25 de agosto de 2010

Nova Imagem de uma Espiral Clássica

O ESO acaba de divulgar uma bela imagem da galáxia próxima Messier 83, obtida com o instrumento HAWK-I montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), no observatório do Paranal, Chile. A imagem mostra a galáxia na radiação infravermelha e demonstra o impressionante poder da câmara, capaz de criar a fotografia mais nítida e mais detalhada alguma vez conseguida de Messier 83, a partir do solo terrestre.
A galáxia Messier 83 (eso0825) situa-se a cerca de 15 milhões de anos-luz de distância na constelação da Hidra. Tem um tamanho de cerca de 40 000 anos-luz, ou seja, apenas 40% do tamanho da Via Láctea, mas é, em muitos aspectos, semelhante à nossa casa galáctica, tanto na forma espiral como na presença de uma barra de estrelas no seu centro. Messier 83 é famosa entre os astrónomos devido às suas supernovas: vastas explosões que terminam a vida de algumas estrelas. Durante o século passado, foram observadas seis supernovas nesta galáxia - um número recorde apenas alcançado por uma outra galáxia. Mas, mesmo sem supernovas, Messier 83 é uma das galáxias próximas mais brilhantes, visível no céu através de simples binóculos.
Messier 83 foi observada na região infravermelha do espectro electromagnético pelo instrumento HAWK-I  uma poderosa câmara montada no Very Large Telescope do ESO. Quando observada no infravermelho a maior parte da poeira que obscurece a galáxia torna-se transparente. O gás muito brilhante que circunda as estrelas jovens quentes nos braços espirais também se torna menos proeminente nas imagens infravermelhas. O resultado é que podemos observar muito mais da estrutura da galáxia e dos vastos grupos das suas estrelas constituintes. Esta imagem, nitidamente mais limpa, simplifica o trabalho dos astrónomos que procuram enxames de estrelas jovens, principalmente os que se encontram escondidos nas regiões de poeira da galáxia. Estudar tais enxames estelares é um dos principais objectivos científicos destas observações .Quando comparada com imagens anteriores, a visão penetrante da HAWK-I revela muito mais estrelas no interior da galáxia.
A combinação do enorme espelho do VLT, do grande campo de visão e da grande sensibilidade da câmara, com as óptimas condições de observação no Observatório Paranal do ESO, fazem da HAWK-I uma das mais poderosas câmaras no infravermelho do mundo. Os astrónomos aguardam impacientemente a sua vez para puderem utilizar este instrumento, que começou a operar em 2007 (eso0736), e obterem algumas das melhores imagens infravermelhas do céu nocturno tiradas a partir do solo.
Créditos:eso.org

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