24 de outubro de 2018

Missão Juno da NASA detecta trens de ondas de Júpiter


Três ondas podem ser vistas neste trecho de uma imagem da JunoCam tirada em 2 de fevereiro de 2017, durante o quarto sobrevoo de Juno em Júpiter. A região imaginada nesta imagem é parte da banda visivelmente escura ao norte do equador de Júpiter conhecido como o Cinturão Equatorial do Norte. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / SwRI / MSSS / JunoCam

Estruturas massivas de ar se movendo que parecem como ondas na atmosfera de Júpiter foram detectadas a primeira vez pelas missões das sondas Voyager da NASA, durante os sobrevoos pelo planeta em 1979. A câmera JunoCam a bordo da missão Juno da NASA na órbita de Júpiter também tem feito imagens detalhadas da atmosfera do Gigante Gasoso. A JunoCam tem detectado trens de ondas atmosféricos, estruturas atmosféricas que se seguem, uma após as outras enquanto varrem todo o planeta, com a maior parte delas concentrada perto do equador de Júpiter.

O imageador JunoCam consegue resolver as menores distâncias entre as cristas individuais das ondas nesses trens, melhor do que qualquer sonda ou missão que já visitou Júpiter. Essa pesquisa fornece uma informação muito valiosa tanto sobre a dinâmica da atmosfera de Júpiter como sobre a estrutura das regiões localizadas abaixo das ondas.

“A JunoCam tem contado mais trens de ondas distintos do que qualquer outra missão desde a Voyager”, disse Glenn Orton, um cientistas da Juno no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, na Califórnia. “Os trens, que consistem desde de duas ondas até uma aglomeração de dezenas de ondas, pode ter uma distância entre as cristas variando de 65 quilômetros até 1200 quilômetros. A sombra da estrutura da onda em uma imagem permitiu que nós pudéssemos estimar a altura de uma onda, cerca de 10 quilômetros”.

A maior parte das ondas são vistas em trens de ondas alongados, espalhados na direção leste-oeste, com as cristas perpendiculares à orientação do trem. Outras frentes em trens de ondas similares, se inclinam significantemente com respeito a orientação do trem de onda e ainda existem trens de onda que seguem uma trajetória mandrante.

“As ondas podem aparecer perto de outras feições atmosféricas de Júpiter, perto de vórtices, ou ao longo de linhas de fluxos, já outros trens não apresentam nenhuma relação com as feições atmosféricas”, disse Orton. “Alguns trens de ondas aparecem como se eles estivessem convergindo, e outros aparecem se sobrepondo, possivelmente em dois níveis atmosféricos distintos. Em um caso, as frentes de onda parecem estar sendo irradiadas do centro de um ciclone”.

Embora as análises continuam sendo feitas, a maior parte das ondas devem ser ondas atmosféricas de gravidade, ondulações que se formam na atmosfera acima de algo que perturba o fluxo de ar, como numa tempestade, ou perturbações do fluxo ao redor de outras feições, ou de algum outro tipo de perturbação que a JunoCam ainda não detectou.

Os instrumentos da JunoCam são qualificados para fazer esse tipo de descoberta. A JunoCam é uma câmera colorida que trabalha na luz visível e que oferece um campo aberto de visão, e que foi desenvolvida para capturar imagens dos polos de Júpiter e de suas nuvens. Ela é considerada os olhos da Juno, e ajuda a fornecer um contexto para os outros instrumentos da sonda. A JunoCam foi incluída na sonda primariamente para realizar um engajamento do público em geral com a missão, mas as imagens possuem uma qualidade tão boa que estão sendo usadas com propósito científico.

A Juno foi lançada em 5 de Agosto de 2011, de Cabo Canaveral na Flórida, e chegou na órbita de Júpiter em 4 de Julho de 2016. Até o momento ela já completou 15 passagens por Júpiter. O décimo sexto sobrevoo da Juno por Júpiter irá acontecer em 29 de Outubro de 2018. Durante esses sobrevoos, a Juno está pesquisando o que acontece abaixo das nuvens de Júpiter e estudando suas auroras, para poder aprender mais sobre a origem, a atmosfera, a estrutura e a magnetosfera do planeta, tudo isso, integrado irá contar a história de Júpiter.

O JPL gerencia a missão Juno para o seu principal pesquisador, Scott Bolton, do Southwest Research Institute, em San Antonio. A missão Juno é parte do Programa New Frontiers, gerenciado pelo Marshall Space Flight Center da NASA, em Huntsville, no Alabama, para o Science Mission Directorate. A empresa Lockheed Martin Space Systems em Denver, no Colorado, construiu a sonda. O JPL é uma divisão do Caltech, em Pasadena, na Califórnia.

Mais informações sobre a missão Juno, você encontra, em:
Fonte: NASA

Marte pode ter oxigênio suficiente para sustentar a vida, diz estudo


Em alguns locais, a quantidade de oxigênio disponível poderia até mesmo manter vivo um animal primitivo multicelular como uma esponja
A água salgada sob a superfície de Marte poderia conter oxigênio suficiente para sustentar o tipo de vida microbiana que emergiu e floresceu na Terra bilhões de anos atrás(foto: Nasa/Divulgação )
A água salgada sob a superfície de Marte poderia conter oxigênio suficiente para sustentar o tipo de vida microbiana que emergiu e floresceu na Terra bilhões de anos atrás, reportaram cientistas nesta segunda-feira (22). 

Em alguns locais, a quantidade de oxigênio disponível poderia até mesmo manter vivo um animal primitivo multicelular como uma esponja, escreveram na revista científica Nature Geosciences.  

"Nós descobrimos que a salmoura" - água com altas concentrações de sal - "em Marte pode conter oxigênio suficiente para que micróbios possam respirar", afirmou Vlada Stamenkovic, principal autor do estudo, físico teórico do Laboratório de Propulsão a Jato da Califórnia.

