22 de jun de 2018

O Misterioso Asteroide 1950 DA

O asteroide 1950 DA foi descoberto em 23 de fevereiro de 1950. Foi observado durante 17 dias e depois desapareceu de vista durante meio século. Em seguida, um objeto descoberto em 31 de dezembro de 2000 foi reconhecido como sendo a década de asteroide 1950 perdido há muito tempo. As observações de radar foram feitas em Goldstone e Arecibo em 3 a 7 de março de 2001, durante a aproximação de 7,8 milhões de km do asteroide à Terra (uma distância 21 vezes maior que a que separa a Terra e a Lua).
Os pesquisadores estudam ainda uma forma de impedir que o asteroide 1950 DA chegue a colidir com a Terra no ano de 2880. Segundo estudos, o asteroide 1950 DA, que tem mais de 1 km de diâmetro e um alto potencial destrutivo, pode atingir a Terra exatamente no dia 16 de março de 2880. Contudo, o risco do asteroide pode afetar de forma definitiva todas as formas de vida no planeta, inclusive a existência das próximas gerações da sua família.
De acordo com estudos da Universidade de Tennessee, nos Estados Unidos, existe uma esperança para que o asteroide possa ser desviado da rota da Terra. O asteroide 1950 DA pode causar estragos e tem 1 chance em 300 de colidir com a Terra a um velocidade média de 60 mil km/h. A possível colisão com o planeta seria equivalente a 45 mil megatoneladas de dinamite, uma força 2 milhões de vezes superior à potência da bomba atômica – o impacto provocaria tsunamis em todo o planeta.
Para os astrônomos norte-americanos, a única chance de evitar a colisão é desviar a rota do corpo celeste, mas eles ainda não têm uma resposta sobre como realizar esta missão. Os pesquisadores já sabem que o asteroide 1950 DA é formado por pedaços de rocha que se mantém juntos graças à força de Van der Waals, que apresenta gravidade negativa.
Fonte: https://www.listadecuriosidades.com.br

14 Curiosidades Sobre O Sol Que Você Não Sabia

Sol é a estrela mais próxima de nós, habitantes do Planeta Terra. A estrela é basicamente uma grande esfera de gás incandescente e praticamente todos os seres vivos que habitam a Terra dependem da luz liberada por ela. É a fonte de energia que mantém os ecossistemas aqui neste planeta. Confira abaixo 14 curiosidades sobre o Sol que você não sabia:

1 – O Sol, por mais que possa parecer gigante e incrivelmente quente para os seres humanos, é considerado como umaestrela anã. Devido ao seu tamanho, composição química e calor, a estrela é classificada como G2.
2 – Ele parece sempre em chamas, mas não existe qualquer sinal de fogo no Sol. O que acontece é que a atmosfera solar é formada por gases que causam explosões e geram calor e luz.
3 – Estudos feitos em estrelas G2, estimam que a idade média do Sol é de 4,6 bilhões de anos – está no meio de sua vida útil.
4 – A cada segundo que passa, o Sol consome em média, quatro milhões de toneladas de hidrogênio. O que ajuda na composição da estrela, que é de 75% hidrogênio, 23% de gás hélio e os outros 2% são elementos mais pesados.
5 – O Sol representa 99,85% de toda a massa do nosso Sistema Solar.
6 – Aproximadamente 109 planetas Terra caberiam na superfície do Sol, e mais de um milhão de planetas Terra caberiam dentro dele.
7 – A estrela mais próxima da Terra é o Sol, que está a aproximadamente 149,60 milhões de quilômetros.
8 – A temperatura do Sol em seu núcleo é de, aproximadamente, 15 milhões de graus Celsius.
9 – O Sol gira em torno do seu próprio eixo uma vez a cada 25,38 dias terrestres, ou 609,12 horas.
10 – Para tentar representar a quantidade de energia gerada pelo Sol, deveriam ser explodidas cerca de 100.000.000.000 (100 bilhões) de toneladas de dinamite a cada segundo. É um valor extremamente alto a ser gasto com dinamites.
11 – Uma pessoa que pesa 150 quilos na Terra, pesaria no Sol, cerca de 4.200 quilos. Isso porque a gravidade do Sol é 28 vezes a gravidade da Terra.
12 – Algumas religiões de culturas Egípcias, Indo-Europeias e Meso-Americanas, tinham em sua cultura religiosa a adoração ao Sol.
13 – As tempestades solares liberam grande quantidade de partículas que se espalham pelo Sistema Solar, atingindo até planetas mais distantes, como Plutão.
14 – O efeito mais poderoso de uma tempestade solar, aconteceu há mais de 150 anos, em setembro de 1859, e foi batizado de Carrington Event, em homenagem ao astrônomo Richard Carrington. Na época, estações telegráficas pegaram fogo e as redes sofreram grandes interrupções.
Fonte: Lista de Curiosidade.com.br

