30 de novembro de 2017

O instrumento MUSE completa o mais profundo rastreio espectroscópico executado até hoje

Dez artigos científicos exploram as profundezas por mapear do Campo Ultra Profundo
Com o auxílio do instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO no Chile, astrônomos efetuaram o rastreio espectroscópico mais profundo realizado até à hoje. Os pesquisadores focaram-se no Campo Ultra Profundo do Hubble, medindo distâncias e propriedades de 1600 galáxias muito fracas, incluindo 72 galáxias que nunca tinham sido detectadas antes, nem mesmo com o próprio Hubble. 

Este conjunto de dados inovador deu já origem a dez artigos científicos, que estão sendo publicados num número especial da revista Astronomy & Astrophysics. Esta enorme quantidade de novos dados fornece aos astrônomos informações sobre a formação estelar no Universo primordial, permitindo o estudo dos movimentos e outras propriedades das galáxias primitivas — possível graças às capacidades espectroscópicas únicas do MUSE.

A equipe do Rastreio MUSE HUDF, liderada por Roland Bacon da Universidade de Lyon (CRAL, CNRS), França, utilizou o instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) para observar o Campo Ultra Profundo do Hubble (Hubble Ultra Deep Field — HUDF — heic0406), uma região do céu na constelação austral da Fornalha bastante estudada. Obtiveram-se assim as observações espectroscópicas mais profundas até hoje; foram medidas informações espectroscópicas precisas para 1600 galáxias, o que corresponde a dez vezes o número de galáxias que se tinham conseguido medir neste campo durante a última década, com telescópios colocados no solo.

As imagens HUDF originais, publicadas em 2004, são observações de campo profundo obtidas com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. Eram as mais profundas obtidas até então e revelaram uma enorme quantidade de galáxias, observadas quando o Universo tinha menos de um bilhão de anos. A região foi subsequentemente observada muitas vezes, tanto com o Hubble como com outros telescópios, resultando na imagem mais profunda do Universo obtida até então.  Agora, e apesar da profundidade das observações Hubble, o MUSE conseguiu — entre muitos outros resultados — revelar 72 galáxias nunca antes observadas nesta minúscula área do céu.

Roland Bacon explica melhor: ”O MUSE consegue fazer algo que o Hubble não é capaz — separa a luz vinda de cada ponto da imagem nas suas componentes de cor, criando um espectro. Isso permite medir distâncias, cores e outras propriedades de todas as galáxias que observamos — incluindo algumas invisíveis ao próprio Hubble!”

Os dados MUSE dão uma nova visão de galáxias muitos distantes e fracas, observadas próximo do início do Universo, há cerca de 13 bilhões de anos atrás. Este instrumento detectou galáxias 100 vezes mais fracas do que os rastreios anteriores, acrescentando assim a um campo observado já muito rico e aprofundando o nosso conhecimento das galáxias ao longo dos tempos.

O rastreio descobriu 72 candidatas a galáxias do tipo Lyman-alfa, objetos que emitem apenas em radiação Lyman-alfa. A nossa compreensão atual da formação estelar não explica completamente este tipo de galáxias, que parecem apenas brilhar intensamente nesta cor. Uma vez que o MUSE dispersa a luz nas suas componentes de cor, estes objetos tornam-se aparentes, mas permanecem invisíveis em imagens diretas profundas, como é o caso das do Hubble.

“O MUSE tem a capacidade única de extrair informação sobre algumas das galáxias mais precoces do Universo — mesmo numa região do céu já tão bem estudada,” explica Jarle Brinchmann, autor principal de um dos artigos científicos que descreve os resultados deste rastreio, da Universidade de Leiden, na Holanda, e do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Porto, Portugal. “Usando espectroscopia podemos aprender mais sobre estas galáxias, tais como o seu conteúdo químico e movimentos internos — não para cada galáxia de sua vez, mas para todas as galáxias ao mesmo tempo!” 

Outro resultado importante deste estudo foi a detecção sistemática de halos de hidrogênio luminoso em torno de galáxias do Universo primordial, o que dá aos astrônomos uma nova maneira promissora de estudar como é que o material flui para dentro e para fora das galáxias primitivas.

Numa série de artigos científicos são exploradas muitas outras aplicações potenciais desta base de dados, incluindo o papel de galáxias tênues durante a reionização cósmica (que começou apenas 380 mil anos após o Big Bang), taxas de fusão de galáxias quando o Universo era jovem, ventos galáticos, formação estelar e mapeamento dos movimentos das estrelas no Universo primordial.

“Notavelmente, estes dados foram todos obtidos sem o uso do recente melhoramento do MUSE relativo à Infraestrutura de Óptica Adaptativa. A ativação desta infraestrutura, após uma década de trabalho intenso por parte dos astrônomos e engenheiros do ESO, promete dados ainda mais revolucionários no futuro,” conclui Roland Bacon.
Fonte: ESO

M42: A grande nebulosa de Orion

Poucos objetos astronômicos instigam mais a imaginação do que o berçário estelar localizado próximo de nós e conhecido como a Nebulosa de Orion. O gás brilhante da nebulosa rodeia estrelas jovens e quentes na borda de uma imensa nuvem molecular interestelar. Muitas das estruturas filamentares visíveis nessa imagem, são na verdade ondas de choque, frentes onde o material que está se movendo rapidamente, encontra com o gás se movendo mais lentamente. A Nebulosa de Orion se espalha por cerca de 40 anos-luz, e está localizada a cerca de 1500 anos-luz de distância da Terra no mesmo braço espiral da nossa galáxia, onde está localizado o Sol. A Grande Nebulosa em Orion, pode ser encontrada até mesmo a olho nu, um pouco abaixo e a esquerda das três marias, o conjunto de três estrelas alinhadas que consistem no Cinturão de Orion. A imagem acima foi feita em Outubro de 2017 e mostra duas horas de exposição da nebulosa em três cores. A complexa Nuvem da Nebulosa de Orion, completa, que inclui a Nebulosa da Cabeça do Cavalo, irá aos poucos se dispersar pelos próximos 100 mil anos.
Fonte: https://apod.nasa.gov/apod/ap171129.html

29 de novembro de 2017

Novo método para medir o tamanho das estrelas de neutrões


As estrelas de neutrões são feitas de matéria ultradensa. O modo como esta matéria se comporta é um dos maiores mistérios da física nuclear moderna. Investigadores desenvolveram um novo método para medir o raio das estrelas de neutrões, o que os ajuda a entender o que acontece com a matéria dentro da estrela sob pressão extrema. Foi desenvolvido um novo método para medir o tamanho das estrelas de neutrões num estudo liderado por um grupo de investigação de astrofísica de alta-energia na Universidade de Turku, Finlândia.

