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Sonda registra formações geológicas estranhas em Marte

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Série de depressões captadas pela câmera HiRISE, da NASA, pode indicar a possível existência de oceanos marcianos em um passado remoto. Fonte da imagem: Reprodução/HiRISE   A exploração de Marte já foi mito, já passou a pioneirismo e, finalmente, tornou-se algo relativamente “corriqueiro” — embora ainda deva demorar um pouco para alguém realmente plantar os pés por lá. Mas isso não significa, é claro, que o planeta vermelho não pode continuar surpreendendo. Longe disso. Uma imagem registrada recentemente pela NASA trouxe formações geológicas capazes de colocar novos pontos de interrogação entre os especialistas. Na região conhecida como Adicalia Planitia, a câmera High-Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) registrou o que bem pode ser o indício oceanos na superfície de Marte em período remoto. As imagens foram feitas como parte da missão da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que atualmente se desloca sobre o hemisfério sul do planeta.   Crateras de impacto

A violenta dança do Cosmo

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Em seu balé em torno do centro da Via Láctea, o Sol e suas companheiras estrelas vira e mexe podem colidir ou passar de raspão umas pelas outras. Encrenca na certa O Universo é um lugar violento. Estrelas, asteroides, planetas e até galáxias inteiras vivem se trombando, promovendo uma verdadeira pancadaria galáctica. Felizmente, o Sistema Solar fica em uma área até bem calma da Via Láctea. Mas, embora as chances sejam pequenas, não estamos livres de eventos assim. Astros desgarrados zanzando pelo espaço são relativamente comuns. E um deles poderia muito bem bater de frente com o nosso Sol. Aí não iria ter jeito: adeus, mundo cruel. A Terra seria aniquilada.  É possível, mas realmente muito improvável", explica Cássio Leandro Barbosa, astrônomo da Universidade do Vale do Paraíba, em São José dos Campos (SP). Supernovas - as violentas explosões que marcam o fim da vida de muitas estrelas - são uma das maneiras de os astros se desgarrarem de seu curso normal e começarem uma

Cientistas descobrem que o solo de Marte é mais perigoso do que imaginávamos

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Colonização humana no planeta pode estar sob risco – poeira marciana prejudica pulmão e tireoide de humanos Proibido para humanos? Como se não bastasse todos os entraves já existentes, agora teremos que lidar com a poeira do planeta também //Crédito: Divulgação NASA   Enquanto muita gente trata a chegada do homem à Marte como sonho ou utopia, tem cientista discutindo como colocar esse plano na prática. Terminou dia 8 de maio uma conferência chamada Humans 2 Mars , uma reunião que quer responder a uma só pergunta: o que precisamos fazer para chegar em Marte até 2030? Desafios Para Transitar em Marte; Entrada, Descida e Desembarque e Poder Da Superfície são alguns dos temas. E é justamente esse último que está preocupando: parece que humanos e o solo de Marte não foram feitos um pro outro. A poeira de marte é feita de grãos de silicato, uma substância composta por silício e oxigênio.    A longo prazo, essa poeira tóxica pode ser uma ameaça aos humanos, principalmente porq

Novo método de encontrar planetas realiza sua primeira descoberta

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    Detectar os chamados exoplanetas representa um grande desafio já que eles são pequenos, apagados e residem muito perto de suas estrelas. As duas técnicas mais prolíficas de se descobrir exoplanetas são a velocidade radial, onde se observa por oscilações na estrela e o trânsito, onde se observa por uma diminuição de brilho da estrela. Uma equipe da Universidade de Tel Aviv e do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA) acabou de descobrir um exoplaneta usando uma nova técnica com base na teoria especial da relatividade de Albert Einstein. “Nós estamos procurando por efeitos muito sutis. Nós precisamos de medidas de alta qualidade do brilho da estrela, com uma acurácia de poucas partes por milhão”, disse David Latham, um membro da equipe e do CfA. “Isso só foi possível graças aos dados obtidos pela sonda Kepler da NASA”, adiciona o principal autor do artigo onde se relatou a descoberta, Simchon Faigler, da Universidade de Tel Aviv em Israel. Embora o Kepler tenh