5 elementos que vão te ajudar a entender a Teoria das Cordas

Albert Einstein sonhava com uma única teoria que fosse capaz de explicar todos os enigmas do universo, uma Teoria de Tudo! O físico morreu sem conseguir finalizar esse trabalho, mas os físicos John Schwarz, Michael Green e Yoichiro Nambu o levaram adiante, e desenvolveram o conceito da Teoria das Cordas.
Para entender o que diz essa teoria, listamos cinco elementos que estão no coração da teoria das cordas.

1. Cordas, a menor parte da matéria

Cordas

No século XX, físicos descobriram que o átomo é divisível, pois é composto por partículas muito pequenas denominadas elétrons, prótons e nêutrons. Os prótons e nêutrons seriam formados por partículas ainda menores chamadas de quarks. Até esse ponto vai a Física convencional, porém a teoria das cordas vai mais além!
Segundo a teoria das cordas, os quarks seriam formados por pequenos filamentos de energia. Esses filamentos poderiam ser comparados a pequenas cordas vibrantes. O universo inteiro seria formado por essas pequenas cordas, que de acordo com seu comprimento e vibração, definem as características de cada partícula, explicando a grande diversidade do universo.
A teoria das cordas se originou como uma tentativa de descrever as interações das partículas. Desde então, desenvolveu-se em algo muito mais ambicioso: uma abordagem para a construção de uma teoria que unificasse as teorias da física e as forças fundamentais.

2. A teoria de tudo

Teoria de tudo
A física moderna tem duas leis científicas básicas: física quântica e relatividade geral. Essas duas leis científicas representam campos de estudo radicalmente diferentes. Enquanto a física quântica estuda os objetos pequenos da natureza, a relatividade estuda a natureza na escala dos planetas, das galáxias e do universo como um todo.
O problema surge quando é preciso combinar as duas teorias, como por exemplo, para explicar o comportamento dos buracos-negros ou o Big Bang, pois elas acabam divergindo. Einstein passou parte da vida desenvolvendo sua Teoria do Campo Unificado, um modelo capaz de explicar as 4 forças fundamentais. Agora, cientistas deram continuidade ao seu trabalho e o resultado foi a teoria das cordas.
A teoria das cordas é uma tentativa de unificar a teoria da relatividade, a mecânica quântica e as 4 forças fundamentais, por isso é conhecida como a Teoria de Tudo. Ela é vista pelos físicos como a principal teoria que possa explicar o universo inteiro, desde o surgimento do Big Bang até o possível fim do universo.

3. Dimensões extras

11 dimensões

Um dos resultados matemáticos da teoria das cordas é que a teoria só faz sentido num mundo com mais de três dimensões espaciais!
Conhecidamente, nosso universo tem três dimensões do espaço (altura, largura e profundidade) e uma de tempo, porém segundo a teoria das cordas, existiriam 11 dimensões.
Existem duas explicações possíveis para a localização das dimensões extras:
  • As dimensões do espaço extra são compactadas a tamanhos incrivelmente pequenos, então nunca as percebemos.
  • Estamos presos em um plano tridimensional, e as dimensões extras são inacessíveis para nós.

