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Astronomia: A supernova que atingiu a Terra

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Explosão de supernova atingiu a Terra cerca de 2 milhões de anos atrás, dizem cientistas BEM ME QUER, MAL ME QUER - É difícil dizer se supernovas são heroínas ou vilãs. Esse é o nome a que se dá às imensas explosões que ocorrem às estrelas de alta massa quando elas esgotam seu combustível e não conseguem mais se manter estáveis. Parece ruim, não é? A FANTÁSTICA FÁBRICA - Acontece que é graças a elas que elementos mais pesados — como oxigênio, carbono e ferro — são produzidos e então espalhados pelo Universo. No Big Bang, foram fabricados apenas hidrogênio, hélio e um tantinho de lítio. VALEU, SUPERNOVA! Sem esse semear feito por algumas supernovas caridosas na nuvem de gás primordial que deu origem ao Sol e seus planetas, há 4,6 bilhões de anos, nós não poderíamos estar aqui. Os átomos mais pesados que estão no seu corpo hoje foram forjados no coração das estrelas. OPORTUNO, MAS NÃO PARA O MOMENTO - Em compensação, depois que já estamos aqui, felizes, contentes e s

NASA avista algo muito estranho no interior do ‘Anel de Einstein’

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Um misterioso círculo espacial, conhecido como o Anel de Einstein, pode esconder outra galáxia, segundo os cientistas. O ‘Anel de Einstein’ é produzido por uma vasta galáxia que “dobra a luz” de uma galáxia que fica atrás dela, a quase 12 bilhões de anos luz de distância. Agora, os cientistas parecem ter visto uma ‘galáxia anã’ através do Anel, o que provavelmente levará a muitas outras descobertas. Em 2014, os astrônomos estudaram uma variedade de objetos astronômicos para testar o poder de um novo telescópio de alta resolução. Uma das imagens experimentais mostra o Anel de Einstein, produzido pela gravidade de uma galáxia sobre outra, que está a quase 12 bilhões de anos luz de distância. Este fenômeno, chamado de lente gravitacional, foi previsto pela teoria da relatividade de Einstein e oferece uma poderosa ferramenta para estudar as galáxias que, de outra forma, estariam distantes demais para se observar. A nova descoberta pode oferecer aos cientistas uma forma de observ

Imagem ALMA mais detalhada até hoje de um disco protoplanetário

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Evidência de formação planetária numa órbita semelhante à da Terra em torno de uma estrela jovem Esta nova imagem obtida pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) mostra, com detalhes nunca antes obtidos, um disco de formação planetária em torno de TW Hydrae, uma estrela próxima de tipo solar. A imagem revela um espaço vazio no disco, que se encontra à mesma distância da estrela como a Terra se encontra do Sol, o que pode significar que uma versão do nosso planeta, ou possivelmente uma super-Terra mais massiva, se começa a formar nesse local. A estrela TW Hydrae é um alvo popular de estudo dos astrônomos devido à sua proximidade à Terra (apenas 175 anos-luz de distância) e ao fato de ser uma estrela muito jovem (com cerca de 10 milhões de anos de idade). Em termos de orientação, pode ser vista de cima quando observada a partir da Terra, o que dá aos astrônomos uma visão rara, não  distorcida, de todo o disco protoplanetário que a rodeia. “ Estudos anteriores, fei

Antigas supernovas cobriram a Terra de poeira radioativa

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Nebulosa do Caranguejo, o resultado de uma supernova vista em 1054. Crédito: Hubble Space Telescope A 300 anos-luz de distância, uma supernova explode, criando uma nuvem de gás e poeira rica em um isótopo instável de ferro. No céu do planeta Terra, em uma época separada de nós por cerca de 2 milhões de anos, nossos ancestrais australopitecinos talvez tenham notado aquela estrela mais brilhante que a lua cheia, que até mesmo durante o dia podia ser vista. Na distância que aconteceu, a explosão não representou perigo para a vida terrestre – para isto, ela teria que acontecer a no máximo 30 anos-luz de distância. Ainda assim, houveram consequências. A Terra e a lua foram salpicadas com aquele isótopo instável de ferro. Hoje, examinando os sedimentos do fundo do oceano, astrônomos encontraram estes depósitos de ferro, uma marca deixada não por uma, mas várias explosões de supernovas que ocorreram próximas da Terra, entre 1,5 e 2,3 milhões de anos atrás. E eles acreditam s

