quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Cientistas calcularam a massa de toda a Via Láctea, e o número tem 40 zeros

  • Telescópio espacial europeu Gaia revela o mapa mais detalhado já produzido da Via Láctea, um catálogo de 1 bilhão de estrelas
Astrônomos chegaram ao que acreditam ser a medida mais precisa da massa da Via Láctea: cerca de 4,8 x 10¹¹ vezes a massa do Sol, ou "massas solares", se quiser usar uma unidade padrão de massa da astronomia.
Isso representa cerca de 9,5 x 10^41 kg, traduzindo, é o número 95 seguido por 40 zerosO valor, é claro, é estimado, já que não temos nenhuma medida exata de todos os bilhões de estrelas e outros objetos que existem na Via Láctea (e nem conseguimos pesá-los em uma balança).
Em um artigo publicado no The Astrophysical Jornal, os cientistas explicam como usaram métodos de medição que envolvem complexas técnicas matemáticas e estatísticas, como a análise hierárquica bayesiana, além de medições diretas da velocidade de aglomerados globulares, os grupos esféricos bem embalados de 10.000 a 100.000 velhas estrelas que se movem pela galáxia.
Assim como a massa do Sol pode ser calculada medindo sua força gravitacional na Terra, a massa da Via Láctea pode ser calculada medindo sua atração gravitacional sobre os aglomerados globulares. A estimativa inclui tudo dentro de 125 quiloparsecs (unidade de distância usada em astronomia para representar distâncias estelares) do centro da galáxia – ou seja, em 3,9 x 10^18 quilômetros.
E "tudo" não são apenas estrelas: existem planetas, luas, gases, poeira e outros objetos, para não mencionar a imensa quantidade de matéria escura. A autora principal da pesquisa, Gwendolyn M. Eadie, da Universidade de McMaster, em Ontário, Canadá, afirmou em entrevista ao "The New York Times" que as descobertas eram importantes do ponto de vista de um astrônomo.
"Os métodos que desenvolvemos podem ser importantes em outros estudos. Estes métodos eram utilizados em outros campos, mas estão começando a se tornar mais úteis na astronomia agora que temos computadores que podem fazer cálculos complexos".
O que isso significa para nós, reles mortais? "Isso apenas satisfaz a curiosidade sobre o mundo e galáxia em que vivemos", disse ela.
Fonte: UOL

Estrela presumida jovem é afinal é uma anciã galáctica

Rolf Chini tem vindo a estudar aproximadamente 400 estrelas na vizinhança do Sol que partilham algumas das propriedades do Sol. No processo, ele e a sua equipa fizeram uma descoberta muito interessante. Crédito: RUB, Nelle

Era considerada uma adolescente entre as estrelas. Mas agora uma coisa ficou clara: este objeto celeste foi formado quando a nossa Galáxia nasceu. Porque é que os investigadores erraram durante tantas décadas?

49 Lib, uma estrela relativamente brilhante no céu do hemisfério sul, tem doze mil milhões de anos e não apenas 2,3 mil milhões. Durante muitas décadas, os cientistas ficaram intrigados com os dados contraditórios que recebiam deste corpo celeste, porque tinham estimado uma idade muito mais jovem do que realmente é. A nova determinação da sua idade, por astrónomos da RUB (Ruhr-Universität Bochum), resolveu agora com sucesso todas as inconsistências. O Dr. Klaus Fuhrmann e o professor Dr. Rolf Chini publicaram os seus resultados na revista The Astrophysical Journal.

"Antes, havia-se assumido que a estrela tinha apenas metade da idade do nosso Sol," comenta Chini. "No entanto, os nossos dados mostraram que se formou durante o nascimento da Via Láctea." A razão para o erro: o objeto celeste é um sistema binário, como foi provado por outro grupo de pesquisa em 2016. A equipa de Chini demonstrou agora o mecanismo usado pela parceira estelar de 49 Lib para fingir a sua idade.

Companheira estelar invisível
A estrela companheira de 49 Lib é uma estrela quase extinta praticamente invisível. No final da sua vida, transferiu parte da sua matéria para 49 Lib - e foi isto que levou a uma estimativa tão confusa da sua idade. Os cientistas determinam a idade das estrelas com base na sua composição química. As estrelas velhas, formadas durante uma fase inicial do Universo, não contêm elementos pesados. Isto porque esses elementos foram produzidos mais tarde, após a fusão nuclear de muitas gerações de estrelas. As estrelas novas, tais como o nosso Sol, possuem elementos pesados porque emergiram dos restos das gerações passadas das estrelas.

