Procurando Terras ao Procurar Júpiteres

Na busca por planetas tipo-Terra, é útil a procura de pistas e padrões que possam ajudar os cientistas a limitar os tipos de sistemas onde planetas potencialmente habitáveis provavelmente serão descobertos. Novas pesquisas restringem a busca por planetas tipo-Terra perto de planetas tipo-Júpiter. O trabalho desta equipa de cientistas indica que os movimentos pós-formação de Júpiteres quentes provavelmente perturbam a formação de planetas tipo-Terra. O seu trabalho foi publicado na edição de 7 de Maio da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A equipa, liderada por Jason Steffen do Centro Fermilab para Astrofísica de Partículas, usou dados da missão Kepler da NASA para procurar planetas "Júpiteres quentes" - planetas mais ou menos do tamanho de Júpiter com períodos orbitais de aproximadamente três dias. Se um planeta tipo-Júpiter for descoberto graças a uma ligeira diminuição no brilho da estrela que orbita à medida que passa entre esta e a Terra, então é possível - dentro de certos parâmetros - determinar se o Júpiter quente tem quaisquer outros companheiros planetários.

Dos 63 sistemas candidatos com Júpiteres quentes identificados pelo Kepler, a equipa de pesquisa não descobriu quaisquer evidências de companheiros planetários vizinhos. Existem algumas explicações possíveis. Uma explica que não existem companheiros planetários para qualquer destes Júpiteres quentes. Outra é que os outros planetas são demasiado pequenos, em tamanho ou em massa, para serem detectados usando estes métodos. Por fim, é possível que existam mais planetas, mas que a configuração das suas órbitas os torne indetectáveis usando estes métodos.

No entanto, quando alargando a busca para incluir sistemas com o tamanho de Neptuno (conhecidos como "Neptunos quentes"), ou "Júpiteres amenos" (planetas com o tamanho de Júpiter com órbitas ligeiramente maiores que os Júpiteres quentes), a equipa descobriu alguns potenciais companheiros. Dos 222 Neptunos quentes, descobriram evidências de dois possíveis companheiros, e dos 31 Júpiteres amenos, descobriram três com possíveis companheiros. "As implicações destes achados demonstram que sistemas com planetas tipo-Terra formaram-se de modo diferente do que os sistemas com Júpiteres quentes," afirma Alan Boss, da equipa científica e do Instituto Carnegie para a Ciência. "Como acreditamos que os Júpiteres quentes se formam mais longe, e depois migram para mais perto das suas estrelas, a migração em direcção ao interior perturba a formação de planetas tipo-Terra. Se o nosso Sol tivesse um Júpiter quente, não estaríamos cá."
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia

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