O método baseia-se na modelagem de como as explosões termonucleares que ocorrem nas camadas mais altas da estrela emitem raios-X. Ao comparar os raios-X emitidos pelas estrelas de neutrões com os modelos teóricos topo-de-gama de radiação, os cientistas foram capazes de colocar restrições no tamanho da fonte emissora. Esta nova análise sugere que o raio da estrela de neutrões deve ser cerca de 12,4 km.

"As medições anteriores mostraram que o raio de uma estrela de neutrões estava situado entre os 10 e os 16 km. Nós reduzimos este intervalo até cerca de 12 km com cerca de 400 metros de precisão, talvez 1000 metros se quisermos ter a certeza. Portanto, a nova medição é uma melhoria clara em relação à anterior," comenta Joonas Nättilä, candidato a doutoramento que desenvolveu o método.

As novas medições ajudam os investigadores a estudar o tipo de condições núcleo-físicas presentes no interior de estrelas de neutrões extremamente densas. Estão particularmente interessados em determinar a equação do estado de matéria de neutrões, que mostra quão comprimível é a matéria a densidades extremamente elevadas.

"A densidade da matéria nas estrelas de neutrões ronda os cerca de 100 milhões de toneladas por centímetro cúbico. De momento, as estrelas de neutrões são os únicos objetos naturais com os quais podemos estudar estes tipos extremos de matéria," acrescenta Juri Poutanen, líder do grupo de pesquisa.

Os novos resultados também ajudam a compreender as recém-descobertas ondas gravitacionais que tiveram origem na colisão de duas estrelas de neutrões. É por isso que o consórcio LIGO/Virgo, que descobriu estas ondas, foi rápido em comparar as suas observações recentes com as novas restrições obtidas pelos cientistas finlandeses.

"A forma específica do sinal de onda gravitacional é altamente dependente dos raios e da equação de estado das estrelas de neutrões. É muito emocionante como estas duas medições completamente diferentes contam a mesma história acerca da composição das estrelas de neutrões. O próximo passo lógico é combinar estes dois resultados. Já tivemos conversas com os nossos colegas sobre como proceder," conclui Nättilä.  
Fonte: Astronomia OnLine

Vida na Terra teria sido originada por um cometa?

Cientistas da NASA fizeram uma descoberta impressionante que poderá ajudar a provar que a vida na Terra poderia ter sido "semeada" a partir do espaço.

O cometa 45P/ Honda-Mrkos-Pajdusakova, batizado em homenagem a três astrônomos do Japão, da República Tcheca e da Eslováquia que o descobriram separadamente, é um velho amigo dos pesquisadores. Descoberto em 1948, o cometa tem sido observado cada vez que regressa à órbita da Terra, aproximadamente a cada cinco anos. Mas tudo mudou no fim de 2016 e início de 2017, quando os cientistas decidiram estudar a composição da atmosfera do cometa, analisando as impressões químicas na parte infravermelha do espectro, segundo o portal Phys.org. As observações, recolhidas com ajuda do ISHELL, espectrógrafo de elevada resolução, instalado recentemente no telescópio de infravermelhos da NASA (Infrared Telescope Facility, IRTF, em inglês) no Havaí, mostraram o que ninguém tinha esperado ver.

O cometa contém tão pouco monóxido de carbono que os cientistas o consideraram esgotado. O monóxido de carbono se evapora e é expelido do núcleo para a fina atmosfera do cometa, sendo posteriormente perdido no espaço quando o corpo celeste é aquecido pelo Sol. Para um cometa que passou muitas vezes por estrelas, perder monóxido de carbono é uma coisa comum.

No entanto, além do monóxido de carbono, um cometa médio também perde metano, que se encontra no seu núcleo gelado. Isto é, um cometa com baixo nível de monóxido de carbono deve também ter um baixo nível de metano. Mas não é o caso do 45P. Pelo contrário, os cientistas descobriram que este é muito rico em metano, algo sem precedentes.

Qual é a razão deste fenômeno e o que pode significar? Uma das hipóteses dos pesquisadores afirma que o monóxido de carbono reagiu com o hidrogênio no núcleo gelado do cometa, levando à formação de todo o metano encontrado em grande quantidade na atmosfera. O metano, uma das substâncias orgânicas mais potentes, é fundamental na formação de moléculas orgânicas simples como o açúcar ou os aminoácidos. Alguns investigadores acreditam que foram os cometas que "fizeram chegar a faísca bioquímica que iniciou a vida na Terra", segundo a Newsline.

"Este estudo é revolucionário", disse Faith Vilas, diretora do programa de pesquisas solares e planetárias da Fundação Nacional da Ciência. "Isso amplia nosso conhecimento sobre a mistura de espécies moleculares coexistindo nos núcleos da família de cometas Júpiter e a diferença que existe após muitas viagens ao redor do Sol.  A equipe de cientistas pretende agora determinar o quão comuns são tais cometas. Ajudará este estudo a provar a antiga teoria de que a vida na Terra teria sido iniciada após o impacto de um cometa?

Nasa confirma visita de asteroide interestelar ao Sistema Solar

Acontecimento, sem precedentes na história de observação da agência, levanta a hipótese sobre a intercomunicação entre mundos estelares diferentes
A Nasa confirmou a presença do primeiro asteroide interstelar, vindo de outra galáxia, em nosso sistema solar. O asteroide de formato alongado e composição rochosa começou a ser observado na Via Láctea desde outubro pela agencia espacial. Os cientistas da Nasa afirmam que este é caso sem precedentes na história de observação da agência. A presença dele levanta a hipótese sobre a intercomunicação entre mundos estelares diferentes.

