Pular para o conteúdo principal

Evento do eclipse total do Sol de 2019 no Observatório de La Silla do ESO no Chile


Em 2 de Julho de 2019 um dos fenômenos naturais astronômicos mais impressionantes será visível no Observatório de La Silla do ESO no Chile — um eclipse total do Sol. Uma vez que tais eventos são muito raros — o próximo visível em La Silla ocorrerá daqui a 212 anos — o ESO organizará uma campanha de atividades de divulgação e observação no local, permitindo assim ao grande público assistir a este extraordinário evento.

Neste sentido, estarão disponíveis a partir das 08:00 (horário de Brasília) de sexta-feira, dia 13 de Julho de 2018, bilhetes para participar neste evento.  No dia 2 de julho de 2019, a Lua cobrirá a face do Sol, transformando o dia em noite num eclipse solar total que cobrirá uma faixa de 150 km de largura no norte do Chile. Milhares de visitantes vindos de todas as partes do globo viajarão até à região para ver este fenômeno, que terá como pano de fundo a paisagem do deserto chileno. O eclipse será visível a partir do Observatório de La Silla do ESO, no Chile, no mesmo ano que o observatório celebra 50 anos de operações.

 Para comemorar esta conjunção única, o ESO está organizando um evento dedicado ao Eclipse Total do Sol de 2019, no Observatório de La Silla no dia do eclipse. Uma vez que o eclipse propriamente dito decorrerá apenas no final da tarde, o resto do dia será dedicado a muitas outras atividades, incluindo visitas aos telescópios de La Silla, palestras e workshops. A observação do eclipse dependerá das condições atmosféricas, as quais não podemos garantir que colaborem.

“Nessa terça-feira de Julho de 2019, os olhos do mundo estarão voltados para o Chile, na altura em que a Lua passar entre a Terra e o Sol, tapando a luz da nossa estrela,” explica Claudio Melo, o Representante do ESO no Chile. “A astronomia assim como a beleza sem par dos céus chilenos estarão expostos a todo o mundo, já que a raridade do eclipse total atrairá milhares de pessoas, tanto do Chile como de outros países, para o norte do país.”

O ESO, o Cerro Tololo Inter-American Observatory, o Gemini Observatory, o SOAR Observatory, o Large Synoptic Survey Telescope, o Las Campanas Observatory e o Giant Magellan Telescope Project estão trabalhando em estreita colaboração com os Governos Regionais de Coquimbo e Atacama, assim como com instituições locais, no intuito de levar a ciência em geral e a astronomia em particular para mais perto dos chilenos e do grande público durante o eclipse de 2019, e acolher o grande número de visitantes esperados. 

Estão disponíveis online mais informações sobre o evento do ESO. Na loja do ESO estarão disponíveis 300 bilhetes a partir das 08:00 (horário de Brasília) de sexta-feira, dia 13 de julho. Os bilhetes custam 200 euros e incluem transporte desde o sopé da montanha de La Silla até ao Observatório, óculos para usar durante o eclipse e acesso a todos os eventos e atividades no local. A venda de bilhetes será feita segundo o princípio de atendimento por ordem de chegada.

O montante angariado na venda dos bilhetes cobrirá as despensas do evento e ajudará igualmente a financiar outras atividades de educação e divulgação científica, incluindo o acesso gratuito aos locais do ESO para membros selecionados do público que nos visitarão nesse dia, entre eles alunos chilenos das escolas da região. Visitantes das escolas chilenas locais participarão no evento através de um concurso especial a ser realizado no Chile.

Além disso, será ainda organizada uma competição pública para os cidadãos dos Estados Membros do ESO. Uma segunda edição do encontro de redes sociais #MeetESO será também organizada. Representantes dos meios de comunicação social e outros grupos de divulgação irão também participar no evento. Em breve serão anunciados no website do ESO mais detalhes sobre as atividades a serem realizadas e sobre convites para participar no evento.

Juntamente com a comunidade científica representada pela SOCHIAS, CONICYT e pelas universidades chilenas, os Observatórios estão empenhados em promover o Eclipse Total do Sol de 2019, levando a ciência em geral e a astronomia em particular para mais perto do grande público, tanto no Chile como no resto do mundo, e sensibilizar o público para a importância de proteger os céus escuros do Chile. Uma campanha de eventos terá lugar durante todo o ano até o dia do eclipse, incluindo palestras públicas, exposições, material online e concursos para as escolas e nas redes sociais, cujos vencedores serão convidados a visitar um dos Observatórios.

Os eclipses solares totais são fenômenos raros, ocorrendo em média uma vez a cada 360 anos para determinado local. Trata-se de uma oportunidade única a não perder, tanto para entusiastas de astronomia como para qualquer pessoa que gostaria de ver um evento astronômico verdadeiramente dramático. 
Fonte: ESO

Comentários

Postagens mais visitadas

Tipos de Estrelas

Anã branca: Estrela pequena e quente, que se acredita assinalar o estágio final de evolução de uma Estrela como o Sol. Uma Anã branca é mais ou menos do tamanho da Terra, embora contenha tanta matéria quanto o Sol. Essa matéria compacta é tão densa que um dedal dela pesaria uma tonelada ou mais. As Anãs brancas são tão fracas que mesmo as mais próximas de nós, que giram em torno de Sirius e de Procyon, só são vistas com telescópio. 
Anã vermelha: Estrela fria e fraca, de massa menor que a do Sol. As Anãs vermelhas são provavelmente as Estrelas mais abundantes em nossa galáxia, embora seja difícil observá-las em virtude de seu brilho fraco. Mesmo as Anãs vermelhas mais próximas, Próxima Centauri e a Estrela de Barnard, são invisíveis sem telescópio. 
Anã Marron: É um corpo celeste cuja massa é pequena demais para que ocorra uma fusão nuclear em seu núcleo, a temperature e a pressão do núcleo são insuficientes para que a fusão aconteça. Por isso, não pode ser considerada realmente uma est…

