Einstein confirmado: buracos negros são mesmo buracos

Encontrada a primeira evidência experimental de que os buracos negros têm um horizonte de eventos – ou seja, de que eles engolem astros ao pé da letra 

Vamos começar com a afirmação mais óbvia já feita na SUPER: a Terra gira em torno do Sol, assim como os outros planetas, muito distantes de nós, giram em torno de suas respectivas estrelas. Tudo isso, por sua vez, gira em torno do centro da Via Láctea, nossa galáxia. Não desanime, leitor, esse texto já vai ficar legal (falando nisso, quem já entende como funciona um buraco negro pode pular para o parágrafo oito).
Esse é o hábito mais comum do cosmos: no vácuo do espaço, tudo está sempre girando em torno de tudo. A culpa, como você (de novo) já sabe, é de um negócio chamado gravidade. É aí que complica. Todo mundo já viu a gravidade se manifestar – basta tropeçar ou deixar um prato cair. Mas como exatamente ela faz isso? De onde vem essa força invisível, intocável, e o que a torna capaz de nos puxar para baixo?
Ela faz isso curvando o tecido do espaço-tempo – e esse é um princípio físico mais fácil de entender do que parece. Faça o seguinte: distribua um punhado de bolinhas de gude na superfície de um colchão. Elas ficarão paradas, certo? Agora sente no meio delas. O colchão vai afundar, e todas vão rolar em sua direção até encostar em você.
O Sol faz a mesma coisa. Ele é tão grande que afunda o “colchão” do universo – e todas as bolinhas de gude próximas, que atendem pelo nome de planetas, se acumulam em torno dele.  Mas o que acontece se você soltar uma bigorna de uma tonelada no colchão? Bem, ela é tão pesada que rasga a espuma e arrasta todas as bolinhas para o buraco. Se você acha que essa cena, apesar de absurda na prática, faz todo o sentido na teoria, palmas: Einstein concorda com você.
A bigorna no colchão é o que os físicos chamam de buraco negro. Uma região com tanta massa, mas tanta massa concentrada em um espaço tão pequeno que a própria estrutura do universo não aguenta o tranco e afunda de vez. Quem cai ali não sai mais – nem a luz escapa. Uma cena linda, mas hipotética: é complicado provar a existência de algo invisível. A ciência tem bons motivos para acreditar em algo chamado horizonte de eventos. É um perímetro de não-retorno. Qualquer corpo celeste que passe desse limite será engolido pelo buraco negro e nunca mais dará sinal de vida.
Fonte: Super Interessante

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