Gigante no final da sua vida
Dado que a misteriosa estrela 49 Lib contém elementos pesados, os cientistas pensaram, durante muitas décadas, que seria um corpo celeste relativamente jovem. No entanto, a equipa de Bochum descobriu que os elementos pesados não são originários de 49 Lib, mas que haviam sido transferidos para lá a partir da sua companheira invisível. No final da vida, as estrelas tornam-se enormes; tão grandes que a sua própria gravidade já não é suficiente para manter a matéria junta. A matéria escapa como gás para o espaço. Caso houvesse outra estrela na sua vizinhança, a sua gravidade poderia atrair e absorver a matéria expelida. Foi assim que 49 Lib ganhou os seus elementos pesados.

Determinando a idade das estrelas
Os astrónomos determinam a idade das estrelas com base nos seus espectros. Quebram a luz emitida pela estrela nos seus componentes individuais e descodificam os comprimentos de onda nos quais a estrela emite mais luz. A composição dos elementos químicos de uma estrela determina o seu espectro. Com base nos seus dados, os investigadores da RUB fizeram mais do que apenas especificar a idade da estrela em questão. "Somos capazes de acompanhar a evolução de todo este sistema binário," explica Rolf Chini. Os astrónomos sabem, por exemplo, as massas com as quais a vida do sistema começou e como essas massas evoluíram desde então.

De anãs brancas a supernovas
Ao início, ambas as estrelas tinham massas semelhantes à do Sol. Quando 49 Lib recebeu parte da matéria da sua parceira estelar em extinção, ganhou uma massa de aproximadamente 0,55 sóis. Quanto mais massa tem uma estrela, mais pequena é a sua vida. O ganho de massa reduziu, assim, dramaticamente a vida de 49 Lib. "Tornar-se-á em breve uma gigante vermelha e, seguidamente, colapsará numa anã branca," descreve Rolf Chini.

Como gigante vermelha, 49 Lib já não será capaz de manter a sua matéria aglomerada, passando pelo mesmo processo que a sua parceira padeceu quando se transformou em anã branca. Parte da matéria de 49 Lib será atraída pela companheira extinta. "Caso esse parceiro estelar não consiga livrar-se da matéria via pequenas erupções, explodirá completamente como uma supernova," conclui Chini.
Fonte: Astronomia OnLine

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Por que estudar Plutão se nem planeta ele é?


O pesquisador Mike Brown foi o responsável por tirar de Plutão o status de planeta, sendo considerado um verdadeiro exterminador de planetas da astronomia moderna. Brown apresentou à União Astronômica Internacional (IAU) a informação de que Plutão deveria deixar de ser o nono planeta do sistema solar.

Entretanto, mesmo perdendo o posto, Plutão continua tendo relevância nas pesquisas espaciais internacionais. Prova disso, é a sonda New Horizons, que chegou à órbita de Plutão no dia 14 de julho de 2015.

Muitas pessoas podem se perguntar: qual a importância de estudar Plutão para a vida das pessoas? Por que gastar dinheiro com algo assim se Plutão nem é mais planeta? A resposta para essas questões é simples: os estudos sobre Plutão são importantes porque podem reforçar o status de que Plutão é um planeta-anão.

Segundo os pesquisadores, a missão não deve mudar a condição de Plutão, nem fazê-lo retomar o posto de planeta. A decisão de que ele perdeu o posto de planeta, adotada em 2006, é irreversível pela União Astronômica Internacional (UAI).

A atual missão realizada pela NASA, a Agência Espacial Norte-Americana, tem como objetivo encontrar mais informações sobre o ex-planeta e avançar nos estudos sobre como era a vida na Terra há bilhões de anos. Os dados também vão ajudar na realização de novos trabalhos sobre os demais planetas, além de beneficiar a ciência planetária em geral.

A missão que chegou a Plutão também deve passar por outros objetos do Cinturão de Kuiper, ampliando o conhecimento dos pesquisadores sobre essa região. A Nasa gastou cerca de US$ 720 milhões com a missão da New Horizons e a chegada às proximidades de Plutão.

Vale lembrar que a New Horizons não chegou até o solo de Plutão. Ela alcançou uma proximidade recorde, ficando a apenas 12 mil km de distância do ex-planeta.

O ALMA começa a observar o Sol

Novas imagens obtidas com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), instalado no Chile, revelaram detalhes sobre o Sol, invisíveis de outro modo, incluindo uma nova vista sobre o centro escuro e contorcido de uma mancha solar com quase o dobro do diâmetro da Terra. As imagens foram as primeiras obtidas do Sol com uma infraestrutura da qual o ESO é parceiro. Os resultados constituem uma importante expansão à quantidade de observações que podem ser usadas para investigar a física da nossa estrela mais próxima. As antenas do ALMA foram cuidadosamente concebidas de modo a poderem observar o Sol sem que o intenso calor da sua radiação focada lhes cause danos.
Os astrônomos utilizaram as capacidades do ALMA para obter imagens da radiação milimétrica emitida pela cromosfera do Sol — a região que se situa logo acima da fotosfera e que forma a superfície visível do Sol. A equipe da campanha solar, um grupo internacional de astrônomos com membros da Europa, América do Norte e Leste Asiático, produziu as imagens no intuito de demonstrar as capacidades do ALMA no estudo da atividade solar a comprimentos de onda maiores dos que os que se encontram normalmente disponíveis nos observatórios solares na Terra. Os astrônomos estudam o Sol e investigam a sua superfície dinâmica e atmosfera energética de muitas maneiras há vários séculos. 

