29 de agosto de 2018

NEW HORIZONS da NASA Fazem a Primeira Detecção do Alvo Flyby do Cinturão de Kuiper

A figura à esquerda é uma imagem composta produzida pela adição de 48 diferentes exposições do Imageador de Longa Distância de Reconhecimento (LORRI) da News Horizons, cada uma com um tempo de exposição de 29.967 segundos, tirada em 16 de agosto de 2018. A posição prevista do Kuiper O objeto da correia apelidado de Ultima Thule está no centro da caixa amarela e é indicado pela cruz amarela, logo acima e à esquerda de uma estrela próxima, que é aproximadamente 17 vezes mais brilhante que a Ultima. À direita, há uma visão ampliada da região na caixa amarela, após a subtração de um "modelo" de campo de estrelas em segundo plano capturado pela LORRI em setembro de 2017, antes que pudesse detectar o objeto em si. Ultima é claramente detectado nesta imagem subtraída e está muito perto de onde os cientistas previram, indicando à equipe que a New Horizons está sendo direcionada na direção certa. Os muitos artefatos na imagem subtraída das estrelas são causados ​​por pequenos erros de registro entre as novas imagens LORRI e o modelo, ou por variações de brilho intrínsecas das estrelas. Na época dessas observações, Ultima Thule estava a 107 milhões de quilômetros da nave espacial New Horizons e a 6 bilhões de quilômetros do Sol. (Créditos das imagens: NASA / JHUAPL / SwRI)Créditos: NASA / JHUAPL / SwRI

A sonda New Horizons da NASA fez a primeira detecção do seu próximo alvo de sobrevoo, o Objeto do Cinturão de Kuiper, apelidado de Ultima Thule. A detecção foi feita, mais de quatro meses antes da maior aproximação da sonda com o objeto que irá acontecer no dia de ano novo de 2019.

Os membros da equipe da Missão ficaram entusiasmados – se não um pouco surpresos – que o imaginador telescópico Long Range Reconnaissance Imager (LORRI) da New Horizons foi capaz de ver o objeto pequeno e escuro a mais de 160 milhões de quilômetros de distância, e contra um fundo denso de estrelas. Tomado em 16 de agosto e transmitido para casa através da Deep Space Network da NASA nos dias seguintes, o conjunto de 48 imagens marcou a primeira tentativa da equipe de encontrar Ultima com as próprias câmeras da espaçonave.

“O campo da imagem é extremamente rico em estrelas de fundo, o que torna difícil detectar objetos fracos”, disse Hal Weaver, cientista do projeto New Horizons e investigador principal da LORRI do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins em Laurel, Maryland. “É como encontrar uma agulha no palheiro. Nestas primeiras imagens, Ultima aparece apenas como uma colisão ao lado de uma estrela de fundo que é aproximadamente 17 vezes mais brilhante, mas a Ultima ficará mais brilhante – e mais fácil de ver – à medida que a nave espacial se aproximar ”.

Esta primeira detecção é importante porque as observações que a New Horizons fará de Ultima nos próximos quatro meses ajudarão a equipe a aperfeiçoar o curso da espaçonave que irá sobrevoar Ultima, às 2:33 do dia 1 de Janeiro de 2019, hora de Brasília. Ultima estava exatamente onde os cientistas da missão esperavam que estivesse – precisamente no ponto que eles previram, usando dados coletados pelo Telescópio Espacial Hubble – indicando que a equipe já tem uma boa idéia da órbita de Ultima.

O sobrevôo de Ultima será a primeira exploração de perto de um pequeno objeto do Cinturão de Kuiper e Ultima será objeto mais distante da historia já visitado por uma sonda, o que irá quebrar o recorde que a New Horizons estabeleceu em Plutão em julho de 2015. Essas imagens também são as mais distantes do Sol já tomadas, quebrando o recorde estabelecido pela imagem “Terra Azul Pálida” da Terra feita pela Voyager 1 em 1990. (A New Horizons estabeleceu o recorde para a imagem mais distante da Terra em dezembro de 2017.)