Conheça as 10 estrelas mais próximas da Terra

O sol é uma estrela entre milhões na nossa galáxia. Mas muitas outras estrelas próximas existem, inseridas nos seus próprios sistemas e possivelmente algumas delas até terão planetas a orbitá-las. A presente lista detalha as 10 estrelas mais próximas das Terra, cada uma com o seu próprio sistema solar e algumas pertencendo a sistemas binários. Algumas delas são anãs vermelhas, sendo que possuem uma magnitude tão baixa que apesar da sua proximidade à Terra não as conseguimos ver a olho nu. 1. O Sol Distância: 8 minutos/luz Obviamente, a estrela mais próxima da Terra é a estrela central no nosso sistema solar, nomeadamente o nosso sol. Ele ilumina diretamente a Terra durante o dia e é responsável pelo brilho da Lua durante a noite. Sem o Sol, a vida como a conhecemos não existiria aqui na Terra. 2. Alpha Centauri Distância: 4,24 anos-luz Alpha Centauri é na verdade um sistema composto por três estrelas. As estrelas principais no sistema de Alpha Centauri, chamadas de Alpha Centauri A e Alp…

Galéria de Imagens - Os 8 planetas de nosso Sistema Solar

Mercúrio é um planeta seco, quente e quase não tem ar. O planeta fica a quase 58 milhões de quilômetros do Sol e não tem lua nem atmosfera. Fica tão perto do Sol que as temperaturas da superfície podem chegar a 430oC. Assim como a Lua, o planeta é coberto por uma camada fina de minerais. Mercúrio também tem áreas de terra amplas e planas, precipícios e muitas crateras profundas como as da Lua. Cientistas dizem que o interior de Mercúrio e da Terra é feito de ferro.

Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol e é quase do mesmo tamanho da Terra. A superfície do planeta é cheia de montanhas, vulcões, cânions e crateras. O planeta é coberto por nuvens de ácido sulfúrico, uma substância mortal. Vênus também é um planeta muito quente: a temperatura na superfície é de 460oC. Os cientistas enviaram uma nave para explorar o planeta. A primeira a sonda passar perto do planeta foi a Mariner 2, em 1962.

A Terra é o terceiro mais próximo do Sol e o maior dos quatro planetas rochosos. É uma esfera…

Espaço sideral

Espaço sideral é todo o espaço do universo não ocupado por corpos celestes e suas eventuais atmosferas. É a porção vazia do universo, região em que predomina o vácuo. O termo também pode ser utilizado para se referir a todo espaço que transcende a atmosfera terrestre.
Conceituações
Em astronomia, usa-se a denominação "espaço externo" ou "espaço sideral" para fazer referência a todo espaço que transcende o espaço englobado pela atmosfera terrestre. O espaço sideral é frequentemente subdividido em três subespaços:
1.Espaço interplanetário designação usada sobretudo para se referir aos espaços existentes entre os planetas do nosso próprio sistema solar. Por extensão, inclui as distâncias entre os eventuais planetas de qualquer sistema estelar, inclusive o nosso.
2.Espaço interestelar designação usada para se referir às porções de quasi-vácuo existentes entre as estrelas. Refere-se sobretudo aos espaços entre as estrelas da nossa própria galáxia: a Via Láctea.
3.Espaço inte…

23 curiosidades sobre o universo.

O universo e a astronomia já são fascinantes por si só, mas entre grandes descobertas, imagens fantásticas e fatos surpreendentes, existem curiosidades muito interessantes para todos os entusiastas. Neste artigo reunimos as 23 curiosidades que achamos mais interessantes para partilhar. Algumas são do conhecimento geral, mas relembrar é bom para o conhecimento cientifico do que nos rodeia.
1. A Terra pesa 5 980 000 000 000 000 000 000 000 kg; 2. Se estás a tentar decorar o nome das estrelas, começa por esta: Torcularis Septentrionalis. Não consegues pronunciar, mas também não consegues esquecer; 3. Um carro a 160km/h demoraria 221 000 milhões de anos a chegar ao centro da Via Láctea; 4. O Universo expande-se cerca de 1,6 biliões de km por hora; 5. Os astronautas não podem chorar. Não que seja lei, mas porque não existe gravidade para que as lágrimas possam escorrer; 6. As interferências nas televisões são provocadas pelas ondas do Big Bang no início do Universo; 7. A constelação do Cruzeiro …

Como surgiram as galáxias

Nos últimos anos, nossa visão do universo passou por grandes transformações. Uma delas é que os pesquisadores descobriram que ele está se expandindo muito e é povoado por uma infinidade de corpos celestes. Isso porque no começo do século passado, todos acreditavam que a Via Láctea era a única galáxia do universo, apesar de avistarem outras, acreditavam que fazia parte da nossa galáxia. Mas no ano de 1924, Edwin Hubble deu uma luz na situação, e provou que existem centenas de bilhões de galáxias, muito mais do que se imaginava, e que elas estavam se distanciando entre si, todas estavam se afastando de nós. Isso levantou muitas questões a respeito de que estávamos no centro do universo, mas esse é tema para outro artigo. Mas então se essas galáxias estão se afastando cada vez mais, é de se imaginar que um dia elas estavam mais unidas. E voltando ainda mais no tempo, estavam todas amontoadas num único ponto, o Big Bang. Mas o assunto de hoje é como elas surgiram. Se o universo está se exp…