Phobos, a lua condenada de Marte

Marte é um planeta muito popular. Ele faz as manchetes tantas vezes, que nós até nos esquecemos de outros elementos interessantes, como sua lua Phobos, por exemplo. O planeta vermelho leva o nome do deus romano da guerra, e suas duas pequenas luas, Phobos e Deimos, têm nomes derivados do grego que significam “medo” e “pânico”, respectivamente. Um belo conjunto assustador. Segundo estudos, as luas marcianas podem ser na verdade asteroides capturados pela atração do planeta, originários do cinturão de asteroides que fica entre Marte e Júpiter, ou talvez originários de locais ainda mais distantes do sistema solar.

Observações anteriores de Phobos em comprimentos de onda visível e em infravermelho sugeriram a possível presença de condritos carbonados. Os cientistas pensam que esse material rico em carbono, rochoso, que sobrou da formação do sistema solar, é o que origina os asteroides do chamado “cinturão principal” entre Marte e Júpiter. Porém, outras teorias também levantam a possibilidade de que Phobos seja na verdade feita de pedras que partiram da superfície marciana durante um evento catastrófico.

O material teria decolado da superfície de Marte por causa de uma colisão com uma rocha espacial, e se aglutinado para formar a lua. Phobos, como se pode ver na foto acima, de fato se parece mais com um asteroide, tendo uma forma bastante irregular e aparência cheia de crateras. Sua aparência ou origem, no entanto, não são os únicos, nem os principais, problemas de Phobos. A lua orbita tão perto de Marte – cerca de 5.800 quilômetros acima da superfície do planeta, em comparação com 400.000. quilômetros entre nosso planeta e nossa lua – que as forças gravitacionais do planeta vermelho a arrastam para baixo. Em 100 milhões de anos, Phobos provavelmente será terrivelmente abalada pelo estresse causado pelas forças gravitacionais implacáveis de Marte, e seus restos em decomposição formaram um anel ao redor do planeta. A imagem do artigo foi feita pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, em uma resolução de cerca de sete metros por pixel.
Fonte: Hypescience.com
[NASA]

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