18 de dezembro de 2018

Descoberto corpo celeste mais distante no Sistema Solar


Concepção artística do 2018 VG18 - o Sol aparece à distância. [Imagem: Illustration by Roberto Molar Candanosa is courtesy of the Carnegie Institution for Science.]

Objeto mais distante no Sistema Solar

Astrônomos descobriram o corpo celeste mais distante já observado em nosso Sistema Solar. É o primeiro objeto do Sistema Solar detectado a uma distância maior do que 100 vezes a distância entre a Terra e o Sol - essa distância é conhecida como unidade astronômica (ua).

Catalogado provisoriamente como 2018 VG18, e apelidado de "Farout" (muito longe, em tradução livre) por sua localização extremamente distante, o provavelmente planeta-anão está localizado a cerca de 120 unidades astronômicas do Sol.

Seu brilho sugere que ele tem cerca de 500 km de diâmetro, o que provavelmente lhe dá uma forma esférica, o que o tornaria um planeta anão. Ele tem um tom rosado, uma cor geralmente associada a objetos ricos em gelo.

Como o 2018 VG18 está tão distante, ele orbita muito lentamente, provavelmente levando mais de 1.000 anos para fazer uma volta completa ao redor do Sol. Serão necessárias observações de seguimento por vários anos para que sua órbita seja determinada com um mínimo de precisão.

Comparação das distância dos planetas principais e dos objetos mais distantes no Sistema Solar. [Imagem: Illustration by Roberto Molar Candanosa and Scott S. Sheppard is courtesy of the Carnegie Institution for Science.]

Planetas anões

O segundo mais distante objeto do Sistema Solar já observado é Eris, a cerca de 96 ua. Plutão está atualmente em cerca de 34 ua, tornando o 2018 VG18 mais de três vezes e meia mais distante do que o mais famoso planeta anão do Sistema Solar - Ceres, Haumea e Makemake também são considerados planetas anões.

A descoberta foi feita por Scott Sheppard (Fundação Carnegie), David Tholen (Universidade do Havaí) e Chad Trujillo (Universidade Nordeste do Arizona). As imagens da descoberta foram capturadas com o telescópio japonês Subaru, de 8 metros de diâmetro, localizado no topo do Mauna Kea, no Havaí, em 10 de novembro de 2018.

O 2018 VG18 foi descoberto como parte da busca contínua da equipe por objetos do Sistema Solar extremamente distantes, incluindo o hipotético Planeta X, às vezes também chamado de Planeta 9.

Em outubro, o mesmo grupo anunciou a descoberta de outro objeto do Sistema Solar distante, chamado 2015 TG387 e apelidado de "Duende" (Goblin), porque foi visto pela primeira vez perto do Halloween. O Goblin foi descoberto a cerca de 80 ua e tem uma órbita que é consistente com a influência de um planeta tipo super-terra, ainda desconhecido.

A existência de um nono planeta maior na fronteira do Sistema Solar, procurado há décadas, foi reivindicada por essa mesma equipe em 2014, quando eles descobriram o 2012 VP113, apelidado de Biden, que atualmente está a uma distância de cerca e 84 ua.
Fonte: Inovação Tecnológica

Um novo exoplaneta do tamanho de Netuno


Imagem de Neptuno obtida pela sonda Voyager em comparação com uma impressão de artista do exoplaneta K2-263b.Crédito: NASA; exoplanetkyoto.org

As incríveis descobertas exoplanetárias feitas pelas missões Kepler e K2 permitiram aos astrónomos começar a entender a história da Terra e porque difere dos seus diversos primos exoplanetários. Dois quebra-cabeças ainda pendentes incluem as diferenças entre a formação e evolução de planetas pequenos rochosos e não-rochosos, e a razão porque parece haver uma lacuna de tamanho com pouquíssimos exoplanetas mais ou menos com duas vezes o tamanho da Terra (planetas com raios mais pequenos são provavelmente rochosos ou parecidos com a Terra em termos de composição).

Para estimar a composição de um exoplaneta, é necessária a sua densidade, exigindo uma medição de massa e tamanho. Embora o raio possa ser estimado a partir da forma da curva do trânsito do planeta quanto este passa em frente e bloqueia parte da luz da sua estrela, a massa é mais difícil de determinar. No entanto, a fim de desenvolver uma imagem emergente, são necessárias massas mais precisas para mais planetas semelhantes em tamanho à Terra.

A missão exoplanetária K2 é a versão reavivada da missão exoplanetária Kepler. Juntas, descobriram milhares de exoplanetas e encontraram uma diversidade notável e inesperada na população exoplanetária. A missão K2 só era sensível a planetas de período curto (encontrou apenas alguns planetas com períodos maiores que 40 dias). O exoplaneta K2-263b orbita uma estrela menos massiva que o Sol (0,86 massas solares) localizada a 536 anos-luz de distância, medição esta obtida pelo satélite Gaia. Este exoplaneta tem um raio de 2,41 raios terrestres (com 5% de incerteza).

Os astrónomos Maria Lopez-Morales, Dave Charbonneau, Raphaelle Haywood, John Johnson, Dave Latham, David Phillips, e Dimitar Sasselov, do Instituto Harvard-Smithsonian para Astrofísica, utilizaram o espectrómetro HARPS-N de alta precisão, acoplado ao Telescópio Nacional Galileu em La Palma, Espanha, para medir a velocidade periódica do exoplaneta à medida que orbita a sua estrela e, assim, derivar a sua massa.

As medições de velocidade do HARPS-N foram incrivelmente precisas - com uma incerteza de uns meros 17,8 km/h, a velocidade de um ciclista lento. A partir dos detalhes orbitais, os cientistas obtiveram uma massa exoplanetária de 14,8 massas terrestres e uma densidade de aproximadamente 5,6 gramas por centímetro cúbico (em comparação, a densidade da água é uma grama por cada centímetro cúbico e a densidade média da Terra é 5,51 gramas por centímetro cúbico).

Os cientistas concluíram que K2-263b provavelmente contém uma quantidade equivalente de gelos em comparação com rocha, mais ou menos consistente com as ideias atuais de formação planetária e com as abundâncias relativas, numa nebulosa circunstelar, dos blocos de construção planetária como ferro, níquel, magnésio, silício, oxigénio, carbono e azoto. 
Fonte: Astronomia OnLine
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