2 de set de 2011

Cientistas recriam a Via Láctea em simulação

Cientistas resolveram recriar a Via Láctea para entender os processos cósmicos de galáxias espirais. Os pesquisadores suíços e americanos conseguiram produzir a primeira simulação de galáxias em espiral bem sucedida, com um poderoso supercomputador e nove meses de trabalho intenso. Outros estudos já haviam tentado simular o disco massivo de galáxias como a Via Láctea, mas falharam porque as galáxias tinham muitas estrelas em seu centro, formando enormes protuberâncias centrais em relação ao tamanho do disco. 
 
A nova simulação é conhecida como galáxia Eris, a mais realista até agora. Os cientistas tiveram um grande aliado desta vez: um supercomputador da NASA que realiza 1,4 milhões de processamentos por hora, além de simulações adicionais incluídas pelo Centro Nacional Suíço de Supercomputação. Um software foi utilizado para rastrear os movimentos de 60 milhões de partículas, que representam o gás galáctico, assim como matéria escura, ao longo de mais de 13 bilhões de anos.  A simulação realista da formação estelar também foi uma das chaves para o sucesso do experimento. Isso porque a formação de estrelas nas galáxias reais ocorre em grupos, e reproduzir isso fora de uma simulação cosmológica é muito difícil.
 
Astrônomos afirmam que o universo é composto por 4,6% de matéria normal, 23,3% de matéria escura e 72,1% de energia escura. Mas como os pesquisadores acharam difícil produzir galáxias como a Via Láctea usando essa fórmula na prática, o modelo vigente está sendo questionado. A virtual galáxia Eris é altamente projetada por supercomputação, mas não a confunda com a Via Láctea real: apesar de Eris ser uma simulação com alta resolução incrível, seus 60 milhões de partículas de gás e matéria escura são insignificantes perto das centenas de bilhões de estrelas da Via Láctea.
Fonte: http://hypescience.com/
[MSN]

NASA simula no deserto missão tripulada a asteroide

O teste mais esperado é a simulação de uma visita tripulada a um asteroide.[Imagem: NASA]

Astronautas no asteroide

A NASA está realizando esta semana mais uma versão do seu projeto Desert RATS que, embora possa ser traduzido livremente por "ratos do deserto", é uma sigla para Research And Technology Studies, um teste que é feito no deserto, o local mais adequado para simular missões à Lua, Marte e, agora a asteroides. Esta é, na verdade, a grande novidade do teste deste ano. A NASA já anunciou que enviará uma sonda robotizada para coletar amostras de um asteroide, mas a simulação será de uma missão tripulada. Recentemente a NASA apresentou uma espaçonave-conceito que poderia ser usada em missões desse tipo.

Robôs espaciais

O teste, que mobiliza uma grande equipe de engenheiros, astronautas, cientistas e técnicos da NASA, da indústria e de universidades, está acontecendo no deserto do Arizona. O objetivo é verificar o funcionamento dos veículos e ferramentas em diferentes condições de operação, simulando vários destinos para a futura exploração humana.

O Veículo de Exploração Espacial, em sua versão conceitual para o espaço (à esquerda). No alto à direita, como ele será testado, devidamente adaptado com rodas. O veículo que carrega o Robonauta também pode ter outros usos. [Imagem: NASA]
Destinos no espaço
Esses destinos incluem a alta órbita terrestre (a Estação Espacial fica na órbita baixa), os pontos de Lagrange, a Lua, asteroides próximos da Terra, as luas de Marte e, finalmente, a superfície de Marte. O ambiente extremo do deserto é o mais adequado para dar mais realismo aos testes e encontrar problemas que não foram previstos em laboratório.

