Nebulosas de Emissão

A Nebulosa da Lagoa, ou M8 (NGC 6523). É uma nebulosa de emissão que contém um enxame estelar à sua frente e várias regiões de formação estelar. O brilho vermelho é hidrogénio. Situa-se a 5,200 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário. Crédito: Robert Gendler

Uma nebulosa de emissão é uma nuvem de gás ionizado que emite luz de várias cores. A fonte mais comum desta ionização são fotões altamente energéticos emitidos de uma quente estrela vizinha. Entre os diferentes tipos de nebulosas de emissão estão as regiões H II, nas quais a formação estelar decorre e jovens, massivas estrelas são a fonte destes fotões. Normalmente, uma jovem estrela irá ionizar parte da mesma nuvem que a viu nascer. Apenas estrelas grandes e quentes podem libertar a quantidade de energia necessária para ionizar uma parte significativa da nuvem. Muitas das vezes, este trabalho é feito por um inteiro enxame de jovens estrelas.  

A cor da nebulosa depende da sua composição química e quantidade de ionização. Devido à alta prevalência de hidrogénio no gás interestelar, e à sua relativamente baixa energia necessária, muitas nebulosas de emissão são vermelhas. Se mais energia estivesse disponível, outros elementos poderiam ser ionizados e então apareceriam as cores verde e azul. Ao examinar o espectro de uma nebulosa, os astrónomos podem deduzir o seu conteúdo químico. A maioria das nebulosas de emissão contêm cerca de 90% de hidrogénio, sendo os restantes 10% hélio, oxigénio, nitrogénio e outros elementos. Algumas das mais espantosas nebulosas de emissão visíveis do hemisfério Norte são a Nebulosa da Lagoa (M8) e a Nebulosa de Orionte (M42).

As nebulosas de emissão têm frequentemente manchas escuras que resultam do bloqueio da luz por nuvens de pó. A combinação entre a nebulosa de emissão e o pó originam objectos muito interessantes, e muitas destas nebulosas têm o nome dos objectos a que se parecem, tal como a Nebulosa da América (NGC 7000) do Norte ou a Nebulosa do cone (NGC 2264). Algumas nebulosas são constituídas de componentes que reflectem e emitem, tal como a Nebulosa da Trífida (M20).
Fonte: www.ccvalg.pt

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