Empurrando o Envelope

O objeto com o codinome G327.1-1.1 é na verdade a conseqüência de uma estrela massiva que explodiu como supernova na Via Láctea. Uma estrela de nêutrons altamente magnética e com uma rotação muito rápida chamada de pulsar foi deixada para trás depois da explosão e está produzindo ventos de partículas relativísticas, que são observados em raios-X pelo Chandra e pelo XMM-Newton (marcados em azul na imagem) bem como por sinais de rádio (amarelos e vermelhos). Essa estrutura é chamada de pulsar de vento de nebulosa. A provável localização da estrela de nêutrons em rotação é mostrada na versão anotada da figura. O grande círculo vermelho mostra a emissão de rádio da onda de choque e a imagem composta também contém dados infravermelhos do projeto de pesquisa 2MASS (vermelho, verde e azul) que mostra as estrelas presentes no campo de visão. Não existe uma explicação clara e conhecida para a natureza diferente do G327.1-1.1, incluindo o fato do pulsar estar deslocado da posição central nos dados de rádio e a forma parecida com cometa das emissões de raios-X. Uma possibilidade é que nós estamos observando os efeitos da onda de choque rebatendo de volta na concha de material - ou envelope - que é varrido pela onda produzida na explosão, a então chamada onda reversa da onda de choque. O pulsar está se movendo para cima para longe do centro da explosão mas o pulsar de vento de nebulosa está sendo varrido pela onda de choque reversa que também viaja no sentido inferior esquerdo. As observações de raios-X permitem aos cientistas estimarem a energia lançada durante a explosão de supernova e a idade do remanescente bem como a quantidade de material que está sendo varrido à medida que a onda de choque da explosão se expande. A bolha apagada que o pulsar parece ter criado também revela que o vento do pulsar está sendo soprado para uma região já varrida pela onda de choque reversa.

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