4. Multiverso

multiverso
Outra ideia presente nessa teoria é a Multiverso, que, na sua forma mais popular, afirma que mais de um universo distinto emergiu do Big Bang. Alguns cientistas afirmam que pode haver um quase infinito número de universos paralelos, cada um com suas próprias leis físicas.

5. Supersimetria

supersimetria
Todas as partículas no universo podem ser divididas em dois tipos: bósons e fermions. A teoria das cordas prediz que existe um tipo de conexão, denominada supersimetria, entre estes dois tipos de partículas. Nessa teoria, para cada fermion, deve existir um bóson e vice-versa. A supersimetria simplifica muito as equações da teoria de cordas ao permitir que certos termos se cancelem.

O futuro da Teoria

Esses são apenas alguns elementos básicos para entender a Teoria das Cordas, uma das teorias mais complexas já criadas e que está em constante evolução. A teoria das cordas já teve um grande impacto na matemática, no estudo do universo e na forma como os físicos interpretam experiências, sugerindo novas abordagens e possibilidades. Infelizmente, a teoria das cordas ainda não pode ser comprovada por falta de experimentos, mas espera-se que com o avanço das pesquisas em torno dos aceleradores de partículas, seja possível comprová-la nos próximos anos.
Infográfico - Teoria das Cordas
Infográfico sobre os elementos presentes na teoria das cordas
Fonte: HiperCultura

As forças do universo se fundem em uma?

O universo experimenta quatro forças fundamentais: o eletromagnetismo, a força nuclear forte , a interação fraca (também conhecida como força nuclear fraca ) e a gravidade . Até hoje, os físicos sabem que se você aumentar bastante a energia - por exemplo, dentro de um acelerador de partículas -, três dessas forças se "unificam" e se tornarão uma única força. Físicos executaram aceleradores de partículas e unificaram a força eletromagnética e interações fracas, e em energias mais altas, a mesma coisa deveria acontecer com a força nuclear forte e, eventualmente, com a gravidade.
Mas, embora as teorias digam que isso deveria acontecer, a natureza nem sempre obriga. Até agora, nenhum acelerador de partículas atingiu energias suficientemente altas para unificar a força forte com o eletromagnetismo e a interação fraca. Incluindo a gravidade significaria ainda mais energia. 
Não está claro se os cientistas poderiam construir um que seja poderoso; o Grande Colisor de Hádrons (LHC), perto de Genebra, pode enviar partículas colidindo umas com as outras com energias nos trilhões de elétron-volts (cerca de 14 tera-elétron-volts, ou TeV). Para alcançar as energias da grande unificação, as partículas precisariam de pelo menos um trilhão de vezes mais, então os físicos são deixados em busca de evidências indiretas de tais teorias. 
Além da questão das energias, as Grandes Teorias Unificadas (GUTs) ainda apresentam alguns problemas, pois preveem outras observações que até agora não deram certo. Existem vários GUTs que dizem que os prótons, ao longo de imensos períodos de tempo (da ordem de 10 a 36 anos), devem se transformar em outras partículas. Isso nunca foi observado, então os prótons duram muito mais do que qualquer um pensava ou eles são realmente estáveis ​​para sempre. 
Outra previsão de alguns tipos de GUT é a existência de monopolos magnéticos - pólos "norte" e "sul" isolados de um ímã - e ninguém viu nenhum deles. É possível que simplesmente não tenhamos um acelerador de partículas poderoso o suficiente. Ou os físicos podem estar errados sobre como o universo funciona. 
Fonte: https://www.livescience.com

XXM - Neuton encontra matéria intergaláctica perdida


A localização de quase metade da matéria comum no Universo é desconhecida. Observações radiológicas sugerem que essa matéria “ bariônica ” esquiva está escondida na estrutura filamentar da teia cósmica. Depois de um jogo de quase vinte anos de esconde - esconde cósmica, astrônomos usando o observatório espacial XMM - Newton da ESA finalmente encontraram evidências de gás quente e difuso permeando o cosmos.

Observações de galáxias muito distantes permitem que os astrônomos acompanhem a evolução deste assunto ao longo dos primeiros bilhões de anos do Universo. “ Os bárions desaparecidos representam um dos maiores mistérios da astrofísica moderna ”, explica Fabrizio Nicastro, principal autor do artigo, apresentando uma solução para o mistério, publicada hoje na revista Nature.