Planeta 9 toma forma, CASSINI não é afetada

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Estrutura simulada do candidato Planeta 9. Crédito: Esther Linder, Christoph Mordasini, Universidade de Berna Quão grande e quão brilhante é o Planeta 9, caso realmente exista? Qual é a sua temperatura e qual o telescópio que o poderá encontrar? Estas foram as questões que Christoph Mordasini, professor da Universidade de Berna, e a sua aluna de doutoramento Esther Linder, quiseram responder quando souberam do possível planeta adicional no Sistema Solar sugerido por Konstantin Batygin e Mike Brown do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA. Os cientistas suíços são especialistas na modelagem da evolução de planetas. Eles costumam estudar a formação de exoplanetas jovens nos discos em torno de outras estrelas a anos-luz de distância e possíveis imagens diretas destes objetos com instrumentos futuros como o Telescópio Espacial James Webb. Portanto, Esther Linder afirma: "para mim, o candidato a Planeta 9 é um objeto próximo, apesar de estar cerca de 700 vezes m

Buraco negro gigante encontrado num lugar improvável

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Esta simulação computacional mostra um buraco negro supermassivo no núcleo de uma galáxia. A região preta no centro representa o horizonte de eventos do buraco negro, a partir da qual a luz não consegue escapar à atração gravitacional do objeto. A forte gravidade do buraco negro distorce o espaço em seu redor. A luz das estrelas de fundo é esticada e desfocada à medida que outras estrelas passam perto do buraco negro. Crédito: NASA, ESA e D. Coe, J. Anderson e R. van der Marel (STScI) A strónomos descobriram um quasi-recorde de buraco negro supermassivo, com uma massa de 17 mil milhões de sóis, num lugar improvável: no centro de uma galáxia situada numa área pouco povoada do Universo. As observações, feitas pelo Telescópio Espacial Hubble e pelo Telescópio Gemini no Hawaii, podem indicar que estes objetos monstruosos podem ser mais comuns do que se pensava. Até agora, os maiores buracos negros supermassivos - aqueles com cerca de 10 mil milhões de vezes a massa do nosso Sol -

Planeta 9 vai ganhando cara

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Lembra de quando eu falei que Mike Brown, o cara que matou Plutão, tinha anunciado que deveria haver um novo planeta velho no Sistema Solar? Eu mencionei o trabalho dele e seu colega Konstantyn Batygin nesse post algum tempo atrás. De acordo com ambos, deveria haver um planeta para muito além da órbita de Plutão, com aproximadamente 10 vezes a massa da Terra; ele seria um mini Netuno, ou uma super Terra. rown e Batygin não descobriram o tal planeta, na verdade, observando o alinhamento das órbitas de diversos objetos do cinturão de Kuyper (ou KBOs na sigla em inglês) a conclusão foi de que tal organização só poderia ser conseguida com a presença de um objeto dessa natureza. Com esse tamanho todo, não haveria dúvidas de que seria um novo planeta que vem atuando há bilhões de anos no Sistema Solar. A sua menor distância ao Sol estaria entre 150 e 200 vezes a distância Sol-Terra, e por isso sua influência nos planetas mais internos do sistema seria desprezível, de modo que ele nu

Planeta que tem três sóis é descoberto

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Impressão artística de HD 1885 Ab, que deve ser semelhante a KELT-4Ab. Crédito: NASA/JPL-Caltech Recentemente , uma equipe de cientistas trabalhando no Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics anunciou a descoberta de um sistema triplo, com um planeta em uma órbita estável. A descoberta foi publicada no The Astronomical Journal . Planetas orbitando sistemas triplos são raros – com este sistema recém-descoberto, são quatro conhecidos. Só que este tem uma característica que o torna mais interessante que os outros: é o mais próximo de nós. Também, a estrela principal é mais brilhante que as outras estrelas, tornando mais fácil estudá-la. O nome do planeta é KELT-4Ab . A estrela gigante é KELT-A , e ela serve de sol para o planeta. As outras duas estrelas do sistema, KELT-B e KELT-C , estão bem mais distantes e orbitam uma a outra em um período de aproximadamente 30 anos. O par demora cerca de quatro mil anos para orbitar a estrela principal. Um morador de KELT-4Ab , um p

Investigadores identificam anã branca com atmosfera de oxigénio

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As anãs brancas são o estágio final da evolução da maioria das estrelas. Crédito: WikiImages Investigadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Brasil, e da Universidade de Kiel, na Alemanha, identificaram, pela primeira vez, uma anã branca com uma atmosfera principalmente composta por oxigénio. O surpreendente, segundo o estudo publicado na revista Science da sexta-feira passada, dia 1 de abril, é que, diferentemente das anãs brancas conhecidas até então, que possuem atmosferas dominadas por hidrogénio e hélio, a nova estrela não possui traços de nenhum dos dois elementos. A pesquisa foi levada a cabo pelo professor da UFRGS Kepler Oliveira, Detlev Koester, professor da Universidade de Kiel, na Alemanha, e pelo bolsista de Gustavo Ourique. A descoberta foi feita em meados do ano passado, quando os cientistas analisavam os 4,5 milhões de espectros do SDSS (Sloan Digital Sky Survey), procurando novas anãs brancas. O estágio final da evolução de todas as es