“Nossa equipe trabalhou duro para determinar se Ultima foi detectado por LORRI a uma distância tão grande, e o resultado é um claro sim”, disse o principal pesquisador da New Horizons, Alan Stern, do Southwest Research Institute em Boulder, Colorado. “Agora temos Ultima em nossa linha de visão, muito mais longe do que se imaginava possível. Estamos à porta da Ultima e uma incrível exploração aguarda! “ 
Última atualização: 28 de agosto de 2018
Editor: Tricia Talbert 
Fonte: https://www.nasa.gov

OSIRIX-REX da NASA começa campanha de operações do ASTEROIDE

No dia 17 de agosto, a sonda OSIRIS-REx obteve as primeiras imagens do seu alvo, o asteroide Bennu, a uma distância de 2,2 milhões de quilómetros, ou quase seis vezes a distância entre a Terra e a Lua. Este conjunto de cinco imagens foi obtido pela câmara PolyCam ao longo de uma hora para propósitos de calibração e a fim de assistir a equipa de navegação da missão com os esforços de navegação ótica. Bennu é visível como um objeto em movimento contra o fundo das estrelas na direção da constelação de Serpente.Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

Depois de uma viagem de quase dois anos, a nave de recolha de amostras OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer) da NASA teve o seu primeiro vislumbre do asteroide Bennu há duas semanas e deu início à aproximação final em direção ao alvo. A campanha de operações do asteroide começou no dia 17 de agosto com a câmara PolyCam da sonda a obter esta imagem a uma distância de 2,2 milhões de quilómetros.

OSIRIS-REx é a primeira missão da NASA a visitar um asteroide próximo da Terra, a inspecionar a superfície, a recolher amostras e a trazê-las em segurança para a Terra. A nave já percorreu aproximadamente 1,8 mil milhões de quilómetros desde o seu lançamento de 8 de setembro de 2016 e tem chegada prevista a Bennu no dia 3 de dezembro.

"Agora que a OSIRIS-REx está próxima o suficiente para observar Bennu, a equipa da missão passará os próximos meses a aprender o máximo possível sobre o tamanho, forma, características da superfície e arredores antes de alcançar o asteroide," afirma Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx da Universidade do Arizona, em Tucson, EUA. "Depois de passar tanto tempo a planear este momento, mal posso esperar para ver o que Bennu nos vai revelar."

À medida que a OSIRIS-REx se aproxima do asteroide, a sonda usará os seus instrumentos científicos para recolher informações sobre Bennu e para se preparar para a chegada. A carga científica da sonda compreende o conjunto de câmaras OCAMS (PolyCam, MapCam, and SamCam), o espectrómetro termal OTES, o espectrómetro visível e infravermelho OVIRS, o altímetro a laser OLA e o espectrómetro de raios-X REXIS.
Durante a fase de aproximação da missão, a OSIRIS-REx vai:
  • observar regularmente a área em redor do asteroide a fim de procurar plumas de poeira e satélites naturais e estudar as propriedades espectrais de Bennu;
  • executar uma série de quatro manobras de aproximação ao asteroide, começando no dia 1 de outubro, diminuindo a velocidade da sonda para coincidir com a órbita de Bennu em redor do Sol;
  • soltar a cobertura protetora do braço de amostragem da sonda em meados de outubro e subsequentemente estender e fotografar o braço pela primeira vez durante o voo;
  • usar a OCAMS para revelar a forma geral do asteroide no final de outubro e começar a detetar características da superfície de Bennu em meados de novembro.
Após a chegada a Bennu, a nave passará o primeiro mês a realizar "flybys" do polo norte, equador e polo sul de Bennu, a distâncias que variam entre os 19 e 7 km do asteroide. Estas manobras permitirão a primeira medição direta da massa de Bennu, bem como observações detalhadas da superfície. Estas trajetórias também proporcionarão à equipa de navegação a experiência de navegar perto do asteroide.

"A baixa gravidade de Bennu oferece um desafio único para a missão," comenta Rich Burns, gerente do projeto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. "Com aproximadamente 500 metros em diâmetro, Bennu será o objeto mais pequeno alguma vez orbitado por uma nave espacial."

A sonda também examinará extensivamente o asteroide antes da equipa da missão identificar dois possíveis locais de amostragem. Um exame minucioso destes locais permitirá à equipa escolher um para a recolha de amostras, prevista para o início de julho de 2020. Após a recolha de amostras, a sonda voltará para a Terra antes de ejetar a Cápsula de Retorno de Amostras com aterragem programada para o deserto do Utah em setembro de 2023.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