Isso não é surpreendente : estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias se formam nos nós mais densos da teia cósmica, a distribuição filamentar da matéria escura e ordinária que se estende por todo o Universo. Os astrônomos suspeitavam que os bárions “ desaparecidos ” deviam estar à espreita nos omnipresentes filamentos desta teia cósmica, onde a matéria é, no entanto, menos densa e, portanto, mais difícil de observar. Fabrizio e muitos outros astrônomos ao redor do mundo estão nas trilhas dos bárions remanescentes há quase duas décadas, desde que os observatórios de raios X, como o XMM - Newton, da ESA, e o Chandra, da NASA, se tornaram disponíveis para a comunidade científica.

Observando nesta porção do espectro eletromagnético, eles podem detectar gás intergalático quente, com temperaturas em torno de um milhão de graus ou mais, que está bloqueando os raios X emitidos por fontes ainda mais distantes. Para este projeto, Fabrizio e seus colaboradores usaram XMM - Newton para olhar para um quasar, uma enorme galáxia com um buraco negro supermassivo em seu centro que está ativamente devorando matéria e brilhando intensamente de raios X a ondas de rádio.

“ Depois de vasculhar os dados, conseguimos encontrar a assinatura do oxigênio no gás intergalático quente entre nós e o quasar distante, em dois locais diferentes ao longo da linha de visão ”, diz Fabrizio. “ Isso está acontecendo porque há enormes reservatórios de material, incluindo oxigênio, lá e exatamente na quantidade que esperávamos, para que possamos finalmente preencher a lacuna no orçamento dos bárions do Universo.

Fabrizio e seus colegas planejam estudar mais quasares com XMM - Newton e Chandra nos próximos anos. “ A descoberta dos bárions desaparecidos com o XMM - Newton é o primeiro passo emocionante para caracterizar completamente as circunstâncias e estruturas em que esses bárions são encontrados ”, diz o co - autor Jelle Kaastra do Instituto Holandês de Pesquisas Espaciais.
Fonte: ESA

Cientistas captam melhores evidências de um tipo de Buraco Negro Raro


Imagem da galáxia 6dFGS gJ215022.2-055059 pelo Hubble - a grande mancha amarelo-esbranquiçada no centro da imagem - e de várias galáxias vizinhas, combinada com observações de raios-X de um buraco negro nos arredores da galáxia - a pequena mancha roxa-esbranquiçada para baixo e para a esquerda - obtidas pelo Observatório de raios-X Chandra da NASA. Este é o melhor candidato, até à data, de um tipo muito raro e elusivo de fenómeno cósmico: o chamado buraco negro de massa intermédia no processo de destruição de uma estrela próxima e consequente alimentação. A descoberta baseou-se em dados do observatório espacial XMM-Newton da ESA, dos telescópios Chandra e Swift da NASA e de vários outros telescópios no solo e no espaço, incluindo o Hubble. Este tipo raro de buraco negro foi avistado quando perturbou e despedaçou uma estrela vizinha, devorando os detritos resultantes e lançando uma enorme quantidade de luz no processo. Tem uma massa equivalente a 50.000 sóis e está localizado dentro de um massivo enxame estelar nos arredores de uma galáxia a cerca de 740 milhões de anos-luz de distância. A imagem inclui dados do ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble. Crédito: ótico - NASA/ESA/Hubble/STScI; raios-X: NASA/CXC/UNH/D. Lin et al.

Os cientistas foram capazes de provar a existência de buracos negros pequenos e de buracos negros supermassivos, mas a existência de um tipo elusivo, conhecido como buraco negro de massa intermédia, é muito debatida. Uma nova investigação do Centro de Ciência Espacial da Universidade de New Hampshire mostra a evidência mais forte, até à data, de que este buraco negro intermédio existe, capturando um em ação por acaso, no ato de devorar uma estrela.

