Novas descobertas supreendentes sobre o Sol

Rápida ficha técnica sobre o super astro que nos mantém vivos: está no centro do sistema que leva seu nome, seu diâmetro é de 1.392.000 km (quase 110 vezes maior que a Terra), sua massa é de 2 × 1030 quilos (cerca de 330 mil vezes mais pesado que o nosso planeta), a temperatura da superfície é de 5500 graus centígrados e a luz demora 8 minutos e 19 segundos para chegar de lá até aqui. Apesar de nem sempre termos esses números na ponta da língua, todos sabem que o Sol é muito grande, muito quente e muito distante daqui. Mas cientistas do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias ainda estão descobrindo novos fatos escondidos sob a fachada flamejante da nossa grande estrela. Um dos enigmas que ainda divide os cientistas diz respeito à composição do Sol. Até pouco tempo atrás, a ideia seguinte era quase uma unanimidade: no núcleo do Sol, átomos de Hidrogênio se fundem e formam cerca de 75% da massa, dando origem a elementos mais pesados, tais como Hélio, principalmente, mas também Carbono, Nitrogênio e Oxigênio, além de expelir energia para a superfície. Pesquisas recentes, no entanto, indicam que existe muito menos desses outros elementos do que se pensava. O fato de a composição química do Sol ser diferente daquela que os cientistas tiveram em mente até hoje pode ser um divisor de águas na Astronomia, porque muda o modo como se estudam as estrelas em geral.
A atmosfera solar está sendo minuciosamente estudada. Devido à quantidade de dados oriundos de diferentes centros de pesquisa, ainda vai levar um tempo para que a comunidade científica chegue a um consenso, afinal, sobre o quanto há de Hidrogênio e de ouros elementos na composição do Sol. Mas o fato é que o assunto está em evidência. No final da década de 1850, os cientistas descobriram que existem, nos raios solares, certas linhas escuras. Desde então, se sabe que essas linhas escuras representam a presença de determinados elementos na atmosfera Solar, já que absorvem a radiação que deveria chegar até nós. Assim, quanto maior for a faixa negra no raio de sol, maior a quantidade de tal elemento. O desafio, então, é saber de qual elemento se trata. Durante milhões de anos, a fusão do Hidrogênio no núcleo solar converte parte desse hidrogênio em hélio, e depois em elementos mais pesados, chamados pelos astrônomos de “metais”, embora alguns sejam gases, como Oxigênio e Nitrogênio. A porcentagem desses “metais” na composição total, que nos anos 90 foi concebida pelos cientistas como sendo de 2% do total do Sol, está sendo colocada em dúvida.

A partir de novos testes a partir dessas linhas escuras, os cientistas estão chegando à conclusão que a proporção dos “metais” é 40% menor do que se pensava. Assim, todos os elementos além de Hidrogênio e Hélio formam apenas 1,4% da composição solar. Pouco se conhece sobre a maneira como o Sol é formado. Os modelos anteriores dividem o Sol em camadas, assim como a Terra, em que é possível ver as divisões. Este modelo, no entanto, está sendo considerado muito simplório pela nova astronomia, que considera que há transferências constantes de massa e energia de camadas externas para as internas, e vice-versa. Isso torna essa divisão mais complexa, e dá origem a um modelo tridimensional do Sol. Outros indicadores estão sendo utilizados nos novos estudos. Um deles é o das ondas sonoras, que são emitidas graças a turbulências provocadas pelo Hélio. São espécies de “terremotos” na superfície solar, que também passam dados importantes aos astrônomos. O Sol passa a ser estudado com mais cuidado, mas ainda não se sabe exatamente o quanto do que for descoberto sobre ele também pode ser aplicado às demais estrelas da Via Láctea.
Fonte: http://www.hypescience.com/ 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Galéria de Imagens - Os 8 planetas de nosso Sistema Solar

Galáxias na Fornalha

Messier 109

Tipos de Estrelas

Galáxias no Rio

Gás galáctico escapa

M100

Poeira de meteoro

Conheça as 10 estrelas mais próximas da Terra

O QUE SÃO: Quasares, Blazares, Pulsares e Magnetares