Um olho celestial perfurante olha de volta para o Hubble

Esta imagem dramática do Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA mostra a nebulosa planetária NGC 3918, uma nuvem brilhante de gás colorido na constelação de Centaurus, a cerca de 4.900 anos-luz da Terra. No centro da nuvem de gás, e completamente diminuído pela nebulosa, estão os restos mortais de um gigante vermelho. Durante a fase convulsiva final na evolução dessas estrelas, enormes nuvens de gás são ejetadas da superfície da estrela antes de emergir de seu casulo como uma anã branca. 
A intensa radiação ultravioleta da minúscula estrela remanescente faz com que o gás circundante brilhe como um sinal fluorescente. Estas extraordinárias e coloridas nebulosas planetárias estão entre as mais dramáticas vistas no céu noturno, e muitas vezes têm formas estranhas e irregulares, que ainda não estão totalmente explicadas.
A forma distinta dos olhos do NGC 3918, com uma camada interna brilhante de gás e um invólucro externo mais difuso que se estende longe da nebulosa, parece que poderia ser o resultado de duas ejeções separadas de gás. Mas este não é o caso: estudos do objeto sugerem que eles foram formados ao mesmo tempo, mas estão sendo soprados da estrela em diferentes velocidades. 
Estima-se que os poderosos jatos de gás que emergem das extremidades da grande estrutura estejam se afastando da estrela a uma velocidade de até 350.000 quilômetros por hora. Pelos padrões dos fenômenos astronômicos, as nebulosas planetárias, como a NGC 3918, são de vida muito curta, com uma duração de apenas algumas dezenas de milhares de anos.
A imagem é uma composição de instantâneos visíveis e infravermelhos próximos tirados com o Wide Field e Planetary Camera 2 do Hubble.
Crédito: ESA / Hubble e NASA 
Texto: Agência Espacial Europeia (ESA)
Fonte: https://www.nasa.gov

Estrelas versus poeira na Nebulosa Carina

O VISTA observa uma das maiores nebulosas da Via Láctea no infravermelho

 A Nebulosa Carina, uma das maiores e mais brilhantes nebulosas do céu noturno, foi observada pelo telescópio VISTA do ESO, que obteve belas imagens deste objeto a partir do Observatório do Paranal, no Chile. Ao observar no infravermelho, o VISTA conseguiu ver para além do gás quente e poeira escura que rodeiam a nebulosa, mostrando-nos uma miríade de estrelas, tanto recém nascidas como à beira da morte.

Na constelação da Quilha, a cerca de 7500 anos-luz de distância, localiza-se uma nebulosa na qual as estrelas nascem e morrem lado a lado. Moldada por estes eventos dramáticos, a Nebulosa Carina é uma nuvem dinâmica e em evolução, de gás e poeira bastante dispersos.

As estrelas massivas no interior desta bolha cósmica emitem radiação intensa que faz com que o gás aoseu redor brilhe. Em contraste, outras regiões da nebulosa contêm pilares escuros de poeira que escondem estrelas recém nascidas. Existe como que uma batalha entre as estrelas e a poeira na Nebulosa Carina, sendo que as estrelas recém formadas estão ganhando — produzem radiação de alta energia e ventos estelares que fazem evaporar e dispersar as maternidades estelares empoeiradas nas quais se formaram.

Com uma dimensão de 300 anos-luz, a Nebulosa Carina é uma das maiores regiões de formação estelar da Via Láctea, podendo ser facilmente observada a olho nu num céu escuro. Infelizmente, para as pessoas que vivem no hemisfério norte, este objeto situa-se 60º abaixo do equador celeste e por isso é apenas visível a partir do hemisfério sul.

No centro desta intrigante nebulosa, Eta Carinae ocupa um lugar de destaque como um sistema estelar muito peculiar. Este monstro estelar — uma forma interessante de binário estelar — é o sistema estelar mais energético da região e era um dos objetos mais brilhantes do céu na década de 1830. Desde essa época diminuiu de brilho dramaticamente, aproximando-se agora do final da sua vida, mas permanecendo um dos sistemas estelares mais massivos e luminosos da Via Láctea.

Eta Carinae pode ser vista nesta imagem no meio da área de luz brilhante circundada por uma forma em “V”, formada por nuvens de poeira. Logo à direita de Eta Carinae encontra-se a relativamente pequena Nebulosa do Buraco de Fechadura — uma pequena nuvem densa de moléculas e gás frio situada no coração da Nebulosa Carina — que abriga várias estrelas massivas e cuja aparência mudou também drasticamente ao longo dos últimos séculos.

A Nebulosa Carina foi  descoberta a partir do Cabo da Boa Esperança por Nicolas Louis de La Caille nos anos 1750 e desde essa altura foi observada inúmeras vezes. O VISTA — Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy — acrescenta, no entanto, um detalhe sem precedentes à imagem de uma grande área; a sua visão infravermelha é perfeita no que diz respeito a revelar aglomerados de estrelas jovens escondidos no material empoeirado que serpenteia ao longo da Nebulosa Carina. 