No entanto, para se compreender melhor o funcionamento do Sol, é necessário estudá-lo em todo o espectro electromagnético, incluindo na região do milímetro e do submilímetro, a qual pode ser observada pelo ALMA.  Uma vez que o Sol é muitos bilhões de vezes mais brilhante que os fracos objetos que o ALMA observa normalmente, as antenas do ALMA foram especialmente concebidas para poderem obter imagens do Sol com extremo detalhe usando a técnica de interferometria rádio — e evitando assim danos devido ao intenso calor da luz solar focada. Deste trabalho resultaram uma série de imagens que demonstram a visão única do ALMA e a sua capacidade em estudar o nosso Sol. 
Os dados da campanha de observação solar estão sendo divulgados esta semana à comunidade astronômica mundial, para análise e estudo subsequentes.  A equipe observou uma mancha solar enorme nos comprimentos de onda de 1,25 mm e 3 mm, usando duas das bandas receptoras do ALMA. As imagens revelam diferenças em temperatura entre partes da cromosfera do Sol. A compreensão do aquecimento e da dinâmica da cromosfera é uma área chave de investigação, que será abordada no futuro com o ALMA. As manchas solares são estruturas transientes que aparecem em regiões onde o campo magnético do Sol é muito forte e se encontra extremamente concentrado. 
Têm temperaturas mais baixas que as regiões ao redor e é por isso que aparecem relativamente escuras. A diferença entre as duas imagens deve-se aos diferentes comprimentos de onda da radiação emitida que se estão a observar. As observações a comprimentos de onda mais curtos conseguem penetrar mais profundamente no Sol, o que significa que as imagens a 1,25 mm mostram uma camada da cromosfera mais profunda, e consequentemente mais próxima da fotosfera, que as imagens obtidas a um comprimento de onda de 3 mm. 
O ALMA é o primeiro observatório do qual o ESO é parceiro que permite aos astrônomos estudar a nossa estrela mais próxima, o nosso Sol. Todas as outras infraestruturas do ESO, existentes ou passadas, precisam de ser protegidas da intensa radiação solar de modo a evitar danos. As novas capacidades do ALMA farão com que a comunidade do ESO se expanda para incluir os astrônomos solares.

Fonte: ESO

Cientistas japoneses detectam anomalia atmosférica enorme em Vênus

Utilizando a espaçonave Akatsuki, cientistas japoneses detectaram uma grande anomalia, em forma de arco, na atmosfera superior de Vênus. Estranhamente, a estrutura de 9,97 quilômetros de comprimento não se mexe, apesar dos ventos de 362 quilômetros por hora que a cercam. Pesquisadores da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial acreditam que o fenômeno é a maior “onda de gravidade” estacionária já registrada no sistema solar. Emanando das montanhas abaixo, o fenômeno climático é forte o bastante para suportar ventos ferozes de fundo, fazendo com que uma estrutura enorme em formato de arco fique pendurada na atmosfera superior do planeta como uma gigante cicatriz.

Vênus, esse inferno de planeta coberto de nuvens, está repleto de comportamentos atmosféricos excepcionalmente estranhos. Os ventos em sua atmosfera superior uivam a 359 quilômetros por hora, velocidade consideravelmente maior do que o planeta que a rotação do planeta (um dia em Vênus dura mais do que um ano inteiro por lá). Nuvens grossas de ácido sulfúrico se movem a oeste, pelo fato de toda a atmosfera superior estar girando significativamente mais rápido do que o próprio planeta. No fim de 2015, o orbitador da JAXA Akatsuki — espaçonave criada para investigar as dinâmicas atmosféricas e a física das nuvens de Vênus — fez observações estranhas ao longo de vários dias. Como foi descrito em estudo recente publicado no periódico Nature, a sonda detectou uma estrutura estacionária, em formato de arco, na atmosfera superior do planeta. Um time de pesquisadores liderado pelo astrônomo Makoto Taguchi, da Universidade de Rikkyo, avistou a anomalia ao analisar imagens tiradas pela Akatsuki no infravermelho médio e no espectro ultravioleta-visível.