As informações sobre o asteroide visitante foram publicadas na revista científica Nature e no site da agência. O objeto ganhou o nome de Oumuamua, que quer dizer mensageiro em havaiano. O asteroide tem 400 metros de comprimento. A forma do Oumuamua também chama atenção. Segundo a Nasa, é um formato incomum também não encontrado anteriormente em cerca de 750 mil asteroides e cometas observados agora no sistema solar que abriga a Terra.

Ele é maior que qualquer asteróide ou cometa observado na Via Lactea até agora segundo os astronomos que trabalham na observação do Oumuamua.

A Nasa já confirmou que a órbita do asteroide não foi originada dentro do nosso sistema solar e agora os cientistas acreditam que um asteroide interestelar similar a este passe anualmente dentro da Via Lactea. Mas outros como este ainda não haviam sido detectados, porque só recentemente os chamados telescópios de rastreio, como a Pan-STARRS, têm a potência e precisão necessárias para descobri-los.

“Durante décadas nós temos a teoria de que tais objetos interestelares estão lá fora, e agora – pela primeira vez – temos evidência direta de que eles existem”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missões Científicas da Nasa em Washington, em um artigo publicado no site da Agência.

Segundo ele, a descoberta está abrindo uma nova janela para estudar a formação de sistemas solares além do nosso próprio. Telescópios de vários lugares do mundo detectaram o asteroide, entre eles o Very Large Telescope do Chile, mas o Instituto de Astronomia no Havai fez as maiores descobertas sobre ele, cruzando dados recebidos de satélites e telescópios terrestres.

A equipe do Havai, liderada por Karen Meech, foi a primeira a visualizar o asteroide e descobriu que o Oumuamua gira sobre seu eixo a cada 7,3 horas. Além disso ele tem intensidade de luz (brilho) variante. Segundo a Nasa, nenhum asteroide conhecido ou cometa do nosso sistema solar varia muito em brilho, com uma grande relação entre tal comprimento e largura.

Tais características sugerem que ele seja denso e composto por metais de rocha e, possivelmente, não tem água ou gelo. Sua superfície foi avermelhada devido aos efeitos da irradiação de raios cósmicos de mais de centenas de milhões de anos.

Oumuamua já está se afastando da Terra. Ele viaja a cerca de 85.700 milhas por hora (38,3 quilômetros por segundo). Ele vai viajar para além da órbita de Saturno em janeiro 2019 e depois deixará a Via Lactea. Segundo a Nasa, Oumuamua irá em direção a constelação de Pegasus.
Fonte: https://exame.abril.com.br

O que acontecerá daqui 100 quintilhões de anos?

Um vídeo criado pelo canal do YouTube Riddle explorou algumas possibilidades intrigantes do futuro da raça humana e do planeta Terra. O que acontecerá daqui, digamos, dez quintilhões de anos? Bastante coisa.

Mas vamos por partes.

Daqui 1.000 anos
Daqui mil anos, devido a rápida evolução das línguas, nenhuma palavra que utilizamos atualmente existirá. As estrelas também terão se movido, então haverá uma visão diferente no céu (Gamma Cephei substituirá Polaris, por exemplo).

Daqui 2.000 anos
Em dois mil anos, as plataformas de gelo terão derretido completamente por conta do extremo aquecimento global de 8 graus Celsius. Os níveis do mar aumentarão em seis metros.

Daqui 20.000 anos
Se nós sobrevivermos a essa mudança climática, daqui vinte mil anos, a região de Chernobyl finalmente será segura de novo.

Daqui 50.000 anos 
As Cataratas do Niágara irão desaparecer. A erosão do Lago Erie se completará, e as quedas deixarão de existir. A Groenlândia estará livre de gelo, com um aquecimento global moderado de 2 graus Celsius.

Daqui 100.000 anos
O titânio em seu Macbook começará a corroer. Um supervulcão ou um asteroide capaz de alterar o clima na Terra afetará o planeta. Todas as estrelas no céu serão completamente diferentes, devido ao movimento da galáxia.

Daqui 500.000 anos
O combustível remanescente nos reatores de hoje finalmente será seguro. E o mundo congelará novamente.

Daqui 1.000.000 anos
Em um milhão de anos, todos os vidros criados hoje finalmente terão se degradado. Estruturas massivas de rocha, como as pirâmides de Gizé ou as esculturas do Monte Rushmore, podem ainda existir. Todo o resto… Bem, já era.

Daqui 5.000.000 anos
Em cinco milhões de anos, as previsões são mais difíceis. Algumas teorias propõem que o cromossomo Y vai desaparecer, tornando o sexo masculino impossível.

Daqui 50.000.000 anos
Em cinquenta milhões de anos, a África vai colidir com a Eurásia, selando a bacia mediterrânea e criando uma cadeia de montanhas similar ao Himalaia. O gelo da Antártica vai migrar ao
norte e derreter, aumentando o nível do mar em 75 metros. Não se preocupe com isso; toda a nossa galáxia pode estar colonizada por uma espécie alienígena superior até lá.

Daqui 60.000.000 anos
Nessa época, a órbita da Terra se tornará imprevisível.

Daqui 250.000.000 anos
Os continentes começarão a se mover e formar um único supercontinente novamente.

Daqui 800.000.000 anos
A fotossíntese C4 será impossível, o que acarretará no fim de toda a vida multicelular.

Daqui 2.000.000.000 anos
Em dois bilhões de anos, o núcleo da Terra congelará, e o planeta vai parar de rotar. Sem rotação = sem campo magnético = sem proteção da radiação do sol = a temperatura de superfície será de 147 graus Celsius. Toda a vida se extinguirá.

Daqui 7.000.000.000 anos
Em sete bilhões de anos, o sol atingirá seu raio máximo, 256 vezes maior do que seu tamanho atual. Mercúrio, Vênus e talvez a Terra serão destruídos. Em seguida, nossa estrela se tornará uma anã branca com um total de 50% de sua massa atual.

Daqui 20.000.000.000 anos
Um fim potencial do universo pode ocorrer em 20 bilhões de anos: toda a matéria será destruída pela expansão do universo. Todas as distâncias se tornarão infinitas.

