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Astrônomos descobrem fonte principal de antimatéria na galáxia

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Toda a antimatéria da galáxia, cujos vestígios de decomposição são constantemente registrados pelos telescópios da NASA, pode surgir como resultado das explosões de supernovas que ocorrem após fusões de anãs brancas, diz um artigo na revista Nature Astronomy. Essas observações nos permitiram revelar os enigmas da parte mais desconhecida da Via Láctea, onde habitam as estrelas mais antigas. Quando os pares de anãs brancas se aproximam demais, a estrela maior "arranca" parte da matéria da sua companheira menor, se tornando um bomba termonuclear, cuja explosão gera quase toda a antimatéria da galáxia",  explica  Roland Crocker da Universidade Nacional da Austrália, em Camberra. Quando os astrônomos soviéticos e norte-americanos lançaram os primeiros telescópios espaciais para a órbita da Terra, as observações da galáxia através de raios X e raios gama revelaram uma grande surpresa. Eles descobriram que a parte central da Via láctea produzia uma grande quantidade

Sonda Juno mostra um Júpiter totalmente diferente

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Por que um polo de Júpiter é tão diferente do outro é um enigma que os pesquisadores ainda tentam solucionar.[Imagem: NASA/JPL-CALTECH/SWRI/MSSS/BETSY ASHER HALL/GERVAS] Um Júpiter totalmente novo As observações iniciais de Júpiter feitas pela sonda espacial Juno são "de tirar o fôlego", anunciaram os cientistas da Nasa no primeiro comunicado sobre os resultados iniciais da missão. E o que mais os deixou perplexos até agora foram as gigantescas "tempestades" registradas nos polos do planeta. "Pense em um monte de furacões, cada um do tamanho da Terra, todos tão espremidos uns aos outros que chegam a se tocar," exemplificou Mike Janssen. "Até mesmo entre os pesquisadores mais experientes, essas imagens de nuvens imensas rodopiando têm impressionado muito." A  sonda Juno chegou a Júpiter  em 4 de julho do ano passado. Desde então, ela tem se aproximado do planeta gasoso a cada 53 dias. Segundo a equipe da NASA, a sonda está mostran

Estrela da “megaestrutura” volta a chamar a atençã

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A estrela mais famosa e estranha da nossa galáxia está agindo de novo. Na sexta-feira, 19 de maio, a estrela de Tabby começou a escurecer, continuando sua história de misteriosas mudanças em seu brilho. Os astrônomos estão lutando para apontar tantos telescópios quanto for possível para lá, 1.300 anos-luz de distância, na constelação Cygnus, para decifrar seu estranho sinal. Em 2015, uma equipe de astrônomos liderada por Yale Tabetha Boyajian viu a luz da estrela KIC 8462852 de repente e repetidamente diminuir seu brilho. O astro escureceu até 22% antes de voltar ao normal. Então, em 2016, uma revisão de placas fotográficas velhas revelou que KIC 8462852 escureceu 14% entre 1890 e 1989. Chamada de estrela de Tabby em homenagem a Boyajian, o astro desvaneceu-se por outros 3% durante os quatro anos que foi observado pelo Observatório Espacial Kepler. Os astrônomos descobriram uma enorme variedade de diferentes explicações para o estranho comportamento dela. Alguns dizem que po

Galáxias recém descobertas de crescimento rápido podem resolver puzzle cósmico- e mostram antiga fusão cósmica

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Impressão de artista de um quasar e de uma galáxia vizinha em fusão. As galáxias observadas por Decarli e colaboradores estão tão distantes que, de momento, não são possíveis imagens detalhadas. Esta combinação de imagens de homólogas próximas dá uma impressão do seu aspeto em mais detalhe.  Crédito: MPIA usando material do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA Astrónomos descobriram um novo tipo de galáxia no início do Universo, menos de mil milhões de anos após o Big Bang. Estas galáxias estão a formar estrelas a um ritmo cem vezes superior ao da nossa própria Via Láctea. A descoberta poderá explicar um achado anterior: uma população de galáxias surpreendentemente massivas 1,5 mil milhões de anos após o Big Bang, que exigiria que tais percursos hiperprodutivos formassem centenas de milhares de milhões de estrelas. As observações também mostram o que parece ser a imagem mais antiga de uma fusão galáctica. Os resultados, por um grupo de astrónomos liderados por Roberto Decar

Observação da transformação de uma supernova em buraco negro

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Em 2007 o telescópio espacial Hubble observou uma estrela 25 vezes mais massiva que nosso Sol, N6946-BH1, em uma combinação de luz visível e infravermelho, porém em 2009 o brilho da estrela aumentou muito, 1 milhão de vezes mais brilhante que o Sol mais precisamente. Curiosamente, em 2015, a estrela desapareceu (como mostrado na imagem) e apenas uma pequena quantidade de radiação infravermelha foi detectada. Essa radiação pode provir dos detritos “caindo” no buraco negro que se localiza a 22 milhões de anos-luz na galáxia NGC 6946. Uma curiosidade é que os astrônomos estimam que 30% desse tipo de estrela pode simplesmente se tornarem buracos negros sem passarem pelo processo de supernova.  Os astrônomos observaram então o local onde a estrela estava com o telescópio espacial Spitzer e com o LBT (Large Binocular Telescope), que é um telescópio de colaboração internacional entre Estados Unidos, Alemanha e Itália, mas também não houve nem sinal da estrela. Scott Adams sugeriu que

