Uma visão única no Sistema Solar

Para nós e para a Terra, o Sol e a Lua são os astros mais importantes do Universo. Esses três astros estão ligados por forças gravitacionais e, por meio dela, realizam uma dança eterna. O Sol e a Lua são responsáveis por diversos fenômenos que ocorrem na atmosfera, nos oceanos e na crosta terrestre. É o Sol ainda o responsável por praticamente toda energia que sustenta os ciclos no nosso planeta: ciclo da água, ciclo do carbono, ciclo da vida e outros.

A Lua é o quinto maior satélite do Sistema Solar em termos absolutos. Ganimedes, Calixto e Io, satélites de Júpiter e Titã de Saturno, são maiores que a Lua, mas se formos comparar esses satélites com os planetas em que orbitam, podemos dizer que a Lua é o maior satélite do Sistema Solar. A visão que temos da Lua aqui da Terra é maravilhosa. Em nenhum outro planeta do Sistema Solar, pode-se enxergar um satélite tão grande e tão próximo como nós enxergamos a Lua aqui da Terra. Até porque, os planetas que apresentam satélites maiores do que a Lua, são imensos e não apresentam uma superfície sólida.

O Sol, como fonte luminosa distante, projeta luz que atinge os Sistema Terra-Lua com seus raios mais ou menos paralelos. A Terra e a Lua, “projetam” um cone de sombra, região protegida da luz solar e um cone de penumbra, região que recebe parte da luz do Sol. Como o plano de órbita da Lua em torno da Terra cruza o plano de órbita da Terra em torno do Sol, em alguns momentos do ano, esses três astros estão alinhados. Nesses momentos podem ocorrer os eclipses.

Os eclipses solares ocorrem quando a Lua fica entre a Terra e o Sol, “projetando” sua sombra em uma pequena região da superfície do nosso planeta. Na região que não recebe luz do Sol, dizemos que o eclipse é total, nas regiões próximas à totalidade, que recebem parte da luz do Sol, o eclipse é parcial. Os eclipses solares podem ainda ser anulares, quando a Lua está mais afastada da Terra, nesses casos o vértice do cone de sombra “projetado” pela Lua se dá antes desse atingir a Terra. Para esses eclipses, a visão na região onde devia dar-se a totalidade, o que se observa é um anel de luz em torno da Lua.

Quando a Terra está entre o Sol e a Lua, é ela que “projeta” sua sombra sobre nosso satélite, ocorrendo os eclipses lunares. Nesse caso, como o cone de sombra da Terra é mais largo que o diâmetro da Lua, ela pode ser totalmente escurecida, no caso dos eclipses totais. Se só uma parte da Lua cruzar o cone de sombra, teremos um eclipse parcial. Ainda há a possibilidade de a Lua não cruzar o cone de sombra da Terra, mas sim o cone de penumbra. Nesses casos teremos um eclipse penumbral.

É comum, no caso dos eclipses lunares, a Lua ficar com uma coloração avermelhada, mas isso deve-se apenas à refração e filtragem dos menores comprimentos de onda da luz do Sol pela atmosfera da Terra. Também o escurecimento do Sol em pleno dia, nos eclipses solares, são fenômenos que no passado trouxeram um medo aterrador à humanidade.
CRÉDITOS:  João Carlos de Oliveira - físico e professor de Astronomia do FTD Digital Arena.

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