Daqui 100.000.000.000.000 anos
Em cem trilhões de anos, todas as estrelas terão morrido. Os únicos objetos presentes no universo serão remanescentes, anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros.
Finalmente, em cem quintilhões de anos…

Se a Terra já não tiver sido engolida pelo sol, sua órbita finalmente decairá e o planeta mergulhará em direção a sua antiga estrela para sua destruição.
Fonte: https://hypescience.com

Nasa divulga imagens do pôr do sol em Marte

Fotos foram feitas por sonda Curiosity e mostram diferenças do entardecer na Terra e no planeta vermelho.
Um pôr do sol costuma ser bonito em qualquer lugar do mundo. Mas esse registro feito pela Nasa é realmente difícil de bater. Com a sonda Curiosity, a agência espacial americana conseguiu fazer imagens impressionantes desse fenômeno em Marte.
A imagem mostra o sol se escondendo em uma área mais alta na superfície do planeta vermelho e foi descoberta pelo usuário da rede social Reddit, "Pluto_and_Charon".
Um porta-voz da Nasa explicou ao site IFLScience que ela foi tirada no entardecer de Marte na direção oeste-noroeste. A qualidade da imagem não foi por acaso – a agência espacial confirma que ela foi planejada em detalhes.
Algo interessante de notar na imagem é que o pôr do sol em Marte é o oposto ao da Terra. Por aqui, o céu durante o dia é azul e ao anoitecer fica vermelho, conforme a luz do sol vai passando pela atmosfera e reflete mais o final vermelho do espectro do astro.
Já em Marte, acontece o oposto. O céu durante o dia é vermelho e durante a noite é azul. Isso acontece porque a poeira é responsável por refletir a luz por lá, ao contrário do nosso planeta, onde a luz do sol é refletida nos gases da atmosfera.
A sonda Curiosity conseguiu tirar essa foto com um dispositivo Mastcam (instrumento de imagem estereoscópica multiespectral) que fica do lado esquerdo dela. Essa é uma das quatro câmeras na sonda, que costuma fazer imagens da superfície de Marte e de outros objetos espaciais de interesse científico.
Fonte: G1

28 de novembro de 2017

Estrelas estão sendo geradas em CHAMAELEON I

Uma nuvem escura quando observada por telescópios ópticos, a região conhecida como Chamaeleon I, se revela como uma região muito ativa onde estrelas se formam, nessa bela imagem em infravermelho feito pelo Observatório Espacial Herschel da ESA. Localizada a somente 550 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Chamaeleon, essa é uma das áreas mais perto da Terra, onde as estrelas estão ganhando vida.

Lançado em 2009, o Herschel observou o céu nos comprimentos de onda do infravermelho e no submilimétrico até 2013. Sensível ao calor que emana de pequenas frações da poeira fria misturada com as nuvens de gás onde as estrelas se formam, ele forneceu uma visão sem precedentes do material interestelar que permeia a Via Láctea. O Herschel descobriu uma vasta e intrigante rede de estruturas filamentares, em todo o canto da galáxia, confirmando que os filamentos são elementos cruciais no processo de formação de estrelas.

Depois que a rede filamentar nasce dos movimentos turbulentos do gás no material interestelar, a gravidade toma conta da situação, mas somente nos filamentos mais densos que se tornam instáveis e se fragmentam em objetos compactos, esses objetos compactos seriam as sementes para a formação de novas estrelas.

A região Chamaeleon I não é uma exceção, com algumas estruturas alongadas atravessando a nuvem. A maior parte da atividade de formação de estrelas está acontecendo na convergência dos filamentos, na área brilhante no topo da imagem e numa região mais vasta à esquerda do centro da imagem, essas regiões mostram estrelas recém-nascidas que estão aquecendo o material ao redor.

Analisando imagens como essa, os astrônomos identificaram mais de 200 jovens estrelas nessa nuvem que tem cerca de dois milhões de anos de vida. A maior parte das estrelas ainda estão circundadas pelo disco do material que ficou nelas depois do processo de formação, discos esses que podem evoluir para a formação de planetas. 

Devido ao fato de estar relativamente próxima de nós, a Chamaeleon I é um laboratório ideal para explorar os discos protoplanetários e suas propriedades usando os dados do Herschel.
Fonte: ESA

Medidos os primeiros movimentos próprios de estrelas fora da VIA LÁCTEA

Graças à combinação de dados do Telescópio Espacial Hubble e da missão Gaia, astrónomos da Universidade de Groninga conseguiram medir o movimento próprio de quinze estrelas da Galáxia Anã do Escultor, a primeira medição do género para uma galáxia pequena para lá da Via Láctea. Os resultados mostram uma preferência inesperada na direção do movimento, o que sugere que o modelo teórico padrão usado para descrever o movimento das estrelas e do halo de matéria escura noutras galáxias pode ser inválido. Os resultados foram publicados ontem na Nature Astronomy.

Há muito que os astrónomos são capazes de medir o movimento das estrelas na nossa "linha de visão" (ou seja, o movimento na nossa direção ou para longe de nós) através do desvio para o vermelho, provocado pelo efeito Doppler. No entanto, a medição do movimento no plano do céu, chamado "movimento próprio", é muito mais difícil. Para detetar este movimento são necessárias múltiplas medições muito precisas da posição de uma estrela ao longo de vários anos. Devido à imensa distância que nos separa, muitas estrelas da nossa Galáxia têm movimentos extremamente pequenos a partir do ponto de vista do céu da Terra. Para estrelas fora da nossa Galáxia, esse movimento é ainda menor.

A missão Gaia da ESA, atualmente em andamento, está concebida para medir a posição exata de mais de mil milhões de estrelas, principalmente na nossa própria Via Láctea. "Mas o Gaia também mede posições estelares em galáxias próximas," explica o astrónomo Davide Massair da Universidade de Groninga. "E para algumas destas estrelas, também temos a localização medida pelo Telescópio Espacial Hubble, há cerca de 12 anos."

