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Um Universo de matéria escura?

Imagem do Projecto Millenium Simulation, tirada em 2005, de uma região do espaço com 1,6 biliões da anos luz de extensão. Visualiza-se a distribuição dos aglomerados de galáxias, os nós a amarelo, e os filamentos de matéria que os ligam, por efeito gravítico, essencialmente devidos à matéria escura.
 
Um Universo-sombra entretecido silenciosamente no nosso poderá ter a sua própria vida interior. Através da força da gravidade a matéria escura, ainda desconhecemos a sua natureza, esculpe o nosso Universo numa teia de galáxias. Os cientistas suspeitam que para além da força da gravidade a matéria escura possa também exercer outras forças. Duas razões os levam a pensar na sua presença, a que atribuem 23% da matéria total do Universo. À matéria visível que percepcionamos, as galáxias, radiação e gás, um pouco mais de 4%. Os restantes 73% são atribuidos à energia escura, que só conhecemos pelo seu efeito repulsivo sobre a matéria visível, que será a responsável pela aceleração da expansão do Universo. Não são apenas as estrelas, as galáxias e as nuvens de gás que se movem como estando a ser puxadas pela gravidade da matéria escura mas outros enigmas presentes em processos de radioactividade que só poderão ser atribuidos a um outro tipo de partículas desconhecidas. 

À matéria escura é usualmente atribuido ser constituida por WIMP's, um tipo de partículas que interagem muito pouco com a matéria visível ou, pelo menos, é essa a actual suposição. Poderá a matéria escura ter uma vida rica no seu interior? Físicos de partículas que se dedicam ao estudo da matéria escura admitem que esta poderá interagir através de uma ampla gama de forças, incluindo uma forma de luz a que os nossos olhos são totalmente cegos. Dos tipos de anomalias que vemos e cujas causas lhe atribuimos podemos retirar delas alguns factos básicos. A matéria escura parece ser um mar de partículas invisíveis que preenche o espaço de modo desigual enquanto que a energia escura o preenche de modo homogéneo, uniforme, e aje como se estivesse entremeada no tecido do próprio espaço.

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