O Sol do passado

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Seria muito bom se pudéssemos voltar ao passado, não? Você tem uma dúvida sobre como eram os dinossauros? Era só pegar uma nave e voltar no tempo para ver ao vivo o bicho. Ou sobre a formação da Terra, ou sobre as condições na Terra quando a vida surgiu. Seria perfeito, né? Mas em astronomia até que dá. É meio que forçar a barra, mas funciona. Olha só. Como seriam as condições na Terra, há uns 4 bilhões de anos atrás, momento em que a vida deve ter surgido no nosso planeta? Seria a Terra muito quente, muito ativa? Qual era o comportamento típico do Sol nessa época? A resposta para perguntas como essas podem ser obtidas não olhando para o passado do Sol, mas olhando para outras estrelas como o Sol. Nossa galáxia tem algo como 200 bilhões de estrelas, então não é difícil encontrar estrelas de qualquer tipo em todas as suas fases de evolução, desde estrelas ainda em formação, até cadáveres cósmicos como anãs brancas e estrelas de nêutrons. Com tanta estrela assim, é possível traçar o

Cientistas propõem ligação entre o planeta nove as extinções em massa na Terra

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De acordo com o Professor Daniel P. Whitmire da Universidade do Arkansas, o suposto Planeta Nove pode ter disparado uma chuva de cometas e que pode ter ligação com as extinções em massa na Terra em intervalos de cerca de 27 milhões de anos. Apesar dos astrônomos estarem procurando pelo Planeta Nove a mais de um século, a possibilidade dele existir chegou mais perto da realidade recentemente quando o Dr. Konstantin Batygin e o Professor Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia inferiram a sua existência com base nas anomalias orbitais identificadas em objetos do Cinturão de Kuiper. Se os astrônomos da Caltech estiverem certos, o Planeta Nove é um gigante gasoso, 10 vezes mais massivo que a Terra e poderia atualmente estar 1000 vezes mais distante do Sol. O Professor Whitmire e seu colega, o Dr. John Matese, publicou uma pesquisa pela primeira vez ligando o Planeta Nove e as extinções em massa na edição de 3 de Janeiro de 1985 da revista Nature. Na época existiam t

Astrônomos identificam o gatilho da Supernova mais nova da Via Láctea – G1.9+0.3

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Os cientistas , usaram os dados do Observatório de Raios-X Chandra da NASA e do Jansky Very Large Array do NSF para determinar a provável fonte da mais recente supernova na Via Láctea. Os astrônomos anteriormente tinham identificado a G1.9+0.3 como a remanescente de supernova mais recente na nossa galáxia. Estima-se que ela tenha ocorrido a cerca de 110 anos atrás se observada desde o ponto de vista da Terra, numa região empoeirada da galáxia que bloqueia a luz visível que atinge a Terra. Essa imagem do Chandra mostra a G1.9+0.3 onde os raios-X de baixa energia são mostrados em vermelho, os raios-X de energia média são mostrados em verde e os raios-X de alta energia são mostrados em azul. A G1.9+0.3 pertence à categoria de supernovas classificadas como Tipo Ia, uma importante classe de supernovas que exibem padrões confiáveis no seu brilho que faz delas ferramentas valiosas para medir a taxa com a qual o universo se expande. A maior parte dos cientistas concordam que as super

SPITZER mapeia padrões climaticos numa SUPER-TERRA

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A variação de brilho num exoplaneta chamado 55 Cancri e, vista aqui neste gráfico de dados infravermelhos obtidos pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade de Cambridge Observações do Telescópio Espacial Spitzer da NASA levaram ao primeiro mapa de temperatura de uma super-Terra - um planeta rochoso quase duas vezes maior que o nosso. O mapa revela oscilações extremas de temperatura de um lado do planeta para o outro e sugere que uma possível razão para tal é a presença de correntes de lava. A nossa visão deste planeta continua a evoluir," afirma Brice Olivier Demory da Universidade de Cambridge, Inglaterra, autor principal de um novo artigo que aparece na edição de 30 de março da revista Nature. "Os resultados mais recentes dizem-nos que o planeta tem noites quentes e dias significativamente mais escaldantes. Isto indica que o planeta transporta de forma ineficiente o calor em redor do planeta. Nós propomos que isto poderá se

