26 de setembro de 2017

NGC 6753 Uma bela galáxia espiral com sua coroa

Apesar dos avanços conseguidos em várias áreas nas últimas décadas, o processo de formação de galáxia, permanece como sendo uma questão em aberto na astronomia. Várias teorias tem sido sugeridas, mas como as galáxias se apresentam nas mais diversas formas e tamanhos, elípticas, espirais, irregulares, etc.., nenhuma teoria tem conseguido de forma única e satisfatória explicar a origem de todas as galáxias no universo.
Para determinara qual o modelo de formação de galáxias está correto, se é que existe um, os astrônomos caçam por sinais de processos físicos que possam ser observados nas galáxias. Um exemplo desses processos, são as chamadas coroas galácticas, que são regiões enormes e invisíveis de gás quente que rodeiam o bulbo visível da galáxia formando uma estrutura esferoidal. Essas coroas são tão quentes que elas podem ser detectadas pela emissão de raios-X. Pelo fato de serem filamentadas elas são extremamente difíceis de serem detectadas. Em 2013, os astrônomos destacaram a NGC 6753, mostrada aqui numa bela imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble, como uma das únicas galáxias espirais conhecidas que era massiva o suficiente e próxima o suficiente para ter sua coroa estudada e imageada com detalhes. A NGC 6753, está localizada a cerca de 150 milhões de anos-luz de distância da Terra, e óbvio que isso é perto em termos astronômicos.
A NGC 6753 apresenta uma grande variação de cores nessa imagem, as explosões azuladas nos braços espirais são regiões preenchidas com estrelas jovens emitindo intensa radiação ultravioleta, enquanto que áreas mais avermelhadas são preenchidas com estrelas mais velhas emitindo uma radiação mais fria no infravermelho próximo.
Fonte: SPACE TODAY
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