Telescópio que procura novas formas de vida no espaço é reaberto

Você já ouviu falar no Instituto SETI? Significa Search for Extraterrestrial Intelligence Institute (literalmente, Instituto de Pesquisa por Inteligência Extraterrestre), e faz exatamente o que o nome diz: procura evidências de alienígenas no espaço. No último mês de abril, os telescópios foram inaugurados, mas fechados pouco tempo depois por falta de fundos. Agora, foi injetada uma verba de 30 milhões de dólares (47 milhões de reais) para que ele volte a funcionar. Trata-se de um órgão fundado em 1984 na Califórnia (EUA), com grande nível de profissionalismo e parcerias com várias empresas mundialmente famosas, inclusive a NASA. Talvez isso explique como eles conseguiram uma verba tão substancial para construir o equipamento, batizado de Telescópio Allen. O financiamento do projeto, contudo, não é apenas interno: celebridades como a atriz Jodie Foster conseguiram levantar mais 200 mil dólares em doações (317 milhões de reais), que vieram de mais de 2.400 pessoas. O Telescópio Allen, na verdade, é um conjunto de 42 rádio-telescópios que têm a missão de detectar outras formas de vida no universo. A renda levantada, segundo os líderes do projeto, é suficiente para manter o equipamento em operação no mínimo até o fim do ano. Para se manter depois disso, já há uma nova parceria. A força aérea dos EUA vai pagar ao Telescópio Allen para que ele detecte lixo espacial que possa atrapalhar o funcionamento de satélites. O projeto, portanto, arranjou um meio de se sustentar. Jodie Foster sintetiza a importância que dá ao projeto: “O Telescópio Allen pode transformar ficção científica em ciência de verdade, mas isso só é possível se examinarmos ativamente o céu”. Nomes mais ligados à exploração do espaço, como o astronauta Bill Anders, também deram suporte financeiro à iniciativa.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/news

Nova descoberta põe em dúvida o motivo pelo qual a matéria existe

O bom e já um pouco velho LHC (Large Hadron Collider, o famoso acelerador de partículas que está no subterrâneo da fronteira Franco-Suíça e faz simulações físicas de como o universo teria surgido) continua levantando teorias. A mais recente põe em dúvida, simplesmente, o motivo pelo qual tudo existe!
Aparentemente, uma nova descoberta viola uma lei física que comprova a existência de matéria no universo. A história começa quando os cientistas da Organização Europeia de Pesquisas Nucleares (CERN, na sigla em inglês) resolveram analisar a fundo a partícula quark-b (nome dado a partir de uma configuração que leva em conta a carga elétrica e outras características da partícula), que é um dos seis tipos de quark conhecidos. Observando a partícula, eles notaram a ausência de uma anti-partícula, simétrica, ligada ao quark-b. Isso é uma grave contestação a uma lei física que explica o surgimento das coisas. Segundo tal teoria, a grosso modo, toda a matéria existente no universo tem um vestígio de anti-matéria equivalente, e ambas – matéria e anti-matéria – existiam em quantidades iguais quando houve o Big Bang. Na teoria, matéria e anti-matéria deveriam eliminar-se mutuamente, deixando apenas o vazio e nenhum universo, mas de algum modo a matéria prevaleceu. A “junção” do quark-b com a sua anti-matéria (o antiquark-b) forma o méson-B. O méson-B, fisicamente, tende a decair para outras partículas, e por alguma razão ele tende a decair para matéria, e não anti-matéria. Isso foi comprovado por um estudo no ano passado, e legitima a teoria da simetria entre matéria e anti-matéria. Mas a descoberta feita agora mostra algo diferente: não há qualquer tendência de decaimento para a matéria, ou seja, essa simetria pode não existir. A descoberta cria um problema para várias outras teorias sobre o surgimento do universo, todas amparadas pela tese da simetria. Para evitar conclusões precipitadas, no entanto, os cientistas do CERN pretendem fazer testes com outras partículas nucleares. O erro, segundo eles, pode estar na análise de alguma condição relacionada ao quark-b. Isso significa que a teoria da simetria entre matéria e anti-matéria não está descartada por completo.
Fonte: http://hypescience.com/
 [POPSCI]