Estacionada 64,3 quilômetros acima da superfície chamuscada, a brilhante e incomumente quente região se estendia por 10.000 quilômetros no topo das nuvens de Vênus (quase o mesmo diâmetro de todo o planeta). A estrutura não se mexia, apesar dos ventos atmosféricos em volta, permanecendo inerte acima da região montanhosa da superfície do planeta. Antes dessa observação, os cientistas constataram vários aspectos atmosféricos de pequena escala que se moviam mais rápido ou mais devagar que esses ventos.

Essa raia gigante e seu desprezo pelos ventos à sua volta pegaram os cientistas da JAXA completamente desprevenidos. Várias semanas após suas observações iniciais, o arco havia desaparecido, então não se trata de uma característica permanente. Os pesquisadores agora esperam ansiosamente por um possível retorno.
© Imagem: JAXA/Taguchi et. al., 2017 A estrutura foi observada ao longo de vários dias, de 8 a 11 de dezembro de 2015. Apesar dos fortes ventos, a anomalia permaneceu estacionária.

Onda de gravidade
Após descartar possibilidades como uma maré térmica (similares às do oceano, mas muito improváveis, considerando que Vênus não tem lua) ou um erro instrumental (a Akatsuki está em ótimo estado), os pesquisadores da Jaxa concluíram que a anomalia provavelmente é causada por uma onda de gravidade. Não confundir com as ondas gravitacionais

Ondas de gravidade acontecem quando transmissores, como um fluído ou um gás, lutam por um estado de equilíbrio sobre a força da gravidade. Ou, como Taguchi explicou ao Gizmodo, “é uma oscilação de densidade, pressão, velocidade ou temperatura que propaga em uma atmosfera, a partir do equilíbrio entre flutuabilidade e forças de gravidade como uma força restauradora”. Na Terra, as ondas de gravidade produzem ondas no oceano e fluxo de ar sobre as montanhas.

Cientistas já observaram ondas de gravidade pequenas e passageiras na atmosfera de Vênus anteriormente, um sinal de que cadeias de montanhas estão presentes abaixo, mas eles nunca viram algo como isso. Neste planeta queimado, as ondas de gravidade são geradas perto de áreas com superfície acidentada e montanhosa e então derivam para cima, subindo ao céu e crescendo mais e mais em amplitude até que se dissipam pouco abaixo das nuvens. Conforme as ondas se quebram na atmosfera superior, elas forçam a retornada contra a força tremenda dos ventos atmosféricos, abrandando-os.

Essa, pelo menos, é a teoria de como as ondas de gravidade normalmente funcionam. Mas essa nova anomalia sugere que também funcionem em escala quase planetária, afetando as nuvens de topo por milhares de quilômetros.

“Dados o formato e a velocidade (dos ventos) em relação à super-rotação, a única interpretação razoável para o formato em arco do estacionário é que tenha sido induzido por um pacote de ondas de gravidade atmosféricas”, escreveram os pesquisadores. “O estudo presente mostra evidência direta da existência de ondas de gravidade estacionárias, além de apontar que tais ondas podem ter uma escala muito grande — talvez a maior já observada no sistema solar.”

Usando modelos de computador, os pesquisadores verificaram que as grandes ondas de gravidade estacionárias são, de fato, possíveis. “Nossas simulações de propagação de ondas de gravidade mostraram um padrão semelhante de distribuição de temperatura nas altitudes das nuvens de tempo como a observada”, contou Taguchi ao Gizmodo.

Dito isso, a equipe de Taguchi não tem certeza absoluta de que as ondas de gravidade produzidas pelas cadeias de montanhas de Vênus sejam capazes de espalhar-se tão para o alto sem um pouco de ajuda. Os pesquisadores especulam que os ventos na atmosfera profunda podem ser mais variáveis em espaço e tempo do que se presumia anteriormente, aumentando a habilidade de propagação das ondas de gravidade até a porção superior da atmosfera de Vênus.

Olhando para o futuro, Taguchi gostaria de estudar as variações na atmosfera, para que possa comparar as condições de quando o arco está presente com as de quando está ausente. “Também precisamos coletar mais dados para estudos estatísticos”, disse. “As simulações em computador em andamento serão importantes para justificar a hipótese levantada a partir dos resultados observacionais.”

Vênus, como estamos descobrindo,  é um lugar surpreendentemente complicado — e incomum.
Fonte: MSN


HUBBLE forenece roteiro interestelar da viagem galáctica das VOYAGER

Nesta impressão de artista, a sonda Voyager 1 da NASA tem uma vista aérea do Sistema Solar. Os círculos representam as órbitas dos planetas exteriores: Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Lançada em 1977, a Voyager 1 visitou os gigantes Júpiter e Saturno. A nave encontra-se agora a 20,65 mil milhões de quilómetros da Terra, o que a torna no objeto mais distante jamais construído pelo Homem. De facto, a Voyager 1 está agora a navegar pelo espaço interestelar, a região entre as estrelas que contém gás, poeira e material reciclado por estrelas moribundas. Crédito: NASA, ESA e G. Bacon (STScI)