Saiba mais sobre a Lua

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Bolas de golfe, sacos de xixi e jipes. Tudo isso está espalhado na Lua. E tem mais: oxigênio, água e um combustível precioso também estão em abundância no nosso satélite - que, aliás, garante a nossa sobrevivência aqui na Terra Pedaços de nós Há 4,45 bilhões de anos, um planeta do tamanho de Marte chamado Theia colidiu com a Terra, foi destruído e rompeu partes da camada mais externa do nosso planeta. Foi desses |destroços que nasceu a Lua. Ela é 95% de rocha igualzinha às que estão aqui. Foi o que descobriram os cientistas ao analisar amostras lunares. Lar, doce lar A Nasa comprova: há gelo nos polos lunares dentro de crateras que não pegam sol. Mas a grande descoberta é a água em estado líquido - quer dizer, moléculas de água. E também de um mineral lunar capaz de gerar oxigênio: a ilmenita, um óxido de titânio que, se exposto ao calor, libera oxigênio. E a Lua está pronta para virar nossa casa: tem água, oxigênio e combustível. Bugigangas Na primeira viagem à Lua, f

Astrônomos querem ajuda de amadores para encontrar galáxias e estrelas

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Centenas de homens e mulheres ficaram ‘marcados’ na História da Humanidade por terem sido protagonistas de grandes feitos e terem realizado grandes descobertas. Isso, no entanto, não será mais privilégio de poucos. Astrônomos amadores e curiosos em astronomia agora têm a chance de descobrir a sua própria estrela anã ou quem sabe uma galáxia, e assim, também fazer parte do seleto grupo dos grandes descobridores. Pesquisadores da Universidade de Oxford estão pedindo a ajuda de astrônomos amadores para encontrar a chamada dobra espacial e estrelas anãs marrons. O projeto chamado “Space Warps” foi lançado nesta semana com o objetivo de recrutar amadores para investigar e vasculhar o universo a procura de galáxias que são tão massivas que conseguem deformar o espaço e o tempo. Essas galáxias atuam também como grandes lupas que são capazes de curvar a luz em torno delas mesmas e colocar em destaque galáxias que de tão distantes tornam-se invisíveis.   A investigação de

Estrelas poluídas com detritos planetários

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© STScI (região do aglomerado estelar Hyades) O telescópio espacial Hubble encontrou sinais de planetas parecidos com a Terra em um lugar improvável: a atmosfera de um par de estrelas que estão morrendo num aglomerado estelar próximo. As estrelas são anãs brancas que estão poluídas por detritos de objetos parecidos com asteroides que estão caindo em direção a elas. Essa descoberta sugere que planetas rochosos se formam em aglomerados, dizem os pesquisadores. As estrelas residem a 150 anos-luz de distância da Terra no aglomerado estelar das Hyades, na constelação de Taurus, o Touro. O aglomerado é relativamente jovem, com somente 625 milhões de anos de existência. Os astrônomos acreditam que todas as estrelas se formaram em aglomerados. Contudo a busca por planetas nesses aglomerados não trouxe resultado esperado; dos aproximadamente 800 exoplanetas conhecidos somente quatro são conhecidos orbitando estrelas em aglomerados.   Essa escassez pode ser devido à natureza dos aglom

A lupa do espaço-tempo

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ESA / Hubble & NASA. Agradecimento: N. Rosa Essa imagem do Telescópio Espacial Hubble mostra o aglomerado de galáxias conhecido como Abell S1077. Aglomerados de galáxias são grandes agrupamentos de galáxias, cada uma delas formadas por milhões de estrelas. Eles são as maiores estruturas existentes no universo conectados pela sua gravidade. A quantidade de matéria condensada nesses agrupamentos é tão alta que sua gravidade é suficiente para contorcer a fábrica do espaço-tempo, distorcendo a passagem da luz quando ela viaja através do aglomerado. Em alguns casos esse fenômeno produz um efeito parecido com o de uma lente de aumento, permitindo que possamos ver objetos que são alinhados atrás do aglomerado e que outrora não eram identificados da Terra. Nessa imagem, podemos ver listras esticadas atrás do aglomerado como se fossem arranhões na lente, mas que são de fato, galáxias que tiveram sua luz altamente distorcida pelo campo gravitacional do aglomerado. Os astrônomos u