Astronomos descobrem sistema solar mais antigo com planetas rochosos

ilustração do sistema solar Kepler-444
O sistema compacto, chamado Kepler-444, é o lar de cinco planetas pequenos em órbitas muito íntimas. Os planetas foram detetados através da diminuição de brilho que ocorrem quando transitam o disco da estrela, como ilustrado nesta impressão de artista. Crédito: Tiago Campante/Peter Devine

Cientistas liderados por asterosismólogos da Universidade de Birmingham descobriram um sistema com 5 planetas, de tamanho semelhante ao da Terra, que remonta ao início da nossa Galáxia. Graças à missão Kepler da NASA, os cientistas anunciaram no passado dia 27 de janeiro e na revista The Astrophysical Journal, a observação de uma estrela parecida com o Sol (Kepler-444) e de 5 planetas com tamanhos entre Mercúrio e Vénus.Kepler-444 formou-se há 11,2 mil milhões de anos, quando o Universo tinha menos de 20% da sua idade atual. Este é o sistema, conhecido, mais antigo com planetas de tamanho terrestre na nossa Via Láctea - duas vezes e meia mais antigo que a Terra.

A equipa realizou a pesquisa usando asterosismologia - ouvindo as ressonâncias naturais da estrela-mãe provocadas pelos sons presos dentro dela. Estas oscilações levam a alterações ou pulsos minúsculos no brilho, o que permite com que os investigadores possam medir o seu diâmetro, massa e idade. Os planetas foram detetados pelo escurecimento que ocorre quando os planetas transitam ou passam em frente do disco estelar. Esta diminuição na intensidade do brilho estelar permite medir com precisão o tamanho dos planetas em relação ao tamanho da estrela.

O Dr. Tiago Campante, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Birmingham, que liderou a pesquisa, afirma: "Esta descoberta tem muitas implicações. Sabemos agora que planetas do tamanho da Terra podem ter-se formado durante a maior parte da história de 13,8 mil milhões de anos do Universo, o que poderá criar condições para a existência de vida antiga na Galáxia. "Quando a Terra se formou, os planetas neste sistema já eram mais velhos que o nosso planeta é hoje. Esta descoberta pode agora ajudar a identificar o começo do que poderíamos chamar de 'era da formação planetária'."

O professor Bill Chaplin, da mesma instituição, que tem liderado a equipa que estuda estrelas do tipo solar para a missão Kepler através de asterosismologia, acrescenta: "As primeiras descobertas de exoplanetas em torno de outras estrelas semelhantes ao Sol na nossa Galáxia têm alimentado esforços para encontrar outros mundos como a Terra e outros planetas terrestres fora do nosso Sistema Solar. "Estamos agora a ter os primeiros vislumbres da variedade de ambientes galácticos propícios à formação destes mundos pequenos. Como resultado, o caminho para uma compreensão mais completa da formação planetária no início da história da Via Láctea desdobra-se agora diante de nós."
Fonte: Atronomia Online - Portugal


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