Massari e colegas do Instituto Astronómico Kapteyn propuseram combinar ambos os conjuntos de dados. Esta não é uma tarefa fácil, pois ambas as missões medem a posição de maneiras diferentes. Ao usar galáxias de fundo que não mudaram de posição nos doze anos, a equipa foi capaz de combinar os dados. "Tivemos que ter muito cuidado para excluir quaisquer erros sistemáticos," comenta Massari. Mas foram bem-sucedidos e das 120 estrelas medidas, tanto pelo Hubble como pelo Gaia na Galáxia Anã do Escultor, descobriram quinze observações emparelhadas extremamente precisas.

"De seguida, determinámos como as estrelas se movem nesta galáxia pequena, que é quantificado pelo parâmetro de anisotropia. Se alto, as estrelas têm trajetórias muito alongadas, se muito pequeno, têm órbitas circulares. Com este conhecimento conseguimos determinar as propriedades do halo de matéria escura no qual a galáxia está embebida. Mas o nosso valor medido foi muito surpreendente, não é permitido pelos modelos padrão. Isto significa que alguns dos pressupostos em que esses modelos se baseiam devem estar errados."

"Até agora, só podíamos testar modelos usando o movimento na linha de visão. Parecia correr bem, mas agora, com o movimento próprio, os modelos padrão têm quebras," realça Massari. "Uma possível explicação é que o modelo assume que todas as estrelas pertencem a uma única população. Mas nós sabemos que a Anã do Escultor é uma galáxia complexa e tem pelo menos dois componentes estelares (um mais compacto e outro mais estendido). Na verdade, existe um modelo que inclui este parâmetro e a anisotropia que Massari e colegas observaram é, de facto, por ele prevista, caso a maioria das estrelas medidas pertençam ao componente mais compacto.

O movimento das estrelas depende principalmente do halo invisível de matéria escura em torno de uma galáxia. É por isso que é tão importante determinar o parâmetro de anisotropia, pois pode ser usado para determinar a distribuição da matéria escura nesta galáxia, que por sua vez depende da natureza da própria matéria escura. "Os nossos resultados mostram que, por meio dos dados do Gaia, combinados com outros conjuntos de dados, podemos medir o movimento próprio de estrelas fora da Via Láctea e assim melhorar os modelos que descrevem a forma como a matéria escura está distribuída nestas outras galáxias."

Um segundo resultado importante é uma medição mais precisa da órbita da Galáxia Anã do Escultor em torno da Via Láctea. "Esta órbita é muito maior do que o esperado. Anteriormente, pensava-se que a atual forma esferoidal era, em parte, o resultado de algumas passagens próximas, mas as nossas medições mostram que não é o caso." Massari e a equipa do Instituto Kapteyn estão ansiosos por ampliar a sua amostra de estrelas fora da Via Láctea com movimento próprio conhecido após o novo lançamento de dados do Gaia, no início do próximo ano.
Fonte: Astronomia OnLine



A mistriosa galáxia NGC 4625

Os astrônomos observaram a NGC 4625 em diferentes comprimentos de onda na esperança de resolver esse mistério cósmico. As observações no ultravioleta forneceram uma primeira pista: na luz ultravioleta, o disco da galáxia parece 4 vezes maior do que na imagem mostrada aqui. Um indicativo de que existe um grande número de estrelas muito jovens e quentes, visíveis principalmente no ultravioleta, estrelas essas que estão se formando nas regiões externas da galáxia. Essas jovens estrelas tem cerca de 1 bilhão de anos de idade, cerca de 10 vezes mais jovens do que as estrelas que aparecem na luz visível nessa imagem. Num primeiro momento, os astrônomos assumiram que essa alta taxa de formação de estrelas era devido a interação com outra galáxia anã próxima, a NGC 4618.  Os astrônomos especulam que a NGC 4618 se encontrou com a NGC 4625 e nesse encontro, a NGC 4625 perdeu um de seus braços espirais. Em 2004, os astrônomos encontraram uma prova para isso, o gás nas regiões mais externas da NGC 4618 têm sido fortemente afetado pela NGC 4625.
Crédito: ESA/Hubble & NASA 
Fonte: http://spacetelescope.org/images/potw1746a/

Asteroide de 5 km vai passar ‘raspando’ na Terra antes do Natal

Objeto é conhecido como 3200 Phaeton e, em meados de dezembro, passará a 10 milhões de quilômetros do nosso planeta - relativamente perto, segundo as proporções científicas. Uma rocha espacial de cerca de 5km de extensão passará "de raspão" na Terra, de acordo com as proporções espaciais.

O asteroide 3200 Phaeton deve ficar a cerca de 10 milhões de quilômetros do nosso planeta em 16 de dezembro. A distância absoluta pode parecer grande, mas é 27 vezes mais perto od que a distância do nosso planeta para a Lua.

A extensão do objeto é o equivalente a quase duas vezes o tamanho da avenida Paulista, no centro de São Paulo. Equivale também à distância do estádio Mané Garrincha ao Congresso Nacional, em Brasília (DF).

Segundo a Nasa (agência espacial dos EUA), não há motivo para pânico, porém: é extremamente improvável que haja qualquer dano ao nosso planeta com a passagem do Phaeton.

Ainda segundo a Nasa, a passagem do Phaeton permitirá observações bastante precisas a partir dos observatórios de Arecibo (em Porto Rico) e Goldstone (na Califórnia). "As imagens serão excelentes para obter um modelo 3D detalhado" do objeto espacial, disse a agência espacial em comunicado.

A inspiração do nome Phaeton vem da mitologia grega. Para os gregos antigos, o deus Hélio (que representava o Sol) não andava a pé: a divindade atravessava o céu do nascente ao poente em uma carruagem, puxada por quatro cavalos. Até que um filho de Hélio, Faeton, pegou o veículo emprestado para "dar um rolê". Ele acaba perdendo o controle dos animais e quase põe fogo na Terra. Para evitar o desastre, Zeus precisa destruir a carruagem com um raio, e acaba matando Fáeton no caminho.

Asteroide ou cometa?

Os cientistas acreditam que o Phaeton seja o responsável pelas chuvas de meteoros das Geminíadas, observadas todos os anos nos dias 13 e 14 de dezembro. É que a órbita do Phaeton é muito similar às dos meteoros das Geminíadas.