"Tivemos muita sorte em ter avistado este objeto com uma quantidade significativa de dados de alta qualidade, o que ajuda a identificar a massa do buraco negro e a compreender a natureza deste evento espetacular," afirma Dacheng Lin, professor assistente do Centro de Ciência Espacial da Universidade de New Hampshire e autor principal do estudo. "As pesquisas anteriores, incluindo o nosso próprio trabalho, viram eventos similares, mas ou eram vislumbrados demasiado tarde ou encontravam-se a distâncias excessivas."

No estudo, publicado na revista científica Nature Astronomy, investigadores usaram imagens de satélite para detetar pela primeira vez este sinal significativo de atividade. Encontraram uma enorme explosão de radiação, em vários comprimentos de onda, nos arredores de uma galáxia distante. O brilho do clarão diminuiu ao longo do tempo, exatamente como esperado para a perturbação/dilaceração de uma estrela por um buraco negro. Este dado fornece uma das poucas maneiras robustas de pesar ou determinar o tamanho do buraco negro.

Investigadores usaram dados de um trio de telescópios de raios-X em órbita, o Observatório de raios-X Chandra e o Satélite Swift, ambos da NASA, e o XMM-Newton da ESA, para encontrar as erupções de radiação em vários comprimentos de onda que ajudaram a identificar os de outra forma invulgares buracos negros de massa intermédia. A característica de uma erupção longa fornece evidências da destruição de uma estrela a que se dá o nome de evento de rutura de maré. 

As forças de maré, devido à intensa gravidade do buraco negro, podem destruir um objeto - como uma estrela - que passe demasiado perto. Durante um evento de rutura de maré, alguns dos detritos estelares são lançados para fora a altas velocidades, enquanto o restante cai em direção ao buraco negro. À medida que viaja para dentro, e é ingerido pelo buraco negro, o material aquece até milhões de graus e forma um distinto clarão em raios-X. Segundo os cientistas, esses tipos de erupções podem facilmente alcançar a luminosidade máxima e são uma das formas mais eficazes de detetar buracos negros de massa intermédia.

"Da teoria de formação galáctica, esperamos que existam muitos buracos negros de massa intermédia em aglomerados estelares," acrescenta Lin. "Mas conhecemos muito poucos, porque são normalmente muito silenciosos e muito difíceis de detetar e as explosões de energia dos encontros com estrelas acontecem raramente."

Devido à baixíssima taxa de ocorrência deste tipo de explosões estelares por um buraco negro de massa intermédia, os cientistas pensam que a sua descoberta significa que podem existir muitos buracos negros de massa intermédia num estado latente nas periferias das galáxias espalhadas pelo Universo local.
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/

21 de jun de 2018

VLT testa teoria da relatividade geral de Einstein fora da Via Láctea

Com o auxílio do instrumento MUSE montado no Very Large Telescope do ESO, no Chile, e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, astrônomos fizeram o teste mais preciso até hoje da teoria da relatividade geral de Einstein fora da Via Láctea. A galáxia próxima ESO 325-G004 atua como uma forte lente gravitacional, distorcendo a luz emitida por uma galáxia distante situada atrás dela e dando origem a um anel de Einstein em torno do seu centro. Ao comparar a massa de ESO 325-G004 com a curvatura do espaço em sua volta, os astrônomos descobriram que a gravidade nestas escalas astronômicas se comporta como previsto pela relatividade geral, eliminando assim algumas teorias de gravidade alternativas.

Com o auxílio do instrumento MUSE montado no VLT do ESO, uma equipe liderada por Thomas Collett, da Universidade de Portsmouth no Reino Unido, calculou a massa da galáxia ESO 325-G004 ao medir o movimento das estrelas nesta galáxia elíptica próxima.

Collett explica “Usamos dados obtidos pelo Very Large Telescope do ESO, no Chile, para medir quão rapidamente as estrelas estavam se movendo em ESO 325-G004, o que nos permitiu inferir a quantidade de massa que deve existir na galáxia para manter estas estrelas em órbita. Por outro lado, a equipe conseguiu também medir outro aspecto da gravidade. Com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, observou-se um anel de Einstein, um fenômeno que resulta da luz de uma galáxia distante estar sendo distorcida por ESO 325-G004. A observação deste anel permitiu aos astrônomos medir que quantidade de luz, e consequentemente espaço-tempo, está sendo distorcida pela enorme massa de ESO 325-G004.