Astrónomos confirmam detalhes orbitais do planeta menos compreendido de Trappist-1

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Animação do planeta h do sistema TRAPPIST-1. Crédito: NASA/JPL-Caltech Com o auxílio do Telescópio Espacial Kepler da NASA, cientistas identificaram um padrão regular nas órbitas dos planetas no sistema TRAPPIST-1 que confirmou detalhes suspeitos sobre a órbita do seu planeta mais externo e menos compreendido, TRAPPIST-1h.  TRAPPIST-1 tem apenas 8% da massa do nosso Sol, tornando-a numa estrela mais fria e menos luminosa. É o lar de sete planetas do tamanho da Terra, três dos quais orbitam na zona habitável da estrela - a gama de distâncias onde a água líquida pode existir à superfície de um planeta rochoso. O sistema está localizado a cerca de 40 anos-luz de distância na direção da constelação de Aquário e tem uma idade estimada entre 3 e 8 mil milhões de anos. Esta impressão artística mostra a vista da superfície de um dos planetas do sistema TRAPPIST-1. Há pelo menos sete planetas que orbitam esta estrela anã superfria situada a 40 anos-luz da Terra e todos eles têm ap

Viagem no tempo é possível com TARDIS do espaço-tempo

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Além de permitir a viagem no tempo, a  matéria exótica pode possibilitar a velocidade de dobra  - alguns astrofísicos acreditam que  haja matéria exótica em estrelas de nêutrons .[Imagem: NASA] TARDIS matematicamente possível Um matemático e um físico canadenses criaram um modelo matemático para uma máquina do tempo que, ainda que não seja viável no presente, também não se pode dizer que seja impossível de ser construída.  David Tsang e Ben Tippett, da Universidade da Colúmbia Britânica, são especialistas na teoria de Einstein e em buracos negros - mas confessam que também gostam de ficção científica nas horas vagas. "As pessoas pensam que viagens no tempo sejam algo ficcional. E nós tendemos a pensar que não é possível porque não o fazemos de fato. Mas, matematicamente, é possível," garante Tippett. E, usando matemática e física, eles provaram. Deduzindo fórmulas e triturando um bocado de números, Tsang e Tippett criaram um modelo matemático de uma TARDIS - o

Feixe de energia estranho parece viajar cinco vezes a velocidade da luz

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Um raio de energia que sai da galáxia M87 parece se mover cinco vezes mais rápido do que a velocidade da luz, conforme medido pelo Telescópio Espacial Hubble. Esta façanha foi observada pela primeira vez em 1995, e tem sido vista em muitas outras galáxias desde então.Se nada pode quebrar o limite de velocidade cósmico, o que está acontecendo aqui?! Um truque de mágica, conforme explica Eileen Meyer, uma das pesquisadoras de um estudo sobre esse assunto, da Universidade de Maryland, nos EUA. Os raios velozes Conhecemos esse raio, um jato de plasma, que é disparado do núcleo de M87 desde 1918, quando o astrônomo Heber Curtis o notou pela primeira vez.  Para ser visível de tão longe, ele tinha que ser enorme – cerca de 6.000 anos-luz. Como os astrônomos modernos agora sabem, praticamente todas as galáxias têm um buraco negro central que periodicamente atrai estrelas e nuvens de gás. Isso aquece o buraco negro, e os campos magnéticos focalizam um pouco desse gás em jatos

A nebulosa da borboleta do Hubble

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Crédito de imagem: NASA, ESA, Hubble, HLA; Reprocessamento e direitos autorais: Jesús M.Vargas & Maritxu Poyal Muitos objetos brilhantes do céu noturno são nomeados em homenagem a flores ou insetos, por conta de seus formatos que lembram as criaturas terrestres.  A Nebulosa Borboleta não é nenhuma exceção. Esse apelido, inclusive, é bem mais legal que o chato nome formal NGC 6302.  Com uma envergadura que cobre mais de 3 anos-luz e uma temperatura superficial estimada em cerca de 250.000 graus Celsius, a estrela central moribunda desta nebulosa planetária tornou-se excepcionalmente quente, brilhando fortemente na luz ultravioleta, mas escondida da vista direta por um denso cobertor de poeira.  Este close-up da nebulosa foi feito pelo telescópio espacial Hubble e teve suas cores reprocessadas. Hidrogênio molecular foi detectado na carcaça cósmica empoeirada da estrela candente.  A NGC 6302 fica a cerca de 4.000 anos-luz de distância de nós, na constelação do Escorpião (Scorpi

Física “fantasmagórica” de Einstein é usada para criar novo detector de ondas gravitacionais

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A primeira detecção direta de ondas gravitacionais, um fenômeno predito pela teoria geral da relatividade de Einstein de 1915, foi relatada por cientistas em 2016. Armados com essa “descoberta do século”, físicos de todo o mundo têm planejado novos e melhores detectores de ondas gravitacionais. O professor de física Chunnong Zhao e os doutores Haixing Miao e Yiqiu Ma são membros de uma equipe internacional que criou um projeto particularmente excitante para os detectores de ondas gravitacionais. O novo design é um avanço real porque ele pode medir sinais abaixo de um limite que anteriormente se acreditava ser uma barreira intransponível. Os físicos chamam esse limite de limite quântico padrão. Ele é definido pelo princípio da incerteza quântica.  O novo design, publicado na revista Nature nesta semana, mostra que isso pode não ser mais uma barreira. O uso desta e de outras novas abordagens pode permitir que cientistas monitorem colisões de buracos negros e “terremotos espaciais