25 de outubro de 2010

O European Extremely Large Telescope

O Maior Olho no Céu do Mundo
Os Telescópios de Enorme Dimensão são vistos a nível mundial como uma das maiores prioridades da astronomia feita a partir do solo. Eles irão proporcionar um enorme avanço do conhecimento na astrofísica em áreas como, o estudo detalhado de planetas extrasolares, os primeiros objectos do Universo, buracos negros supermassivos e a natureza e distribuição da matéria escura e energia escura, que dominam o Universo.
Desde o final de 2005 que o ESO, em conjunto com a comunidade europeia de astrónomos e astrofísicos que utilizam os seus telescópios, está a definir um novo telescópio gigante, instrumento necessário em meados da próxima década. Mais de uma centena de astrónomos de todos os países europeus se encontram envolvidos neste projecto, ajudando o Gabinete de Projectos do ESO a produzir o novo conceito, no qual o desempenho, custos, calendarização e riscos envolvidos foram cuidadosamente avaliados. Conhecido como E-ELT, sigla para European Extremely Large Telescope, este novo telescópio terrestre revolucionário terá 42 metros de diâmetro e será o maior telescópio óptico/próximo infravermelho do mundo: “o maior olho no céu”.
Com o inicio das operações previstas para 2018, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos do nosso tempo, será pioneiro num vasto número de assuntos, incluindo a procura de planetas extrasolares do tipo da Terra, que orbitem na chamada zona de habitabilidade, zona onde será possível a existência de vida – o equivalente à procura do Santo Graal da astronomia observacional moderna. Efectuará igualmente “arqueologia estelar” em galáxias próximas, e dará contribuições fundamentais à cosmologia, medindo as propriedades das primeiras estrelas e galáxias e tentando desvendar a natureza da matéria escura e energia escura. Para além de tudo isto, os astrónomos esperam ainda desvendar novas questões que irão certamente aparecendo com as
novas descobertas do E-ELT.

O E-ELT fará avançar a astronomia de forma considerável. Com um diâmetro de 42 metros e utilizando o conceito de óptica adaptativa, o E-ELT liderá muitas descobertas importantes na área da astronomia.

Uma das missões do E-ELT será a procura de planetas extras-solares: planetas que orbitam outras estrelas. Este estudo incluirá, não só a descoberta de planetas com massas semelhantes à da Terra, através de medidas indirectas de movimentos não esperados por parte da estrela que está a ser perturbada pelos planetas que a orbitam, mas também através de imagens directas de planetas maiores e possivelmente da caracterização das suas atmosferas.
Além disso, o conjunto de instrumentos do E-ELT permitirá aos astrónomos investigar as primeiras fases de formação de sistemas planetários e detectar água e moléculas orgânicas em discos proto-planetários em torno de estrelas em formação. Ou seja, o E-ELT responderá a questões fundamentais relacionadas com a formação de planetas e aproximar-nos-á da resposta à pergunta: estaremos sozinhos? Para além do óbvio interesse científico, esta questão levará a um avanço extraordinário para a Humanidade.

O E-ELT em números

Diâmetro do espelho principal: 42 metros
Superfície de energia colectável: 1300 metros quadrados 
 42 metros de diâmetro

Com o seu espelho principal de 42 metros de diâmetro, este será o maior telescópio a observar na região do visível. Será quatro a cinco vezes maior que os actuais telescópios de última geração e poderá colectar cerca de 15 vezes mais radiação. Será também muito maior que os outros dois telescópios de grandes dimensões que estão a ser projectados, o Telescópio de 30 Metros (Thirty-Meter Telescope) e o Telescópio Gigante de Magalhães (Giant Magellan Telescope).

Quase 1000 segmentos

Não é possível nem aconselhável construir um espelho de tais dimensões numa só peça. Em vez disso, o espelho de 42 metros será composto por cerca de 1000 segmentos hexagonais, com cerca de 1.4 metros de largura e 5 cm de espessura. Todo o conceito do telescópio é, de facto, modular de tal forma que as peças podem ser fabricadas em grandes quantidades, reduzindo assim o custo de maneira drástica. Apenas esta concepção torna possível a construção do E-ELT dentro dum orçamento aceitável.

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