A teoria da relatividade geral de Einstein prevê que os objetos deformem o espaço-tempo à sua volta, fazendo com que a luz que passa por ele seja desviada e dando origem a um fenômeno conhecido por lente gravitacional. Este efeito apenas se torna evidente para objetos muito massivos. São conhecidas algumas centenas de lentes gravitacionais fortes, mas muitas estão demasiado distantes para se medir com precisão as suas massas. No entanto, a galáxia ESO 325-G004 constitui uma das lentes mais próximas de nós, situada a apenas 450 milhões de anos-luz de distância da Terra.

Collett continua “Com dados obtidos pelo MUSE determinamos a massa da galáxia situada em primeiro plano e com o Hubble medimos a quantidade de efeito de lente gravitacional observado. Em seguida comparamos estas duas maneiras de medir a força da gravidade — e o resultado foi exatamente o previsto pela relatividade geral, com uma incerteza de apenas 9%. Trata-se do teste da relatividade geral fora da Via Láctea mais preciso realizado até hoje. E usamos apenas uma galáxia!”

Em 1998 descobriu-se que o Universo está expandindo mais depressa atualmente do que o que acontecia no passado.  Esta descoberta surpreendente pode ser explicada somente se o Universo for essencialmente composto um por componente exótico chamado energia escura. No entanto, esta interpretação apoia-se no fato da relatividade geral ser a teoria da gravidade correta a escalas cosmológicas. A relatividade geral foi testada com muita precisão nas escalas do Sistema Solar e alguns trabalhos observaram estrelas no centro da Via Láctea, mas até agora não tinha havido testes precisos para escalas astronômicas maiores. Testar o longo alcance das propriedades da gravidade é vital para validar o atual modelo cosmológico.

Esta descoberta pode ter implicações importantes para os modelos de gravidade alternativos à relatividade geral, que também foram evocados para explicar a expansão acelerada do Universo. Estas teorias alternativas prevêem que os efeitos da gravidade na curvatura do espaço-tempo são “dependentes da escala”, o que significa que a gravidade se comportaria de modo diferente a escalas astronômicas diferentes.

Collett e a sua equipe descobriram que este não é muito provavelmente o caso, a menos que estas diferenças ocorram apenas a escalas maiores que 6000 anos-luz. O Universo é um lugar espantoso, dando-nos acesso a estas lentes gravitacionais que podemos usar como laboratórios,” acrescenta o membro da equipe Bob Nichol da Universidade de Portsmouth. “É extremamente satisfatório usar os melhores telescópios do mundo para desafiar Einstein e descobrir que afinal ele tinha razão.” 
Fonte: ESO

Planeta 9: novo objeto descoberto no sistema solar sugere que ele existe mesmo

Os astrônomos especulam há alguns anos que um nono planeta pode orbitar nosso astro-rei a uma grande distância, na fronteira do sistema solar. Embora não tenhamos encontrado evidências diretas de tal planeta ainda, mais uma descoberta fornece provas indiretas de sua existência.

Recentemente, os cientistas analisaram um objeto planetário com uma órbita incomum, chamado 2015 BP519, que apoia o caso de um nono planeta não descoberto. 2015 BP519 pode ser tão grande quando um planeta-anão e orbita o sol em um ângulo de 54 graus em comparação com quase tudo no sistema solar interior. Uma das principais teorias para explicar isso é que o Planeta Nove é responsável por tal desvio.

Influência gravitacional

A caçada pelo “Planeta Nove” começou em 2016. Enquanto os pesquisadores observavam um punhado de objetos distantes no sistema solar, perceberam algo estranho: todos eles, mais longes do sol que Plutão, orbitavam a estrela em um ângulo distinto diferente dos planetas internos. As observações sugeriam que a influência gravitacional de um nono planeta estaria alterando as órbitas desses objetos distantes – da mesma forma que pode estar alterando a do objeto 2015 BP519.

