21 de março de 2012

‘Super-Terra’ não poderia transferir matéria para outros corpos de seu sistema solar

Em 2007, pesquisadores ficaram estupefatos com a descoberta de um planeta fora do Sistema Solar muito parecido com o nosso: o Gliese 581 c (a imagem acima é uma concepção artística de como seria o planeta. Crédito: ESO). Três vezes maior do que a Terra, ele orbita uma estrela anã vermelha a uma distância que permite a existência de água líquida em sua superfície, temperaturas amenas e atmosfera. Em outras palavras: o local é potencialmente habitável. O que tornaria o seu entorno, a 20 anos-luz de nós, também propício à vida. Ao menos na teoria. Mas as coisas não são bem assim. O maior enigma de todos os tempos é saber de onde e como a vida surgiu. Acredita-se que os blocos primordiais capazes de dar origem a organismos estiveram espalhados pelo universo e, dadas as condições ideais – como a explosão de uma estrela, por exemplo -, se uniram para formar estruturas mais complexas. Assim, os primeiros microorganismos podem ter se formado em um ambiente extraterrestre, pegando carona em um cometa para chegar aqui. Ocorre que a mesma lógica não pode ser aplicada ao Gliese 581 c. Pesquisadores da Universidade Purdue, nos EUA, mostraram que o intercâmbio de material entre a ‘Super-Terra’ e sua vizinhança é muito improvável. A explicação estaria justamente na órbita dos quatro planetas que compõem o sistema solar: como estão próximos da estrela, suas velocidades orbitais seriam maiores, de forma que qualquer massa ejetada do planeta seria incapaz de cair em outro corpo do mesmo sistema. Ou seja: mesmo tendo condições, as chances de existir vida na Super-Terra da forma como a conhecemos diminuem, pois o seu sistema solar não é tão similar ao nosso quanto se supunha.
Fonte: Ciência Diária

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