Supernovas podem ter causado duas das maiores extinções em massa da Terra; entenda
Estudo traz novas hipóteses para os eventos destruidores
Supernovas podem ter causado duas
das maiores extinções em massa da Terra; entenda (Foto: Reprodução/NASA)
Uma nova pesquisa sugere que
supernovas violentas podem ter sido a causa de duas extinções em massa
terrestres. A relação foi feita após a equipe analisar a taxa de supernovas
formadas por estrelas mais próximas do Sol, revelando que 2,5 corpos celestes podem
afetar a Terra de alguma forma a cada 1 bilhão de anos.
O estudo utilizou dados do
Telescópio Espacial Gaia da Agência Espacial Europeia, ressaltando como as
estrelas colossais e suas movimentações podem ter sido destruidoras.
“Explosões de supernovas trazem
elementos químicos pesados para o
meio interestelar, que são então usados para
formar novas estrelas e planetas. Mas se um planeta — incluindo a Terra — estiver localizado muito perto
desse tipo de evento, isso pode ter efeitos devastadores”, explicou Alexis Quintana, autor
principal do estudo, em uma declaração.
“Explosões de supernovas trazem
elementos químicos pesados para o
meio interestelar, que são então usados para
formar novas estrelas e planetas. Mas se um planeta — incluindo a Terra — estiver localizado muito perto
desse tipo de evento, isso pode ter efeitos devastadores”, explicou Alexis Quintana, autor
principal do estudo, em uma declaração.
O artigo publicado não traz
evidências concretas de que as supernovas tenham causado as mortes em massa,
mas apresenta a hipótese de que elas possam ter desempenhado um papel principal
no processo já conhecido.
Os especialistas apontam que os
objetos astronômicos podem ter removido a camada de ozônio que protege o
planeta, fazendo com que a Terra ficasse mais suscetível a radiação que afetou
as antigas populações animais.
Como as suposições não apresentam
uma base com argumentos completos, a comunidade científica ainda não aceita as
indagações como certeza. Porém, diversos cientistas da área concordam e se
animam com a descoberta, já que ela abre um novo caminho de estudo para os
eventos ainda “inexplicáveis”.
“Acho que muitas pessoas tem o
direito de dizer, você não sabe o que causou esses eventos de extinção. E então
pode haver alguns que digam que estamos especulando demais. O que realmente
queremos fazer é chamar a atenção para os números”, completa Nick Wright,
coautor do estudo.
Revistaplaneta.com.br
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