Nave Juno tira foto da Terra há 9,5 milhões de quilômetros

A nave Juno da NASA foi lançada dia 5 de agosto para uma missão de check-out. Ela deve chegar ao planeta Júpiter em 2016. Recentemente, ela olhou para trás e retratou a Terra. A imagem mostra o pálido ponto azul a uma distância de 9,5 milhões de quilômetros durante o check-out de sua câmera e outros sistemas de bordo. A sonda deve voltar a Terra em 2013 para ser preparada e ganhar a velocidade necessária para perseguir Júpiter três anos depois. O plano atual é que Juno gaste um pouco mais de um ano no planeta gigante, que orbita sobre seus polos. A nave usará instrumentos de sensoriamento remoto para olhar através da atmosfera de Júpiter. Os cientistas esperam aprender mais sobre as suas camadas diferentes e o que exatamente está no núcleo do planeta. Juno estabeleceu um recorde para a nave espacial mais distante alimentada por energia solar. Em Júpiter, a intensidade da luz solar é apenas 1/25 do que na Terra. Todas as sondas anteriores que foram para o gigante de gás foram equipadas com baterias de radioisótopos.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-14728389

Herschel Vê a Via Láctea

Créditos e direitos autorais : ESA, SPIRE & PACS Consortia
Com um espelho de 3,5 metros de diâmetro, maior que o do Telescópio Espacial Hubble, o Observatório Espacial Herschel da Agência Espacial Europeia explora o Universo em comprimentos de onda no infravermelho. O nome Herschel vem do astrônomo britânico nascido na Alemanha Frederick William Herschel, que descobriu a luz infravermelha há mais de 200 anos. As sensíveis câmeras do Herschel se juntaram para produzir esta espetacular paisagem celeste quando se olha na direção da constelação do Cruzeiro do Sul. Estendendo-se por cerca de 2 graus, a vista de primeira categoria feita em falsas cores e no infravermelho distante capta as frias nuvens de poeira da nossa galáxia em extremos detalhes, mostrando um extraordinário labirinto de filamentos conectados e regiões de formação de estrelas. Essas observações têm a intenção de desvendar mistérios da formação de estrelas através do levantamento de grandes áreas do plano galáctico.

Novo sítio explorado pelo robô Opportunity em Marte é promissor

Cratera Endeavour, em Marte, apresenta rochas favoráveis à existência de vida microbiana
Opportunity foi lançado em 2003 para estudar o solo de Marte. O robô chegou há três semanas na cratera Endeavour
O início da exploração no novo sítio de Marte, onde está o robô Opportunity, parece promissor, considerando-se a composição do solo e as rochas observadas, mais compatíveis com a existência de vida num passado remoto, afirmaram os cientistas da Nasa. A primeira rocha que examinou é lisa, e aparentemente foi escavada por um impacto que deixou uma cratera do tamanha de uma quadra de tênis. As observações e medidas realizadas pelas naves americanas enviadas a Marte permitem pensar que as rochas na beirada dessa cratera são de um período da história de Marte talvez mais favorável à existência de vida microbiana, segundos os cientistas. O robô explorador Opportunity chegou à cratera de impacto marciana Endeavour após uma viagem de quase três anos. O Opportunity alcançou o destino programado pelos cientistas da Nasa após percorrer 21 quilômetros desde a cratera Victoria, onde fazia a prospecção do terreno. O robô, que tem o tamanho de um carrinho de golfe, transmitiu em 9 de agosto sua chegada ao ponto conhecido como Spirit Point, na beira da cratera. O Opportunity prestou homenagem ao outro robô da Nasa Spirit, que em maio, por causa de um defeito teve sua missão encerrada.

Argilas favoráveis à vida

Há cerca de três semanas, o robô marciano chegou na borda de uma cratera de 22 km de largura, chamada Endeavour. A cratera já foi quase totalmente intemperizada, restando apenas cristas descontínuas em sua borda. A primeira pedra examinada tem o tamanho de um banco de jardim, com uma superfície achatada. Ela foi batizada de Tisdale 2. Os pesquisadores usaram um instrumento no braço robótico do robô para identificar os elementos em vários pontos na rocha. Eles também examinaram-na usando imagens microscópicas e vários filtros da câmera panorâmica. A diversidade de fragmentos na rocha Tisdale 2 pode ser um indicador de outros minerais ainda não conhecidos, e que poderão ser encontrados na cratera. Observações feitas por sondas em órbita de Marte sugerem que as rochas expostas nas bordas da cratera Endeavour datam do início da história marciana e incluem minerais de argila que se formam em condições úmidas pouco ácidas, possivelmente mais favoráveis para a vida.
Fontes: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia
http://www.inovacaotecnologica.com.br
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