As estrelas vão se apagar um dia?

Estudo demonstra que o universo só conseguirá produzir mais 5% das estrelas que já existem. Será que teremos um apagão em nosso céu?
Destruição dos Pilares da Criação, localizada na Nebulosa de Águia, vai proporcionar um belo espetáculo às gerações futuras
 
As estrelas são corpos com luz própria constituídos de plasma. Alguns desses objetos nasceram durante o primeiro ciclo de formação do universo, há quase 11 bilhões de anos, portanto são mais antigos que o nosso planeta, atualmente com 4,6 bilhões de anos. Assim como todo carnaval tem o seu fim, as estrelas também seguem um ciclo de vida e um dia morrerão. Um estudo recente publicado na revista Scientific American Brasil indica que, a menos que nosso universo encontre outro fôlego – o que é improvável, segundo os pesquisadores –, ele só conseguirá produzir mais 5% das estrelas que existem neste momento.

Mas fique calmo: isso não quer dizer que nosso céu se apagará de uma hora para outra. Porém, estamos vivenciando o limite entre o excesso luminoso e um declínio leve e longo. O professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP Laerte Sodré Junior explica que a taxa de formação de estrelas vem diminuindo com o tempo. Segundo o pesquisador, existe uma relação entre a massa das galáxias e a época em que elas formaram suas estrelas. “As galáxias de maior massa formaram grande parte de suas estrelas há muito tempo, enquanto o grosso da formação de estrelas se dá em galáxias de baixa massa, conhecidas como anãs”, diz.
 
Mas como as estrelas se formam?
As estrelas se formam a partir de grandes nuvens de gás e poeira conhecidas pelos astrônomos como nebulosas. Os restos de materiais lançados ao espaço por ocasião da grande explosão podem formar também um grande número de planetas e de sistemas planetários. O tempo de duração de uma nova estrela dependerá da quantidade de poeira e gás acumulada durante a sua formação. Quanto mais massa esse corpo tiver, mais quente e brilhante ele será. Além disso, é a temperatura da estrela que vai determinar qual cor ela terá.
 
Os Pilares da Criação
Uma das imagens mais famosas feita pelo telescópio Hubble, em 1995, mostra uma das maravilhas mais intrigantes de nosso universo. Um grupo de colunas com quatro anos-luz de altura, localizadas na Nebulosa de Águia, um jovem aglomerado de estrelas que fica a 7 mil anos-luz da Terra, ficaram conhecidas como os Pilares da Criação. A questão é que, posteriormente, cientistas descobriram que essas colunas foram destruídas por uma supernova, ou seja, uma explosão estelar que ocorreu há 6 mil anos-luz.

 Bom, como a nebulosa está a 7 mil anos-luz de nós e a explosão ocorreu há 6 mil… Exatamente! Os pilares como estão na imagem feita pelo Hubble já não existem mais. Isso acontece porque a luz precisa viajar uma grande distância e só chega na Terra depois que o evento ocorreu. Porém, avisem as gerações futuras que daqui a mil anos haverá um grande espetáculo nos céus do planeta: a onda de choque causada pela explosão dos Pilares da Criação.
Fonte: Agência CiênciaWeb

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