19 de maio de 2011

Netuno e Tritão segundo a Voyager 2

O gigante gasoso Netuno e sua gelada lua Tritão formam este par de esferas que foram capturadas pela câmera da Voyager 2 em sua jornada pelos confins do Sistema Solar.
Em sua viagem silenciosa pelo Sistema Solar exterior, a espaçonave Voyager 2 focalizou com sua câmera para capturar esta bela imagem de Netuno e Tritão juntos em fase crescente, em 1989. A imagem acima de um planeta gigante gasoso e sua grande lua enevoada foi obtida por trás após a máxima aproximação da Voyager 2. Esta visão nunca poderia ter sido obtida a partir da Terra porque Netuno jamais mostra sua fase crescente para nós. Esta incomum visão despe Netuno de sua familiar tonalidade azul que pode ser vista na foto abaixo, uma vez que a luz do Sol aqui está espalhada e avermelhada como o por do Sol.
As nuvens de Netuno segundo a Voyager 2
Na foto acima estão claramente visíveis logas e claras nuvens tipo cirrus flutuando na alta atmosfera de Netuno. Aqui podemos ver sombras destas nuvens sobre as camadas nubladas inferiores. A maior parte da atmosfera de Netuno é composta de hidrogênio e hélio, que são invisíveis. Assim, a cor azulada de Netuno é oriunda do metano que preferencialmente absorve a luz vermelha. Netuno possui os ventos mas velozes do Sistema Solar, que atingem 2.000 quilômetros por hora. Netuno é menor em diâmetro porém mais massivo que Urano, possui vários anéis obscuros e emite mais luz (radiação) que a que recebe diretamente do Sol.
Voyager 2 obteve esta visão parcial de Tritão, a maior lua de Netuno, logo após sua aproximação máxima, em sua passagem pela sua sombra na manhã de 25 de agosto de 1989. A distância entre a Voyager 2 e Tritão era de 90.000 km. Crédito: NASA/JPL/missão Voyager 2
Imagem de Tritão pela Voyager 2, tomada em 1989. Créditos: NASA/JPL
A imagem acima de Tritão foi captada em 1989 pela única nave até hoje que passou próxima desta lua de Netuno: a Voyager 2. A Voyager 2 encontrou neste mundo gelado um solo fascinante, uma fina camada atmosférica e até evidências da existência de crio-vulcões nesta lua de órbita retrógrada peculiar.

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