Só que chuvas de meteoros geralmente são causadas por cometas - que têm uma "cauda" ou "rabo" formado por estilhaços e gelo, o que não é o caso do Phaeton. A hipótese é de que Phaeton esteja literalmente "quebrando" aos poucos, o que faz com que ele apresente atividade típica dos cometas em algumas ocasiões. Esta é mais uma questão a ser estudada agora em dezembro.

Próxima aproximação: 2050

A aparição de 2017 será a mais próxima da Terra desde a descoberta do asteroide, em 1983, diz a Nasa. É possível, assim, que o objeto fique visível até mesmo para observadores armados apenas de telescópios pequenos. Para isso, porém, é preciso que a pessoa tenha experiência nesse tipo de observação e esteja em um local escuro o suficiente (como na zona rural).

A última passagem próxima do asteroide ocorreu em 2007.

De acordo com os cálculos da Nasa, o Phaeton só voltará a se aproximar tanto da Terra em 2050. E, em 14 de dezembro de 2093, ele passará a apenas 1,9 milhão de quilômetros do nosso planeta (o que não significa que seremos atingidos, segundo a Nasa).


Por causa da sua trajetória, o asteroide é classificado como o terceiro maior Asteroide Possivelmente Danoso (PHA, na sigla em inglês) identificado. Os outros dois são o 53319 1999 JM8 (cerca de 7 km de extensão) e o 4183 Cuno (cerca de 5,6 km).
Fonte: https://g1.globo.com

22 de novembro de 2017

Instrumento MUSE do VLT detecta gigantesca estrutura ao redor de QUASAR distante

Esta Foto da Semana mostra uma enorme nuvem de gás em torno do quasar longínquo SDSS J102009.99+104002.7, obtida pelo instrumento MUSE (Multi Unit Spectroscopic Explorer) montado no Very Large Telescope do ESO (VLT) no Observatório do Paranal. Os quasares são centros luminosos de galáxias ativas, que se mantêm em atividade devido ao material que cai no seu buraco negro central supermassivo. Este quasar e a nuvem ao seu redor situam-se a um desvio para o vermelho maior que 3, o que significa que estão sendo observados apenas 2 bilhões de anos após o Big Bang. 
A nuvem de gás (ou nebulosa) que rodeia o quasar é conhecida pelos astrônomos como uma Enorme Nebulosa Lyman-alfa. Este tipo de nebulosas são estruturas de gás massivas que se formaram no Universo primordial e podem ajudar os astrônomos a compreender melhor como é que o momento angular — que explica a rotação que se observa nas galáxias mais recentes — se criou no Universo. 
Graças ao instrumento MUSE revolucionário, é agora possível observar estas nebulosas gigantes raras com mais detalhe do que o obtido até hoje. Esta Enorme Nebulosa Lyman-alfa, em particular, tem um diâmetro de cerca de um milhão de anos-luz e as capacidades espectrais e de imagem do MUSE permitiram aos astrônomos medir pela primeira vez a assinatura de movimentos em espiral nesta nebulosa.
Fonte: ESO

NGC7822: Estrelas e pilares de poeira em infravermelho

Estrelas jovens estão limpando seus próprios berçários na NGC 7822. Dentro da nebulosa, bordas brilhantes e complexas esculturas de poeira dominam essa detalhada imagem feita na luz infravermelha pelo satélite Wide Field Infrared Survey Explorer da NASA, o WISE. A NGC 7822 localiza-se na borda de uma gigantesca nuvem molecular na constelação de Cepheus, um a brilhante região de formação de estrelas localizada a cerca de 3000 anos-luz de distância da Terra. A emissão atômica da luz pelo gás da nebulosa é gerada pela radiação energética de estrelas quentes, cujos ventos poderosos  e a luz também esculpem e erodem as formas mais densas de pilares. Estrelas ainda podem estar se formando dentro dos pilares, pelo colapso gravitacional, mas enquanto os pilares são erodidos, qualquer estrela em formação terá seu processo interrompido devido ao corte do seu reservatório de poeira e gás. O campo imageado acima se espalha por cerca de 40 anos-luz na distância estimada da NGC 7822. 
Fonte: https://apod.nasa.gov 

Velocista espacial: astrônomos descobrem planeta mais rápido de todos

O telescópio espacial Kepler, que já ajudou a descobrir cerca de 2,3 mil exoplanetas durante sua missão em busca de planetas K2, tem sido fundamental para identificar o planeta que percorre sua órbita mais rápido de todos.  Um dia na Terra, ou seja, o tempo que leva para fazer a rotação completa, dura aproximadamente 24 horas, enquanto um ano é de 365 dias, durante os quais nosso planeta faz um giro completo ao redor do Sol. Mas no planeta EPIC 246393474 b, as coisas são diferentes, pois lá, um ano dura apenas sete horas.

Deste modo, este planeta também conhecido como C12_3474 b (segundo diferentes catálogos de estrelas), é o planeta mais rápido descoberto até hoje. Seu período orbital é de apenas 6,7 horas, de acordo com um relatório do Phys.org. Vale destacar que o recém-descoberto planeta recordista é na verdade muito grande, sendo três vezes maior do que a Terra e 5,3 vezes mais denso. Isso significa que o planeta tem um sólido corpo rochoso pesado com muito ferro, cujo teor atinge até 70%, segundo cientistas. 

Além disso, sua atmosfera teria sido completamente destruída por radiação estrelar, afirmam especialistas. É um milagre que o próprio planeta não foi vaporizado por completo, estando localizado tão perto da estrela.  Se um ano neste astro dura apenas sete horas, então quanto dura um dia? Os cientistas ainda não têm resposta a esta pergunta, mas se levar em consideração a relação dia-ano na Terra, a vida no planeta mais rápido, deve parecer como uma apresentação estroboscópica constante.
FONTE: https://br.sputniknews.com

Lava ou não, o exoplaneta 55 CANCRI E tem provavelmente uma atmosfera

Impressão de artista da superterra 55 Cancri e e da sua estrela hospedeira. O exoplaneta tem provavelmente uma atmosfera mais espessa que a da Terra mas com ingredientes parecidos. Crédito: NASA/JPL-Caltech

Com o dobro do tamanho da Terra, pensa-se que a superterra 55 Cancri e tenha fluxos de lava à superfície. O planeta está tão perto da sua estrela, que o mesmo lado está sempre orientado para a estrela, de modo que tem um lado permanentemente diurno e um lado permanentemente noturno. Com base num estudo de 2016 usando dados do Telescópio Espacial Spitzer da NASA, os cientistas especularam que a lava flui livremente em lagos no lado iluminado e torna-se dura na face em escuridão perpétua. A lava na face diurna refletiria a radiação da estrela, contribuindo para a temperatura geral observada do planeta.