Cometa verde brilha 100 vezes mais que o esperado

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Quem gosta de observar cometas deve ter procurado dois visíveis no céu nos últimos dias, pouco antes do nascer do sol. Um deles, o cometa 252P/LINEAR, está dando um espetáculo imprevisto. O 252P/LINEAR , que completa uma órbita a cada 5 anos e 4 meses, está brilhando 100 vezes mais do que os cientistas esperavam, à medida que seu movimento aparente o leva para o hemisfério norte. Apesar de estar brilhando tanto, 252P/LINEAR é um cometa muito tênue. Além disso, não possui um formato clássico, com um núcleo brilhante e uma coma majestosa. Está mais para uma nuvem brilhante, com o tamanho aparente maior que o da lua. O brilho esverdeado do cometa deve-se a moléculas de carbono diatômico (C 2 ), que se tornam fluorescentes à luz do sol. Ele esteve em seu ponto mais próximo da Terra em 21 de março, a apenas 5,3 milhões de quilômetros. Atualmente, está se afastando do sol e da Terra. Fonte: HYPESCIENCE.COM [ IFL Science ]

Descoberto o primeiro pulsar em Andrómeda

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Andrómeda, ou M31, é uma galáxia espiral parecida com a Via Láctea. Pela primeira vez, foi inferida a presença de uma estrela de neutrões giratória nos dados do XMM-Newton. Na inserção está a curva de luz da fonte, conhecida como 3XMM 04301.4+413017, estudada pela câmara EPIC (European Photon Imaging Camera) do XMM-Newton. A fonte tem um período de 1,2 segundos, consistente com um pulsar. Crédito: Andrómeda - ESA/Herschel/PACS/SPIRE/J. Fritz, U. Gent/XMM-Newton/EPIC/W. Pietsch, MPE; Dados - P. Esposito et al (2016) Décadas de procura na gémea da Via Láctea, a Galáxia de Andrómeda, finalmente deram frutos, com a descoberta de uma espécie rara de corpo estelar, uma estrela de neutrões, pelo telescópio espacial XMM-Newton da ESA. Andrómeda, ou M31, é um alvo popular entre os astrónomos. Sob céus escuros e limpos, é até visível a olho nu. A sua proximidade e semelhança [em estrutura] com a nossa própria galáxia espiral, a Via Láctea, torna-a um importante laboratório natural para o

Investigando o mistério da migração dos "Júpiteres quentes"

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A atmosfera turbulenta de um planeta quente e gasoso conhecido como HD 80606b, uma simulação que tem por base dados do Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech Na última década assistimos a muitas descobertas exoplanetárias. Já foram confirmados, até agora, quase 2000 exoplanetas - planetas fora do nosso Sistema Solar - e mais de 5000 candidatos a exoplaneta foram identificados. Muitos destes mundos exóticos pertencem a uma classe conhecida como "Júpiteres quentes". Estes são gigantes gasosos como Júpiter, mas muito mais quentes, com órbitas que os levam muito perto das suas estrelas. Ao início, os Júpiteres quentes eram considerados raros, uma vez que não temos nada do género no nosso próprio Sistema Solar. Mas à medida que iam sendo encontrados cada vez mais, além de muitos outros planetas mais pequenos que orbitam muito perto das suas estrelas, o nosso Sistema Solar começou a parecer o verdadeiro "desajustado". "Nós pensáva

Pesquisa sugere que os quasares reduziram a formação de estrelas

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Nessa concepção artística, vento galáctico aquecido é mostrado emanando do quasar brilhante na borda de um buraco negro, espalhando poeira e gás. Sem o vento, a poeira e o gás esfriariam e condensariam, começando a formar estrelas Cientistas da Universidade Johns Hopkins (EUA) encontraram evidências que podem ajudar a resolver um mistério astrofísico de longa data: por que o ritmo de formação de estrelas no universo diminuiu cerca de 11 bilhões de anos atrás? A resposta , conforme sustenta o artigo publicado no Monthly Notices da Royal Astronomical Society, é que a energia dos quasares dentro das galáxias onde as estrelas nascem foi o que atrapalhou as coisas. Ventos e radiação intensos emitidos pelos quasares, os objetos mais luminosos do universo, esquentaram as nuvens de poeira e gás. O calor evitou que o material formasse nuvens mais densas e, eventualmente, estrelas. Galáxias atingiram o seu mais movimentado ritmo de formação de estrelas cerca de 11 bilhões de an