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Telescópio Cherenkov quer desvendar luzes de altíssima energia

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Observatório possibilitará estudar raios gama com precisão sem precedentes.[Imagem: CTA] Luz de alta energia Os raios gama poderão ser estudados, em breve, com precisão sem precedentes. Um consórcio composto por mais de 1.350 cientistas e engenheiros de 32 países, incluindo o Brasil, pretende construir até 2022 o Cherenkov Telescope Array (CTA), o maior observatório terrestre voltado a estudar essas partículas de luz (fótons) de altíssimas energias vindas do espaço. Apesar de uma busca de mais de um século, ainda pouco se sabe sobre essas partículas de luz, suas fontes e o papel que desempenham em nossa galáxia e além dela. "O CTA faz parte de uma nova geração de detectores de raios gama e pode possibilitar a identificação de mais de mil novos objetos emissores da radiação gama que chegam à Terra, produzidos por raios cósmicos [partículas, como prótons, elétrons e íons, que viajam com velocidades próximas à da luz]," disse Razmik Mirzoyan, pesquisador do Instituto de Física Max …

Campo magnético de Urano muda todos os dias, mostra pesquisa

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Cientistas do Instituto Georgia de Tecnologia, nos Estados Unidos, encontraram novas evidências de como o (estranho) campo magnético de Urano funciona. Segundo estudo publicado no periódicoJournal of Geophysical Research: Space Physics, o planeta possui uma esfera protetora que se fecha e abre aproximadamente a cada 17 horas. Diferente dos outros planetas do Sistema Solar, Urano rotaciona em uma inclinação de 98 graus em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol. Seu campo magnético também se encontra inclinado cerca de 59 graus em relação ao seu eixo de rotação, além de não ser localizado exatamente no centro do planeta.
Com ajuda de um modelo computacional que simula as ações dos ventos solares, as pesquisadoras entenderam que o campo serve como proteção para Urano. Quando os dois movem-se na mesma direção, os ventos passam pelo planeta suavemente. Mas quando as partículas que sopram do Sol atingem determinado ângulo, o campo magnético uraniano se realinha, deixando apenas uma p…

Betelgeuse capturada pelo ALMA

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Esta mancha alaranjanda é a estrela próxima Betelgeuse, vista pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). É a primeira vez que o ALMA observa a superfície de uma estrela, sendo esta primeira tentativa resultado na imagem com a maior resolução conseguida até hoje para Betelgeuse. Betelgeuse é uma das maiores estrelas conhecidas — com um raio de cerca de 1400 vezes superior ao do Sol no contínuo milimétrico. Situada a cerca de 600 anos-luz de distância na constelação de Orion, esta supergigante vermelha brilha intensamente, o que lhe dará uma vida curta. A estrela tem apenas cerca de 8 milhões de anos de idade, mas já está no processo de se transformar numa supernova. Quando isso acontecer, a explosão resultante poderá ser vista a partir da Terra, mesmo em plena luz do dia. Esta estrela tem sido observada em muitos comprimentos de onda, em particular no visível, no infravermelho e no ultravioleta. Com o auxílio do Very Large Telescope do ESO, os astrônomos descobriram uma en…

Homem deve voltar-se para o espaço, defende Stephen Hawking

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As bases na Lua são um sonho antigo - mas continuam sendo um sonho, sem um projeto definido por falta de objetivos práticos.[Imagem: BBC] Propósito para a humanidade O físico britânico Stephen Hawking convocou países a enviarem astronautas à Lua até 2020. Para ele, é preciso também construir uma base lunar nos próximos 30 anos e enviar pessoas a Marte até 2025 - tudo isso pensando "no futuro da humanidade". As previsões de Hawking almejam principalmente reacender programas espaciais globais, forjar novas alianças e dar à humanidade uma nova "sensação de propósito". "Essa expansão para o espaço pode mudar completamente o futuro da humanidade", disse o físico britânico. "Tenho esperanças de que isso uniria países que competem entre si em torno de uma única meta, para enfrentar o desafio comum a todos nós. Um novo e ambicioso programa espacial serviria para engajar os mais novos e estimular o interesse deles em outras áreas, como astrofísica e cosmologia.&q…

Vivemos em um multiverso? Onde se escondem esses mundos?

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Conforme algumas estimativas, o universo conhecido pode conter cerca de dois trilhões de galáxias, sendo que a central manteria em torno de si aproximadamente cem milhões de estrelas e incontáveis planetas. Mas pode haver múltiplas cópias do universo da maneira como nós o enxergamos? O conceito de um multiverso – mundos que coexistem conosco de forma invisível e que podem representar versões da realidade quase idênticas à nossa – é uma ideia aceita na ficção científica e que intrigou gerações de físicos, bem como fãs e criadores de histórias ficcionais. Enquanto os cientistas ainda não tenham encontrado qualquer evidência de que multiversos de fato existam, há uma série de hipóteses que utilizam as leis da física para explorar a possibilidade de universos múltiplos, às vezes desafiando nossa compreensão sobre a própria viabilidade desse processo. Erin MacDonald, astrofísica, engenheira e autoproclamado “nerd maciço de ficção científica”, palestrou sobre o tema durante um painel no Futur…

HUBBLE capta massivo disco galáctico "MORTO" que desafia as teorias da evolução das GALÁXIAS