Agora, uma análise mais profunda dos mesmos dados do Spitzer descobriu que este planeta provavelmente tem uma atmosfera cujos ingredientes podem ser semelhantes aos da atmosfera da Terra, mas mais espessa. De acordo com os cientistas, os lagos de lava diretamente expostos ao espaço sem uma atmosfera criariam pontos quentes de altas temperaturas, portanto não são a melhor explicação para as observações do Spitzer.

"Se houver lava neste planeta, precisará de cobrir toda a superfície," explica Renyu Hu, astrónomos do JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia, coautor do estudo publicado na revista The Astronomical Journal. "Mas a lava ficaria escondida da nossa vista pela atmosfera espessa."

Usando um modelo melhorado de como a energia podia fluir em todo o planeta e irradiar de volta para o espaço, os investigadores acham que o lado noturno do planeta não é tão frio como se pensava anteriormente. O lado "frio" é ainda bastante quente segundo padrões terrestres, com uma média que ronda os 1300-1400 graus Celsius, e o lado quente tem em média 2300º C. A diferença entre os lados quente e frio precisaria ser mais extrema caso não houvesse atmosfera.

"Os cientistas têm debatido se este planeta tem uma atmosfera como a da Terra e Vénus, ou apenas um núcleo rochoso sem atmosfera, como Mercúrio. O caso para uma atmosfera agora é mais forte do que nunca," comenta Hu.

Os investigadores dizem que a atmosfera deste misterioso planeta pode conter azoto, água e até oxigénio - moléculas também encontradas na nossa atmosfera - mas com temperaturas muito mais elevadas. A densidade do planeta é também semelhante à da Terra, sugerindo que é igualmente rochoso. No entanto, o calor intenso da estrela-mãe será demasiado para suportar vida e não consegue manter a água no estado líquido.

Hu desenvolveu um método para estudar as atmosferas e superfícies dos exoplanetas, e anteriormente apenas o tinha aplicado aos planetas borbulhantes e gigantes chamados Júpiteres quentes. Isabel Angelo, autora principal do estudo, da Universidade da Califórnia, Berkeley, trabalhou no estudo como parte do seu estágio no JPL e adaptou o modelo de Hu a 55 Cancri e.

Num seminário, ouviu falar de 55 Cancri e como um planeta potencialmente rico em carbono, com temperaturas e pressões tão altas que o seu interior podia conter um diamante gigante.

"É um exoplaneta cuja natureza é bastante contestada, o que achava excitante," comenta Angelo.

O Spitzer observou 55 Cancri e entre 15 e junho e 15 de julho de 2013, usando uma câmara especialmente construída para observar radiação infravermelha, que é invisível aos olhos humanos. A radiação infravermelha é um indicador de energia térmica. Ao comparar as mudanças no brilho observado pelo Spitzer com os modelos de fluxo energético, os cientistas perceberam que uma atmosfera com materiais voláteis podia melhor explicar as temperaturas. 

Existem muitas perguntas em aberto sobre 55 Cancri e, especialmente: porque é que a atmosfera não foi removida do planeta, tendo em conta o perigoso ambiente de radiação da estrela? 
"A compreensão deste planeta ajudar-nos-á a resolver questões maiores sobre a evolução dos planetas rochosos," conclui Hu.
FONTE: Astronomia onLine

Primeira mensagem enviada ao espaço em busca de vida extraterrestre


Mensagens a Extraterrestres Inteligentes

Somos os únicos habitantes do universo? Ou em algum canto do espaço infinito existem outras civilizações, inclusive mais avançadas do que a nossa?

Essa é uma das perguntas feitas pelo METI (sigla em inglês para Mensagens a Extraterrestres Inteligentes, organização com sede nos Estados Unidos), que busca respostas enviando mensagens a outros planetas localizados nas chamadas "zonas habitáveis" do espaço - regiões onde a temperatura é adequada para a existência de água e de outros elementos necessários à manutenção da vida, fatores em geral possibilitados por uma distância específica da estrela mais próxima.

A organização enviou sua primeira mensagem em outubro em direção à estrela GJ 273, também conhecida como Estrela de Luyten, que fica a 12 anos-luz do nosso planeta.

Em março, astrônomos descobriram dois planetas orbitando ao redor dessa anã vermelha - como são chamadas estrelas com luz mais fraca, portanto mais frias que o Sol - localizada na constelação Cão Menor. A Estrela de Luyten tem temperaturas em torno de 3.000ºC e um terço do tamanho do Sol. Um dos dois planetas, o GJ 273b, é um pouco maior que a Terra e está a uma distância ideal da estrela para ter água em estado líquido.

Segundo estimam os pesquisadores, se houver vida lá e os "extraterrestres" responderem às nossas mensagens, essas respostas chegariam - por causa da distância até o nosso planeta - em 25 anos-luz.

A mensagem aos ETs

A mensagem de rádio foi enviada durante três dias consecutivos por meio de uma antena em Tromso, uma cidade norueguesa que fica no círculo polar ártico, construída em conjunto pelos organizadores do festival de música espanhol Sónar e o Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha. A mensagem inclui informações sobre matemática, aritmética, geometria, trigonometria e uma descrição das ondas de rádio que carregam a comunicação. Também há um tutorial sobre relógios e precisão do tempo - o objetivo é compreender se os alienígenas têm um conceito de tempo similar ao nosso.

Há ainda 33 peças musicais de dez segundos cada uma, de autoria de artistas de diversas origens e trajetórias que traduzem o universo sonoro do festival Sónar. "Não podemos assumir que os alienígenas vão entender inglês, espanhol ou suaíli. Precisamos começar com algo que tenhamos em comum", destacou Douglas Vakoch, presidente do Meti, em referência à chamada linguagem universal da música.