Em 2014, o VISTA foi utilizado para localizar quase cinco milhões de fontes individuais de infravermelho nesta nebulosa, revelando assim a vasta extensão deste campo de criação de estrelas. O VISTA é o maior telescópio infravermelho do mundo dedicado a rastreios e o seu grande espelho, enorme campo de visão e detectores extremamente sensíveis permitem aos astrônomos observar o céu austral de uma maneira completamente nova.
Fonte: https://www.eso.org

Sílica cristalina em meteorito primitivo aproxima os cientistas da compreensão da evolução solar


Imagem da nebulosa protoplanetária solar. A imagem da esquerda é a estrutura da sílica cristalina, e à direita é uma imagem microscópica do agregado de olivina ameboide que a equipa de investigadores encontrou no meteorito primitivoYamato-793261.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Uma equipe de investigadores da Universidade de Waseda, da Universidade de Estudos Avançados (ambas do Japão), da Universidade do Hawaii em Manoa, da Universidade de Harvard e do Instituto Nacional de Pesquisa Polar descobriu o quartzo mineral de sílica (SiO2) num meteorito primitivo, tornando-se na primeira equipe do mundo a apresentar evidências diretas de condensação de sílica dentro do disco protoplanetário solar e a aproximar-se da compreensão da formação e evolução solar.

Embora observações espectroscópicas anteriores no infravermelho tenham sugerido a existência de sílica em estrelas T-Tauri recém-formadas, bem como em estrelas do ramo gigante AGB na sua última fase de vida, nenhuma evidência de condensação gás-sólido de sílica tinha sido encontrada em meteoritos primitivos dos primeiros estágios do nosso Sistema Solar.

Neste estudo, os cientistas estudaram o meteorito primitivo Yamato-793261 (Y-793261), um condrito carbonáceo recolhido de um campo de gelo perto das Montanhas Yamato durante a 20.ª Expedição de Investigação Antártica Japonesa em 1979.

"O grau de cristalinidade da matéria orgânica em Y-793261 mostra que não sofreu metamorfismo termal," explica Timothy Jay Fasgan, professor de geoquímica na Universidade de Waseda. "Isto confirma que Y-793261 preserva minerais e texturas da sua origem nebular, fornecendo-nos registos do Sistema Solar primitivo."

Um componente importante dos condritos inclui inclusões refratárias, que se formaram em altas temperaturas e são os mais antigos sólidos datados do Sistema Solar. As inclusões refratárias podem ser subdivididas em inclusões ricas em cálcio e alumínio (ICAs) e agregados de olivina ameboide (AOAs). A equipa de pesquisa encontrou um AOA em Y-793261 contendo minerais AOA típicos e minerais ultra-refratários (temperatura muito alta) contendo escândio e zircónio, juntamente com o quartzo (que se forma a uma temperatura comparativamente mais baixa).

"Tal variedade de minerais implica que o AOA se condensou a partir do gás nebular para sólido numa ampla faixa de temperaturas de aproximadamente 1500-900ºC," comenta o professor Fagan. "Este agregado é o primeiro do seu tipo a ser encontrado no nosso Sistema Solar."

A equipa também descobriu que o quartzo no AOA tem uma composição isotópica de oxigénio parecida com a do Sol. Esta composição isotópica é típica das inclusões refratárias em geral, o que indica que as inclusões refratárias se formaram relativamente perto do protossol (aproximadamente 0,1 UA, ou 1/10 da distância Terra-Sol).

O facto de que o quartzo no meteorito Y-793261 partilha esta composição isotópica indica que o quartzo se formou no mesmo ambiente da nebulosa solar. No entanto, a condensação de sílica a partir do gás da nebulosa solar é hipoteticamente impossível caso os minerais e o gás tenham permanecido em equilíbrio durante a condensação. Este achado serve como evidências de que o AOA se formou a partir de um gás que arrefecia depressa. Dado que os minerais pobres em sílica se condensaram do gás, este mudou de composição, tornando-se mais rico em sílica, até que o quartzo se tornou estável e cristalizado.

O professor Fagan diz que a origem de Y-793261 é provavelmente um objeto astronómico perto de 162173 Ryugu (mais conhecido apenas como Ryugu), um asteroide com o nome do palácio de um dragão de um antigo conto popular japonês. Atualmente a ser investigado pela sonda robótica japonesa Hayabusa 2, Ryugu pode partilhar das mesmas propriedades que Y-793261 e potencialmente fornecer mais registos sobre o Sistema Solar inicial. 

"Combinando investigações em andamento sobre meteoritos com novos resultados de Ryugu, esperamos entender melhor os eventos termais durante os estágios iniciais do nosso Sistema Solar".
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Artigos Mais Lidos