Se o Planeta Nove realmente existe, é apenas uma questão de tempo até o encontrarmos. A tarefa não é das mais fáceis, no entanto, principalmente por causa de sua distância. O Planeta Nove é provavelmente várias vezes mais distante do sol que Plutão, o que significa que é apenas um ponto até mesmo para os nossos telescópios mais poderosos, além de ser escuro. Não ajuda em nada o fato de não sabermos exatamente onde fica.

Ainda assim, se estiver por aí, vamos nos deparar com ele eventualmente.
Fonte: https://hypescience.com
 [PMQuanta]

Os enxames globulares podem ser 4 bilhões de anos mais jovens do que se pensava


Evolução de um sistema binário no interior de um enxame globular.
Crédito: Mark A. Garlick/Universidade de Warwick

Segundo uma nova pesquisa liderada pela Universidade de Warwick, os enxames globulares podem ser até 4 bilhões de anos mais jovens do que se pensava. Compostos por centenas de milhares de estrelas densamente agrupadas numa esfera compacta, os aglomerados globulares eram considerados quase tão antigos quanto o próprio Universo - mas, graças a modelos de investigação recentemente desenvolvidos, foi demonstrado que podem ter 9 bilhões de anos em vez de 13 bilhões.

A descoberta põe em questão as teorias atuais sobre como as galáxias, incluindo a Via Láctea, foram formadas, pois os enxames globulares eram considerados quase tão antigos quanto o próprio Universo. Pensa-se que existam, só na nossa Galáxia, entre 150 e 180 enxames globulares. Projetados para reconsiderar a evolução das estrelas, os novos modelos BPASS (Binary Population and Spectral Synthesis) levam em conta os detalhes da evolução de estrelas binárias dentro do enxame globular e são usados para explorar as cores da luz das antigas populações de estrelas duplas - bem como os traços de elementos químicos vistos nos seus espectros.

O processo evolucionário vê duas estrelas a interagir num sistema binário, onde uma se expande para gigante enquanto a força gravitacional da estrela mais pequena remove a sua atmosfera, composta por hidrogênio e hélio, entre outros elementos. Pensa-se que estas estrelas se formaram ao mesmo tempo que o próprio enxame. Usando os modelos BPASS e calculando a idade dos sistemas estelares binários, os cientistas foram capazes de demonstrar que o enxame globular do qual fazem parte não era tão antigo quanto outros modelos sugeriram.

Os modelos BPASS, desenvolvidos em colaboração com o Dr. JJ Eldridge da Universidade de Auckland, já se haviam mostrado eficazes na exploração das propriedades de populações estelares jovens em ambientes que vão desde a nossa Via Láctea até ao limite do Universo. Discutindo os modelos BPASS e as suas descobertas, a Dra. Elizabeth Stanway, do Grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Warwick, investigadora principal destes achados, comenta:

"A determinação das idades das estrelas esteve sempre dependente da comparação das observações com os modelos que encapsulam a nossa compreensão de como as estrelas se formam e evoluem. Essa compreensão tem mudado ao longo do tempo e estamos cada vez mais conscientes dos efeitos da multiplicidade estelar - as interações entre as estrelas e as suas companheiras binárias e terciárias."

A Dra. Stanway sugere que as descobertas deste estudo apontam para novas avenidas de investigação sobre como as galáxias massivas e as estrelas aí contidas se formam:

"É importante notar que ainda há muito trabalho a fazer - em particular, olhar para os sistemas muito próximos, onde podemos resolver estrelas individuais em vez de apenas considerar a luz integrada de um enxame - mas este é um resultado interessante e intrigante.  A ser verdade, muda a nossa imagem dos estágios iniciais da evolução das galáxias e o local onde as estrelas que acabaram nas galáxias massivas de hoje, como a Via Láctea, podem ter-se formado. 

O nosso objetivo é continuar esta investigação, explorando tanto as melhorias na modelagem como as previsões observáveis que delas podem surgir."