As duas sondas Voyager da NASA estão a navegar por território inexplorado na sua viagem para lá do nosso Sistema Solar. Ao longo do caminho, medem o meio interestelar, o ambiente misterioso entre as estrelas. O Telescópio Espacial Hubble da NASA está fornecendo o roteiro - estudando o material ao longo das trajetórias futuras das naves. Mesmo depois das Voyagers ficarem sem energia elétrica e serem incapazes de enviar novos dados, o que poderá acontecer daqui a uma década, os astrónomos podem usar as observações do Hubble para caracterizar o ambiente através do qual estes embaixadores silenciosos vão passar. Uma análise preliminar de observações do Hubble revela uma ecologia interestelar rica e complexa, contendo várias nuvens de hidrogénio entrelaçadas com outros elementos. 

Os dados do Hubble, combinados com os das Voyagers, também forneceram novas informações sobre como o nosso Sol viaja através do espaço interestelar. Esta é uma grande oportunidade para comparar dados de medições 'in situ' do ambiente espacial pelas naves Voyager e medições telescópicas com o Hubble," afirma o líder do estudo Seth Redfield da Universidade Wesleyan em Middletown, no estado norte-americano de Connecticut. "As Voyagers estão a 'provar' regiões minúsculas à medida que percorrem o espaço a cerca de 61.000 km/h. Mas não fazemos ideia se estas pequenas áreas são normais ou raras. As observações do Hubble dão-nos uma visão mais abrangente porque o telescópio está a observar um trajeto mais longo e largo. 

Assim, o Hubble dá contexto à região por onde cada Voyager está a passar." Os astrónomos esperam que as observações do Hubble os ajudem a caracterizar as propriedades físicas do meio interestelar local. "Idealmente, a sintetização destas informações com medições 'in situ' pelas Voyager proporcionaria uma visão geral sem precedentes do ambiente interestelar local," realça Juli Zachary, membro da equipa do Hubble e da Universidade Wesleyan.

Os resultados da equipa foram apresentados no passado dia 6 de janeiro na reunião de inverno da Sociedade Astronómica Americana em Grapevine, Texas, EUA. A NASA lançou as sondas gémeas Voyager 1 e 2 em 1977. Ambas exploraram os planetas exteriores Júpiter e Saturno. A Voyager 2 visitou também Úrano e Neptuno. As pioneiras Voyager estão atualmente a explorar a orla mais externa do domínio do Sol. A Voyager 1 encontra-se a navegar pelo espaço interestelar, a região entre as estrelas que contém gás, poeira e material reciclado por estrelas moribundas.
Nesta ilustração orientada ao longo do plano da eclíptica, o Telescópio Espacial Hubble da NASA observa os percursos das sondas Voyager 1 e 2 à medida que viajam pelo Sistema Solar e até ao espaço interestelar. O Hubble está a examinar duas linhas de visão (as características gémeas em forma de cone) ao longo do percurso das naves. O objetivo do telescópio é ajudar os astrónomos a mapear a estrutura interestelar ao longo do caminho estelar de cada sonda. Cada linha de visão estende-se vários anos-luz até estrelas vizinhas. Crédito: NASA, ESA e Z. Levay (STScI)

A Voyager 1 encontra-se a 20,65 mil milhões de quilómetros da Terra, o que a torna no objeto mais distante já construído pelo Homem. Daqui a aproximadamente 40.000 anos, depois da nave já não estar operacional e a recolher novos dados, passará a 1,6 anos-luz da estrela Gliese 445, na direção da constelação de Girafa. A sua gémea, a Voyager 2, está a 17,1 mil milhões de quilómetros da Terra e passará a 1,7 anos-luz da estrela Ross 248 daqui a mais ou menos 40.000 anos.

Durante os próximos 10 anos, as Voyager farão medições do material interestelar, dos campos magnéticos e raios cósmicos ao longo das suas trajetórias. O Hubble complementa as observações das Voyagers observando duas linhas de visão ao longo do percurso das sondas com o objetivo de mapear a estrutura interestelar. Cada linha de visão estende-se vários anos-luz até estrelas próximas. Ao examinar a luz dessas estrelas, o instrumento STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) do Hubble mede como o material interestelar absorve alguma dessa radiação estelar, deixando impressões digitais espectrais.

O Hubble descobriu que a Voyager 2 vai sair da nuvem interestelar que rodeia o Sistema Solar daqui a um par de milhares de anos. Com base em dados do Hubble, os astrónomos preveem que a nave vai passar 90.000 anos numa segunda nuvem e atravessar, depois, para uma terceira nuvem interestelar. Um inventário da composição das nuvens revela ligeiras variações na abundância dos elementos químicos contidos nas estruturas. "Estas variações podem significar que as nuvens se formaram de maneiras diferentes, ou em áreas diferentes, e depois juntaram-se," comenta Redfield.