Controvérsia

A ideia de enviar mensagens a alienígenas é controversa. Por um lado, pesa a dificuldade de escolher quem deve ser o encarregado de representar a humanidade e o teor da informação que será enviada. Por outro, há quem creia que, se não sabemos quem está por aí - se é amigável ou perigoso, por exemplo -, é melhor deixar as coisas como estão. 

É como começar a gritar em um bosque sem saber de antemão se ali há tigres, leões, ursos ou outros animais disse à revista New Scientist o pesquisador Dan Werthimer, do instituto SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre) e da Universidade da Califórnia. Mas Douglas Vakoch, o presidente do instituto que enviou a mais recente mensagem ao espaço, acha que o risco de uma invasão à Terra é inverossímil. A próxima mensagem em busca de extraterrestres será enviada em abril de 2018.
FONTE: Inovação tecnológica

21 de novembro de 2017

Cientistas não sabem por que tanta antimatéria está nos atingindo

Cientistas estão tentando descobrir por que tantas partículas de antimatéria estão atingindo a Terra. Uma equipe de pesquisadores internacionais analisou recentemente resultados do Observatório Cherenkov de Raios Gama (HAWC), no México, para testar a hipótese de que o excesso de antimatéria poderia estar vindo dos pulsares, estrelas de nêutrons que canalizam as partículas carregadas para um feixe com seus campos magnéticos super fortes.

Já sabemos que elas nos atingem e até já temos uma teoria do porquê – os astrônomos acreditam que elas chegam até nós vindos dos pulsares. A questão é que há mais dessas partículas nos atingindo do que deveriam – em 2008, uma sondagem na órbita da Terra descobriu que mais dessas partículas de alta energia estão nos atingindo do que esperávamos.

Estes “anti-elétrons” são chamados de pósitrons e o novo estudo nos dá algumas respostas sobre eles – embora não sejam exatamente aquelas que os cientistas estavam esperando. Os raios cósmicos são partículas incrivelmente rápidas que são atiradas no espaço pela força de energias muito altas. Os pósitrons compõem uma pequena parte dessas partículas super rápidas, mas ninguém sabe com certeza de onde eles vêm ou como eles são criados.

Os pulsares funcionam como aceleradores de partículas gigantes para a poeira e as partículas que ficam em volta deles, juntando as partículas e produzindo matéria. A teoria diz que, em meio ao caos de partículas, elétrons e os seus gêmeos da anti-matéria podem surgir e ser levados pelas ondas de choque produzidas pelas colisões.

Surpresa

O observatório HAWC detectou recentemente um par de pulsares que podem ser candidatos perfeitos a fontes de pósitrons. Os dois estão a poucas centenas de anos-luz de distância de nós. “Detectores do observatório HAWC gravam a radiação gama emitida, entre outros, por uma certa população de elétrons produzidos por pulsares e acelerada por eles para grandes energias”, diz o físico Francisco Salesa Greus, da Academia Polonesa das Ciências, em Cracóvia. “A questão básica era: há bastante desses elétrons interagindo para produzir o número certo de pósitrons?”. E a resposta é não.

Após 17 meses colhendo dados e, depois, analisando-os minuciosamente, os pesquisadores descobriram que os pulsares eram responsáveis ​​por alguns dos pósitrons de energia extra alta, mas o número ainda era pequeno demais para explicar todos eles. Embora seja uma decepção para os cientistas que uma de suas teorias esteja errada, isso pode abrir outras possibilidades. “Uma vez que o envolvimento dos pulsares na geração de pósitrons de alta energia que nos atingem é tão modesto, outras explicações tornam-se cada vez mais prováveis”, diz Sabrina Casanova, também pesquisadora do Instituto de Física Nuclear da Academia Polonesa de Ciências.

Uma dessas explicações envolve a decadência de partículas maciças de matéria escura. É uma ideia tentadora para os pesquisadores, especialmente porque proporcionaria uma maneira de entender um pouco mais este material intrigante que constitui um quarto da massa do Universo.


Mas, por enquanto, essa também é apenas outra possibilidade. O mistério permanece.

Fluxos que aparecem na superfície de Marte podem ser apenas de areia, e não de água, como se pensava

Estudo fez nova análise de dados que antes alimentaram a ideia de que poderia haver líquido escorrendo de encostas no Planeta Vermelho durante as épocas mais quentes.
Uma nova interpretação de dados obtidos em 2011 pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) concluiu que o que inicialmente foi considerado como sendo "rios" em Marte pode ser, na realidade, correntes de ar carregadas de areia, informou a Nasa, a agência espacial americana.
"As marcas escuras em Marte, anteriormente consideradas como uma prova de correntes de água na superfície do planeta, foram interpretadas por uma nova pesquisa como fluxos granulares, nos quais grãos de areia e pó caem ladeira abaixo, criando leitos escuros", afirmou nesta segunda-feira a Nasa.
As conclusões dessa nova análise, que foi publicada nesta segunda (20) pela revista "Nature Geoscience", descartam, além disso, a presença suficiente de líquido em Marte.
"Considerávamos esses fluxos como correntes de água, mas o que vemos nessas encostas responde mais ao que poderíamos esperar de areia seca", afirmou Colin Dundas, autor do artigo e membro do Departamento de Pesquisa Geológica do Centro de Ciência Astrológica de Flagstaff, no Arizona.
De acordo com Dundas, as imagens feitas pela potente câmera da MRO mostram que não existe inclinação suficiente para gerar leitos para que a água se deslocasse de forma regular. Desse modo, o movimento detectado pode ser atribuído a areia caindo na região.
Milhares desses leitos, chamados de fluxos interminentes por aparecerem somente na estação mais quente do planeta, tinham sido detectados em mais de 50 regiões de Marte, gerando uma grande expectativa sobre a presença de água.
Essas conclusões contradizem a teoria defendida até o momento pela própria Nasa que, em 2015, disse ter provas da existência de água em Marte.
Com um espectômetro instalado na sonda, os cientistas detectaram sinais de minerais hidratados em montanhas marcianas nas quais foram percebidas essas "raias" misteriosas.
Fonte: G1
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