxias ao longo da história do Universo, o que, por sua vez, nos dá informação valiosa sobre os elementos químicos disponíveis para formar novas estrelas e planetas e, por fim, o número de “sementes” de buracos negros que podem coalescer para formar os buracos negros supermassivos que vemos no centro de muitas galáxias.

A co-autora do trabalho, Donatella Romano do INAF-Observatório de Astrofísica e Ciências do Espaço em Bolonha, explica o que a equipe descobriu: “A razão de 18O para 13C medida foi cerca de 10 vezes maior nestas galáxias com formação estelar explosiva existentes no Universo primordial do que em galáxias como a Via Láctea, o que significa que existe uma proporção muito maior de estrelas massivas no interior destas galáxias.

Estes resultados obtidos com o ALMA são consistentes com outra descoberta no Universo local. Com o auxílio do Very Large Telescope do ESO e com o intuito de investigar a distribuição geral de idades estelares e massas iniciais, uma equipe liderada por Fabian Schneider, da Universidade de Oxford, obteve medições espectroscópicas de 800 estrelas situadas na enorme região de formação estelar 30 Doradus, na Grande Nuvem de Magalhães.

Schneider explica: “Descobrimos cerca de 30% mais estrelas com massas superiores a 30 vezes a do Sol do que o esperado e cerca de 70% mais do que as esperadas com massas superiores a 60 massas solares. Os nossos resultados desafiam o limite anteriormente previsto de 150 massas solares para a massa inicial máxima das estrelas e sugerem ainda que as estrelas se podem formar com massas superiores a 300 massas solares!

Rob Ivison, co-autor do novo artigo científico baseado nos dados ALMA, conclui: “Os nossos resultados levam-nos a questionar a nossa compreensão da história cósmica. Os astrônomos que constroem modelos do Universo têm que voltar ao ponto de partida e usar modelos ainda mais sofisticados.
Fonte: ESO
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