Um olhar inicial sobre os dados do Hubble também sugere que o Sol está a passar por material mais denso no espaço próximo, o que pode afetar a heliosfera, a grande bolha que contém o nosso Sistema Solar e que é produzida pelo poderoso vento solar da nossa estrela. No seu limite, a que chamamos heliopausa, o vento solar empurra para fora contra o meio interestelar. O Hubble e a Voyager 1 obtiveram medições do ambiente interestelar para lá desta fronteira, onde o vento vem de outras estrelas que não o nosso Sol.

"Estou realmente intrigado pela interação entre as estrelas e o ambiente interestelar," acrescenta Redfield. "Estes tipos de interações estão a acontecer em torno da maioria das estrelas e é um processo dinâmico. A heliosfera é comprimida quando o Sol se move através de material mais denso, mas expande-se para trás quando a estrela passa por matéria menos densa. Esta expansão e contração é provocada pela interação entre a pressão externa do vento estelar, composta por um fluxo de partículas carregadas e pela pressão do material interestelar que rodeia uma estrela.
Fonte: Astronomia OnLine

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Estrelas mais distantes da VIA LÁCTEA podem ter sido "ROUBADAS" de outra galáxia


Nesta imagem gerada por computador, a oval vermelha marca o disco da nossa Galáxia e o ponto vermelho mostra a localização da anã de Sagitário. O círculo amarelo representa as estrelas que foram arrancadas da anã e atiradas para o espaço. Cinco da 11 estrelas mais distantes conhecidas na nossa Galáxia foram provavelmente "roubadas" desta maneira.Crédito: Marion Dierickx/CfA


As 11 estrelas mais distantes conhecidas da nossa Galáxia estão localizadas a cerca de 300.000 anos-luz da Terra, bem para lá do disco espiral da Via Láctea. Uma nova pesquisa feita por astrónomos de Harvard mostra que metade dessas estrelas podem ter sido arrancadas de outra galáxia: a anã de Sagitário. Além disso, são membros de um longo fluxo estelar que se estende um milhão de anos-luz no espaço, ou 10 vezes o diâmetro da nossa Galáxia.

"Os fluxos de estrelas que foram mapeados até agora são como riachos em comparação com o rio gigante de estrelas que prevemos observar eventualmente," afirma a autora principal Marion Dierickx do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica. A anã de Sagitário é uma das dúzias de mini-galáxias que rodeiam a Via Láctea. Ao longo da história do Universo, completou várias órbitas em redor da nossa Galáxia. Em cada passagem, as marés gravitacionais da Via Láctea influenciavam a galáxia mais pequena, puxando-a e distorcendo-a como um elástico.

Dierickx e o seu orientador de doutoramento, o teórico Avi Loeb de Harvard, usaram modelos de computador para simular os movimentos da anã de Sagitário ao longo dos últimos 8 mil milhões de anos. Eles variaram a sua velocidade inicial e ângulo de aproximação à Via Láctea para determinar quais os cenários que melhor correspondiam às observações atuais. A velocidade de partida e o ângulo de aproximação têm um grande efeito na órbita, assim como a velocidade e o ângulo de um lançamento de um míssil afeta a sua trajetória," explica Loeb.

No início da simulação, a anã de Sagitário tinha uma massa na ordem das 10 mil milhões de massas solares, ou cerca de 1% da massa da Via Láctea. Os cálculos de Dierickx mostram que, ao longo do tempo, a infeliz anã perdeu cerca de um-terço das suas estrelas e um total de nove-décimos da sua matéria escura. Isto resultou em três fluxos estelares distintos que alcançam um milhão de anos-luz a partir do centro da Via Láctea. Os fluxos estendem-se até à orla do halo da Via Láctea e são das maiores estruturas observáveis no céu.
Além disso, cinco das 11 estrelas mais distantes na nossa Galáxia têm posições e velocidades que coincidem ao que seria de esperar de estrelas roubadas à anã de Sagitário. As outras seis não parecem ser de Sagitário, mas podem ter sido removidas de uma galáxia anã diferente.

Os projetos de mapeamento como o SDSS (Sloan Digital Sky Survey) traçaram um dos três fluxos previstos por estas simulações, mas não em toda a extensão que os modelos sugerem. Instrumentos futuros como o LSST (Large Synoptic Survey Telescope), que irá detetar estrelas muito mais ténues no céu, deverão ser capazes de identificar os outros fluxos.