O artigo científico foi aceito para publicação pela revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e está disponível online.

FONTE: ASTRONOMIA ONLINE

20 de jun de 2018

O que são supernovas e o que os cientistas aprendem com elas?

A luz dessa supernova, chamada supernova 1987a, alcançou a Terra em 1987. Ocorreu em uma galáxia próxima e foi a supernova mais próxima desde a invenção do telescópio. O Telescópio Espacial Hubble tirou esta foto da supernova de 1994.Crédito: NASA, P.Challis, R.Kirshner (Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica) e B. Sugerman (STScl)

Queimando um bilhão de vezes mais brilhante que o nosso sol, os fenômenos chamados de supernovas revelaram mistérios sobre buracos negros, a origem de metais como o ouro e a expansão do universo.  Supernovas são raras - a última supernova vista em nossa galáxia foi registrada em 1604, segundo a NASA.
Embora essa supernova possa ter confundido aqueles que viviam na época, observando supernovas em outras galáxias, os astrônomos agora entendem o que uma supernova é a explosão final de uma estrela massiva e agonizante.
O que acontece durante uma supernova?
Todas as estrelas, incluindo o nosso sol, acabarão por ficar sem o gás hidrogênio que alimenta as reações de fusão nuclear em seus núcleos. Quando isso acontece, estrelas menores se expandem para o que os astrônomos chamam de gigantes vermelhas, depois se encolhem em fracas anãs brancas, segundo a NASA.
Mas as estrelas massivas, que têm pelo menos cinco vezes a massa do Sol e podem ser muito maiores, provavelmente se tornarão supergigantes vermelhas e explodirão em supernovas.
Forças no trabalho dentro de estrelas são o que dão origem à explosão vista durante as supernovas. Durante a maior parte da vida de uma estrela, a gravidade puxa seus gases para dentro, mas suas reações nucleares empurram os gases para fora, e as forças se envolvem em um cabo de guerra constante. Mas quando a fusão nuclear de uma estrela pára, a estrela perde o impulso para fora que contraria a gravidade. A gravidade então toma conta e a estrela começa a colapsar sobre si mesma.
Eventualmente, a força do material em colapso aquece o núcleo da estrela o suficiente para iniciar uma série de novas reações nucleares, formando metais mais pesados ​​e pesados, até que o núcleo se torne sólido e as reações nucleares parem.
Em um segundo, a temperatura do núcleo de ferro sobe para mais de 180 bilhões de graus Fahrenheit (100 bilhões de graus Celsius), esmagando os átomos de ferro mais próximos até que o núcleo expluda em uma onda de choque. Esta explosão é uma supernova.
As supernovas podem deixar para trás uma nuvem de gásbrilhantemente colorida chamada nebulosa , um buraco negro ou talvez nada.
Mas isso apenas explica as supernovas Tipo II. As supernovas tipo I envolvem uma interação complexa entre um par de estrelas binárias onde uma estrela eventualmente explode, de acordo com a NASA.
Que supernovas revelam
Em fevereiro de 2006, pesquisadores observaram uma supernova incomum a 440 milhões de anos-luz de distância. Quando explodiu, a supernova liberou um intenso clarão de raios X chamado explosão de raios gama .
Anteriormente, os cientistas pensavam que explosões de raios gama só eram formadas por material em espiral caindo em buracos negros. Quanto mais pesquisas são feitas sobre as supernovas, os cientistas também usaram os fenômenos para estudar todo o universo.
Um subtipo de supernovas, Tipo Ia, estão entre as coisas mais brilhantes do universo, e todas brilham com intensidade aproximadamente igual. Assim, ao observar as supernovas ao longo do tempo, os pesquisadores nos anos 90 conseguiram ver que as supernovas estavam se afastando do centro do universo a uma taxa crescente, mostrando que o universo estava se expandindo.
Os cientistas chamam a força desconhecida por trás da expansão da energia escura .
O Supernova Cosmology Project (SCP) internacional do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley anunciou a maior coleção de dados sobre supernovas já reunidos, para continuar estudando a energia escura.
Fonte: https://www.livescience.com
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