"Isto revoluciona completamente nossa compreensão do potencial da vida em Marte, hoje e no passado", declarou à AFP. Até agora, presumia-se que a quantidade de oxigênio em Marte fosse insuficiente para sustentar a vida microbiana.

"Nós nunca pensamos que o oxigênio poderia desempenhar um papel para a vida em Marte devido à sua escassez na atmosfera, de cerca de 0,14%", afirmou Stamenkovic. Comparativamente, a concentração deste gás no ar que respiramos é de 21%.

Na Terra, as formas de vida aeróbicas - ou seja, que respiram oxigênio - evoluíram juntamente com a fotossíntese, que converte CO2 (gás carbônico) em O2 (oxigênio), gás que teve um papel crítico na emergência de formas de vida complexas, sobretudo após o denominado Grande Evento de Oxigenação, há cerca de 2,35 bilhões de anos.

Mas nosso planeta também abriga micróbios no fundo dos oceanos, em gêiseres, que sobrevivem em ambientes privados de oxigênio. É por isso que sempre que pensamos na vida em Marte, nós estudamos o potencial de vida anaeróbica", afirmou Stamenkovic.  

Vida em Marte?

O novo estudo começou com a descoberta pela sonda Mars Curiosity, da Nasa, de óxidos de manganês, que são compostos químicos que só podem ser produzidos com grandes quantidades de oxigênio.  A Curiosity, juntamente com os orbitadores de Marte, também estabeleceram a presença de depósitos de salmoura, com variações nos elementos que continham.

Um conteúdo de alta salinidade permite que a água se mantenha líquida - uma condição necessária para a dissolução do oxigênio - em temperaturas muito baixas, transformando a salmoura em ambientes favoráveis para a vida microbiana.

Dependendo da região, da estação e do momento do dia, as temperaturas no Planeta Vermelho podem variar entre -195ºC e +20ºC.

Os pesquisadores desenvolveram um primeiro modelo para descrever como o oxigênio se dissolve na água salgada em temperaturas abaixo do congelamento. Um segundo modelo estimou as mudanças climáticas em Marte nos últimos 20 milhões de anos e projetou como seriam nos próximos 10 milhões de anos.

Juntos, os cálculos demostraram quais regiões do Planeta Vermelho são mais propensas a produzir oxigênio baseado em salmoura, dado que pode ajudar a determinar o posicionamento de sondas futuras.

"As concentrações de oxigênio (em Marte) são em ordens de grandeza" - algumas centenas de vezes - "maiores do que o necessário para micróbios aeróbicos ou que respiram oxigênio", concluiu o estudo. Nossos resultados não sugerem que haja vida em Marte", alertou Stamenkovic. "Mas eles mostram como a habitabilidade marciana é afetada pelo potencial de oxigênio dissolvido".
Fonte: Agência France-Presse

Bolhas de sopro de estrelas recém-nascidas na nebulosa da pata do gato


Essa imagem feita pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, mostra a Nebulosa da Pata do Gato, denominada assim, devido às grandes feições circulares que criam a impressão de uma impressão digital de um felino. A nebulosa é uma região de formação de estrelas na Via Láctea, localizada na constelação de Escorpião. A distância da Terra até a nebulosa é estimada entre 4200 e 5500 anos-luz.

Delimitada por nuvens verdes, as bolhas vermelhas brilhantes são as feições dominantes na imagem, que foi criada usando dados de dois instrumentos do Spitzer. Depois que o gás e a poeira dentro da nebulosa colapsa para formar estrelas, as estrelas podem aquecer o gás pressurizado a sua volta, fazendo com que ele se expanda no espaço, criando as bolhas.

As áreas em verde, mostram locais onde a radiação das estrelas quentes colide com as grande moléculas chamadas de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, fazendo com que brilhe com a fluorescência. Em alguns casos, as bolhas podem eventualmente explodir, criando feições em forma de U, que são particularmente visíveis na parte inferior da imagem que foi criada usando dados de apenas um instrumento do Spitzer.

O Spitzer é um telescópio de infravermelho, e a luz infravermelha é útil para os astrônomos pois ela pode penetrar as espessas nuvens de gás e poeira, melhor que a luz óptica. Os filamentos escuros que cruzam horizontalmente a nebulosa, são regiões de gás e poeira mais densas, onde, nem mesmo a luz infravermelha pode atravessar. Essas densas regiões podem em breve ser locais onde outra geração de estrelas pode se formar.

A região de formação de estrelas da Pata do Gato tem entre 80 e 90 anos-luz de diâmetro. Ela se estende além do lado esquerdo dessas imagens e intercepta com uma região similar de formação de estrelas, a NGC 6357. Essa região é também conhecida como Nebulosa da Lagoa, que é um improvável companheiro para um gato.

A parte superior da imagem foi compilada usando dados do Infrared Array Camera (IRAC) e o Multiband Imaging Photometer (MIPS) que estão a bordo do Spitzer. O MIPS coleta uma “cor” adicional da luz no intervalo do infravermelho, que revela as feições avermelhadas, criadas pela poeira que foi aquecida pelo gás quente e pela luz das estrelas próximas. A segunda imagem é baseada nos dados do IRAC, assim a poeira não é visível.

As imagens foram retiradas dos dados coletados para o projeto Galactic Legacy Mid-Plane Survey Extraordinaire, ou GLIMPSE. Usando dados do Spitzer, o GLIMPSE criou o mapa mais preciso até hoje da grande barra central da galáxia e mostrou que a galáxia é repleta de bolhas de gás, como essas vistas aqui.
Mais informações sobre o Spitzer estão disponíveis nos seguintes sites:
Fonte: NASA
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