"Existem lá fora ainda mais 'intrusos' de Sagitário, à espera de serem encontrados," comenta Dierickx. As descobertas foram aceites para publicação na revista The Astrophysical Journal e estão disponíveis online.
Fonte: Astronomia OnLine

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Agora é oficial: somos mesmo feitos de poeira de estrela

Uma pesquisa comprovou o que o astronômo Carl Saganjá falava havia tempos: os humanos realmente são feitos de poeira de estrela. Depois de analisar 1500 estrelas, astrônomos chegaram à conclusão de que tanto os seres humanos quanto os astros brilhantes possuem 97% do mesmo tipo de átomos. A reportagem é da revista Galileu. Segundo a reportagem, foi constatado ainda que os elementos essenciais para a vida como a conhecemos (hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre) são mais prevalecentes nas estrelas que estão no centro da galáxia.

Para saber quais elementos compõem as estrelas, os astrônomos usam uma técnica conhecida como espectroscopia.Cada elemento emite um comprimento de onda de luz diferente, é como se cada um tivesse sua própria marca. Assim, analisando cada “marca”, os cientistas conseguem distinguir de qual elemento é aquela emissão, que foi captada com um instrumento chamado espectrógrafoO espectrógrafo, neste caso, tem nome e sobrenome: trata-se do Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment (APOGEE), que fica no estado norte-americano do Novo México.
Fonte: YAHOO NOTÍCIAS

A ‘Estrela da Morte' de Saturno está incrível nesta foto tirada pela sonda Cassini

Esta é facilmente uma das melhores fotos já tiradas da Mimas, uma das luas de Saturno. A imagem revela as características de sua superfície e as sombras em sua cratera icônica. A sonda espacial Cassini capturou a imagem no dia 22 de outubro de 2016 a uma distância de 185.000 quilômetros. Cada pixel representa um quilômetro. A Mimas tem apenas 397,2 quilômetros de diâmetro e é o menor corpo no nosso sistema solar a ter um formato arredondado, resultado de sua própria gravidade. 

Os menores satélites do nosso sistema solar, como Hiperião e Phoebe, são irregulares e se parecem com batatas. A Mimas sempre é lembrada pela grande cratera causada por um impacto. Batizada em homenagem ao descobridor da lua, William Herschel, o buraco tem 130 quilômetros de diâmetro, abrangendo quase um terço do diâmetro do satélite.
© Foto: Lucasfilm e NASA A Estrela da Morte se parece com Mimas, mas é quase um terço menor.

A parede da cratera possui 5 quilômetros de altura em alguns pontos e a profundidade chega a 10 quilômetros. O pico de Herschel é quase tão alto quanto o Monte Everest. O impacto que gerou a cratera quase estraçalhou Mimas, produzindo fraturas no lado oposto da lua.  E como muito fãs de Star Wars apontaram, a cratera de Herschel faz com que Mimas se pareça um pouco com a Estrela da Morte. Para efeitos de comparação, a Estrela da Morte original de Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperançadeve ter 140 quilômetros de diâmetro, um terço do tamanho da Mimas e cerca de 1/25 avos da Lua da Terra. Ou melhor, a estação espacial do filme é quase do mesmo tamanho da cratera Herschel.
Fonte: MSN

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A Extraordinária Espiral em LL Pegasi

Crédito: ESAHubbleR. Sahai (JPL), NASA

O que criou a estranha estrutura espiral à esquerda? Ninguém tem a certeza, embora esteja provavelmente relacionada com uma estrela num sistema binário a entrar na fase de nebulosa planetária, quando a sua atmosfera externa é expelida. A enorme espiral estende-se por cerca de um-terço de um ano-luz e, dando quatro ou cinco voltas completas, tem uma regularidade sem precedentes. Dada a velocidade de expansão do gás em espiral, uma nova camada deverá aparecer a cada mais ou menos 800 anos, uma estreita correspondência com o tempo que leva para duas estrelas se orbitarem uma à outra. O sistema estelar que criou esta espiral é mais normalmente conhecido como LL Pegasi, mas também AFGL 3068. A própria estrutura invulgar foi catalogada como IRAS 23166+1655. A imagem em destaque foi captada no infravermelho próximo pelo Telescópio Espacial Hubble. O porquê da espiral, propriamente dita, brilhar, é um mistério, sendo que a hipótese mais provável é que está a ser iluminada pela luz refletida por estrelas próximas.
Fonte: ESA / NASA

Asteroide surpresa acabou de passar por nós na metade da distância da lua

Na manhã desta segunda-feira (9), um asteroide do tamanho de um prédio de dez andares quase esbarrou na Terra. A rocha, chamada de 2017 AG13  foi identificada apenas no último sábado pelo programa de monitoramento Catalina Sky Survey da Universidade do Arizona. Ela tem entre 15 e 34 metros de largura e passou pela Terra a 16km/s. O asteroide passou por nós na metade da distância entre a Terra e a Lua. Ele se moveu muito rapidamente, muito próximo de nós”, disse Eric Feldman, astrônomo da Slooh, companhia que divulga imagens ao vivo do espaço. “Ele passou pela órbita de dois planetas, Vênus e Terra”, complementou ele.