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Agindo como um "telescópio natural" no espaço, a gravidade do enorme enxame galáctico no plano da frente, MACS J2129-0741, amplia, aumenta o brilho e distorce a distante galáxia de fundo MACS2129-1, vista na caixa de cima. A inserção do meio é uma ampliação da galáxia distorcida pelo efeito de lente gravitacional. A inserção de baixo é uma imagem reconstruída, com base em modelos, que mostra o aspeto da galáxia caso o enxame de frente não estivesse presente. A galáxia tem um tom avermelhado porque está tão distante que a sua luz é desviada para a parte vermelha do espectro.Crédito: NASA, ESA, S. Toft (Universidade de Copenhaga), M. Postman (STScI), e equipa CLASH
Ao combinar o poder de uma "lente natural" no espaço com a capacidade do Telescópio Espacial Hubble da NASA, astrónomos fizeram uma descoberta surpreendente - o primeiro exemplo de uma galáxia em forma de disco, compacta ainda que massiva, e de rápida rotação, que deixou de fabricar estrelas apenas poucos m…

Planeta Dez: Dados indicam mais um planeta no Sistema Solar

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Visualização artística do gelado Planeta Dez, que ainda deverá ser observado diretamente. [Imagem: Kathryn Volk/Renu Malhotra/New Scientist] Quintal desconhecido Depois dos indícios da existência de um nono planeta no Sistema Solar - o ardentemente procurado Planeta Nove - agora novos dados indicam que o Sistema Solar pode ser ainda mais populoso do que se pensava. Kathryn Volk e Renu Malhotra, da Universidade do Arizona, nos EUA, acabam de encontrar indícios da existência de um décimo planeta em nosso sistema - o Planeta Dez. Os indícios surgiram quando as duas astrônomas rastreavam as regiões além de Netuno, no chamado Cinturão de Kuiper, que começa a partir das 55 unidades astronômicas (ua) - ou seja, 55 vezes mais longe do que a distância do Sol à Terra. Foi uma onda de descobrimento de um grande número de corpos celestes poucos brilhantes nessa região que ajudou a desclassificar Plutão como planeta. Planeta Dez Volk e Malhotra rastrearam vários objetos nessa região e verificaram que vá…

Sonda MRO registra ROVER CURIOSITY escalando o monte SHARP

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Usando o mais poderoso telescópio já enviado para Marte, a sonda da NASA, Mars Reconnaisssance Orbiter, registrou uma bela visão do rover Curiosity no terreno montanhoso. O rover do tamanho de um carro, está escalando a parte inferior do Monte Sharp em direção ao seu próximo destino, e aparece como um ponto azul contra o terreno rochoso, nessa imagem feita pela câmera HiRISE. As cores foram exageradas para mostrar as diferenças entre o rover e a superfície de Marte, fazendo o Curiosity aparecer mais azul do que ele realmente é. A imagem foi feita no dia 5 de Junho de 2017, dois meses antes do quinto aniversário do pouso do Curiosity em Marte, na Cratera Gale, nas proximidades do Monte Sharp. Quando a imagem foi feita, o Curiosity estava entre as dunas ativas de areia na parte inferior do Monte Sharp, e a Cadeia Vera Rubin, um destino na parte mais superior onde a equipe do rover pretende examinar afloramentos onde a hematita foi identificada pela sonda MRO desde a órbita de Marte. A local…

A NASA acaba de descobrir mais 10 planetas parecidos com a Terra

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Caçadores de planetas e entusiastas de astronomia estão comemorando o último anúncio feito pela NASA. Uma equipe de astrônomos que trabalham com dados da missão K2 da sonda Kepler liberaram um novo catálogo de planetas com potencial para abrigar vida. A notícia foi dada em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (19) na Ames Research Center, que fica na Califórnia. A equipe anunciou que identificou 219 novos candidatos, 10 dos quais são rochosos e localizados em uma zona habitável, perto de estrelas parecidas com o Sol. Em outras palavras, temos 10 novos planetas parecidos com a Terra. Na ciência, ser parecido com a Terra significa que esses planetas têm composição química semelhante à do nosso planeta e orbitam ao redor de um sol relativamente jovem, onde a temperatura permite que haja água em estado líquido. A equipe que participou da coletiva de imprensa é composta por pesquisadores que trabalham com a sonda Kepler, entre eles Mario Perez, Susan Thompson, Benjamin Fulton e Cour…

A aterradora morte do universo

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A ciência já nos mostrou algumas vezes que nosso universo, um dia, em um futuro muito, muito distante, vai acabar. Mas como isso vai acontecer? O físico teórico Robbert Dijkgraaf, professor do Instituto de Estudos Avançados em Princeton, explica como o universo vai encontrar a sua morte. Basicamente, o que ele diz é que os buracos negros vão destruir tudo. “Eu acho que a maior descoberta da teoria de Einstein é que o universo está se expandindo. 
Mas aprendemos algo ainda mais dramático nos últimos anos. Aprendemos que ele não está apenas se expandindo, mas há uma força dentro do espaço vazio que o ajuda a se afastar. Isso na verdade está acelerando a expansão dele, e essa expansão terá consequências realmente dramáticas. Significará que a parte distante do universo começará a se afastar tão rápido em um ponto, que será mais rápida do que a velocidade da luz”, explica.
Essa aceleração trará consequências para a nossa via láctea. Todas as nossas galáxias vizinhas vão desaparecer lentamen…

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