O que teria acontecido se o asteroide tivesse atingido a Terra? Pesquisadores da Universidade Purdue (EUA) criaram um simulador chamado Impact Earth! que examinou esta possibilidade, e os resultados sugerem que provavelmente não teria sido tão ruim quanto parece.
Se uma rocha porosa de 34 metros de largura tivesse atingido a Terra com um ângulo de 45 graus, teria simplesmente virado poeira quando atravessasse a atmosfera. O impacto seria suficiente para liberar 700 kilotons de energia, dezenas de vezes mais do que a bomba atômica de Hiroshima. Mas como isso aconteceria a uma altura de 16km, o som captado por nós aqui em baixo seria o equivalente ao que escutamos em meio ao tráfego pesado.
Segundo pesquisadores da universidade, impactos como este acontecem a cada 150 anos, mais ou menos. Slooh, porém, discorda, apontando que o 2017 AG3 tem o tamanho parecido com o asteroide que atingiu a Rússia em 2013 e assustou muita gente com a explosão de luz e com as milhares de janelas quebradas na cidade de Chelyabinsk.
Mark Sykes, diretor do Instituto de Ciência Planetária nos EUA, afirma que quase-esbarrões entre asteroides e a Terra não são raros. “Não é um evento tão incomum, e esse é um dos motivos que o torna tão interessante”, complementa ele. Apenas no mês de janeiro são esperados pelo menos 38 encontros próximos com asteroides parecidos com o 2017 AG3, de acordo com a NASA.
Enquanto o 2017 AG3 pode ter passado despercebido pelo NEOCam – o telescópio infravermelho responsável por detectar rochas espaciais maiores, de cerca de 140 m de largura –, a missão espera descobrir pelo menos 10 vezes mais objetos perto da Terra quando comparado com monitoramentos anteriores.
Fonte: Science Alert

Misterioso Planeta 9 pode ser um mundo desgarrado capturado pelo nosso sistema solar

O suposto Planeta 9, que alguns cientistas acreditam estar escondido muito além da órbita de Plutão, poderia ser um ex-planeta errante que foi capturado pelo nosso sistema solar em algum ponto no passado.  É muito plausível que o Planeta 9 seja um planeta errante – um mundo que cruza o espaço sem estar conectado a uma estrela – capturado”, disse o principal autor do estudo, James Vesper, da Universidade do Estado de Novo México, nos EUA.

Simulações

Os pesquisadores realizaram simulações de computador de 156 encontros entre nosso sistema solar e planetas errantes de vários tamanhos e trajetórias. Tais encontros podem não ser tão incomuns. Alguns estudos indicam que os planetas errantes podem superar os “normais” que circundam estrelas hospedeiras em toda a Via Láctea. As simulações sugerem que, em cerca de 60% dos encontros, o planeta “invasor” é lançado para fora do sistema solar. Destes, em cerca de 10% de todos os casos, o errante levaria pelo menos um dos planetas nativos do nosso sistema solar para longe com ele.
Já em cerca de 40% dos encontros, o errante acabaria sendo capturado pelo sistema solar. Isso pode acontecer por meio de uma “captura suave”, na qual nenhum planeta nativo é ejetado, ou o invasor poderia arrancar um ou mais mundos quando chegasse.

Planeta 9

A existência desse mundo foi proposta pela primeira vez em outubro de 2014 pelos astrônomos Scott Sheppard e Chadwick Trujillo. Eles observaram que a influência gravitacional de um mundo gigante não descoberto no sistema solar exterior poderia explicar esquisitices nas órbitas de vários objetos distantes, como o planeta anão Sedna.
Em janeiro de 2016, os astrônomos Konstantin Batygin e Mike Brown encontraram mais evidências de tal planeta nas órbitas de vários corpos no sistema solar exterior. Batygin e Brown apelidaram o mundo de Planeta Nove, e calcularam que ele possivelmente possui uma órbita altamente elíptica de 1.000 unidades astronômicas (AU) do sol.
Para colocar isso em perspectiva, 1 AU é a distância da Terra ao sol, ou cerca de 150 milhões de quilômetros. Netuno encontra-se a cerca de 30 UA do sol, e Plutão nunca fica a mais de 49 UA de nossa estrela.

Possibilidades

A órbita do Planeta 9 é consistente com a de um planeta errante. Mas os novos resultados da simulação não provam nada sobre as origens do mundo hipotético.
Na verdade, os astrônomos ainda têm de confirmar a existência do planeta – embora isso possa acontecer no início de 2017. Outros estudos consideram improvável a explicação do planeta errante, sugerindo que o Planeta 9 é um nativo do sistema solar, ou que o sol arrancou o mundo de uma outra estrela durante um encontro estelar há muito tempo.
Fonte: HypeScience.com